Cão com tumor cerebral ganha crânio 3D e tecnologia poderá ser usada em humanos, dizem médicos

Quando tinha nove anos de idade, o pequeno Patches foi diagnosticado com um tumor osteocondrossarcoma multilobular, que de tão grave chegou a esmagar parte do cérebro, além de afetar a órbita ocular do cão.

O animal da raça Daschund, o famoso salsicha, estava num beco sem saída, pois segundo os médicos a retirada do tumor seria perigosa, pois o animal não tem condições de ficar muito tempo anestesiado.

Daí que a tecnologia exerceu um grande papel no processo de recuperação do cachorro. Os médicos conseguiram desenvolver um novo procedimento que, além de garantir a rápida recuperação do cão, pode ser aplicado em seres humanos no futuro.

O crânio 3D foi criado por um engenheiro, que utilizou titânio para moldar o objeto. Para isso, veterinários da Universidade de Guelph mapearam a localização exata do tumor para aplicação da placa craniana, já que 70% do topo do crânio do animal precisava ser substituído.

O procedimento cirúrgico durou cinco horas e o cachorro permaneceu “alerta e olhando para os lados” 30 minutos depois. “Fui capaz de fazer a cirurgia antes mesmo de entrar na sala cirúrgica”, explicou em comunicado Michelle Oblak, oncologista do Colégio Veterinário de Guelph.

Para especialistas, o caso envolvendo o cachorro salsicha vai ajudar a entender a incidência de câncer em humanos. A oncologista do Colégio Veterinário Guelph acredita que a tecnologia, em um futuro próximo, poderá ser usada em seres humanos.

Patches ficou livre do câncer, mas infelizmente foi diagnosticada com uma hérnia de disco, que paralisou suas patas traseiras.

Foto: Michelle Oblack/University of Guelph/reprodução/fonte:via

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ICQ, MSN e telefone fixo: museu reúne acervo com sons da sua infância

A máxima do tempo ser implacável é um fato mais do que sabido. Todavia, a percepção de sua passagem é um fato muito mais complexo de lidar. Pense bem, desde a virada do século (quase há 20 anos) muitos equipamentos tecnológicos que fizeram parte da vida de gerações, não são mais úteis.

Na verdade, objetos como telefone fixo e a máquina de escrever estão praticamente extintos. Pergunte para um adolescente se ele tem ideia do que era viver sem conexão com a internet ou ouvir música no rádio. Com algumas poucas exceções, a resposta será negativa.

Para preservar o ruído de itens agora quase obsoletos, o Museum of Endangered Sounds recolheu em um site mais de trinta sons em perigo de extinção. O objetivo do corpo curatorial é preservar lembranças auditivas e surgiu a partir da reunião de três publicitários norte-americanos.

Phil Hadad, Marybeth Ledesma e Greg Elwood encontraram um meio de alimentar a nostalgia saudável de quem assiste seus aparelhos favoritos sendo substituídos por novas máquinas. Finalmente estamos entendendo nossos pais.

O acervo do museu conta com o som do toque do telefone sem fio, os efeitos sonoros da digitação numa máquina de escrever, o tema do Windows 95 e até o ruído do bichinho virtual. Nós separamos mais alguns pra você revisitar tempos que não voltam mais.

Notificação de mensagem do MSN

Toque do celular Nokia

Som da Internet discada

Windows 95

Som do ICQ

Som do Yoshi

Som caixa registradora

Som do orelhão

Fita cassete rebobinando

Foto: Reprodução/fonte:via

O olhar aéreo e dramático do fotógrafo Tobias Hägg

Um mesmo lugar pode ter diferentes perspectivas, dependendo do ângulo ou da posição que o enxergamos e, neste sentido apenas a fotografia aérea nos permite observar uma paisagem do ponto de vista dos pássaros. Uma casa vista do chão é completamente diferente de quando vista do céu e, observar as fotografias do fotógrafo e cineasta sueco Tobias Hägg, nos faz refletir o quão pequenos somos frente a esse imenso mundão.

Em entrevista para o site Fubiz, o artista revelou que sempre foi um espírito criativo, o que o fez se interessar pelo cinema e pela fotografia, desde sua infância. Aos 14 anos já realizava curtas metragens e começava a criar efeitos visuais em seus filmes. Com o tempo outros interesses foram surgindo, como o jornalismo e a literatura e foi a união de tudo isso que ajudou a construir a sua arte.

O fascínio pelas fotos aéreas começou a surgir quando ele estreou no mundo do cinema, período em que se encantava facilmente pelas fotografias tiradas dos sets hollywoodianos. Queria fazer o mesmo, mas ainda não sabia como. A resposta surgiu quando finalmente surgiram os drones!

Com a ajuda da tecnologia, ele busca inspiração em filmes, músicas, livros e momentos do cotidiano, que os instiga a buscar a paisagem perfeita para fazer essas fotografias incríveis!

Fotos: Tobias Hägg /fonte:via

Maior recife do mundo é feito com impressão 3D para salvar biodiversidade das Maldivas

A tecnologia de impressão 3D vem sendo aliada do homem em vários aspectos, que vão desde a construção de casas até órgãos e ossos humanos, mas a novidade é que, agora ela está sendo usada para salvar os recifes de corais nas ilhas Maldivas, no sudeste asiático.

Nos últimos anos, uma grande parcela dos recifes de corais no mundo inteiro vem morrendo, seja por ação do homem ou por fenômenos climáticos, como o El Niño, que aumentou a temperatura na superfície do mar e fez muitos corais serem mortos ou sofrerem um branqueamento generalizado, reação natural ao estresse ambiental, que os torna mais fracos e vulneráveis.

Porém, o futuro é promissor e, no dia 11 de agosto um sistema artificial de corais desenvolvido pelo designer industrial Alex Goad, do Reef Design Lab – na Austrália, foi submerso em uma das ilhas do arquipélago, com o objetivo de salvar a biodiversidade da área, que estava fortemente ameaçada.

Os moldes foram produzidos em uma imensa impressora 3D e depois fundidos em cerâmica – substância semelhante ao carbonato de cálcio encontrado nos recifes naturais. Ao todo foram mais de 220 moldes, encaixados e preenchidos com cimento, formando um recife artificial gigante.

O próximo passo é transportar fragmentos de corais para esta estrutura, preservando a biodiversidade da área e ajudando os recifes a sobreviverem ao clima cada vez mais quente.

Hoje já existem algumas técnicas de propagação de corais, mas Alex Goad acredita que esta seja a mais eficaz: A tecnologia de impressão 3D ajuda-nos a desenvolver formas mais inovadoras de proteger os recifes de coral. A tecnologia nos permite imitar a complexidade das estruturas naturais dos recifes, para que possamos projetar recifes artificiais que se assemelhem aos encontrados na natureza”.

Foto 1: divulgação Summer Island Maldives

Foto 2: Unsplash/fonte:via

Rio de Janeiro coloca na rua primeiros ônibus 100% elétricos

O Rio de Janeiro iniciou a operação dos primeiros ônibus 100% elétricos. Os veículos estão sendo usados no programa Tarifa Comercial Zero e circulam gratuitamente nos quatro principais pontos comerciais de Volta Redonda.  São eles, Vila Santa Cecília, Retiro, Centro e Aterrado.

A substituição dos combustíveis fósseis se dá por meio de dois motores BYD-2912TZ-XY-A, de 150 KW, o equivalente a 402 cavalos. Os veículos possuem ainda chassis BYD D9W, que são utilizados para a aplicação em carrocerias com até 13,2 metros de comprimento. Os coletivos não têm degraus, facilitando o embarque e desembarque, além de contarem com um sistema de freio a disco regenerativo.

A adoção dos ônibus elétricos vai contribuir para a redução de emissão de poluentes e gases causadores do efeito estufa. Para se ter ideia, cada ônibus elétrico em circulação diminui os níveis de CO2 em mais de 1 tonelada.

No caso de Volta Redonda, o ônibus chega em boa hora. Sofrendo com inúmeros problemas de mobilidade urbana, a cidade do sul fluminense dispõe de uma alternativa saudável para o meio ambiente e usuários.

Falando ao Ciclo Vivo, Tyler Li, presidente da BYD do Brasil, diz que “o ônibus elétrico é uma tecnologia promissora na busca por um transporte público menos poluente e com menor custo de manutenção. Com cada vez mais grandes metrópoles globais realizando testes e implementando esse tipo de veículo em suas vias públicas, o ônibus elétrico vai deixando de ser apenas uma ideia do futuro, firmando-se dia a dia como realidade”.

A cidade de São Paulo também namora o ônibus elétrico. Segundo a prefeitura, a expectativa é que os modelos ganhem mais espaços nas ruas paulistanas até o fim do ano.

Carregados a bateria, os ônibus elétricos possuem autonomia de 300 km, superior aos 200 km percorridos em média pelos coletivos convencionais. O carregamento total das baterias leva entre 4 e 5 horas. Assim como no Rio de Janeiro, o chassi é fornecido pelo multinacional chinesa BYD. O intuito é reduzir em 15% a emissão de CO2.

Foto: Reprodução/fonte:via

Boyfriend sharing e esposa virtual: asiáticos estão repensando os relacionamentos com a tecnologia

Conhecer alguém no Tinder ou fazer um sexting não são o ápice dos relacionamentos tecnológicos.

No Japão, já é possível ter uma esposa completamente virtual.

O lançamento é da empresa Gatebox, que busca popularizar a prática de “viver com personagens”.

Através de um dispositivo completamente interativo, a marca oferece aos usuários a oportunidade de namorar Hikari Azuma, uma assistente virtual com um toque bem pessoal.

Com aparência de anime, a namorada trata-se de uma holografia projetada em um recipiente de vidro. Vendida por  150.000 ienes (cerca de R$ 5 mil), ela é capaz de comandar aparelhos eletrônicos, enviar mensagens carinhosas ao seu “namorado” e manter conversas com ele. De acordo com vídeos divulgados pela companhia, ela também pode ajudar o usuário a despertar, indicar a temperatura e até mesmo acompanhar o jantar com uma bebida virtual.

Para as mulheres, a novidade está na hora de fazer as compras. Na China, a tecnologia vem cumprindo a lacuna de um companheiro nestes momentos, através do serviço de “boyfriend sharing“.

Um shopping no país decidiu oferecer namorados de aluguel. Cada 30 minutos de companhia na hora das compras custa apenas 1 yuan (cerca de R$ 0,50), como mostra o vídeo abaixo, divulgado pelo site Asian Crush.

As interessadas no serviço precisam apenas escanear um QR code no quiosque que oferece os namorados. A missão dos acompanhantes é conversar com as usuárias do serviço, carregar suas sacolas e tirar fotos quando solicitado.

Nos dois casos, entretanto, não está previsto o contato físico.

Fotos: Reprodução/fonte:via

Cientistas voltam a pesquisar a existência do Monstro do Lago Ness

O monstro do Lago Ness, Monstro de Loch ou simples e fofamente Nessie, confundiu os cientistas durante séculos. Agora, um novo grupo de especialistas espera que a tecnologia moderna revele o que realmente vive nas profundezas escuras do lago escocês.

O professor Neil Gemmell, pesquisador da Nova Zelândia, liderará a equipe internacional na busca por Nessie usando técnicas de amostragem de DNA para descobrir os segredos do Lago Ness. O código genético será extraído da água do lago, coletado ao longo de um período de duas semanas, para determinar os tipos de criaturas que fazem do lago sua casa.

Mais de mil pessoas já relataram terem visto o Monstro do Lago Ness

Falando com a Associação de Imprensa, o Professor Gemmell afirma que, embora ele ainda não esteja convencido de que o Monstro do Lago Ness exista, ele está certo de que a missão ainda pode oferecer algumas surpresas interessantes.  “Eu não acredito na ideia de um monstro”, disse ele. “Mas estou aberto à idéia de que ainda há coisas a serem descobertas e não totalmente compreendidas. Talvez haja uma explicação biológica para algumas das histórias”.

O DNA pode ser coletado no lago através de minúsculos fragmentos – da pele e das escamas, por exemplo – deixados pelas criaturas enquanto nadam através das águas.

As escuras e profundas águas do Lago Ness ainda escondem segredos

Após os esforços da equipe em junho, as amostras serão enviadas para laboratórios na Nova Zelândia, Austrália, Dinamarca e França para serem analisadas contra um banco de dados genético. “Não há absolutamente nenhuma dúvida de que vamos encontrar coisas novas”, explica Gemmell, que trabalha na Universidade de Otago em Dunedin, “e isso é muito emocionante”.

Ainda segundo o professor, “embora a perspectiva de procurar evidências do monstro de Loch Ness seja o gancho para este projeto, há uma quantidade extraordinária de novos conhecimentos que ganharemos com o trabalho sobre organismos que habitam o Loch Ness – o maior lago de água doce do Reino Unido”.

A lenda do monstro do Lago Ness está inserida no folclore escocês, com a primeira observação de uma “fera da água” sendo relatada por um monge irlandês em 565 a.c. Dizem que Nessie tem um pescoço longo, com corcovas semelhantes a camelos que se projetam da água – e mais de mil pessoas afirmam tê-lo visto.

Cena de 'A Vida Íntima de Sherlock Holmes' em que personagens encontram o monstro

No entanto, muitos acreditam que o “monstro” poderia ser apenas um peixe grande como um peixe-gato ou um esturjão – teorias que os cientistas poderão explorar durante suas investigações.

Embora os cientistas esperem que sua viagem responda a algumas perguntas sobre Nessie, mesmo que não encontrem evidências para explicá-la, é provável que o mito perdure nos próximos anos.

Foto destaque: AD MESKENS/CC BY-SA 3.0
Foto/Desenho Monstro: HEINRICH HARDER_PUBLIC DOMAIN
Foto Lago Ness: DAVE CONNER_CC BY 2.0
Foto filme: Reprodução “A Vida Íntima de Sherlock Holmes”/fonte:via