Estes gifs mostram todas as fases destas antigas ruínas icônicas ao redor do mundo

Já aconteceu de você visitar alguma ruína durante uma viagem e ficar imaginando como seria aquele lugar em seus tempos áureos?

Pois é, acontece mesmo. E, para que isso não fique apenas na imaginação, a agência de marketing de conteúdo NeoMam criou um projeto para a Expedia que recria em gifs as várias fases de 7 zonas arqueológicas pelo mundo.

As imagens foram feitas com o auxílio da empresa Thisisrender. Foi necessária uma longa pesquisa para reconstruir o visual de cada uma das áreas, mas o resultado resume séculos de história em apenas um gif e é praticamente uma viagem no tempo. Vem ver!

O Partenon – Grécia

Pirâmide de Nohoch Mul – Cobá, México

Templo de Júpiter – Pompeia, Itália

Milecastle 39 (parte da Muralha de Adriano) – Inglaterra

Templo de Luxor – Egito

Pirâmide do Sol – Teotihuacán, México

Templo B da Área Sacra do Largo di Torre Argentina – Roma, Itália

Todas as imagens: Expedia /fonte:via

E se 7 famosas ruínas históricas fossem restauradas?

Em um mundo que se move para frente de forma rápida e implacável, temos a sorte de ainda ter as ruínas de civilizações antigas para nos lembrar do nosso passado. Mas mesmo sendo inspirador visitar algo que foi construído há milhares de anos, nem sempre é fácil entender como seria a aparência dele.

Pegue o Parthenon, em Atenas, por exemplo. Hoje é principalmente uma coleção de pilares muito antigos sem teto, por causa de uma explosão que aconteceu no século 17. Todos os seus tesouros, incluindo uma enorme estátua da deusa Atena, desapareceram há muito tempo.

Felizmente, uma equipe de artistas se deu ao trabalho de recriar digitalmente o que, segundo os especialistas, seria o interior do Partenon teria parecido com seu melhor momento original – e é incrível de se ver. Eles fizeram o mesmo com outras seis ruínas famosas, de Angkor Wat, no Camboja, a algumas casas de banho romano na Inglaterra, e o resultado é o mais próximo que você pode chegar sem entrar em uma máquina do tempo.

Uma das coisas mais difíceis de imaginar quando se olha para as ruínas antigas é ver o tipo de enfeite incrustado de joias que certamente estava em uma sala tão grandiosa quanto a Corte Octogonal de Domus Aurea, em Roma. Ela remonta a cerca de 65 dC e era basicamente uma sala de festas para o Imperador Nero, então provavelmente viveu algumas coisas malucas.

Porém, ao visitá-lo hoje, você só verá um monte de paredes nuas e uma cúpula. Mas, com a ajuda de alguma magia digital, você pode realmente ver uma sala adequada para um imperador e sua turma, do mosaico da cúpula até as paredes cobertas de pedras e flores.

Role para baixo para ver todas as sete incríveis ruínas antigas trazidas de volta à vida:

#1 Casa Dourada do Imperador Nero – Roma, Itália

Construído entre 65 e 68 dC por um dos mais notórios imperadores de Roma, a Casa Dourada de Nero era um luxuoso complexo de palácios que abrigava festas e banquetes do imperador. A grande sala octogonal tinha uma cúpula de concreto, provavelmente coberta de mosaico de vidro. O historiador romano Suetônio nos fala de um "salão circular de banquetes, que girava incessantemente, dia e noite, como os céus". Ele descreve paredes incrustadas de pedras preciosas, decorações e tetos de marfim e madrepérola que banham os convidados com flores e perfumes. Luxo puro

#2 Parthenon – Atenas, Grécia

Sentado no topo da colina na Acrópole, o Parthenon foi construído em meados do século 5 aC para abrigar uma monumental estátua de ouro de Atena. Todos nós conhecemos o exterior deste templo icônico, mas o que aconteceu lá dentro? A gigantesca estátua tinha mais de 12 metros de altura e era esculpida em marfim e ouro - 1.140 quilos de ouro, para ser exato. Uma bacia de água estava na frente de Athena para fornecer umidade, que preservava o marfim. Essa demonstração óbvia de riqueza e poder enviou uma mensagem muito clara ao resto do mundo. E para aqueles sortudos o suficiente para ver o Partenon de dentro, no auge, a estátua deve ter sido nada menos do que inspiradora.

#3 Basílica de Constantino – Roma, Itália

Este majestoso edifício foi a maior de todas as basílicas romanas. Cobrindo 6.500 metros quadrados, atuou como uma casa de reunião, área comercial e prédio administrativo. Foi projetado em grande estilo, por sua localização privilegiada e importância para o governo e público romano. As espetaculares colunas, os pisos de mármore multicoloridos e as paredes de azulejos dourados de bronze fizeram deste um dos edifícios mais impressionantes da Roma Antiga. Os detalhes ornamentados podem ter desaparecido com o tempo, mas com essa reconstrução você pode ter uma ideia da antiga opulência da basílica

#4 Fortaleza de Massada – Massada, Iraque

Segundo Josefo Flávio, governador da Galiléia, Herodes, o Grande, construiu a fortaleza de Massada entre 37 e 31 aC. Ela fica no topo de um penhasco rochoso isolado com vista para o Mar Morto e é um lugar de beleza majestosa. O elegante e íntimo palácio residencial do Rei Herodes consistia em três terraços luxuosos. Aqui, reinventamos o terraço inferior, projetado especialmente para entretenimento e relaxamento. Era cercada por pórticos, com paredes cobertas de belos afrescos de padrões geométricos multicoloridos. Caso isso não pareça luxuoso o suficiente, havia também uma pequena casa de banho privada.

#5 Angkor Wat (Siem Reap, Camboja)

Este complexo foi originalmente um templo hindu dedicado ao deus Vishnu. Estima-se que levou cerca de 30 anos para ser construído. Passou para um templo budista no final do século XII e acredita-se ser o maior edifício religioso do mundo. De longe, Angkor Wat parece ser uma enorme massa de pedra. Uma vez lá dentro, no entanto, os visitantes encontrarão uma série de torres elevadas, varandas e pátios em diferentes níveis, ligados por uma série de escadas

6# Grande Kiva, ruínas astecas Monumento Nacional – Novo México, Estados Unidos

Essas ruínas foram descobertas pela primeira vez em 1859 e fornecem informações valiosas sobre o cotidiano do povo Pueblo. Espalhados por 27 hectares, as ruínas possuem mais de 450 quartos. Construídas em parte subterrâneas, as "grandes kivas" eram estruturas enormes e redondas, onde as pessoas se reuniam para socializar, discutir questões importantes do dia ou fazer uma festa comunitária. Os visitantes podem encontrar o kiva restaurado percorrendo as trilhas originais que passam pelas ruínas. E se você não conseguir chegar ao Novo México, essa reconstrução deve dar uma ideia de como essa grande civilização viveu

#7 Termas romanas de Bath – Inglaterra

Este complexo de casas de banho é um exemplo perfeito do estilo de vida romano luxuoso. Construído por volta de 70 dC, as termas eram parte integrante da vida cotidiana romana antiga. Oferecendo aos cidadãos a oportunidade de se misturar, fofocar e relaxar, a cultura dos banhos mostrou ao mundo inteiro o quão superiores (e limpos) os romanos eram. Enquanto está ao ar livre atualmente, as termas foram originalmente cobertas por um teto abobadado de 45 metros de altura. Esta reconstrução permite mergulhar os dedos dos pés para sentir um pouco do luxo

A incrível história da Las Vegas romana que acabou engolida pelo mar

Não restam dúvidas de que os antigos romanos gostavam de festas, luxuria, comidas e do prazer de modo geral. Um dos símbolos de tal inclinação hedonista era a cidade Baia, um paradisíaco balneário localizado a 30 km de Nápoles. Espécie de Las Vegas da Roma Antiga, há cerca de 2 mil anos a cidade era o local mais indicado para que os romanos mais endinheirados pudessem curtir as termas e orgias – gastronômicas e sexuais – que marcavam as atrações da região.

A mitologia ao redor de Baia é imensa, e envolve alguns dos mais importantes personagens do império romano e da cultura antiga de Roma como um todo – não só em momentos de lazer e deleite, mas também em importantes situações históricas. Segundo consta, o grande orador Cícero era figura fácil em Baia, tendo escrito alguns de seus grandes discursos em retiros por lá.

Da mesma forma, o poeta Virgílio e o naturalista Plínio tinham casas no balneário, deixando a inspiração e a matéria prima de seus trabalhos por conta das incríveis praias, das águas translucidas e minerais, da natureza impactante – diversas cadeias vulcânicas cercam a região – além, é claro, dos prazeres diversos oferecidos.

As histórias, porém, não param por aí: brigas, intrigas, conspirações e assassinatos também marcam o imaginário da antiga Baia: Cleópatra teria fugido de lá em um barco após o assassinato de Júlio César, em 44 a.C., a mãe de Nero, Júlia Agripina, teria planejado e executado na cidade o assassinato do imperador Cláudio, com cogumelos e um bulbo selvagem venenoso, a fim de que seu filho assumisse o comando do império, e muito mais. Baia era local para negociações, conspirações e tramas entre os poderosos e ricos de Roma.

Os místicos acreditam que os hábitos hedonistas (e, portanto, pecaminosos) de Baia levaram à cidade à ruína literal – boa parte da cidade, afinal, afundou ao mar, destruída. O que ocorreu, porém, foi que a intensa atividade vulcânica da região transformou a antiga Baia em uma cidade submersa, condenada a emergir e submergir através das atividades sísmicas. Tais ruínas marítimas somente foram descobertas nos anos 1940, e desde então até 2002 o sítio permanecia fechado, acessado somente por arqueólogos.

Em 2002 as ruínas de Baia foram classificadas como área de proteção e enfim abertas ao público. Baia hoje encontra-se debaixo d’água mas em uma área rasa, com cerca de 6 metros de profundidade somente, e algumas estruturas podem ser vistas de barco – enquanto parte da cidade antiga permanece acima do nível do mar. O futuro de todo esse passado, porém, é incerto: é previsto que as atividades vulcânicas aumentem na região, e as ruínas podem ser fechadas permanentemente para sua preservação.

É evidente que o pecado não destrói cidades, ou basicamente o mundo inteiro estaria submerso, mas a força da natureza não se importa com a história ou com tesouros, e toda ruína romana é um pouco uma lembrança de que as riquezas e imponências, por maiores que sejam, necessariamente estão com os dias contados.

 

© fotos: Getty Images/Pinterest/fonte:[via]

As incríveis ruínas esquecidas de Mrauk, na Birmânia

Através das belas colinas de Rakhine, na Birmânia Ocidental, encontra-se um local arqueológico pouco conhecido – a cidade medieval de Mrauk. Uma vez a capital do poderoso império Arakan, Mrauk é agora uma aldeia sonolenta onde os pastores de cabra pastoreiam seus animais, os fazendeiros trabalham em seus campos e as mulheres pegam água dos poços localizados entre as centenas de templos antigos e temploss budistas que os Reis de Mrauk ergueram durante o auge da cidade.


Steffen /Flickr

O reino Mrauk foi fundado em 1430 pelo rei Min Saw Mon e permaneceu a capital por mais de trezentos e cinquenta anos, até 1785. No seu auge, Mrauk controlou a metade de Bangladesh e a parte ocidental da Baixa Birmânia. Sua fama se espalhou por toda a Europa, onde se tornou conhecida como uma cidade de esplendor oriental depois que o missionário e viajante português, Fray Sebastien Manrique, publicou um relato vívido na coroação do rei Thiri Thudhamma em 1635 e sobre o Tribunal Rakhine.


Jean-Marie Hullot/Flickr

À medida que a cidade crescia, o rei e os habitantes ricos construíam muitas pagodas e templos budistas. Alguns ainda são usados como locais de culto, e estes são os principais atrativos de Mrauk. Mas o local não possui fácil acesso. Não há aeroporto, e a única maneira de chegar lá é por um barco, que leva cerca de 7 a 8 horas.


Stefan Munder/Flickr

Uma coisa que separa Mrauk de outros sites arqueológicos populares é a vida local aqui que corre bem no coração deste site histórico. Nenhum dos templos em Mrauk está fechado e pode ser explorado de dentro para fora.

Veja algumas fotos:

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Stefan Munder/Flickr


Arian Zwegers/Flickr


dany13/Flickr

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Anne Dirkse/Flickr fonte:via