Ex-interno da Fundação Casa é premiado em feira de ciências com projeto ecológico

A história do jovem Jonathan Felipe da Silva Santos, de 18 anos, é a perfeita ilustração não só de como a educação pode transformar a vida das pessoas (e, com isso, melhorar a realidade em nossa volta) como de que investir na instrução de detentos traz benefícios não só para o preso, mas para toda a sociedade. Jonathan acaba de ganhar o título de revelação na Feira de Ciências da Educação de São Paulo, com o projeto de um composto capaz de, através dos resíduos de giz, corrigir a acidez do solo. O diferencial é que o projeto foi todo desenvolvido nas aulas que o jovem teve enquanto era um interno da Fundação Casa.

Jonathan foi preso por ter comprado uma moto que não sabia que era furtada, e tentado revender suas peças. Ele ficou na Fundação por sete meses, onde elaborou o projeto com a ajuda de professores e orientadores. A ideia surgiu nas aulas de química, quando descobriu que a acidez do solo prejudicava a agricultura. Ele então desenvolveu um composto que neutraliza essa acidez utilizando resíduos de giz escolar.

Atualmente Jonathan está no segundo ano do ensino médio em uma escola na cidade de Araçatuba, e seu sonho é concluir os estudos para cursar medicina veterinária. “Um pedaço de giz mudou minha vida e quero me dedicar para buscar meu objetivo agora”, ele disse. Tornar-se veterinário e conseguir um emprego para ajudar sua mãe é seu sonho – e sua inteligência e a ajuda de quem não desistiu dele foram e seguirão sendo seus combustíveis.

© fotos: reprodução/fonte:via

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Refugiado sírio abre 2 restaurantes em São Paulo e fatura R$ 1 milhão

eyad, sírio (Foto: Arquivo Pessoal)

Eyad Abou Harb tem apenas 24 anos e muita história para contar. Em 2011, o jovem sírio teve que deixar o seu país e família para trás, em busca de uma nova vida longe da guerra e da triste realidade que ele vivia. Passou 2 anos na Jordânia, onde trabalhou em um restaurante e, em 2013, quando soube que o Brasil estava aceitando refugiados, decidiu atravessar o mundo para viver no ocidente.

Chegou em São Paulo sem conhecer a língua e ninguém, porém foi aconselhado a viver no bairro do Brás, lar de uma grande comunidade árabe. Conseguiu emprego em um restaurante árabe e passou um ano morando na casa de uma família brasileira, que o ensinou português e o ajudou a economizar o suficiente para que ele conseguisse abrir o seu próprio restaurante.

Sua especialidade é o shawarma, lanche típico do oriente médio, que faz sucesso nas movimentadas ruas da maior cidade do Brasil. Na icônica Avenida São João, bem em frente ao monumento da Mãe Preta, Eyad prepara diariamente o suculento  shawarma, que fez tanto sucesso, que ele precisou abrir uma outra unidade para dar conta do recado, no bairro da Penha, zona leste de São Paulo.

Hoje, ele vende cerca de 200 unidades por dia, por 10 reais cada, faturando 1 milhão ao ano. Uma história que começou mal, porém após muita força de vontade, determinação e generosidade daqueles que cruzaram seu caminho, é um verdadeiro relato de superação.

Fotos: arquivo pessoal/fonte:via

Jovem fotografa seu rosto todos os dias após passar por reconstrução facial e registra recuperação

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A vida muitas vezes nos pega de surpresa e, por mais doloridas que algumas coisas sejam, no fim das contas tudo acaba sendo um grande aprendizado. Desta vez quem nos ensina é a britânica Jen Taylor, que após descobrir um sério câncer nos ossos no ano passado, teve seu rosto completamente reconstruído. Porém, muitas vezes a saída para a dor é o enfrentamento dela mesma e foi exatamente isso que ela fez, ao registrar seu processo de recuperação.

Sua cirurgia durou cerca de 16 horas e ela precisou tirar parte da mandíbula, de uma bochecha, da órbita ocular e do crânio. Os médicos usaram ossos de sua omoplata e músculos das costas para dar um novo céu da boca à jovem, que depois de uma dolorosa recuperação, precisou reaprender a mastigar.

Os registros foram feitos diariamente e, segundo ela, foi isso que a ajudou a não entrar em desespero, por perceber as pequenas melhoras em seu rosto. Foram semanas de dor e medo, mas compartilhar sua frustração com os outros através de um blog que ela criou na época, a ajudou a superar.

Hoje, os médicos têm quase certeza de que o câncer foi 100% retirado, mas ela precisa fazer diversos exames com bastante frequência. A lição que fica? O importante é estar viva!

Reprodução / Facebook

Fotos: Jen Taylor / arquivo pessoal / BBC/fonte:via

O corpo deste atleta após nadar mais de 200 Km vai te deixar impressionado

Todos os atletas costumam desafiar os limites de seus corpos na busca pela superação ou da tão sonhada medalha. Porém, algumas vezes eles encontram obstáculos muito mais difíceis do que um concorrente e, foi exatamente isso que aconteceu com o nadador holandês Maarten van der Weijden.

Maarten já fazia natação desde pequeno e tinha planos de continuar na carreira, mas aos 19 anos lutou contra a leucemia, que, entanto, nunca o fez desistir de seu sonho. Apenas 2 anos após ter vencido a doença, ele voltou a nadar e ganhou medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

Mas a verdadeira superação veio recentemente, quando ele se dispôs a nadar uma distância de 200 km no canal Elfstedentocht, na Holanda. Infelizmente ele “apenas” conseguiu completar a distância de 163 km, já que a água era poluída demais e ele começou a passar mal.

A prova, que foi programada para levar 3 dias, acabou levando 55 horas e fazia parte de uma campanha de arrecadação de fundos para pesquisas sobre o câncer. Observe seu corpo depois de 55 horas nadando em água suja e inapropriada. Muito mais do que um competidor, Maarten é um verdadeiro vencedor e a campanha arrecadou mais de 4 milhões de dólares!

Fotos:

1, 3, 4, 9, 10: MvdWFoundation

2: beter.nu

5: Evelien de Bruijn

6, 7, 8 hartvannederland.nl

11: like2swimrotterdam.nl /fonte:via

Aos 7 anos ela se tornou a mulher mais jovem a escalar o Kilimanjaro por um excelente motivo

Onde alguns veem um obstáculo, a pequena Montannah Kenney, de 7 anos, viu um desafio.

Durante suas férias escolares, a menina pediu para escalar o monte Kilimanjaro – e se tornou a mulher mais jovem a conquistar este feito, segundo o USA Today.

Montannah treinou de quatro a oito horas durante os finais de semana para conseguir subir os mais de 5 mil metros da montanha. Durante a semana, ela escalava distâncias menores como parte do treinamento. A menina também praticou basquete, corridas e nado para se preparar para a viagem. Tudo foi supervisionado por sua mãe, Hollie Kenney, uma triatleta profissional.

Embora tenha topado o desafio proposto pela menina, a mãe precisou solicitar uma permissão especial para a escalada, pois a idade mínima legal para subir o Kilimanjaro é de 10 anos, segundo informa o Bored Panda. A viagem foi acompanhada por uma equipe de 25 pessoas.

Mas de onde surgiu a ideia? Montannah quis realizar a escalada para ficar mais próxima de seu pai, falecido quando ela tinha apenas três anos.

O pai, cujo nome não foi divulgado, sofria de estresse pós-traumático e precisava realizar uma terapia conhecida como EMDR. Dessa forma, a família aproveitou o feito para criar uma campanha de arrecadação de fundos para aqueles que necessitam este tipo de tratamento. Em três meses, mais de US$ 5 mil já foram arrecadados – e qualquer pessoa pode contribuir através deste link.

Fotos: Hollie Kenney /fonte:via

Como um aparelho de tortura medieval ajudou este atleta britânico a voltar a competir

Nadar 3800 metros, pedalar por 180 km e correr 42 km. A sequência era um desafio que o triatleta britânico Tim Don conhecia e dominava: em maio de 2017, ele veio ao Brasil para competir na etapa de Florianópolis do Ironman, batendo o recorde mundial da prova: 7 horas, 40 minutos e 23 segundos, mais de 4 minutos mais rápido que o recordista anterior.

Mas vencer o Ironman seria algo até simples em comparação com o que estaria por vir. Tim, que havia competido em três Olimpíadas, estava há meses no Havaí se preparando para o Campeonato Mundial de Ironman, em Kona.

Favorito ao título, ele nem chegou a iniciar a prova: na antevéspera do dia tão esperado, ele fazia um treino de ciclismo quando foi atropelado por uma caminhonete, resultando em ferimentos de menor e maior gravidade, incluindo uma fratura na vértebra C2, que costuma quebrar em casos de enforcamento.

O médico de Don lhe ofereceu três opções: usar um colar cervical, que o imobilizaria até que a fratura se cicatrizasse sozinha, opção pouco recomendada devido à gravidade da lesão; passar por uma cirurgia, que lhe garantiria o retorno da saúde, mas provavelmente acabaria com sua carreira como atleta profissional; ou usar um equipamento igual a um aparelho de tortura medieval.

Don escolheu a terceira opção. Passou seis meses com o instrumento, chamado de ‘Halo’, ou auréola. Quatro pinos de titânio foram colocados em seu crânio, dois na parte da frente e dois na parte de trás da cabeça. Eles estavam presos a barras de metal ligadas a um colar. Seu pescoço não poderia estar mais imobilizado.

Foram quatro meses difíceis, especialmente para alguém tão acostumado a estar em movimento. Mas valeu a pena: Don voltou a treinar na academia ainda com a auréola, e finalmente pôde retirar o equipamento, que quase o fez desmaiar de dor – sua cabeça inchou e os buracos ficaram apertados, fazendo escorrer sangue. A esposa do triatleta usou uma esponja para limpar a testa, e ele chegou perto de apagar.

Em abril, 6 meses depois do acidente, ele participou da maratona de Boston. Correu os 42195 metros em 2 horas, 49 minutos e 42 segundos, bem perto de seu objetivo, 2h50. E já pensa em competir numa edição do Ironman em junho.

Por enquanto, o grande desafio parece ser a natação. Ele não tem conseguido movimentar o pescoço satisfatoriamente para respirar entre uma braça e outra, precisando usar um snorkel. Mas, se a história de Don ensina alguma coisa, é que não se deve duvidar da sua força de vontade.

 

Fotos: Reprodução/Instagram/fonte:via

Fotógrafo muda aparência de casal em situação de rua para questionar preconceitos

Um talentoso fotógrafo de Nairobi, no Quênia, trabalhando sob o nome de Muchiri Frames, recentemente fez uma sessão de fotos inspiradora que provou que o amor é puro e incondicional na sua forma mais simples. Juntamente com sua equipe, eles decidiram fazer algo especial para o dia dos Namorados. E é quando eles conheceram Sammy, também conhecido como Blackie, nos parques de Nairobi, que vive nas ruas há um tempo agora.

Quando perguntado se ele estava apaixonado, Sammy começou a descrever sua namorada, que de repente acendeu um brilho em seus olhos. Eles se conheceram nas ruas de Nairobi, onde ambos vivem, e sua amizade logo se transformou em uma inspiradora história de amor. O fotógrafo decidiu dar-lhes uma incrível transformação para celebrar seu relacionamento especial em um dia especial.

Sob a inspiração do amor em sua forma mais simples, celebramos o Dia dos Namorados (Valentine´s Day) com essas almas surpreendentes e saímos com ótimos testemunhos. Na verdade, sob toda a sujeira, roupas esfarrapadas e discursos arruinados, há pessoas bonitas que prosperariam como o resto de nós se oferecêssemos as oportunidades “, diz o autor em seu site. “O amor não discrimina, isso aqui é a prova“.

 

Imagens: Muchiri Frames /fonte:[via]