Médico demitido sem aviso prévio atende pacientes na calçada

Rodrigo Ferreira Gomes, de 31 anos, foi demitido da Maternidade João Ferreira Gomes sem aviso prévio. O médico recebeu a notícia assim que chegou para trabalhar. Mesmo assim, não deixou de cumprir seu dever e atendeu os pacientes na calçada.

A situação aconteceu em Itapajé, no Ceará e segundo o jornal O Povo, Rodrigo foi afastado por não apoiar o candidato do prefeito. Os atendimentos aos pacientes foram feitos nas proximidades do centro de saúde, com o auxílio de cadeiras e mesas de plástico.

“Meus pacientes estavam me esperando e eu avisei para eles que tinham me demitido, mas que aguardassem pois eu ia atender a todos”, justificou.

Rodrigo explica que tomou a atitude de montar um consultório na calçada em respeito aos pacientes, mas também para protestar diante de uma decisão considerada injusta pelo médico.

“A gestão está querendo justificar a minha retirada porque teve um dia, duas semanas atrás, que não tinha médico para atendimento durante uma manhã inteira, pois eu estava viajando. Eu avisei com um mês de antecedência sobre essa viagem e tenho os documentos que comprovam isso. Era obrigação deles fazer uma substituição. Foi falta de responsabilidade deles e querem responsabilizar a gente”, finalizou Rodrigo, que trabalhou durante seis anos na Maternidade João Ferreira Gomes.

Até o momento, a Prefeitura Municipal de Itapajé e a Secretaria de Saúde da Cidade não se pronunciaram.

Foto: Reprodução/Facebook/fonte:via

Tragédia: Agrotóxico da Monsanto está exterminando as abelhas, aponta estudo

A Monsanto é uma ameaça ao meio ambiente. O Roundup, vendido pela empresa norte-americana de agrotóxicos, é responsável pelo extermínio das abelhas. Um estudo feito pela Universidade do Texas, aponta que o glifosato presente no produto está afetando o microbioma intestinal das abelhas, as deixando vulneráveis à infecções.

Os pesquisadores dizem que o agrotóxico mais usado do mundo possui um princípio ativo chamado N-(fosfonometil)glicina, que contribui para a morte das abelhas. A artigo publicado no Proceedings of National Academy of Sciences explica que, assim como em seres humanos, a saúde das abelhas depende de um ecossistema de bactérias que vivem em seu trato digestivo.

O problema é que o glifosato inibe o desenvolvimento destas bactérias, causando um desequilíbrio que reduz a capacidade do inseto de combater infecções. O princípio ativo do Roundup age ao ser absorvido pela folha das chamadas plantas de crescimento rápido, o popular mato, impossibilitando a existência destas enzimas.

“Diretrizes atuais consideram que as abelhas não são prejudicadas pelo herbicida. Nosso estudo mostra que isso não é verdade”, explica Erick Motta – estudante de pós-graduação que liderou a pesquisa, ao lado da professora Nancy Moran.

O resultado foi possível por meio da realização de testes que expuseram as abelhas a níveis encontrados em plantações e jardins. Três dias depois de serem liberadas, os pesquisadores notaram uma redução da microbiota intestinal saudável nas abelhas.

Para se ter ideia dos efeitos, das oito espécies dominantes de bactérias saudáveis, quatro foram consideradas menos abundantes. O grupo mais atingido foi o da Snodgrassella alvi.

“Estudos em humanos, abelhas e outros animais mostraram que o microbioma intestinal é uma comunidade estável que resiste à infecção por invasores oportunistas. Se você interromper a comunidade normal e estável, estará mais suscetível a essa invasão de patógenos”, conta Nancy Moran.

O estudo integra uma longa lista de acusações contra a Monsanto. Há poucos meses, a companhia especializada em agrotóxicos foi condenada na Justiça dos Estados Unidos a pagar 290 milhões de dólares a um jardineiro com câncer terminal. A decisão foi considerada história e representa uma ameaça ao modo de operação de uma das empresas mais controversas do mundo.

Fotos: Creative Commons/fonte:via

Tartaruga ganha cadeira de rodas de Lego pra se movimentar

Em julho, uma tartaruga foi encontrada com várias fraturas no casco. Depois de ser submetidas a cirurgias, o animal selvagem ganhou uma cadeira de rodas feita de blocos de Lego.

A ideia foi do veterinário Garrett Fraess, que na falta de cadeiras de rodas produzidas especialmente para tartarugas, resolveu improvisar.

Entusiasta do Lego, o profissional de saúde conta que a cadeira permitirá que o animal ande enquanto se recupera.

Neste momento, a tartaruga está em recuperação no zoológico de Maryland, nos Estados Unidos. Sua história correu o mundo e mostra que existem sim muitas possibilidades para ajudar. A previsão é que a tartaruginha ande por aí com sua cadeira de rodas de Lego durante seis meses.

Foto: Sinclair Miller/Zoológico de Maryland/Reprodução/fonte:via

Jovem de 11 anos faz desafio do YouTube e fica ferido igual aos pilotos de caça

Invariavelmente, a internet acaba se tornando uma ferramenta perigosa. Sobretudo entre os mais jovens, que se aproveitando do descuido ou falta de tempo dos pais, criam brincadeiras com sérias consequências.

Principal celeiro deste tipo de prática, o YouTube viu crescer o número de vídeos sobre o desafio da roda da morte. A febre consiste em usar uma moto para acelerar o brinquedo conhecido como gira-gira.

O jovem Tyler Broome, de 11 anos, acabou sendo vítima da roda da morte e precisou ser internado em um hospital do Reino Unido. A mãe compartilhou fotografias mostrando os graves ferimentos na cabeça e olhos do filho, resultado do ‘desafio estúpido’, como chamou. O menino está internado em estado crítico.

De acordo com os médicos, Tyler sofreu ferimentos comuns aos pilotos de caça. O britânico foi vítima da centrifugação da chamada Força G. Isso acontece quando o corpo humano recebe uma grande carga dos efeitos da gravidade. A ausência de uma máscara de oxigênio é decisiva.

Tyler ficou com a cabeça inchada e os olhos dilatados e cheios de sangue e chegou a desmaiar. O impacto é tão grande, que a pessoa pode sofrer um derrame cerebral. Isso acontece, pois a Força G leva rapidamente o sangue do corpo para o cérebro. Daí os inchaços e marcas no rosto da criança.

“No caso de Tyler, ele desmaiou por causa da força da gravidade. Sua visão está turva e seus olhos vermelhos, cheios de sangue. Os médicos disseram que, se ele não estivesse em forma e saudável, poderia ter sofrido um derrame e morrido”, disse a mãe à BBC.

Tyler segue internado em condição grave, porém estável. A polícia de Nottinghamshire, na Inglaterra, está investigando o caso e os médicos, com consentimento da família, estão escrevendo um artigo para servir de alerta.

Fotos: Dawn Hollingworth/Reprodução /fonte:via

Ensaio fotográfico ilustra o que as crianças comem nas escolas ao redor do mundo

A educação alimentar é uma questão menos debatida do que deveria. Durante a juventude, crianças e adolescentes formam os hábitos que provavelmente os acompanharão por toda a vida, e terão impacto direto sobre sua saúde.

A Sweetgreen é uma rede de restaurantes norte-americana que serve comida saudável, e mantém um programa de educação alimentar em escolas para ajudar as crianças a aprender a fazer escolhas mais saudáveis na hora de se alimentar.

Para levantar o debate em torno da questão, a empresa preparou um ensaio fotográfico mostrando como seriam refeições típicas em escolas de diferentes países do mundo, em comparação com o que é servido nos EUA.

O ensaio foi criticado por dar a entender que as imagens representavam cardápios reais, servidos em escolas dos países. A Sweetgreen se defendeu, argumentando que o objetivo é mostrar que existem muitas opções de cardápios saudáveis para serem montadas baseando-se em alimentos disponíveis em cada região do mundo.

De acordo com a empresa, “para criar o ensaio foram consultadas fotos reais publicadas por estudantes na internet, além de terem sido feitas pesquisas sobre os programas de educação alimentar nas escolas dos países”.

Estados Unidos: Frango ‘pipoca’ frito, purê de batatas, ervilhas,  frutas e um biscoito de chocolate

Finlândia: Sopa de ervilha, salada de beterraba, salada de cenoura, pão e pannakkau (panqueca) com frutas frescas

Itália: Peixe local sobre uma cama de rúcula, macarrão com molho de tomate, salada caprese, pão e algumas uvas

França: Bife, cenoura, feijão verde, queijo e frutas frescas

Grécia: Frango assado sobre orzo, folhas de uva recheadas, salada de tomate e pepino, laranjas frescas e iogurte grego com sementes de romã

Espanha: Camarão salteado com arroz integral e legumes, gazpacho, pimentos frescos, pão e laranja

Brasil: Carne de porco com legumes mistos, feijão preto e arroz, salada, pão e banana assada

Ucrânia: Purê de batatas com salsicha, sopa de beterraba, repolho e syrniki (uma panqueca de sobremesa)

Coreia do Sul: Sopa de peixe, tofu com arroz, kimchi e legumes frescos

Fotos via Sweetgreen/fonte:via

Princesas da Disney com distúrbios e deficiências passam importante mensagem

Arien Smith é um sobrevivente. Ele sofreu abuso sexual e convive com o Estresse Pós-Traumático desde então. Duas coisas o ajudam a lidar com a questão: ajudar pessoas que passaram por dificuldades parecidas e a companhia de um cão de serviço.

Decidido a juntar as duas coisas, Arien criou o projeto Royal Service Dogs (“Cães de Serviço Reais”), em que retrata princesas da Disney convivendo com distúrbios ou deficiências e a ajuda que os cães de serviço podem prover a pessoas com esses problemas.

“Faltam personagens populares para representar indivíduos com deficiências visíveis e invisíveis”, escreve. Sobre as criações artísticas, Arien afirma que é ao mesmo tempo “uma crítica sobre a falta de personagens com deficiência e um apelo pelos direitos dos deficientes”.

“Cinderella tem fibromialgia, uma condição invisível, mas que pode ser difícil para muita gente. Seu cão de serviço a ajuda a tirar o sapato”

“Rapunzel sofre de Estresse Pós-Traumático e Transtorno de Múltiplas Personalidades. Seu cão de serviço a ajuda a sair de um estado dissociativo forte, fornecendo estímulo tátil para conforto”

“Tiana tem autismo e seu cão de serviço não está fazendo nada específico na imagem, mas as atividades para pessoas com autismo incluem estímulos táteis, interrupção de comportamentos fisicamente prejudiciais, orientação durante episódios de super estimulação e técnicas para acalmar a ansiedade”

“Bela sofre de Transtorno de Ansiedade Generalizada. Seu cachorro está numa postura de bloqueio, assim ela pode ser alertada caso alguém se aproxime por suas costas (algo que pode acionar uma crise de ansiedade).”

“O cão da Branca de Neve está a alertando sobre uma substância à qual ela é alérgica em sua comida. (no caso, maçãs)”

“A Bela Adormecida sofre de narcolepsia, e seu cão de serviço está apoiando sua cabeça durante um episódio de sono durante o dia”

“Pocahontas é reimaginada com diabetes, e seu cão de serviço atua dando avisos com as patas ou o focinho caso o nível de açúcar em seu sangue fique muito alto ou muito baixo”

Imagens © Royal Service Dogs /fonte:via

Lambidas de cachorros no rosto podem causar doenças?

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A ciência já provou que o amor que sentimos por nossos catíoros é exatamente o mesmo que temos pelos nossos filhos, mas será que algumas pessoas exageram ao tratá-los como verdadeiros humanos, permitindo que eles durmam em suas camas, compartilhem sua comida e lambam o seu rosto? De acordo com Manuel Sánchez Angulo – Professor de Microbiologia da Universidade Miguel Hernández de Elche, sim.

Existem outras maneiras de demonstrarmos carinho e afeição pelos nossos cães, que não seja com lambidas no rosto, já que eles não possuem consciência do que tocam com seus focinhos. Os cachorros costumam lamber o chão, outros cães e até mesmo fezes e, isso pode nos transmitir bactérias, vírus, fungos e parasitas que podem causar doenças.

Isso não quer dizer que precisamos parar de brincar com nossos animais, porém devemos manter certos padrões de higiene: “Que as lambidas nunca toquem na boca, nos olhos, no nariz ou em uma ferida”, explica Ignacio López-Goñi – autor do livro ‘Microbiota: los Microbios de tu Organismo’.

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O estudo mostra que, se o animal e o humano estiverem saudáveis, as lambidas não representam perigo à saúde, porém, é essencial que a família todas as vacinas em dia, principalmente as contra raiva e leptospirose com seus diferentes sorotipos, o parvovírus, a cinomose e a hepatite.

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Quando chegamos em casa e somos recebidos com festa e intensa demonstração de amor (que raramente recebemos dos humanos), não resistimos, certo? Mas não custa nada deixar seu cachorro longe das fezes de outros cães e lavar as mãos e o rosto depois de uns beijinhos, não é mesmo?

Fotos: Unsplash/fonte:via