Garota encontra espada pré-viking de 1,5 mil anos enquanto nadava em lago

A espada retirada da água

Uma garota de oito anos fez uma descoberta incrível. Saga Vanecek encontrou uma espada da era pré-Viking, que pode datar de cerca de 1,5 mil anos atrás. A menina estava nadando em um lago na Suécia quando se deparou com o objeto histórico.  

O achado foi facilitado pelo baixo nível da água do lago. O pai de Saga, Andy Vanecek, disse ter pensado que a filha tivesse encontrado um bastão ou um galho.

Escavações podem revelar outros itens antigos escondidos no fundo do lago — Foto: Jönköpings Läns Museum/BBC

Já os especialistas ficaram surpresos pela excelente conservação da espada e sua representação histórica. De início se pensava que o objeto poderia ter mil anos, mas pesquisadores do Jönköpings Läns Museum apostam em pelo menos 1,5 mil anos de história.

“Não é todo dia que você pisa em uma espada no lago!”, diz Mikael Nordström, que trabalha no museu.

Saga conta que “sentiu algo na água e levantei. Tinha uma alça e contei ao meu pai que parecia uma espada”.

Fotos: Jönköpings Läns Museum/Reprodução/fonte:via

Mulheres eram Vikings, e aqui está a prova

Novas evidências de DNA descobertas por pesquisadores da Universidade de Uppsala e da Universidade de Estocolmo, ambas na Suécia, provam que haviam mulheres guerreiras entre os Vikings.Os restos de uma sepultura revelaram que a guerra não era uma atividade exclusiva dos homens, e que as mulheres podiam inclusive ocupar as fileiras mais altas do campo de batalha.

A confirmação

O estudo foi conduzido em uma das sepulturas mais conhecidas da Era Viking, do meio do século 10, que se encontra na cidade sueca de Birka.O enterro foi escavado na década de 1880, revelando restos de um guerreiro rodeado de armas, incluindo uma espada, flechas, armadura e dois cavalos.

Reconstruções de como a tumba se parece agora (acima), e como teria se parecido na época do enterro

A morfologia de algumas características esqueléticas sugeria que se tratava de uma mulher, mas como a tumba pertencia a um guerreiro viking, sempre foi assumido que o esqueleto era um homem.Agora, geneticistas e arqueólogos trabalharam juntos para retirar uma amostra de DNA da tumba, demonstrando que o indivíduo possui dois cromossomos X e nenhum cromossomo Y.

“Esta é a primeira confirmação formal e genética de uma guerreira viking”, disse Mattias Jakobsson, da Universidade de Uppsala.

Comandante

As análises de isótopos também confirmaram que o indivíduo possuía um estilo de vida itinerante, em sintonia com a sociedade marcial que dominou a Europa do Norte dos séculos 8 a 10.

Os itens da tumba indicam que a mulher era uma comandante, alguém que trabalhava com táticas e estratégia e poderia liderar tropas na batalha.

“O que estudamos não era uma Valquíria das sagas, mas uma líder militar da vida real, que era uma mulher”, afirmou Charlotte Hedenstierna-Jonson, da Universidade de Estocolmo, que liderou o estudo.

“Fontes escritas mencionam ocasionalmente mulheres guerreiras, mas esta é a primeira vez que descobrimos evidências arqueológicas convincentes sobre sua existência”, complementou Neil Price, da Universidade de Uppsala.

fonte: [Phys]