Projeto entre artistas e arquitetos imagina como seria a vida na lua

A vida fora do planeta Terra sempre despertou curiosidade, porém agora o questionamento é outro. Se antes, nos perguntávamos sobre a possível vida extraterrestre, agora o homem tem planos reais de visitar e, quem sabe, morar em outro planeta. Depois de Elon Musk – CEO da Tesla Motors, anunciar o primeiro voo comercial da SpaceX, muitas empresas e pessoas começaram a ‘desenhar’ a vida no espaço e, isso tem tomado proporções inimagináveis.

O projeto de turismo lunar financiado pelo bilionário japonês, Yusaku Maezawa, chamado de Dear Moon, imagina e tem real interesse em levar a vida humana para habitar na lua. E, em resposta a isso, o jornal norte americano, New York Times, conversou com importantes nomes da arquitetura e da arte, para juntos tentarem imaginar e planificar a vida na lua. As respostas são surpreendentes. Vem ver!

Daniel Libeskind – arquiteto – Nova York

Minha proposta é transformar a própria Lua em um projeto de arte: é uma esfera e quero transformá-la em um quadrado perfeito. Esse é o sonho […] Pensamos que o melhor seria pintar seções de preto, para que não refletissem mais a luz do sol. Para dar conta da curvatura, você precisa pintar quatro tampas esféricas na superfície da lua […] Eu gosto da maneira como podemos transformar a lua em uma obra de arte contemporânea.”

Ai Weiwei – artista – Berlim

A intensidade da falta de vida na Lua, a impossibilidade das espécies existentes ali, é um espelho. Isso nos faz apreciar ainda mais o precioso milagre da vida neste planeta. Então, o que eu posso colocar na lua é uma observação: minha insignificância em relação ao universo, e usar isso como um ponto de vista do planeta Terra.”

Kara Walker – artista – Nova York

Eu comecei a pensar em uma colônia lunar, sobre a qual muita gente falou seriamente ao longo dos anos. Então, o que eu faço é isto: para cada criança nascida na Terra, um macho sexista, supremacista branco, seria enviado para a lua. Eles poderiam colonizá-lo para o conteúdo de seu coração e olhar para baixo a uma distância de um quarto de milhão de milhas. É um mundo monocromático lá em cima; Provavelmente eles adorariam.”

Eu participei das comemorações do centenário de John F. Kennedy no Kennedy Center no ano passado, e pensei muito sobre seus escritos sobre o programa espacial. Ele disse as coisas mais bonitas: “Estou ansioso para uma América que não tenha medo da graça e da beleza”. Eu mantenho isso em meu coração. É tão antiético o que está acontecendo agora“.

Minha ideia seria pegar os outros sete artistas e convencê-los a não decolar para a lua, mas criar um habitat espacial aqui mesmo na Terra. Há tantos lugares que atualmente não são habitáveis: zonas de conflito, áreas que sofrem com grande pobreza e devastação ambiental […] Nós criamos um ambiente rico em oxigênio, temos plantas crescendo, e os outros artistas e eu poderíamos trabalhar e crio. Trata-se de reciclar civilizações disfuncionais como habitats habitáveis.”

Eric Fischl – pintor e escultor – Nova York

A única maneira de entender o absurdo de ter pensado que eu queria estar lá em primeiro lugar é recorrer ao humor. Acho que meu primeiro ato criativo depois de pousar na lua seria abrir o zíper de meu traje espacial e fazer xixi em um espaço sem gravidade, em um esforço fútil para marcar meu território.”

Thomas Ruff – fotógrafo – Düsseldorf

“Para mim, a coisa mais interessante sobre a lua é o lado negro: o lado que nunca vemos da Terra. Os primeiros astronautas ficaram nervosos quando passaram pela lua, porque você perde o contato de rádio até que reapareça do outro lado. Então, eu gostaria de fotografar isso e continuar fotografando quando chegamos e quando a Terra ressurgiu.

Tacita Dean – artista e cineasta – Los Angeles

Eu coleciono pedras, então se eu chegasse na lua em vez de apenas orbitar, a superfície imediatamente me excitaria: a própria rocha da lua; todos esses meteoritos, bilhões de anos. Eu gostaria de fazer um filme sobre a experiência simplesmente de estar na lua, concentrando-se nos detalhes, exatamente como era. Eu não tentaria pré-imaginar a experiência; Eu apenas observaria. Absorva o máximo que puder.”

Foto 1: Daniel Libeskind

Foto 2: Ai Weiwei

Foto 3: Kara Walker

Foto 4: Laurie Anderson

Foto 5: Hito Steyerl

Foto 6: Thomas Ruff

Foto 7: Tacita Dean /fonte:via

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Busca por selfies radicais já matou mais de 250 pessoas entre 2011 e 2017

O que você se dispõe a fazer em troca de uma selfie incrível, aquela foto impressionante, capaz de atrair centenas de curtidas, vários novos seguidores e, quem sabe, impulsionar uma carreira como digital influencer?

Existem na internet relatos de pessoas que alugam roupas, carros e até alugam diárias em hotéis de luxo para produzirem fotografias que elas consideram interessantes o suficiente para bombar nas redes sociais. Mas há também quem arrisque a própria vida.

De acordo com um estudo publicado na Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA, foram registradas exatamente 259 mortes relacionadas a selfies arriscadas ao redor do mundo entre 2011 e 2017.

O número está crescendo bastante: em 2011, foram apenas 3 fatalidades do tipo, enquanto 2016 registrou 98 ocorrências, além de 93 casos em 2017 (o estudo não leva em conta o mês de dezembro de 2017).

Para fazer o estudo, os pesquisadores escolheram palavras-chave para procurar notícias sobre mortes relacionadas a selfies em sites de notícias do mundo todo. Isso significa que o número de casos pode ser ainda maior.

De acordo com os dados, os países com maior número de mortes do tipo são, na ordem, Índia, Rússia, Estados Unidos e Paquistão. 72,5% dos mortos eram homens e 27,5% eram mulheres, e a idade média das vítimas fatais é de 22,9 anos.

A maioria das mortes esteve relacionada a quedas e afogamentos, com o topo de montanhas, de prédios e lagos como os locais mais comuns para as mortes. Ataques de animais, eletrocussão e mortes por armas de fogo também aparecem com frequência.

Como conclusão do estudo, os pesquisadores sugerem que pontos turísticos com locais perigosos para selfies deveriam determinar que nas áreas mais arriscadas seja proibido o uso de câmeras e smartphones para tirar fotos.

Fotos: Reprodução/Internet/fonte:via

O incrível caso do jovem que sobreviveu 49 dias à deriva no mar

Jovem indonésio sobreviveu após ficar 49 dias à deriva em cabana flutuante no Oceano Pacífico — Foto: Reprodução/Facebook/Consulado da Indonésia em Osaka

Parece história de cinema, mas aconteceu mesmo na vida real: o indonésio Aldi Novel Adilang, de 18 anos, passou 49 dias em uma plataforma de pesca à deriva no oceano até ser resgatado a milhares de quilômetros de distância.

O jovem trabalha em uma rompong, uma espécie de plataforma de pesca que fica isolada no meio do mar, a cerca de 125 quilômetros da costa. Sua função é manter acesas as luzes que servem de isca para atrair os peixes, e a cada semana um funcionário da empresa vai até o local, recolhe os peixes das armadilhas e deixa comida e água para o responsável pela rompong.

Jovem indonésio sobreviveu após ficar 49 dias à deriva em cabana flutuante no Oceano Pacífico — Foto: Reprodução/Facebook/Consulado da Indonésia em Osaka

A plataforma fica presa à areia no fundo do mar graças a um conjunto de âncoras, mas, no meio de julho, uma tempestade fez com que a rompong de Adilang se soltasse, flutuando livremente conforme as correntes marítimas determinavam. A plataforma não tem motor ou remos para ser guiada.

De acordo com a imprensa local, após poucos dias o estoque de água e comida do jovem acabou. Ele sobreviveu pescando, queimando madeira da plataforma para assar os peixes e usando suas próprias roupas para ‘filtrar’ a água do mar e minimizar a ingestão de sal.

Mapa mostra trajetória do jovem indonésio que ficou à derica — Foto: Infografia: Karina Almeida/G1

De acordo com as autoridades da Indonésia, ao menos 10 embarcações passaram perto da rompong até que, depois de 49 dias, um barco com bandeira do Panamá resgatou Adilang nas águas de Guam, bem longe de onde ele trabalhava.

O capitão do barco contatou a guarda costeira de Guam, que o instruiu a levar o jovem até o Japão, destino programado da embarcação. De lá, ele viajou de avião até a Indonésia, onde está se recuperando – seu estado de saúde já é considerado bom. Adilang vai completar 19 anos no dia 30 de setembro, e a família está planejando uma celebração especial em comemoração à vida do rapaz.

Jovem indonésio sobreviveu após ficar 49 dias à deriva em cabana flutuante no Oceano Pacífico — Foto: Reprodução/Facebook/Consulado da Indonésia em Osaka

Jovem indonésio sobreviveu após ficar 49 dias à deriva em cabana flutuante no Oceano Pacífico. ele está bem de saúde — Foto: Reprodução/Facebook/Consulado da Indonésia em Osaka

Jovem fotografa seu rosto todos os dias após passar por reconstrução facial e registra recuperação

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A vida muitas vezes nos pega de surpresa e, por mais doloridas que algumas coisas sejam, no fim das contas tudo acaba sendo um grande aprendizado. Desta vez quem nos ensina é a britânica Jen Taylor, que após descobrir um sério câncer nos ossos no ano passado, teve seu rosto completamente reconstruído. Porém, muitas vezes a saída para a dor é o enfrentamento dela mesma e foi exatamente isso que ela fez, ao registrar seu processo de recuperação.

Sua cirurgia durou cerca de 16 horas e ela precisou tirar parte da mandíbula, de uma bochecha, da órbita ocular e do crânio. Os médicos usaram ossos de sua omoplata e músculos das costas para dar um novo céu da boca à jovem, que depois de uma dolorosa recuperação, precisou reaprender a mastigar.

Os registros foram feitos diariamente e, segundo ela, foi isso que a ajudou a não entrar em desespero, por perceber as pequenas melhoras em seu rosto. Foram semanas de dor e medo, mas compartilhar sua frustração com os outros através de um blog que ela criou na época, a ajudou a superar.

Hoje, os médicos têm quase certeza de que o câncer foi 100% retirado, mas ela precisa fazer diversos exames com bastante frequência. A lição que fica? O importante é estar viva!

Reprodução / Facebook

Fotos: Jen Taylor / arquivo pessoal / BBC/fonte:via

Maior recife do mundo é feito com impressão 3D para salvar biodiversidade das Maldivas

A tecnologia de impressão 3D vem sendo aliada do homem em vários aspectos, que vão desde a construção de casas até órgãos e ossos humanos, mas a novidade é que, agora ela está sendo usada para salvar os recifes de corais nas ilhas Maldivas, no sudeste asiático.

Nos últimos anos, uma grande parcela dos recifes de corais no mundo inteiro vem morrendo, seja por ação do homem ou por fenômenos climáticos, como o El Niño, que aumentou a temperatura na superfície do mar e fez muitos corais serem mortos ou sofrerem um branqueamento generalizado, reação natural ao estresse ambiental, que os torna mais fracos e vulneráveis.

Porém, o futuro é promissor e, no dia 11 de agosto um sistema artificial de corais desenvolvido pelo designer industrial Alex Goad, do Reef Design Lab – na Austrália, foi submerso em uma das ilhas do arquipélago, com o objetivo de salvar a biodiversidade da área, que estava fortemente ameaçada.

Os moldes foram produzidos em uma imensa impressora 3D e depois fundidos em cerâmica – substância semelhante ao carbonato de cálcio encontrado nos recifes naturais. Ao todo foram mais de 220 moldes, encaixados e preenchidos com cimento, formando um recife artificial gigante.

O próximo passo é transportar fragmentos de corais para esta estrutura, preservando a biodiversidade da área e ajudando os recifes a sobreviverem ao clima cada vez mais quente.

Hoje já existem algumas técnicas de propagação de corais, mas Alex Goad acredita que esta seja a mais eficaz: A tecnologia de impressão 3D ajuda-nos a desenvolver formas mais inovadoras de proteger os recifes de coral. A tecnologia nos permite imitar a complexidade das estruturas naturais dos recifes, para que possamos projetar recifes artificiais que se assemelhem aos encontrados na natureza”.

Foto 1: divulgação Summer Island Maldives

Foto 2: Unsplash/fonte:via

Maior ‘zona morta’ do mundo é descoberta por robôs submarinos e preocupa cientistas

Graças à tecnologia nós estamos fazendo muitas descobertas e tendo acesso à áreas inóspitas, que dificilmente conseguiríamos sozinhos. Nesta semana, cientistas comprovaram o que já desconfiavam e a notícia não é nada boa, já que robôs submarinos descobriram simplesmente a maior ‘zona morta’ do mundo.

A área em questão fica no Golfo de Omã, na península arábica e possui o tamanho da Escócia. Os cientistas da Universidade de East Anglia e da Universidade Sultan Qaboos de Omã já sabiam da existência desta zona, mas não imaginavam que ela seria tão grande: “Nossa pesquisa mostra que a situação é realmente pior do que o temido e que a área de zona morta é vasta e crescente”.

Já não é de hoje que a questão dos oceanos vem sendo amplamente discutida, já que o futuro não parece muito promissor e, diversas espécies correm risco de extinção, devido a imensa quantidade de plástico, entre outros problemas, como poluição, esgoto, super aquecimento e etc…

O médico Bastien Queste, que liderou a pesquisa, disse em tom alarmante que o oceano está sufocando e o problema é mais grave do que aparenta. A vida no mar requer oxigênio, que está acabando por causa das mudanças climáticas, ação do homem e excesso de produtos químicos. A zona morta é exatamente um grande pedaço do oceano onde não há mais vida, simplesmente porque não há mais oxigênio.

As consequências são terríveis, não somente para a fauna e flora marinha, mas para o homem também, que depende dos oceanos para sua própria sobrevivência. Esta é uma questão ambiental que precisa ser resolvida o quanto antes, já que a pesquisa mostra que a zona morta continua a crescer.

Fotos: Deposit Photos /fonte:via

A história da canadense que sonhava em viver nas montanhas – e conseguiu

Kaitlin Vanosch é uma canadense que sonhava em viver nas montanhas, tal e qual via nos livros e filmes de sua infância. “Quando criança, um dos meus livros favoritos era Heidi – A Menina dos Alpes”, conta. “Sabe aquela cena em A Bela e a Fera, quando Bela sai de sua aldeia cantando nas colinas? Pode apostar que eu estava cantando aquela música e dançando para quem quisesse ouvir”.

Imagine então a surpresa dela quando acabou encontrando – e se apaixonando – por um austríaco? “Quatro anos, um cão e um bebê mais tarde e minha vida está há apenas algumas crianças de ser a família Von Trapp da vida real” – Maria von Trapp é autora do livro de memórias “The Story of the Trapp Family Singers”, que deu origem ao filme “A Noviça Rebelde”.

Veja as imagens desse sonho real:

Fotos:  /fonte:via