Terremoto provoca erupção de vulcão e deixa centenas presos em montanha na Indonésia

Um terremoto de magnitude 6,4 graus na escala Richter provocou a erupção do vulcão Rinjani, na ilha turística de Lombok. Mais de 600 pessoas estão presas na montanha, outros 335 feridos e ao menos 16 mortos.

Os reflexos provocados pelo abalo sísmico atingiram por volta de 1.500 edifícios  e 5 mil pessoas estão vivendo provisoriamente em abrigos de emergência.

A maioria dos presos na montanha do vulcão Rinjani é de estrangeiros. São centenas de alpinistas e turistas que buscam maneiras de furar os bloqueios causados pela erupção. Autoridades indonésias estão trabalhando para a abertura de caminhos alternativos e até o momento 3 mil metros de trilha foram liberados. Além disso um helicóptero está abastecendo as pessoas com suprimentos.

“Centenas de alpinistas na cratera em áreas de escala não conseguiram descer quando quiseram, porque os caminhos ficaram cobertos de destroços de deslizamentos de terra e havia o temor de novos deslizamentos”, declarou o porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB), Sutopo Purwo Nugroho.

O terremoto atingiu Lombok às 6h47 em uma profundidade de 7 quilômetros. As autoridades calculam mais ou menos 280 tremores secundários ao sismo. O tremor também pode ser sentido em destinos muito procurados pelos turistas, as ilhas de Bali e Sumbawa.

Foto: Reprodução/YouTube/fonte:via

Templo asteca secreto é descoberto graças a terremoto de grande proporção

Do coração da tragédia que se sucedeu no México com o terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o país no final do ano passado surgiu uma grande descoberta arqueológica. Cerca de 370 pessoas morreram com abalo, que também danificou a pirâmide principal do sítio arqueológico de Teopanzolco, em Morelo, a 85 quilômetros da capital. Foi para avaliar os danos nas construções astecas do sítio, em especial o impacto estrutural sobre a pirâmide, que pesquisadores encontraram um templo até então secreto, no interior da estrutura principal.

Indícios sugerem que o templo tenha sido construído em tributo a Tláloc, o deus asteca da chuva. A importância da descoberta se dá não somente pelo templo propriamente, mas por sua idade: a estrutura remonta ao período entre os anos 1150 e 1200, tornando-se assim a mais antiga construção descoberta naquele sítio, e evidenciando que a presença humana na região se deu pelo menos dois séculos antes do que havia até então sido comprovada. A pirâmide principal data do século XIII.

O local descoberto após o terremoto

O templo descoberto mede, segundo os arqueólogos, cerca de 6 metros por 4 metros, e no local foram também encontrados artefatos de cerâmica e um queimador de incenso. Infelizmente os danos provocados na estrutura principal da construção fez com que o chão do santuário afundasse por conta do terremoto, deformando-o e tornando-o instável.

Arqueólogo trabalhando no local

Por enquanto os danos estão sendo avaliados e os planos para restauração começam a ser traçados – até lá infelizmente a visitação no local tornou-se impossível.

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Como a Copa de 1962 botou o Chile em pé mesmo após o mais forte dos terremotos

1956: Chile e Argentina duelam pela oportunidade de sediar a Copa do Mundo de 1962, após duas edições realizadas na Europa. Apesar de a Argentina ser mais poderosa, ter melhor infraestrutura e tradição esportiva, Carlos Dittborn, presidente da Federação Chilena, convence a Fifa, lembrando que o estatuto da entidade previa o papel da Copa como motor para países menos desenvolvidos. A frase “Porque não temos nada, então faremos tudo” se tornou um lema.

22 de maio de 1960: Com as obras para a Copa em estágio avançado, o Chile é atingido pelo terremoto mais forte já registrado pela humanidade. O Sismo de Valdivia atingiu 9,5 graus na escala Richter, atingindo dezenas de cidades chilenas.

Estima-se que de 1 mil a 6 mil pessoas morreram, enquanto dezenas de milhares ficaram feridas e mais de 2 milhões perderam suas casas. De acordo com dados da época, cerca de 25% da população chilena ficou desabrigada. O tremor foi tão forte que provocou tsunamis capazes de provocar estragos em Havaí, Japão e Filipinas.

Das oito cidades escolhidas para sediar as partidas da Copa, quatro (Talca, Concepción, Talcahuano e Valdivia) foram severamente afetadas pelo terremoto e precisaram sair da lista.

Houve discussão sobre a capacidade do país de receber a competição, além de debates sobre a importância de insistir na ideia enquanto a reconstrução do país era a prioridade óbvia. “O Mundial, senhores, será no Chile, sim ou sim”, disse o presidente do Chile, Jorge Alessandri Rodríguezo, à FIFA.

A ideia do mandatário era que a Copa poderia dar uma injeção de ânimo na população, cujo estado de espírito estava abalado pelas mortes e pela destruição de casas e estabelecimentos comerciais.

Depois do terremoto, o governo chileno praticamente não investiu mais nos preparativos para a Copa, focando suas verbas na reconstrução das cidades mais afetadas e nos esforços para abrigar novamente as pessoas que perderam suas moradias.

No fim das contas, se decidiu que o Mundial seria realizado em apenas quatro sedes: Arica, Rancagua, Santiago e Viña del Mar. Graças à união do país, foi possível trabalhar, em paralelo, na ajuda às vítimas, na reconstrução do país e nos preparativos finais para a Copa.

Carlos Dittborn, símbolo dos esforços para garantir que o Mundial acontecesse no Chile, sofreu um ataque cardíaco um mês antes da abertura da competição e morreu. O estádio de Arica, que recebeu seis jogos da primeira fase e um das quartas de final, foi batizado com seu nome.

Dentro de campo, a seleção do Chile também foi motivo de orgulho para a população. Sem muita tradição futebolística, conseguiu passar pela Itália na fase de grupos, se classificando junto com a Alemanha Ocidental. Nas quartas, passou pela União Soviética.

O estilo de jogo físico, às vezes até desleal, fez com que a seleção chilena fosse mal falada por muitos torcedores e jornalistas, mas, para a população local, não importava. Eles entravam em campo para defender o país.

A semifinal seria contra o atual campeão Brasil, que, mesmo sem Pelé, tinha Garrincha, Vavá e tantos outros craques capazes de decidir a partida, que acabou em 4 x 2.

A seleção chilena venceria a Iugoslávia, com um gol de Eladio Rojas no último minuto, para garantir o terceiro lugar, melhor colocação do Chile em Copas até hoje. A competição realmente serviu para animar o espírito do país, e a frase célebre de Dittborn se tornou um símbolo da reconstrução. “Porque não temos nada, então faremos tudo”.

 

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Em meio aos escombros, cão espera por dono morto em terremoto no México

Dona Toñita, de 87 anos, perdeu seu marido, Trinidad, de 97 anos, no terremoto de 7.1 graus de magnitude que atingiu a região da Cidade do México na semana passada. Enquanto ela estava fora de casa alimentando animais no quintal, e por isso sobreviveu ao abalo, ele não conseguiu sair a tempo, e acabou falecendo soterrado pelos escombros da própria casa. Quando as equipes de resgate chegaram ao local, receberam o luto de Dona Toñita, mas logo perceberam uma curiosa cena.

Exatamente ao lado do local onde antes ficava a casa, Jacinto, o cão que por muitos anos acompanhou o senhor Trinidad, permanecia sempre deitado no mesmo ponto.

“Por mais que tentássemos tirá-lo do lugar para remover escombros, ele voltava e deitava justamente no local em que seu dono de 97 anos perdeu a vida”, escreveu em um post no Facebook um dos membros do grupo de trabalho. “Esta é uma mostra gigante de amor e fidelidade de um cão a seu dono falecido”.

Naturalmente o amor de Jacinto po Trinidad vem sendo comparada com a mítica história de Hachiko, o cão japonês da raça Akita que, por mais de 9 anos, voltou diariamente à estação de trem para encontrar seu dono, já falecido, no ponto onde costumavam encontrar-se. Segundo Dona Toñita, Jacinto e Trinidad iam todos os dias juntos trabalhar no campo. Ela afirma que, triste, o cão não deixou o local em que o marido faleceu desde o terremoto.

Jacinto já tornou-se um dos símbolos do difícil luto pelo qual o México passa no momento, com mais de 340 mortos por conta do tremor.

O fiel cão japonês ganhou uma estátua exatamente no ponto em que postava-se diariamente para esperar por seu dono.

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