Com pouca luz solar, cidade norueguesa é iluminada por espelhos gigantes

A Noruega é um dos países mais desenvolvidos do mundo e conta com atrações curiosas, como um restaurante submerso, aulas de surf a temperaturas negativas e o hotel que gera mais energia do que consome. Outra inovação impressionante da nação nórdica é a cidade que usa espelhos para complementar a ação do Sol.

A pequena cidade de Rjukan fica no norte do país e conta com uma população de cerca de 3 mil pessoas. Desde sua fundação, no começo do século passado, os moradores passavam praticamente seis meses sem ver a luz do sol, graças a uma combinação entre a inclinação da Terra durante o inverno no hemisfério norte e a cadeia de montanhas que envolve Rjukan.

Fundada por um notável engenheiro, que Sam Eyde, que desenhou aquela que chegou a ser a maior hidrelétrica do mundo no início do século XX, a cidade levou praticamente cem anos para encontrar uma solução para a falta de iluminação natural: espelhos enormes colocados no topo da montanha.

Desde 2013, três grandes espelhos colocados 450 metros acima do nível da cidade refletem os raios solares para a região central de Rjukan. Eles contam com placas de captação de energia, que abastecem um sistema guiado por computadores que segue o movimento do Sol para aproveitar ao máximo sua luminosidade.

São 51 metros quadrados de superfície espelhada, que garantem uma iluminação em cerca de 600 metros quadrados da cidade. Por incrível que pareça, a ideia já havia passado pela mente de Sam Eyde cem anos atrás, mas levou quase um século para que a tecnologia se desenvolvesse o suficiente para permitir a implementação da ideia, que tem garantido banhos de sol para os agora mais felizes moradores de Rjukan

Fotos via Visit Norway

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NASA lança sonda que vai tentar entrar na atmosfera do Sol

A ambição da mais recente missão lançada ao espaço pela agência espacial americana é de tal forma imensa que acaba se tornando um tanto poética: tocar o sol. Lançada pela NASA na manhã do último sábado, a sonda solar Parker viajará pelos próximos anos na direção do sol, a fim de desvendar alguns dos muitos mistérios de nossa mais próxima e mais estimada estrela. Ainda que o objetivo técnico e científico seja descobrir mais sobre ventos solares e partículas de energia solar, a ideia de “tocar o sol” oferece à missão um sentido simbólico profundo.

Do tamanho aproximado de um carro, a sonda Parker se tornará o objeto feito pelo ser humano a alcançar maior velocidade, chegando a cerca de 692 mil quilômetros por hora, em temperaturas de até 1.300º C.

O planejamento da missão prevê que a sonda dê 24 voltas ao redor do sol, aproximando-se da superfície do sol em uma distância de “somente” cerca de 6 milhões de quilômetros, já dentro da atmosfera da estrela, enquanto enviará informações constantes para a Terra.

O bem-sucedido lançamento da sonda foi acompanhado por milhares de pessoas online, mas uma em especial se comoveu com o início da missão: Dr. Eugene Parker, um cientista de 91 anos que, em 1958 sugeriu a possibilidade de existirem ventos solares, a quem o nome da sonda homenageia.

“Tudo que posso dizer é ‘Uau, lá vamos nós, iremos aprender um tanto nos próximos anos’”, disse Parker. “É toda uma nova fase e será fascinante. Estamos só esperando pelas informações, e agora os experts estarão ocupados pois teremos muita informação chegando”, concluiu.

© fotos: reprodução /fonte:via

Luzes do amanhecer e do pôr do sol são registradas em lindas imagens

O fotógrafo argentino Juan Manuel Casir, residente em Buenos Aires, faz registros onde a luz do amanhecer realça a paisagem urbana e certos detalhes do cotidiano, criando um aspecto enigmático e atraente nas imagens.

Com sua série “Impasse”, ele nos oferece o jogo de contrastes entre tons de laranja e azul, um jogo entre a luz emergente do sol e a escuridão que persiste. “Estou perseguindo momentos delicados”, diz ele. Graças às nuances de calor que, refletidas nas estruturas rígidas, dão vida às composições.

Esta última série também deu origem a “A viagem violeta”, um projeto em desenvolvimento sobre como o anoitecer pode ser místico e poético. Nesta série, roxo e rosa predominam, mas mantêm toda a beleza da iluminação. “É o começo da noite, embora o dia ainda não tenha acabado. A escuridão fortalece a luz. Não é tarde demais ou cedo demais, qualquer coisa pode acontecer, ela anuncia que uma noite em todos os cantos será cheia de mistério e sedução “, acrescenta o fotógrafo. Confira todas as fotos dele em sua conta no Instagram e as séries abaixo:

O amanhecer…

…e o anoitecer ❤

Fotos: Juan Manuel Casir/fonte:via