O incrível caso do jovem que sobreviveu 49 dias à deriva no mar

Parece história de cinema, mas aconteceu mesmo na vida real: o indonésio Aldi Novel Adilang, de 18 anos, passou 49 dias em uma plataforma de pesca à deriva no oceano até ser resgatado a milhares de quilômetros de distância.

O jovem trabalha em uma rompong, uma espécie de plataforma de pesca que fica isolada no meio do mar, a cerca de 125 quilômetros da costa. Sua função é manter acesas as luzes que servem de isca para atrair os peixes, e a cada semana um funcionário da empresa vai até o local, recolhe os peixes das armadilhas e deixa comida e água para o responsável pela rompong.

A plataforma fica presa à areia no fundo do mar graças a um conjunto de âncoras, mas, no meio de julho, uma tempestade fez com que a rompong de Adilang se soltasse, flutuando livremente conforme as correntes marítimas determinavam. A plataforma não tem motor ou remos para ser guiada.

De acordo com a imprensa local, após poucos dias o estoque de água e comida do jovem acabou. Ele sobreviveu pescando, queimando madeira da plataforma para assar os peixes e usando suas próprias roupas para ‘filtrar’ a água do mar e minimizar a ingestão de sal.

De acordo com as autoridades da Indonésia, ao menos 10 embarcações passaram perto da rompong até que, depois de 49 dias, um barco com bandeira do Panamá resgatou Adilang nas águas de Guam, bem longe de onde ele trabalhava.

O capitão do barco contatou a guarda costeira de Guam, que o instruiu a levar o jovem até o Japão, destino programado da embarcação. De lá, ele viajou de avião até a Indonésia, onde está se recuperando – seu estado de saúde já é considerado bom. Adilang vai completar 19 anos no dia 30 de setembro, e a família está planejando uma celebração especial em comemoração à vida do rapaz.

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Jovem fotografa seu rosto todos os dias após passar por reconstrução facial e registra recuperação

A vida muitas vezes nos pega de surpresa e, por mais doloridas que algumas coisas sejam, no fim das contas tudo acaba sendo um grande aprendizado. Desta vez quem nos ensina é a britânica Jen Taylor, que após descobrir um sério câncer nos ossos no ano passado, teve seu rosto completamente reconstruído. Porém, muitas vezes a saída para a dor é o enfrentamento dela mesma e foi exatamente isso que ela fez, ao registrar seu processo de recuperação.

Sua cirurgia durou cerca de 16 horas e ela precisou tirar parte da mandíbula, de uma bochecha, da órbita ocular e do crânio. Os médicos usaram ossos de sua omoplata e músculos das costas para dar um novo céu da boca à jovem, que depois de uma dolorosa recuperação, precisou reaprender a mastigar.

Os registros foram feitos diariamente e, segundo ela, foi isso que a ajudou a não entrar em desespero, por perceber as pequenas melhoras em seu rosto. Foram semanas de dor e medo, mas compartilhar sua frustração com os outros através de um blog que ela criou na época, a ajudou a superar.

Hoje, os médicos têm quase certeza de que o câncer foi 100% retirado, mas ela precisa fazer diversos exames com bastante frequência. A lição que fica? O importante é estar viva!

Fotos: Jen Taylor / arquivo pessoal / BBC/fonte:via

Maior recife do mundo é feito com impressão 3D para salvar biodiversidade das Maldivas

A tecnologia de impressão 3D vem sendo aliada do homem em vários aspectos, que vão desde a construção de casas até órgãos e ossos humanos, mas a novidade é que, agora ela está sendo usada para salvar os recifes de corais nas ilhas Maldivas, no sudeste asiático.

Nos últimos anos, uma grande parcela dos recifes de corais no mundo inteiro vem morrendo, seja por ação do homem ou por fenômenos climáticos, como o El Niño, que aumentou a temperatura na superfície do mar e fez muitos corais serem mortos ou sofrerem um branqueamento generalizado, reação natural ao estresse ambiental, que os torna mais fracos e vulneráveis.

Porém, o futuro é promissor e, no dia 11 de agosto um sistema artificial de corais desenvolvido pelo designer industrial Alex Goad, do Reef Design Lab – na Austrália, foi submerso em uma das ilhas do arquipélago, com o objetivo de salvar a biodiversidade da área, que estava fortemente ameaçada.

Os moldes foram produzidos em uma imensa impressora 3D e depois fundidos em cerâmica – substância semelhante ao carbonato de cálcio encontrado nos recifes naturais. Ao todo foram mais de 220 moldes, encaixados e preenchidos com cimento, formando um recife artificial gigante.

O próximo passo é transportar fragmentos de corais para esta estrutura, preservando a biodiversidade da área e ajudando os recifes a sobreviverem ao clima cada vez mais quente.

Hoje já existem algumas técnicas de propagação de corais, mas Alex Goad acredita que esta seja a mais eficaz: A tecnologia de impressão 3D ajuda-nos a desenvolver formas mais inovadoras de proteger os recifes de coral. A tecnologia nos permite imitar a complexidade das estruturas naturais dos recifes, para que possamos projetar recifes artificiais que se assemelhem aos encontrados na natureza”.

Foto 1: divulgação Summer Island Maldives

Foto 2: Unsplash/fonte:via

Maior ‘zona morta’ do mundo é descoberta por robôs submarinos e preocupa cientistas

Graças à tecnologia nós estamos fazendo muitas descobertas e tendo acesso à áreas inóspitas, que dificilmente conseguiríamos sozinhos. Nesta semana, cientistas comprovaram o que já desconfiavam e a notícia não é nada boa, já que robôs submarinos descobriram simplesmente a maior ‘zona morta’ do mundo.

A área em questão fica no Golfo de Omã, na península arábica e possui o tamanho da Escócia. Os cientistas da Universidade de East Anglia e da Universidade Sultan Qaboos de Omã já sabiam da existência desta zona, mas não imaginavam que ela seria tão grande: “Nossa pesquisa mostra que a situação é realmente pior do que o temido e que a área de zona morta é vasta e crescente”.

Já não é de hoje que a questão dos oceanos vem sendo amplamente discutida, já que o futuro não parece muito promissor e, diversas espécies correm risco de extinção, devido a imensa quantidade de plástico, entre outros problemas, como poluição, esgoto, super aquecimento e etc…

O médico Bastien Queste, que liderou a pesquisa, disse em tom alarmante que o oceano está sufocando e o problema é mais grave do que aparenta. A vida no mar requer oxigênio, que está acabando por causa das mudanças climáticas, ação do homem e excesso de produtos químicos. A zona morta é exatamente um grande pedaço do oceano onde não há mais vida, simplesmente porque não há mais oxigênio.

As consequências são terríveis, não somente para a fauna e flora marinha, mas para o homem também, que depende dos oceanos para sua própria sobrevivência. Esta é uma questão ambiental que precisa ser resolvida o quanto antes, já que a pesquisa mostra que a zona morta continua a crescer.

Fotos: Deposit Photos /fonte:via

A história da canadense que sonhava em viver nas montanhas – e conseguiu

Kaitlin Vanosch é uma canadense que sonhava em viver nas montanhas, tal e qual via nos livros e filmes de sua infância. “Quando criança, um dos meus livros favoritos era Heidi – A Menina dos Alpes”, conta. “Sabe aquela cena em A Bela e a Fera, quando Bela sai de sua aldeia cantando nas colinas? Pode apostar que eu estava cantando aquela música e dançando para quem quisesse ouvir”.

Imagine então a surpresa dela quando acabou encontrando – e se apaixonando – por um austríaco? “Quatro anos, um cão e um bebê mais tarde e minha vida está há apenas algumas crianças de ser a família Von Trapp da vida real” – Maria von Trapp é autora do livro de memórias “The Story of the Trapp Family Singers”, que deu origem ao filme “A Noviça Rebelde”.

Veja as imagens desse sonho real:

Fotos:  /fonte:via

Vendedor de amendoim que se formou em Direito ganha pós-graduação

A história de vida de Marcos Luis Xavier é bastante similar a de muitos brasileiros: de origem pobre, nascido e crescido na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, Marcos muito cedo precisou deixar os estudos para trabalhar, e assim tornou-se vendedor ambulante, trabalhando com amendoim desde 1993. A grande diferença de sua trajetória de vida é a maneira com que conseguiu superar as adversidades e, através dos estudos, mudar de vida.

Marcos trabalhou por décadas diariamente em um ponto de ônibus de sua cidade, mas desde 2005 vinha cursando Direito em uma universidade. A escolha do curso se deu para justamente poder lutar contra injustiças e ajudar o próximo. O trabalho, porém, exigiu que o processo do curso fosse lento, e somente em 2016 o vendedor conseguiu se formar e, no início desse ano, finalmente foi aprovado na prova da OAB.

Marcos vinha afirmando que continuaria vendendo amendoim até conseguir um trabalho na área, mas o destino mais uma vez virou-se a seu favor. Sensibilizado com sua história, um empresário dono de uma empresa de ensino, em parceria com a OAB, presenteou Marcos com uma bolsa de pós-graduação, a escolha do mais novo advogado de Petrópolis.

“Não tenho palavras para descrever tudo isso que está acontecendo. Quem trabalha na rua, muitas vezes não é “visto” pelas pessoas. É como se não existíssemos. Com humildade, subindo degrau por degrau, após 46 anos de vida estou colhendo os frutos de um esforço. Obrigado por estenderem a mão para mim. Vou começar as aulas essa semana ainda” – disse Marcos. Se o começo de sua trajetória é tão comum, a virada em sua vida não só é a prova do quanto o acesso à educação é fundamental, como da necessidade de que essa parte de sua história também se torne banal entre os brasileiros.

© fotos: Arquivo pessoal/Facebook/fonte:via

Após superar o câncer, tataravó de 89 anos salta de paraquedas: ‘Sem palavras’

Se você acha que há limites de idade para realizar um sonho, a história de Theresa Gerage Polloni pode te convencer do contrário: aos 89 anos, ela finalmente riscou Pular de Paraquedas da lista de coisas que desejava fazer.

A ideia sempre esteve presente na mente de Dona Theresa, mas era deixada de lado para que ela priorizasse outras questões pessoais. Em 2013, quando tinha 85 anos, ela foi diagnosticada com câncer de útero, e o sonho parecia ter se tornado impossível.

Depois de três anos de radioterapia, Dona Theresa finalmente recebeu alta dos médicos, e a vontade de saltar voltou a bater. Mãe de 10 filhos, avó de 18 netos, bisavó de 22 bisnetos e tataravó de uma bebê que ela ainda não conheceu, a aposentada fez vários exames médicos para garantir que poderia pular de paraquedas sem maiores riscos.

A empresa de paraquedismo escolhida pela família de Dona Theresa resolveu dar o salto de presente, e o sonho foi realizado logo no dia das mães. Vera Lúcia Polloni, uma das filhas de Theresa, contou ao G1 que a mãe sempre se manteve ativa após se aposentar, e que, apesar da apreensão dos familiares, eles sabiam que seria difícil fazê-la mudar de ideia.

Junior Novaes, de 41 anos, um dos netos de Dona Theresa, se empolgou com a ideia da avó e decidiu saltar também. Assim que os dois se encontraram após o salto, ele perguntou se ela repetiria a experiência. “Topo!”, respondeu sem pensar duas vezes.

Imagens: Reprodução/Rede Globo/fonte:via