Já ouviu falar dos vinhos da Bolívia? O NYT está querendo que você prove

Vinhedos da Uvairenda plantados a 1.750 metros de altitude, na cidade de Samaipata, na Bolívia.

Quando pensamos nos melhores vinhos do mundo, rapidamente nos vem à cabeça os franceses, italianos, portugueses, argentinos, até mesmo os americanos, entre outros. A ciência a respeito da avaliação de qualidade dos vinhos é um tanto inexata, e recentemente, em um teste às cegas, algo de verdadeiramente inesperado aconteceu: ainda que o primeiro colocado no teste fosse um vinho francês, o vinho que recebeu a prata veio de um pequeno e inesperado país, sem qualquer especial tradição nesse universo: o segundo colocado foi o vinho Único, produzido na Bolívia.

Tannat é a uva tinta mais produzida no país. Na foto, trabalhadores da vinícola Aranjuez separam uvas depois da colheita.

Enquanto o primeiro colocado, o francês La Tyre, costuma ser vendido por até 150 dólares, o Único, produzido pelo Campos de Solana, costuma ser vendido por um décimo desse preço – de certa forma, foi como se a Bolívia tivesse vencido o concurso. Com o resultado, não é exagero afirmar que a Bolívia vem se tornando uma das mais excitantes novidades entre os produtores de vinho – um mercado ainda desconhecido e, por isso, com excelente custo-benefício.

"Já que você vai beber, por que não beber algo que ajude o desenvolvimento?", diz o importador americano Ramon Escobar sobre vinhos bolivianos.

A produção boliviana ainda é muito pequena – somente 8.3 milhões de litros anuais dentro do oceano de 25 bilhões de litros produzidos anualmente no mundo – mas certas singularidades do país, como sua altitude extrema e o sol intenso, ajudam no desenvolvimento não só das plantações como na própria singularidade do sabor da bebida. O feito realizado pelo Único no concurso foi noticiado até mesmo pelo New York Times.

As ambições são altas dentre os produtores bolivianos, que já começam a exportar com destaque para o resto do mundo, especialmente para os EUA, o Brasil e a China, e não somente por uma questão de posicionamento no mercado: estima-se que a cada 25 acres de uvas plantadas no país, 10 famílias são tiradas da pobreza através das oportunidades de trabalho. Em se tratando de um dos mais pobres países da América Latina, trata-se de um estímulo e tanto, para transformar o vinho boliviano no mais novo queridinho entre enólogos do mundo.

© fotos: reprodução/fonte:via

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O guia de vinhos surrealista de Salvador Dalí

O pintor catalão Salvador Dalí não era definitivamente uma pessoa usual. Dalí foi um artista no sentido mais amplo do termo, trazendo o surrealismo do movimento que ajudou a criar para cada um de seus gestos, desde pintar até simplesmente passear na rua, comer ou beber um vinho – nada em sua vida parecia estar fora de suas ambições estéticas e poéticas.

O incrível livro de culinária criado pelo pintor e recentemente relançado já mostrava que sua visão artística não tinha limites, e cozinhar para Dalí também era um gesto surrealista. Agora seu guia de vinhos também foi relançado pela editora Taschen e, como não poderia deixar de ser, a marca surrealista do artista se faz presente.

 

Lançado originalmente em 1978 com o sugestivo título Vins de Gala (Os Vinhos de Gala, em homenagem à sua eterna esposa), o livro é ilustrado por mais de 140 imagens criadas por Dalí, e os vinhos de sua seleção são classificados não através dos paradigmas usuais, como aroma, densidade, sabor ou idade, mas sim pelos sentimentos e estados de espírito que cada vinho é capaz de provocar – ao menos através da visão singular do artista.

O sistema de classificação é chamado por Dalí de “Intromissão”, e separa as bebidas em, por exemplo, “vinhos de generosidade”, “vinhos de frivolidade” e “vinhos de sensualidade”, entre outros, “na direção do alcance infinito de nossas almas”, diz Dalí.

O livro encontrava-se fora de catálogo há décadas, e foi enfim relançado. Evidentemente não se trata de um guia para os enólogos mais ortodoxos, e sim para quem deseja se inebriar das possibilidades mais poéticas que essa bebida pode nos oferecer – guiado pelo olhar sempre surrealista de um grande artista.

© fotos: divulgação/fonte:via

Vinícolas em São Paulo que valem uma visita

Não é preciso incluir o Chile ou a Argentina no roteiro para conhecer algumas ótimas vinícolas. Se existem muitas no sul do país, São Paulo também não fica de fora dessa rota e tem boas opções de vinícolas que merecem ser visitadas.

Dependendo do local e da época da visita, é possível combinar a degustação de vinhos com outras atividades, como um jantar harmonizado, um passeio pelo parreiral ou a colheita das uvas. A maior parte das vinícolas fica pertinho da capital paulista e podem ser visitadas durante um bate e volta, embora a experiência de dormir próximo a uma delas seja ainda mais incrível.

Vinícola Marchese Di Ivrea, em Ituverava

Com opções de passeios entre os parreirais, visita à área de vinificação e também ao alambique de grappa, a Vinícola Marchese Di Ivrea promete um dia agitado aos visitantes. Também é possível reservar uma degustação dos rótulos produzidos no local e descobrir que o Brasil sabe produzir ótimos vinhos.

Quinta do Olivardo, em São Roque

Com inspiração nos vinhos portugueses, a Quinta do Olivardo é diferente da maioria das vinícolas brasileiras, que remetem à tradição italiana. Além de apreciar os vinhos produzidos na propriedade, os visitantes também podem provar bolinhos de bacalhau, pastéis de nata e outras delícias portuguesas enquanto escutam o típico som do fado em meio à paisagem serrana.

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Foto: Reprodução / Foto destaque: Bill Williams/Unsplash

Vinícola Palmeiras, em São Roque

A apenas 60 minutos de São Paulo, a Vinícola Palmeiras conta com um espaço verde e oferece aos visitantes a possibilidade de degustar os produtos produzidos no local. Estão disponíveis vinhos, doces e uma extensa gastronomia produzida com produtos coloniais.

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Foto: Reprodução

Vinícola Terrassos, em Amparo

Os primeiros vinhedos da Vinícola Terrassos começaram a ser plantados em 2003. De lá para cá, muita coisa foi sendo aprimorada ao longo de testes com cerca de 20 variedades de uvas viníferas. Com restaurante próprio, o espaço recebe turistas em busca das belas paisagens da Serra da Mantiqueira e de uma ótima gastronomia.

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Foto: Reprodução Facebook

Vinícola Guaspari, Espírito Santo do Pinhal

Localizada a cerca de 190 km de São Paulo, a Vinícola Guaspari foi fundada por uma família originária da Toscana, na Itália. Construído em 2008, o espaço da vinícola foi planejado para preservar o estilo arquitetônico da região. Desde então, a área do parreiral vem sendo expandida e hoje já conta com 50 hectares de vinhedos próprios.

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Foto: Reprodução Facebook /fonte:via

Foto: (Divulgação/Internet) /fonte:via

vinícola Ferragut

O território da Adega Família Ferragut visto de cima em Vinhedo SP.A maior adega aberta ao público do município de Vinhedo possui uma propriedade com 5 mil pés de uva. Além de oferecer uma cartela variada de vinhos artesanais e outros produtos, como suco de uva, balinhas de cachaça e geleias, ainda possui uma visita monitorada pela vinícola. “Imagine entrar em um pequeno sítio e uma coruja lhe dar boas-vindas. Ao mesmo tempo contemplar a bela vista de um parreiral. Além disso, conhecer as histórias e a tradição da produção de vinhos” – Assim eles descrevem a visita para o prazer do viajante. (Divulgação/Internet).

Sugestão da leitora Cristileine Leão do blog: Depressaocompoesia

Essa é a garrafa de vinho mais antiga do mundo que se mantém fechada desde o século 4

Tudo bem que vinhos envelhecidos costumam ser mais sofisticados. Porém, ainda não se tem notícia de vinhos com um tempo de guarda de 16 séculos. Apesar disso, é essa a idade da garrafa de vinho mais antiga do mundo, que se mantém fechada desde o século 4, segundo informações do My Modern Met.

Foto: Altera levatur

A garrafa, que ficou conhecida como Römerwein, foi encontrada durante escavações na tumba de um nobre romano, em 1867. Estima-se que a bebida tenha sido produzida entre os anos 325 e 359 da nossa era. Os pesquisadores ainda não sabem precisar o que aconteceria com o líquido caso a garrafa fosse aberta – portanto, ninguém se atreveu a remover sua rolha feita de cera e azeite.

Foto: Immanuel Giel

Com 1,5 litros, a garrafa está exposta atualmente no Museu Histórico de Palatine, em Speyer, Alemanha. Ao Daily Mail, a especialista em vinhos Monika Christmann teria dito que o líquido provavelmente não está estragado, embora não deva ser agradável ao paladar. Além disso, é improvável que a garrafa resguarde ainda suas propriedades etílicas, pois o álcool teria evaporado ao longo do tempo.

Foto: Museu Histórico de Palatine/fonte:via

O incrível hotel na Serra Gaúcha feito com pipas de vinho

A região da Serra Gaúcha, no sul do Brasil, é um prato cheio para degustadores de vinhos. Mas em Canela, uma de suas cidades, você pode ir além e se hospedar dentro de pipas antes usadas para fermentar o vinho, tipo de acomodação que só existe em outros dois lugares no mundo: Holanda e França.

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Trata-se do Hotel Fazenda Pampas, que dispõe de 14 antigas barricas de 100 mil litros, transformadas em charmosas acomodações de três andares, três delas adaptadas para cadeirantes. Elas foram trazidas de vinícolas brasileiras, tem 90 m² e foram dispostas por entre os espaços verdes do hotel, onde há também lagos, lhamas, ovelhas, cavalos e outros animais.
Uma noite na barrica custa R$ 430, para duas pessoas. Dá só uma olhada:

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Todas as fotos: Reprodução fonte