Moradores se reúnem em aeroporto para receber imigrantes venezuelanos

A Venezuela está passando por uma grave crise financeira. Em função disso, o Brasil vem recebendo muitos imigrantes venezuelanos. Apenas em 2018, segundo o IBGE, 10 mil pessoas desembarcaram por aqui.

A principal porta de entrada do país é Roraima, que concentra maior parte de pessoas em busca de uma qualidade de vida melhor. A grande concentração de pessoas acabou gerando conflitos, manifestações xenófobas e  problemas estruturais na cidades do estado do Norte do país. Agora, com um certo atraso, os venezuelanos estão sendo transferidos para outros estados.

Na última quinta-feira (27), por volta de 52 venezuelanos chegaram no município de Chapada, no Rio Grande do Sul. As famílias vão ficar provisoriamente em uma escolha de Linda São Roque, que recebeu melhorias para receber os imigrantes.  

A recepção dos venezuelanos atende ao pedido do prefeito do município Carlos Catto, que considera o acolhimento uma questão humanitária. Ainda no aeroporto, os imigrantes foram recebido por moradores com cartazes desejando boas vindas.

Com 10 mil habitantes, Chapada vai receber do governo federal um repasse mensal de R$ 16 mil pelos próximos seis meses. Esteio, Canoas e Porto Alegre também abrigam imigrantes.

Fotos: reprodução e Fernando Malheiros/fonte:via

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Fundador da Amazon doa R$ 8 bilhões para criação de escolas em áreas em situação vulnerável

Você sabe quem é a pessoa mais rica do mundo? Se pensou em Bill Gates, está alguns anos atrasado. Hoje, o posto pertence a Jeff Bezos, norte-americano que fundou e preside a Amazon, uma das maiores empresas de comércio eletrônico do planeta.

De acordo com a revista Forbes, o patrimônio de Bezos está estimado em incríveis 159 bilhões de dólares. Além da Amazon, ele também investe em viagens espaciais e é dono do jornal Washington Post. Agora, a filantropia parece ser um de seus principais interesses.

Bezos anunciou que vai destinar 2 bilhões de dólares, cerca de R$8,2 bi, para ajudar famílias desabrigadas e construir pré-escolas em comunidades carentes. No ano passado, o empresário havia usado o Twitter para pedir sugestões de como doar parte de sua fortuna – ele já apoia pesquisas em busca de cura para o câncer e banca bolsas de estudos para imigrantes nos EUA.

A ideia de Bezos é criar um fundo (chamado Day One Fund, lembrando seu lema de que é preciso encarar todos os dias como se fossem o primeiro) para dar apoio financeiro a organizações sem fins lucrativos que oferecem abrigo e comida a pessoas sem-teto.

Bezos declarou que é “muito, muito difícil” para crianças que têm dificuldades em seus primeiros anos de vida alcançarem as outras em questões de saúde e educação, e que as doações “trarão dividendos gigantes por décadas”.

Vale lembrar que Bezos e a Amazon têm sido criticados constantemente por causa das condições de trabalho a que os funcionários da empresa são submetidos, com relatos sólidos de pessoas que precisam viver em barracas por não conseguir sequer pagar o aluguel com o salário que recebem.

Relatos de funcionários dos centros de distribuição que temem fazer pausas para ir ao banheiro ou faltar ao trabalho quando estão doentes por medo de serem punidos também são comuns e geraram debates nos EUA e em outros países onde a Amazon atua nos últimos meses.

Imagens: Reprodução/fonte:via

Ele caminhou 32 km no 1º dia de trabalho. E ganhou um carro do chefe

O primeiro dia de trabalho é sempre cercado de expectativas e um certo nervosismo. Apesar da frase ‘a primeira impressão é a que fica’ não ser uma verdade absoluta, é sempre importante cumprir algumas obrigações.

Talvez o principal item da cartilha seja a pontualidade. É complicado chegar depois do horário logo de cara. Walter Carr viveu uma situação semelhante e precisou encontrar uma saída desafiadora para chegar ao trabalho depois de seu carro ter quebrado.

A pé em pleno subúrbio de Birmingham, no Alabama, Carr resolveu caminhar 35 quilômetros durante a noite para cumprir o compromisso de trabalho. Durante o trajeto o rapaz foi interpelado por um policial militar, que sensibilizado com sua história, o convidou para tomar café e institui em acompanhá-lo até o destino.

O expediente começava às 8h e Carr estava encumbido de realizar a mudança de uma das clientes da empresa. Por volta das 6h30 a campainha é acionada. Ao abrir a porta Jenny Lamey se surpreendeu ao ver o estudante acompanhado do oficial.

“Ele contou que tinha pegado aquele bom rapaz em Pelham, logo cedo pela manhã. Walter disse que estava ali para me ajudar na mudança”, escreveu em relato publicado no Facebook.

O caso gerou grande comoção, inclusive do chefe do rapaz, que reconhecendo o gesto de superação, resolveu presenteá-lo com um carro novo. Luke Marklin, diretor da empresa de mudanças Bellhops, se deslocou do Tennesse ao Alabama para encontrar pessoalmente o funcionário. Na sequência lhe entregou as chaves do próprio veículo.

Estudante de um curso na área de saúde, Walter Carr disse ter sido a primeira oportunidade de emprego em alguns anos. O jovem, cujo a família teve que deixar Nova Orleans depois do furacão Katrina, queria mostrar sua dedicação.

“Walter, você não tem ideia de quantas vidas você mudou e inspirou. Você é um jovem muito especial e vai fazer grandes coisas”, finalizou Jenny.

Fotos: Reprodução/CBS/fonte:via

Ela provou que dinheiro pode comprar felicidade ao ganhar – e doar – R$ 2,9 mil vitalícios por semana

Dizem por aí que dinheiro não compra felicidade, mas, se depender de Rachel Lapierre, a máxima terá de ser adaptada: ela tem se sentido muito feliz a cada semana ao receber – e abrir mão de – um prêmio de mil dólares canadenses.

Tudo começou em 2013, quando Rachel jogou na loteria e teve a incrível sorte de ganhar o prêmio de C$1000 (cerca de R$2900) por semana, garantidos pelo resto de seus dias. O que fazer com o dinheiro? Mudar para uma casa enorme, comprar coisas que sempre sonhou, fazer a melhor viagem da vida? Nada disso: ela criou uma instituição de caridade.

A Le Book Humanitaire paga pela educação de crianças carentes de Quebec, distribui alimentos, roupas e brinquedos a outras instituições, além de oferecer serviços telefônicos para ajudar pessoas que se consideram em necessidade e de organizar viagens humanitárias para levar assistência a outros lugares do mundo.

Dinheiro é dinheiro. Quando você nasce, não tem nenhum, e quando vai embora, não leva nada além de memórias. Você se vai com o que fez durante a vida”, afirma Rachel. “Acho que a felicidade vem do coração. É legal ter um carro ou casa novos, pode ser bem divertido, mas você não precisa disso para ser feliz”, completa.

Hoje com 55 anos, Rachel Lapierre dedicou boa parte da vida a ajudar o próximo. Em 1982, ela, que era modelo, ganhou o concurso Miss Quebec e viajou pelo Canadá. Pouco depois, decidiu deixar o estilo de vida para trás e começou a trabalhar como voluntária em diferentes organizações, além de ter se tornado enfermeira para cumprir com o desejo de ajudar as pessoas.

O desejo de fundar a própria ONG sempre existiu, e foi possibilitado graças ao prêmio da loteria, já que Rachel pôde largar o emprego como enfermeira e se dedicar totalmente à instituição, que exigiu um investimento inicial de 70 mil dólares canadenses e conta com 10 voluntários que trabalham em período integral.

Fotos: Divulgação/Le Book Humanitaire /fonte:via

Funcionário de limpeza é surpreendido por estudantes com £1,500 para ver família na Jamaica

Um grupo de estudantes da Universidade de Bristol, na Inglaterra, deu um grande exemplo ao juntarem pouco mais de 1 mil libras, por volta de 5 mil reais, para viabilizar a viagem de Herman Gordon para a Jamaica.

Aos 65 anos, o homem é responsável pela limpeza de uma das instituições de ensino mais conceituadas da Inglaterra e há tempos nutre o desejo de se reunir com os familiares em sua terra natal. O problema é que Gordon não tinha como arcar com a viagem sozinho.

“Ainda estou tremendo diante deste gesto”, declarou ao Daily Mail.  

Tudo foi viabilizado por meio do sistema de crowdfunding, ou vaquinha virtual aqui pra nós brasileiros. Ao todo foram registradas mais de 200 doações para levá-lo ao lado da mulher Denise para uma temporada de férias na Jamaica. ❤

A boa ação coloca fim em uma separação que dura desde os 12 anos, idade em que Gordon, hoje com mais de 60, deixou a cidade de Kingston, no país da América Central.

“Eu nunca vi tanto dinheiro na minha vida. Tem grana suficiente para mais de duas semanas. Estou negociando com um agente de viagem para garantir um bom contrato”, encerrou bastante emocionado.  

Fotos: Reprodução/fonte:via

Como a Copa de 1962 botou o Chile em pé mesmo após o mais forte dos terremotos

1956: Chile e Argentina duelam pela oportunidade de sediar a Copa do Mundo de 1962, após duas edições realizadas na Europa. Apesar de a Argentina ser mais poderosa, ter melhor infraestrutura e tradição esportiva, Carlos Dittborn, presidente da Federação Chilena, convence a Fifa, lembrando que o estatuto da entidade previa o papel da Copa como motor para países menos desenvolvidos. A frase “Porque não temos nada, então faremos tudo” se tornou um lema.

22 de maio de 1960: Com as obras para a Copa em estágio avançado, o Chile é atingido pelo terremoto mais forte já registrado pela humanidade. O Sismo de Valdivia atingiu 9,5 graus na escala Richter, atingindo dezenas de cidades chilenas.

Estima-se que de 1 mil a 6 mil pessoas morreram, enquanto dezenas de milhares ficaram feridas e mais de 2 milhões perderam suas casas. De acordo com dados da época, cerca de 25% da população chilena ficou desabrigada. O tremor foi tão forte que provocou tsunamis capazes de provocar estragos em Havaí, Japão e Filipinas.

Das oito cidades escolhidas para sediar as partidas da Copa, quatro (Talca, Concepción, Talcahuano e Valdivia) foram severamente afetadas pelo terremoto e precisaram sair da lista.

Houve discussão sobre a capacidade do país de receber a competição, além de debates sobre a importância de insistir na ideia enquanto a reconstrução do país era a prioridade óbvia. “O Mundial, senhores, será no Chile, sim ou sim”, disse o presidente do Chile, Jorge Alessandri Rodríguezo, à FIFA.

A ideia do mandatário era que a Copa poderia dar uma injeção de ânimo na população, cujo estado de espírito estava abalado pelas mortes e pela destruição de casas e estabelecimentos comerciais.

Depois do terremoto, o governo chileno praticamente não investiu mais nos preparativos para a Copa, focando suas verbas na reconstrução das cidades mais afetadas e nos esforços para abrigar novamente as pessoas que perderam suas moradias.

No fim das contas, se decidiu que o Mundial seria realizado em apenas quatro sedes: Arica, Rancagua, Santiago e Viña del Mar. Graças à união do país, foi possível trabalhar, em paralelo, na ajuda às vítimas, na reconstrução do país e nos preparativos finais para a Copa.

Carlos Dittborn, símbolo dos esforços para garantir que o Mundial acontecesse no Chile, sofreu um ataque cardíaco um mês antes da abertura da competição e morreu. O estádio de Arica, que recebeu seis jogos da primeira fase e um das quartas de final, foi batizado com seu nome.

Dentro de campo, a seleção do Chile também foi motivo de orgulho para a população. Sem muita tradição futebolística, conseguiu passar pela Itália na fase de grupos, se classificando junto com a Alemanha Ocidental. Nas quartas, passou pela União Soviética.

O estilo de jogo físico, às vezes até desleal, fez com que a seleção chilena fosse mal falada por muitos torcedores e jornalistas, mas, para a população local, não importava. Eles entravam em campo para defender o país.

A semifinal seria contra o atual campeão Brasil, que, mesmo sem Pelé, tinha Garrincha, Vavá e tantos outros craques capazes de decidir a partida, que acabou em 4 x 2.

A seleção chilena venceria a Iugoslávia, com um gol de Eladio Rojas no último minuto, para garantir o terceiro lugar, melhor colocação do Chile em Copas até hoje. A competição realmente serviu para animar o espírito do país, e a frase célebre de Dittborn se tornou um símbolo da reconstrução. “Porque não temos nada, então faremos tudo”.

 

Fotos: Reprodução/fonte:via

Padre ‘adota’ bebê com Down abandonado: ‘Obrigado pelo presente de aniversário’

O aniversário de 51 anos do padre peruano Omar Sánchez Portillo sempre será lembrado por ele por um motivo especial: seu encontro com o pequeno Ismael, um bebê de dois meses com síndrome de down que foi abandonado pela mãe, mas tem sido cuidado pelo padre e seus assistentes.

A história foi publicada pelo site Aciprensa, que entrou em contato com o padre. Omar relatou que a mãe de Ismael tem 17 anos, e abandonou o filho no hospital. Foi aí que o Associação das Bem-Aventuranças, fundada pelo padre, foi acionada para acolher o menino, e ele tratou de ir pessoalmente até Cusco para resgata-lo.

“Jesus, obrigado pelo presente de aniversário! Jesus nunca deixa de me surpreender. Bem-vindo Ismael! Trazer você de Cusco foi uma grande aventura, a primeira de muitas que vamos viver juntas. Cromossomo do amor, síndrome de Down”, escreveu Omar no Facebook.

“Cerca de 98% das pessoas que acolhemos têm algum tipo de deficiência, capacidade diferente ou doença psiquiátrica ou física”, explica o Sacerdote sobre a Associação, que depende de doações para se manter.

“Eles são uma riqueza para o mundo em todos os sentidos da palavra. Por exemplo, as crianças com síndrome de Down, eu sempre digo, têm um cromossomo adicional, que é o amor”, conclui o Padre, que, além de amoroso, tem um quê de poeta.

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Fotos: Reprodução/Omar Sánchez Portillo/fonte:via