Este orangotango roubou uma câmera e tirou selfies maravilhosas

Encontrar um orangotango selvagem é um fenômeno raro. Por conta das ameaças de tempestades e adversidades naturais onde eles vivem, esses animais são considerados como sempre estando em perigo.

É por isso que Ian Wood, um fotógrafo da vida selvagem que vive no Reino Unido, é parceiro da Orangutan Foundation UK para liderar viagens anuais para a ilha de Borneo, na Indonésia, em busca de reunir fundos para proteção dessa espécie.

Em uma viagem recente, Wood deu a sorte de ter um raríssimo encontro com um grupo de orangotangos, que decidiram roubar sua câmera e fazer umas fotos.

Wood tem fotografado esses animais por anos, só que dessa vez decidiu fazer diferente.

Ele escondeu sua câmera GoPro em uma área da floresta por onde os orangotangos adoram passear. Ele sabia que conseguiria algumas imagens bastante próximas e inéditas deles, mas nunca pensou que seriam selfies.

Alguns dos cliques são muito parecidos com aquelas selfies que as pessoas fazem acidentalmente enquanto tentam desvendar os “mistérios” da câmera fotográfica. Só que algumas outras mostram que eles rapidamente aprenderam a mexer no aparelho.

Segundo Wood disse ao The Guardian, por muito pouco ele perdeu a oportunidade de ver o resultado do “ensaio” dos orangotangos.

“Quando um orangotango de 3 anos pegou a GoPro, ele mostrou um incrível nível de interesse nela. Minha emoção rapidamente se tornou preocupação quando ele colocou a boca nela e tentou mordê-la”, contou.

O problema para Wood não era perder a câmera, mas sim o risco do animal engasgar.

“Após quebrar a tela LCD, ele a tirou da boca e, acidentalmente, clicou centenas de fotos. Após uns 30 minutos, ele correu com a câmera para uma árvore e eu achei que aquela fosse a última vez que eu iria vê-la”.

Talvez o orangotango tenha perdido interesse, porque, no momento seguinte e por sorte, o animal derrubou a câmera no chão. “Eu fui até lá e pude minha câmera danificada mas que ainda estava funcionando”, Wood celebrou.

 

Fotos: Ian Wood/fonte:via

Ele se embrenhou na selva para fotografar um leopardo como você nunca viu

Enquanto a fofura é a palavra de ordem quando fotografamos gatinhos, quando se trata de registrar alguns de seus parentes “maiores”, como os leopardos, o que se procura costuma ser a elegância, a beleza, a velocidade, tudo isso devidamente temperado por uma forte dose, subentendida ou expressa, de agressividade, força, temor e medo. O que o fotógrafo inglês George Turner procurou quando se embrenhou pelas florestas da Tanzânia atrás de um leopardo foi justamente registrar um outro lado do animal.

George procurou o leopardo Ghost por meses pelas matas do Parque Nacional Ruaha, na Tanzânia. No fim, ele teria somente uma semana para conseguir registrar a foto específica com que sonhava – que justamente mostrasse um lado mais doce e tranquilo do animal. Desde sempre, os guias lhe avisaram que Ghost era um leopardo especialmente ágil, perigoso e grande, mas nada disso intimidou George, que é um fotógrafo especializado em vida selvagem.

Depois de muito tempo, subitamente George avistou a imagem exata que sonhara: Ghost, ao fim de uma tarde, dormindo candidamente em cima de sua árvore preferida, em uma doçura proporcional ao seu tamanho. “Ghost parece tão calmo e sereno na imagem, e isso é exatamente como deveria ser e, na verdade, continua a ser”, disse o fotógrafo, que ainda pode observar o animal deitado por mais meia hora, como um privilegiado observador de uma das mais belas e poderosas forças da vida selvagem.

Basta ver algumas outras imagens do trabalho de George para saber que seu olhar é especial – e para reconhecer a beleza, a intensidade e a força da vida selvagem como um todo.

© fotos: George Turner/fonte:via

Leão que perdeu uma pata ao cair em armadilha de caçador mostra força para se adaptar e seguir vivendo

Os leões não ficaram conhecidos como reis da selva à toa (ainda que eles vivam em savanas). Sem predadores naturais, eles costumam viver sem grandes ameaças. Tirando o humano. Clarence, um leão que vive em Uganda, no Parque Nacional Murchison Falls, foi vítima de um caçador, cuja armadilha deixou sua pata traseira esquerda tão machucada que veterinários decidiram amputa-la para evitar infecções.

Isso aconteceu em 2011, e Clarence foi levado de volta à vida selvagem no parque, ainda que os especialistas do Murchison Falls acreditassem que ele teria muitos problemas para sobreviver naquele estado. As dificuldades para se locomover atrapalhariam sua capacidade de se alimentar, além de não se saber se o resto da alcateia o aceitaria.

De acordo com o fotógrafo Corne Schalkwyk, Bernie, irmão de Clarence, que havia ocupado seu lugar como líder do bando, o acolheu perfeitamente, ajudando na locomoção, proteção e até caçando para que ele se alimentasse. Mas a ganância humana entraria na história novamente, e Bernie foi morto em 2013 em uma armadilha semelhante à que deixou Clarence sem uma pata.

Em 2014, um guia do Parque encontrou Clarence novamente. Ele não apenas estava se locomovendo, como foi visto ao lado da carcaça de um búfalo, do qual se alimentou, e até acasalando, garantindo que mais leões cheios de força para viver vão andar pelas savanas do Parque no futuro próximo.

Que os humanos que cruzem seus caminhos sejam do tipo que se esforça para dar condições para que a espécie siga viva, e não daqueles que contribuem para sua extinção. Em 100 anos, a população de leões na África caiu de 200 mil para 23 mil, e a área em que eles vivem diminuiu 85%. Seguindo o ritmo atual, o último deles poderia morrer em 2050, e mesmo em parques como o de Uganda a caça ilegal continua sendo um grande problema.

Clarence em registro de vídeo de 2015:

 

Fotos: Reprodução/fonte:via