Chilenos criam sacola solúvel em água e vão estagiar no Vale do Silício

Uma dupla de engenheiros chilenos apresentou ao mundo mais uma alternativa para conter o uso excessivo de produtos derivados do plástico. Roberto Astete e Cristian Olivares realizaram uma série de experimentos para enfim chegarem ao saco plástico solúvel em água livre de contaminação.

A combinação foi possível por meio de uma fórmula química à base de PVA (álcool polivinílico, solúvel em água) e que toma o lugar de derivados do petróleo, diga-se, um dos  elementos mais nocivos ao meio ambiente, pois ele contribui para a alta durabilidade das sacolas.

“Nosso produto deriva de uma pedra calcária que não causa danos ao meio ambiente. É como fazer pão. Para fazer pão é preciso farinha e outros ingredientes, nossa farinha é de álcool de polivinil e outros ingredientes”, explicou Roberto Astete, diretor-geral da empresa SoluBag, que pretende comercializar os produtos a partir de outubro no Chile.

Enquanto apresentavam a novidade, a dupla demonstrou com funciona o processo de decomposição. Basta diluir a sacola em um copo com água. Para provar que a água, mesmo turva, não é tóxica, Roberto e Cristian ingeriram o líquido, que segundo eles contêm apenas carbono e não oferece riscos aos humanos.

A notícia está em consonância com a preocupação de líderes mundiais com os altos índices de produção de plástico. Apenas em 2014 foram fabricadas 311 milhões de toneladas de plástico, ou seja, se continuar neste ritmo, até 2050 vão ser produzidas mais de 1 bilhão de toneladas.

Por causa da iniciativa inovadora, Roberto e Cristian Olivares ganharam uma bolsa a partir de setembro no Vale do Silício. A dupla também levou para casa o prêmio SingularityU Chile Summit 2018, pelo potencial transformador da invenção.

Foto: Pixabay/fonte:via

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Lei anti-plástico reduz em 67% morte de animais marinhos por sufocamento no Quênia

São muitas as notícias sobre a adoção de políticas anti-plástico por países europeus. Contudo, pouco se fala sobre medidas aplicadas por nações fora do ciclo priorizado por redes de notícias internacionais.

O exemplo desta vez chega direto do Quênia, que há um ano intensificou o combate a um dos maiores poluentes do meio ambiente. Por meio de uma lei em vigor desde agosto proibindo a fabricação, venda e o uso de sacolas plásticas, o país da África Oriental está colhendo bons frutos.

Um dos principais exemplos é a redução do número de mortes de animais marinhos por sufocamento provocados por sacolas. Para se ter ideia, antes do veto 3 a cada 10 animais eram encontrados mortos nos oceanos. Desde abril os níveis haviam caído para 1 entre 10. Decréscimo de 67% nos índices.

A fiscalização do governo queniano é dura e prevê multa de mais de 100 mil reais, além de quatro anos de prisão para quem fabricar, comercializar ou usar sacolas plásticas no país.

O avanço é digno de elogios, pois o Quênia já esteve entre os maiores exportadores de sacolas plásticas do mundo. Os objetos são nocivos ao ambiente por dependerem de recursos naturais não-renováveis, como petróleo e gás natural, além de precisarem de cerca de 450 anos para se decompor.

No Brasil o assunto também está em pauta e o Rio de Janeiro já anunciou o banimento dos canudinhos plásticos em bares e restaurantes. Quem desobedecer vai arcar com punição de R$ 3 mil.

“A gente acha que é uma coisa bem simbólica e fizemos pressão para essa matéria ser votada na Semana do Meio Ambiente. É um grande presente a cidade vai receber”, disse ao Globo João Senise, coordenador de mobilização da Meu Rio.

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Essa menina abdicou do plástico e criou sacos feitos de folhas de bananeira para ir no mercado

Talvez você nunca tenha ouvido falar sobre o pioneirismo do Quênia ao banir sacolas plásticas de seu território.O país começou a atacar o problema há cerca de 10 anos e, recentemente, aprovou uma lei que proíbe a posse de sacolas plásticas. Ter uma destas em casa pode render até 4 anos de prisão aos quenianos. A lei é considerada a mais severa proibição do gênero já aplicada no mundo, mas uma menina do país fez do limão uma limonada e encontrou uma maneira criativa e sustentável de carregar suas coisas.

Hilda Gaceri Bundi não queria gastar 200 xelins quenianos (cerca de R$ 6) para adquirir uma sacola reutilizável para carregar suas coisas. Para resolver isso, a menina encontrou uma solução bem mais sustentável – e altamente econômica: usar folhas de bananeira secas como sacola.

A menina foi fotografada com sua criação e as imagens se tornaram virais nas redes sociais após serem publicadas por Ndungu Nyoro, de acordo com o Global Citizen. No entanto, o autor das fotografias não foi identificado.

De acordo com a publicação, este tipo de sacola é comum na região de Nkubu, onde a menina vive. Por lá, os habitantes utilizam estas sacolas para carregar produtos do campo. Baseada nisso, Hilda passou a manhã criando sua própria sacola de bananeira, que usou para levar compras que havia feito em um supermercado local.

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