Ele passou os últimos dois anos viajando pela China para reunir pessoas desabrigadas e suas famílias


 

O chinês Cai Yanqiu passou por uma situação que transformou sua vida quando tinha 30 anos de idade: pouco depois de montar sua barraquinha de vendas na cidade de Zhanjiang, ele viu um homem em situação de rua caminhando descalço pelo local.

A cena trouxe uma lembrança da infância: em 1994, o irmão de Cai, que sofria de epilepsia, sumiu de casa e só foi encontrado três dias depois, em péssimo estado de saúde, e acabou morrendo junto da família.

Cai lembrou da mãe, que passou dias de cama chorando pela perda do filho, e derrubou algumas lágrimas ao pensar em quantas famílias passavam por situações parecidas. E decidiu que não podia ficar sem fazer nada.

O momento de mudança aconteceu em 2016, e desde então Cai vem viajando pela China para ajudar desabrigados. Ele comprou uma van usada, a abasteceu com colchonetes e produtos de higiene, além de uma bicicleta dobrável e um pouco de comida, e deixou a própria família para trás para ajudar outras.

Cai já dirigiu por mais de 90 mil quilômetros e conseguiu reunir mais de 50 pessoas e suas famílias. À mídia chinesa, o homem contou que pode levar dias ou até semanas até que ele ganhe a confiança de alguém em situação de rua, e que algumas vezes ele tentou por quase um mês até desistir.

Apesar de algumas pessoas simplesmente não terem vontade de retornar para casa, Cai tenta ajuda-las de outras formas: ele carrega kits para cortar cabelos e aparar barbas, além de cozinhar refeições e fazer doações de roupas ou sapatos.

A jornada de Cai é apoiada por mais de 300 mil pessoas que seguem seus passos em redes sociais chinesas como a Huya. Ele começou fazendo vídeos ao vivo graças à sugestão de um amigo, e agora conta com doações de admiradores para que ele possa continuar com a missão.

Aliás, ele não pretende parar tão cedo: Cai garante que a família dele o apoia e que ele só pararia caso não conseguisse mais manter o próprio estilo de vida ou se chegar o dia em que ele simplesmente não encontrar ninguém vivendo em situação de rua.

 

Fotos: Reprodução/Cai Yanqiu/fonte:via

Anúncios

São Paulo ganha escola de hortas para pessoas em situação de rua

O Brasil tem mais de 100 mil pessoas oficialmente registradas como ‘Em situação de rua’. Só em São Paulo são ao menos 15 mil. Ao mesmo tempo, há um potencial pouco explorado nas grandes cidades: a agricultura urbana é capaz de empregar pessoas e fornecer alimento de qualidade a um preço acessível para a população.

Um projeto na capital paulista que tem como objetivo unir as duas pontas acaba de ser lançado: trata-se da Horta Social Urbana, que oferece formação em agricultura urbana para pessoas em situação de rua, atendidas nos Centros Temporários de Acolhimento (CTAs) e Centros de Acolhida.

O curso, cuja primeira turma terá aulas na Horta Escola Lucy Montoro, inclui capacitações em técnicas de permacultura e agroecologia, unindo os conhecimentos mais modernos em relação à cultura de alimentos à necessidade de usar a terra de forma sustentável e maximizar o uso de recursos naturais para evitar desperdício.

Além das aulas, o projeto também prevê a criação de hortas urbanas em terrenos baldios e telhados de condomínios comerciais e residenciais, sempre de forma orgânica e gerando renda para os trabalhadores.

O programa Horta Urbana Sustentável foi proposto pelo ex-prefeito Joao Dória e segue o modelo de parceria com empresas privadas, permitindo que o projeto saia do papel sem que a prefeitura precise investir recursos próprios.

Fotos: reprodução/Prefeitura de São Paulo /fonte via

Barbeiro que dá cortes grátis para pessoas em situação de rua ganha barbearia de presente

Oferecer um pouco de dignidade, higiene e amor próprio para pessoas em situação de rua da região da cidade da Philadelphia, nos EUA, onde mora, foi a maneira que o barbeiro Brennon Jones encontrou de retribuir à sua comunidade.

Cumprindo a “missão diária de espalhar o amor” através de seu projeto Haircut for Homeless (“Corte de cabelo para pessoas em situação de rua”) ele arma sua cadeira no meio da rua para cortar até 20 cabelos em um dia – mesmo estando ele mesmo, até recentemente, sem um local apropriado para trabalhar.

 

Por isso, com a aproximação do inverno, Jones sabia que teria de deixar seu projeto comunitário em suspenso – até que alguém resolveu retribuir sua generosidade. Um homem chamado Sean Johnson, depois de conhecer o trabalho de Jones, e principalmente sua relação com a comunidade, decidiu simplesmente lhe dar uma barbearia reformada. Jones batizou seu novo local de trabalho de Phenomenon Perfection.

E, como não poderia deixar de ser, ele segue oferecendo cortes gratuitos para quem mais precisa – agora com uma refeição incluída. “Para nós é somente um corte de cabelo, mas para eles é muito mais. É a própria autoestima”, ele diz. Trata-se de um exemplo simples e profundamente eficiente de marcar sua presença e fazer a diferença no mundo. Para ajudar o Haircut for Homeless a seguir existindo, é possível doar através do PayPal.

 
 © fotos: Instagram/fonte:via

Sem teto devolve bolsa e R$ 960 para jovem. E ela retribuiu mudando a vida dele

Perder uma bolsa com boa parte de seus pertences mais pessoais, como documentos, iPhone, chave e ainda uma boa quantia em dinheiro é um pesadelo não só pela dor de cabeça evidente, mas também pelo fato de que tais situações quase sempre nos fazerem perder ainda mais a esperança na humanidade.

Rapidamente temos certeza de que ninguém irá devolver tal bolsa, e foi isso que a jovem Daisy Owen imaginou quando se deu conta de que tinha perdido sua bolsa com todos pertencem acima citados dentro, e ainda cerca de R$ 960.

Pois o morador em situação de rua Paul Calderbank achou a bolsa de Daisy e decidiu fazer justo o oposto que se esperaria de qualquer pessoa, e se pôs aguerridamente a procurar pela dona da bolsa que encontrou. Paul se colocou atrás de pistas para devolver a bolsa, sem pegar nenhum pertence da moça nesse tempo.

A jovem Daisy Owen 

 

Mesmo para fazer o bem, porém, Paul teve de lidar com a suspeita da polícia (sobre se ele não havia roubado a bolsa) e com espertas que se diziam ser Daisy. Ele escreveu de próprio punho uma nota para deixar clara suas intenções.

“Eu quero localizar a verdadeira dona e pessoalmente entregar todos os seus pertences de volta para ela, porque eu sou uma pessoa honesta agora. Porque para mim é tão bom fazer o que é certo, e há dinheiro na bolsa e eu não peguei um centavo.”

Quando enfim descobriu o verdadeiro endereço da dona, a recompensa veio enfim: não só Daisy fez um post em tributo à sua honestidade, como ainda ela começou uma campanha de financiamento coletivo, contando o ocorrido, para reunir dinheiro para tirar Paul das ruas – e, até aqui, mais de 4 mil libras já foram arrecadadas.

Às vezes, quem diria, a honestidade é devidamente recompensada.

 

© fotos: Facebook/fonte:via

Esta vila colorida e movida a energia solar foi criada para pessoas em situação de rua na Holanda

A maneira com que uma sociedade trata as pessoas em dificuldade pode ser, da mesma forma que se diz sobre como uma sociedade trata os animais, uma bela medida de como tal sociedade de fato é. Sob tal perspectiva, o gesto de um escritório de arquitetura na Holanda para lidar com pessoas em situação de rua revela um bocado sobre tal compromisso social no país.

 

No lugar de expulsões, prisões ou jatos de água gelada, o estúdio Elmo Vermijs, em parceria com uma organização de habitação social, decidiu por criar uma aldeia projetada especialmente para ajudar tais pessoas, e elevar imediatamente a qualidade de vida de quem até então estava na rua.

Bonitas, coloridas, equipadas com energia solar, e construídas em um local abundantemente verdade, as casas foram projetadas para moradores que sofrem de doenças mentais, dependência química, ou para quem simplesmente apresente dificuldades de convívio em ambientes tradicionais.

Se normalmente os abrigos oferecem moradia temporária, na Skaeve Huse, localizada nos arredores da cidade de Eindhoven, as casas podem ser ocupadas por tempo indeterminado, de acordo com a demanda de cada história.

A energia solar não só faz as casas ecologicamente sustentáveis, como também anula custos com contas de luz. As casas são propositalmente pequenas e, mantendo toda possibilidade de privacidade, elas são também interconectadas, mantendo assim o espírito comunitário, e combatendo a solidão e o isolamento.

© fotos: divulgação/fonte:via