Fotógrafo retrata o isolamento de pessoas solitárias em série poética e melancólica

Quanto tempo você aguentaria passar sem energia elétrica, celular, internet ou televisão? Muitas pessoas responderiam que não aguentariam sequer um dia, porém outras passam a vida inteira longe da tecnologia, como os moradores da intocada região de Trás os Montes – Portugal. Muitas aldeias possuem apenas 10 moradores, outras apenas um e, a grande maioria é idosa, já que os jovens partiram em busca de seus sonhos.

Entretanto, a falta de tecnologia é o menor dos problemas que esses idosos enfrentam. Extremamente solitários, muitas vezes eles passam meses sem ver e falar com alguém, principalmente com as baixas temperaturas do inverno, que os obriga a passarem dias trancados em casa. Vivendo principalmente da produção agrícola e da criação de ovelhas, a vida dessas pessoas encantou o fotógrafo português Ricardo Ramos, que capturou a beleza que habita na solidão.

Durante dias, ele ouviu histórias sobre abandono da família, amores fracassados, perdas e solidão. Algumas pessoas pararam no tempo e vivem como se ainda estivessem na década de 1950, outras gostariam de voltar a ter 20 anos, porém alguns apenas convivem diariamente com a solidão, transformando-a em arte e aceitação.

Fotos: Ricardo Ramos /fonte:via

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Drag queens se mudam para asilo para alegrar a vida dos idosos

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Alguns idosos costumam levar uma vida solitária, sobretudo aqueles que vivem em asilos. Mas, se depender da dupla de drag queens “Motel Sister”, daqui para frente as coisas serão mais divertidas, pelo menos para quem vive no Abel Tasman Village, um asilo em Sidney – na Austrália.

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Liam Benson e Naomi Oliver – conhecidos como Tacky e Paris, passaram um mês inteiro vivendo na casa de repouso, resultado de uma ação sem fins lucrativos, que trouxe muito mais alegria e bons resultados para a saúde dos idosos.

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Além de animadas festas de chá, os velhinhos tiveram aulas de zumba, sessões de aromaterapia, acesso a um spa completo e seus quartos transformados, tudo para que seus dias fossem mais completos e menos solitários, tudo isso pago pela associação australiana Information + Cultural Exchange.

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O que pode parecer apenas um detalhe, fez toda a diferença na vida dos idosos, que ficaram muito menos agitados e tiveram a quantidade de remédio reduzida. Nosso estado de espírito influencia diretamente nossa saúde e com os idosos isso ainda é mais importante. É essencial que no fim da vida tenhamos momentos descontraídos: “Elas adicionaram um sopro de vida ao local”, disse um dos moradores da casa de repouso.

fonte:via

Idosas que vivem com paixão são as estrelas de campanha da Helmut Lang

A Helmut Lang quer mostrar que não há idade para gostar de se vestir com muito estilo: desafiando um dos padrões de beleza mais persistentes da indústria da moda, a nova campanha da grife é estrelada por idosas para lá de fashion.

Mulheres de idade avançada que vivem no País de Gales foram selecionadas para estrelar a campanha que mostra a linha de outono e inverno da grife austríaca. A escolha do País de Gales se deu por causa da relação de membros da produção, incluindo o diretor do ensaio, com o local.

Alexandra Leese, a fotógrafa, contou ao Independent que “quis celebrar mulheres de uma idade que costuma ser ignorada pela grande mídia”. “É importante mostrar que estilo e paixão não são exclusividades dos jovens”, completou.

Alexandra explicou ainda que o objetivo foi retratar mulheres com grandes histórias para contar, capazes de inspirar as pessoas e colocar sorrisos em seus rostos.

Um exemplo é Dilys Price (foto acima), de 86 anos, que é atual detentora do recorde de mulher mais velha a saltar de paraquedas e cujo lema é “Faça o que quiser e não sinta medo”.

Outra modelo é Puleng (foto abaixo), de 66 anos, que nasceu na África do Sul mas vive no País de Gales. Ela conheceu o marido nos anos 70, mas perdeu o contato com ele após voltar para seu país natal. Há seis anos os dois se reencontraram e têm vivido juntos na cidade galesa de Merthyr.

Imagens: Divulgação/Helmut Lang/fonte:via

Ela clicou o dia a dia de seus avós para registrar sua atitude positiva perante a vida

A fotógrafa vietnamita Ha My considera todos os avós pessoas especiais, mas, é claro, tem um carinho extra pelos seus. Foi por isso que ela criou uma série de retratos para registrar o amor que eles sentem um pelo outro, além de partes de suas rotinas, entre memórias do passado e interação com a tecnologia. Retratos bonitos e que mostram como a vida do outro lado do mundo pode ser bastante parecida com a no Brasil.

Aos 87 anos, o avô é “fisicamente forte, mentalmente alerta e curioso. Ele gosta dos desafios da tecnologia moderna e aprendeu a usar o Facebook para se manter em contato com a família”. Além disso, ele até usa ferramentas de edição de imagem e vídeo para criar clipes e enviar para os parentes.

Já a avó tem 82 anos, e mantém firmes o amor e a sensibilidade pela família e a comunidade. Ao longo dos anos, ela encontrou conforto na poesia, em que se expressa escrevendo sobre a natureza e a vida familiar. Agora, ela está aprendendo mais sobre a tecnologia com o marido, um ótimo professor.

A união dos dois já dura seis décadas, tendo se conhecido no exército durante a Guerra do Vietnã. Seus 10 filhos nasceram durante tempos difíceis e tiveram de ser criados por conhecidos no Camboja. Demorou alguns anos até que o casal finalmente pudesse se reunir definitivamente com a família.

 

Fotos © Ha My /fonte:via