Piauiense faz história como primeira mulher negra diplomata no Itamaraty

No início desse ano a piauiense Luana Alessandra Roeder passou a ser a primeira mulher do estado do Piauí e negra a tomar posse no Itamaraty e se tornar diplomata. Se tal feito sozinho já seria o suficiente para entender sua história como um épico, a diplomação é o desfecho uma incrível história de vida, que tem a força de Luana como combustível desde o início. Muito antes de se tornar a primeira diplomata negra piauiense, Luana, nascida em setembro de 1989, foi abandonada pela mãe ao nascer. Encaminhada por um juiz a um orfanato, seu destino parecia fadado a repetir o de tantas crianças de um dos mais pobres estados do país.

Com somente seis semanas de vida, no entanto, a reviravolta em seu destino começou, quando a agrônoma alemã Reinhild Roeder encantou-se pela recém-nascida quando a viu no orfanato, e decidiu por adota-la. Três meses depois, Luana tinha uma casa, e o amor de uma mãe dedicada. Reinhild tem uma casa no litoral do estado, mas mãe e filha foram viver na Alemanha. Depois de um período morando em Angola, Reihild e Luana voltaram para Teresina. Agora a jovem já trazia três idiomas fluentes, um desempenho escolar excepcional, e um novo destino.

Para poder seguir sua obstinação de tornar-se diplomata, mãe e filha mudaram-se mais uma vez, agora para Brasília, onde Luana cursou Relações Exteriores na Universidade de Brasília. Após se formar, mais seis anos de estudos intensos foram percorridos até que enfim veio a aprovação, pelo concurso público do Instituto Rio Branco, onde juntou o russo ao português, alemão e inglês. A emoção da mãe parece não cessar, desde o primeiro dia no orfanato, até a posse da filha, enfim, como diplomata. “Eu fiquei tão emocionada quando tomou posse. Sei que será uma grande diplomata como é uma grande filha”, disse Roeder, com a razão que só as mães possuem.

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17 anos, negro e baiano: Gabriel vendia salgadinhos com a mãe e agora desfila no SPFW

Em meio a tanta desigualdade social, racismo e outras injustiças que desde sempre e cada vez mais parecem pautar nossa própria noção de país, volta e meia uma história inspiradora nos lembra que ainda é possível uma trajetória de superação e conquista no Brasil. É o caso do Gabriel Pitta, um jovem baiano que desde a infância ajudou a mãe em Salvador a vender doces e salgadinhos para festas, e que agora estreou nas passarelas da São Paulo Fashion Week como modelo.

A carreira nas passarelas começou há pouco tempo, em 2016,quando tinha somente 15 anos, mas com intensidade proporcional ao talento de Gabriel – que já participou de editoriais em revistas como Vogue, GQ e Marie Claire. Em seu início, há dois anos, Gabriel ganhou o concurso Beleza Black, na capital baiana, e ao longo de dois anos conciliou seu trabalho como modelo com a ajuda que oferecia para a mãe nos quitutes.

Em setembro do ano passado, Gabriel foi contratado pela agência Way Models, e mudou-se para São Paulo para investir em sua carreira, e assim os doces e salgados ficaram pra trás, tanto na dieta quanto no trabalho. Mas não a presença da mãe, que, segundo o próprio, lhe ensinou tudo. Com somente 17 anos, Gabriel desfilou na edição N46 da semana de moda, para as marcas Cotton Project e João Pimenta.

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Ex-interno da Fundação Casa é premiado em feira de ciências com projeto ecológico

A história do jovem Jonathan Felipe da Silva Santos, de 18 anos, é a perfeita ilustração não só de como a educação pode transformar a vida das pessoas (e, com isso, melhorar a realidade em nossa volta) como de que investir na instrução de detentos traz benefícios não só para o preso, mas para toda a sociedade. Jonathan acaba de ganhar o título de revelação na Feira de Ciências da Educação de São Paulo, com o projeto de um composto capaz de, através dos resíduos de giz, corrigir a acidez do solo. O diferencial é que o projeto foi todo desenvolvido nas aulas que o jovem teve enquanto era um interno da Fundação Casa.

Jonathan foi preso por ter comprado uma moto que não sabia que era furtada, e tentado revender suas peças. Ele ficou na Fundação por sete meses, onde elaborou o projeto com a ajuda de professores e orientadores. A ideia surgiu nas aulas de química, quando descobriu que a acidez do solo prejudicava a agricultura. Ele então desenvolveu um composto que neutraliza essa acidez utilizando resíduos de giz escolar.

Atualmente Jonathan está no segundo ano do ensino médio em uma escola na cidade de Araçatuba, e seu sonho é concluir os estudos para cursar medicina veterinária. “Um pedaço de giz mudou minha vida e quero me dedicar para buscar meu objetivo agora”, ele disse. Tornar-se veterinário e conseguir um emprego para ajudar sua mãe é seu sonho – e sua inteligência e a ajuda de quem não desistiu dele foram e seguirão sendo seus combustíveis.

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Refugiado sírio abre 2 restaurantes em São Paulo e fatura R$ 1 milhão

eyad, sírio (Foto: Arquivo Pessoal)

Eyad Abou Harb tem apenas 24 anos e muita história para contar. Em 2011, o jovem sírio teve que deixar o seu país e família para trás, em busca de uma nova vida longe da guerra e da triste realidade que ele vivia. Passou 2 anos na Jordânia, onde trabalhou em um restaurante e, em 2013, quando soube que o Brasil estava aceitando refugiados, decidiu atravessar o mundo para viver no ocidente.

Chegou em São Paulo sem conhecer a língua e ninguém, porém foi aconselhado a viver no bairro do Brás, lar de uma grande comunidade árabe. Conseguiu emprego em um restaurante árabe e passou um ano morando na casa de uma família brasileira, que o ensinou português e o ajudou a economizar o suficiente para que ele conseguisse abrir o seu próprio restaurante.

Sua especialidade é o shawarma, lanche típico do oriente médio, que faz sucesso nas movimentadas ruas da maior cidade do Brasil. Na icônica Avenida São João, bem em frente ao monumento da Mãe Preta, Eyad prepara diariamente o suculento  shawarma, que fez tanto sucesso, que ele precisou abrir uma outra unidade para dar conta do recado, no bairro da Penha, zona leste de São Paulo.

Hoje, ele vende cerca de 200 unidades por dia, por 10 reais cada, faturando 1 milhão ao ano. Uma história que começou mal, porém após muita força de vontade, determinação e generosidade daqueles que cruzaram seu caminho, é um verdadeiro relato de superação.

Fotos: arquivo pessoal/fonte:via

Jovem fotografa seu rosto todos os dias após passar por reconstrução facial e registra recuperação

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A vida muitas vezes nos pega de surpresa e, por mais doloridas que algumas coisas sejam, no fim das contas tudo acaba sendo um grande aprendizado. Desta vez quem nos ensina é a britânica Jen Taylor, que após descobrir um sério câncer nos ossos no ano passado, teve seu rosto completamente reconstruído. Porém, muitas vezes a saída para a dor é o enfrentamento dela mesma e foi exatamente isso que ela fez, ao registrar seu processo de recuperação.

Sua cirurgia durou cerca de 16 horas e ela precisou tirar parte da mandíbula, de uma bochecha, da órbita ocular e do crânio. Os médicos usaram ossos de sua omoplata e músculos das costas para dar um novo céu da boca à jovem, que depois de uma dolorosa recuperação, precisou reaprender a mastigar.

Os registros foram feitos diariamente e, segundo ela, foi isso que a ajudou a não entrar em desespero, por perceber as pequenas melhoras em seu rosto. Foram semanas de dor e medo, mas compartilhar sua frustração com os outros através de um blog que ela criou na época, a ajudou a superar.

Hoje, os médicos têm quase certeza de que o câncer foi 100% retirado, mas ela precisa fazer diversos exames com bastante frequência. A lição que fica? O importante é estar viva!

Reprodução / Facebook

Fotos: Jen Taylor / arquivo pessoal / BBC/fonte:via

O corpo deste atleta após nadar mais de 200 Km vai te deixar impressionado

Todos os atletas costumam desafiar os limites de seus corpos na busca pela superação ou da tão sonhada medalha. Porém, algumas vezes eles encontram obstáculos muito mais difíceis do que um concorrente e, foi exatamente isso que aconteceu com o nadador holandês Maarten van der Weijden.

Maarten já fazia natação desde pequeno e tinha planos de continuar na carreira, mas aos 19 anos lutou contra a leucemia, que, entanto, nunca o fez desistir de seu sonho. Apenas 2 anos após ter vencido a doença, ele voltou a nadar e ganhou medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

Mas a verdadeira superação veio recentemente, quando ele se dispôs a nadar uma distância de 200 km no canal Elfstedentocht, na Holanda. Infelizmente ele “apenas” conseguiu completar a distância de 163 km, já que a água era poluída demais e ele começou a passar mal.

A prova, que foi programada para levar 3 dias, acabou levando 55 horas e fazia parte de uma campanha de arrecadação de fundos para pesquisas sobre o câncer. Observe seu corpo depois de 55 horas nadando em água suja e inapropriada. Muito mais do que um competidor, Maarten é um verdadeiro vencedor e a campanha arrecadou mais de 4 milhões de dólares!

Fotos:

1, 3, 4, 9, 10: MvdWFoundation

2: beter.nu

5: Evelien de Bruijn

6, 7, 8 hartvannederland.nl

11: like2swimrotterdam.nl /fonte:via

Aos 7 anos ela se tornou a mulher mais jovem a escalar o Kilimanjaro por um excelente motivo

Onde alguns veem um obstáculo, a pequena Montannah Kenney, de 7 anos, viu um desafio.

Durante suas férias escolares, a menina pediu para escalar o monte Kilimanjaro – e se tornou a mulher mais jovem a conquistar este feito, segundo o USA Today.

Montannah treinou de quatro a oito horas durante os finais de semana para conseguir subir os mais de 5 mil metros da montanha. Durante a semana, ela escalava distâncias menores como parte do treinamento. A menina também praticou basquete, corridas e nado para se preparar para a viagem. Tudo foi supervisionado por sua mãe, Hollie Kenney, uma triatleta profissional.

Embora tenha topado o desafio proposto pela menina, a mãe precisou solicitar uma permissão especial para a escalada, pois a idade mínima legal para subir o Kilimanjaro é de 10 anos, segundo informa o Bored Panda. A viagem foi acompanhada por uma equipe de 25 pessoas.

Mas de onde surgiu a ideia? Montannah quis realizar a escalada para ficar mais próxima de seu pai, falecido quando ela tinha apenas três anos.

O pai, cujo nome não foi divulgado, sofria de estresse pós-traumático e precisava realizar uma terapia conhecida como EMDR. Dessa forma, a família aproveitou o feito para criar uma campanha de arrecadação de fundos para aqueles que necessitam este tipo de tratamento. Em três meses, mais de US$ 5 mil já foram arrecadados – e qualquer pessoa pode contribuir através deste link.

Fotos: Hollie Kenney /fonte:via