Idoso entra na universidade e quer dar aulas em escola onde trabalha como vigia

Manoel Castro dos Reis passou quase cinco décadas fora das salas de aula. Hoje com 60 anos, o morador de Araguaína-TO precisou abandonar os estudos quando tinha 13, e há algum tempo trabalha como vigia em uma escola da cidade. Agora, ele espera voltar para a classe, dessa vez como professor.

Manoel parou de estudar em 1972, quando concluiu a quarta série e a família decidiu mudar de cidade e ele precisou começar a trabalhar. Em 2004, ele definiu que retomaria os estudos e realizou o Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), obtendo o certificado do Ensino Fundamental. Três anos depois, fez o mesmo com o Ensino Médio.

No ano passado, Manoel decidiu prestar o Enem e conseguiu a nota necessária para se matricular em História na Universidade Federal do Tocantins. Hoje ele concilia os estudos com o expediente em uma Escola Municipal, e tem como grande objetivo poder dar aulas por lá daqui a quatro anos.

Uma bonita coincidência foi seu filho, Ítalo, de 17 anos, ter prestado Enem no mesmo ano que o pai e também ser aprovado para estudar na Universidade Federal do Tocantins, no curso de Química. Os dois vão para a faculdade juntos e compartilham o sonho de mudar de vida graças aos estudos.

Fotos: Reprodução/TV Anhanguera / Rede Globo /fonte:via

Vendedor de amendoim que se formou em Direito ganha pós-graduação

A história de vida de Marcos Luis Xavier é bastante similar a de muitos brasileiros: de origem pobre, nascido e crescido na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, Marcos muito cedo precisou deixar os estudos para trabalhar, e assim tornou-se vendedor ambulante, trabalhando com amendoim desde 1993. A grande diferença de sua trajetória de vida é a maneira com que conseguiu superar as adversidades e, através dos estudos, mudar de vida.

Marcos trabalhou por décadas diariamente em um ponto de ônibus de sua cidade, mas desde 2005 vinha cursando Direito em uma universidade. A escolha do curso se deu para justamente poder lutar contra injustiças e ajudar o próximo. O trabalho, porém, exigiu que o processo do curso fosse lento, e somente em 2016 o vendedor conseguiu se formar e, no início desse ano, finalmente foi aprovado na prova da OAB.

Marcos vinha afirmando que continuaria vendendo amendoim até conseguir um trabalho na área, mas o destino mais uma vez virou-se a seu favor. Sensibilizado com sua história, um empresário dono de uma empresa de ensino, em parceria com a OAB, presenteou Marcos com uma bolsa de pós-graduação, a escolha do mais novo advogado de Petrópolis.

“Não tenho palavras para descrever tudo isso que está acontecendo. Quem trabalha na rua, muitas vezes não é “visto” pelas pessoas. É como se não existíssemos. Com humildade, subindo degrau por degrau, após 46 anos de vida estou colhendo os frutos de um esforço. Obrigado por estenderem a mão para mim. Vou começar as aulas essa semana ainda” – disse Marcos. Se o começo de sua trajetória é tão comum, a virada em sua vida não só é a prova do quanto o acesso à educação é fundamental, como da necessidade de que essa parte de sua história também se torne banal entre os brasileiros.

© fotos: Arquivo pessoal/Facebook/fonte:via

Animais de estimação estão ajudando alunos de Cambridge a passar nas provas

Para passar nas provas de uma universidade como Cambridge, na Inglaterra, é preciso dedicação intensa aos estudos, foco inquebrantável nas aulas, infinitas horas de leitura e preparação em bibliotecas e… afagos em porquinhos-da-Índia, cachorrinhos ou até mesmo em um gato de três pernas. É isso que um projeto dedicado a diminuir a tensão dos estudantes em época de prova oferece – e os resultados comprovam a eficácia desse tão fofo método, e os animais se tornaram como “funcionários” de uma das mais prestigiadas universidades do mundo.

Assim, funcionários de diversos cursos adotaram animais, para que os estudantes possam levar cachorros para passear ou mesmo tomar um chá desfrutando da felpuda companhia de Jasper, o gato malhado de Cambridge que não tem uma perna. E a ajuda é reciproca, já que os animais também demonstram ânimo e felicidade diante do carinho recebido dos alunos, que costumam morar no campus e aproveitam a oportunidade para não só relaxar como muitas vezes matar a saudade de seus próprios bichos de estimação.

Jasper, estrela na universidade

Jasper mora na biblioteca de Cambridge já há muitos anos, e é de tal forma uma estrela local que possui seu próprio evento: o “Chá com Jasper”, no qual naturalmente é o anfitrião, e que costuma receber até 100 pessoas.

E da mesma forma recebem atenção e diminuem a tensão os quatro porquinhos-da-Índia e o Cocker Spaniel chamado Jack, que tem sempre uma agenda cheia de alunos dispostos a leva-lo para uma volta pelo campus, e o mesmo acontece com o cão Toby.

Outras universidade possuem programas similares no país, e em Huddersfield há até mesmo uma “sala de filhotes”, e pesquisas comprovam que os alunos que tiveram contato com os animais apresentam um nível de cortisol (conhecido como o hormônio do stress) bastante reduzido, comprovando que o efeito sobre a tristeza, a solidão e a ansiedade são efetivos quando nos relacionamos com animais.

© fotos: divulgação/fonte:via