Em decisão histórica Nigéria oficializa a proibição da mutilação genital feminina

A mutilação genital feminina na Nigéria é um tema que está em voga há algum tempo. De um lado estão os defensores a manutenção de tradições. Do outro mulheres e pessoas que acreditam na importância de cessar práticas machistas.

Em meio ao cenário de debate, o presidente Goodluck Jonathan aprovou criminalização da mutilação genital feminina na Nigéria. Considerado o último ato de seu mandato, já que Jonathan foi derrotado no pleito eleitoral por Muhammadu Buhari, a lei federal representa uma mudança de postura do país da África Ocidental.

A medida, que também prevê punição aos homens que abandonarem suas mulheres e filhos, vai contribuir para a diminuição deste hábito mutilatório. De acordo com levantamento feito por entidades de defesa dos direitos humanos, a mutilação feminina atingiu 25% das mulheres nigerianas entre 15 e 49 anos. A ONU revelou em 2014 que o ato gera infertilidade, perda do prazer sexual, além de oferecer risco de morte causado por possíveis infecções.

Cercada por um debate que envolve tradição, mas também direito ao próprio corpo, a proibição da mutilação feminina traduz uma mudança oriunda do desenvolvimento social. Não se trata de um fim aos costumes tradicionais, mas de uma adequação aos tempos modernos.

“É crucial que continuemos com os esforços de mudanças de visões culturais que permitem a violência contra a mulher. Só assim esta prática agressiva terá um fim”, declarou ao The Guardian Stella Mukasa, diretora do núcleo de Gênero, Violência e Direitos do Centro de Pesquisas da Mulher.

Foto: Pixabay/fonte:via

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Conheça Kihnu, a vila na Estônia totalmente comandada por mulheres

A ilha de Kihnu, na Estônia, é praticamente um paisagem sem homens durante a maior parte do ano. Localizada a cerca de 11 quilômetros da costa do país, a área tem apenas 400 habitantes e é comandada pelas mulheres.

Enquanto a população masculina do vilarejo passa meses distante da cidade para pescar, a mulherada resolve todo o necessário. Elas trabalham no campo, governam a região e criam os filhos.

De acordo com o Oddity Central, a líder da comunidade é Mare Matas, também responsável pela presidência da Fundação Cultural Kihnu. Ao veículo, Mare contou que as mulheres do vilarejo ainda usam vestimentas tradicionais no dia a dia e cantam e dançam músicas que chegam a ter mais de dois mil anos.

Um dos traços culturais do pequeno povoado, o casamento em Kihnu foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Imaterial da Humanidade em 2013. Além disso, o Museu Kihnu foi renovado como uma forma de preservar a história local para as futuras gerações, que vêm abandonando a ilha por falta de oportunidades.

Embora os jovens estejam deixando a área, muitos turistas europeus se interessam por visitar a vila e conhecer de perto suas tradições. Para chegar até lá, é possível tomar um avião ou ferry saindo de Pärnu, no sudoeste da Estônia.

 

Créditos: Foto 1 via Olev Mihkelmaa; Fotos 2, 3, 5 via KalervoK; Foto 4 via Laima Gūtmane /fonte:via