Brasil é o país com maior número de primatas ameaçados de extinção no mundo

São poucas as espécies de primatas que não correm sérios riscos de extinção, e a dimensão do problema é tragicamente medida pelos países onde vivem a maior parte delas: Brasil, Madagascar, Indonésia e Congo. Das 439 espécies conhecidas, 286 vivem entre esses quatro países – e 60% estão ameaçadas. No Brasil vivem 102 espécies diferentes, país com a maior quantidade de espécies de primatas, e dessas, 35 correm, em diferentes graus, risco de extinção. Trata-se do país com maior número de primatas em risco de extinção no mundo, conforme um estudo publicado recentemente na revista científica PeerJ confirmou.

O estudo reuniu um grupo internacional de 72 especialistas, com 8 oriundos de instituições brasileiras. Embora o número de espécies por aqui em unidades de conservação seja alto, com cerca de 38%, a quantidade de primatas brasileiros coloca esse número em uma realidade alarmante. Na proporção dos quatro países, que possuem cerca de 2/3 de toda a população de primatas não-humanos do mundo, a situação se agrava: na Indonésia a população protegida é de 17%, no Congo, 14% e em Madasgar também 38%.

A caça e a perda de habitat são as principais ameaças, mas outros perigos, como doenças, explorações da floresta em todo tipo, extração de petróleo e comércio ilegal também colocam as espécies em sério risco. Estima-se que, no Brasil, as áreas de ocorrências de primatas diminuirão potencialmente em até 78% até o final do século, e é por isso que a ampliação das áreas protegidas é a primeira medida para salvar os primatas.

Além disso, os especialistas afirmam que é preciso criar corredores florestais para a migração de populações isoladas, restaurar comunidades florestais naturais, ampliar a segurança alimentar, e preservar as florestas de modo geral, tanto em desmatamento quanto em poluição. O estudo sugere a criação de um fundo de sustentabilidade e conservação para ser pago por empresas que explorem e provoquem danos ambientais.

Além de serem fundamentais para a biodiversidade e o equilíbrio ecológico de diversos ecossistemas, os primatas são nossos parentes mais próximos, além de serem de suma importância para a compreensão da evolução humana. Antes de tudo, porém, são seres vivos, que dividem conosco o planeta, e contra os quais a tirania humana não pode seguir se abatendo, a ponto de correrem o risco de simplesmente desaparecem.

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Lêmures são agora a espécie de primata mais ameaçada do planeta

A ignorância humana é aparentemente múltipla e infinita, mas uma das maneiras mais eficazes de medi-la é através das consequências das ações humanas sobre o planeta – em especial sobre outros animais com os quais dividimos a Terra. De acordo com a organização União Internacional pela Conservação da Natureza, o mais ameaçado primata do planeta hoje é o lêmure, aproximando-se da extinção por conta exclusiva da ação humana.

Nativos de Madagascar, o único lugar do mundo onde os lêmures existem na natureza, cerca de 94% das 111 espécies e subespécies do animal correm sério risco de extinção atualmente. Dos grupos do animal que ainda existem, somente seis não correm sério risco de extinção, e o eventual desaparecimento do animal pode significar ameaças severas à biodiversidade de Madagascar como um todo. Para além da caça, que vende a carne do animal como iguaria, a maior ameaça aos lêmures é a perda de seu habitat natural, por efeito da ação humana.

O corte ilegal de madeira, produções agrícolas destrutivas, mineração, produção de carvão e outras atividades vem determinando o processo de extinção do simpático animal. A situação é grave mas, segundo especialistas, ainda é possível contorna-la. Organizações como a IUCN, a Primate Specialist Group e a Global Wildlife Conservation vêm trabalhando arduamente para conscientizar o mundo desta e de tantas outras ameaças – e divulgar a questão ou colaborar com tais grupos já é um primeiro passo para salvar os lêmures, e tantos outros animais.

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Aquecimento global: Maior colônia de pinguins do mundo perde 88% de sua população

 

Enquanto os alienados e delirantes seguem questionando ou negando as mudanças climáticas, a natureza e os animais continuam apresentando e sofrendo os terríveis efeitos da ação humana no planeta. Descoberta na década de 1960, a maior colônia de pinguins-rei do mundo reunia cerca de 500 mil animais nos anos 1980. Passados cerca de 40 anos, uma combinação de doenças com as mudanças climáticas no planeta reduziram tal colônia em 88%.

Localizada na ilha Aux Couchons, no Oceano Índico (entre a Antártica e Madagascar), cientistas estimam que atualmente a população de pinguins-rei da colônia não passa de 60 mil animais. O estudo foi realizado através de satélites por pesquisadores da Universidade de La Rachelle, na França.

Com apenas 67 quilômetros quadrados, os satélites puderam mapear todo o território da ilha e, assim, calcular a monumental queda no número de pinguins.

Em 1962, quando a colônia foi primeiro notada, a população aproximava-se de 300 mil animais. O número nos vinte anos seguintes, chegando ao meio milhão registrado nos anos 1980. Na década seguinte, porém, o número começou a cair, por conta da elevação na temperatura do Oceano Índico, afetando a oferta de alimento para os pinguins.

A colônia de Aux Couchons representava cerca de um terço da população de pinguins-rei do mundo, e o aumento da temperatura das águas dos oceanos em geral, segundo os cientistas, pode rapidamente colocar os animais em ameaça de extinção.

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Conheça a menor espécie de gato selvagem do mundo: 1,5 kg e menor que seu bichano

Felinos em geral são criaturas maravilhosas, mas alguns deles, como os tigres ou as onças, por exemplo, podem arrancar nossas cabeças com a mesma facilidade que comemos uma baratinha frita. Por conta disso, ficamos na companhia dos gatos, que são tão lindos quanto e podemos ter em casa sem correr riscos.

Mas eis que existe uma espécie de gato que consegue ser ainda mais ‘compacta’ e absurdamente mais fofa do que um gatinho doméstico: o rusty-spotted cat, ou o prionailurus rubiginosus.

Esses pequeninos de, no máximo, 1,5 Kg são encontrados apenas no Sri Lanka e infelizmente vivem sob risco de extinção.

 

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