Visitantes de zoológico ferem crocodilo com pedras para ‘saber se ele era real’

O misto de prepotência e ignorância costuma mover a humanidade às maiores ou mais desnecessárias crueldades, especialmente contra outros animais. Foi o caso do que fez um grupo de visitantes do zoológico de Xiamen, na província chinesa de Fujian. Diante de um crocodilo de grande porte residente do local, que estava sem mover há bastante tempo, o grupo decidiu atirar pedras contra o animal, a fim de descobrir se ele era ou não “real”. Se a realidade dos zoológicos já é triste, ter de lidar com a ignorância dos que os visitam parece ser ainda pior.

Acontece que os crocodilos costumam de fato ficar imóveis por horas, seja para absorver calor (especialmente no inverno), como medida defensiva, ou simplesmente se preparando para capturar uma presa – trata-se de um hábito normal desses animais. Batizado de Xiao He, o réptil sofreu ferimentos na cabeça e nos pés. A ausência de câmeras de segurança no local vem complicando o trabalho da polícia para identificar os agressores.

Com 5,8 metros e 1,2 toneladas, Xiao He é o maior crocodilo da Ásia, e levará duas semanas para se recuperar do ocorrido. Segundo representantes do zoológico, o hábito de permanecerem imóveis faz com que seja costumeiro que os visitantes pensem que os crocodilos não são reais.

© fotos: reprodução/fonte:via

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Tartaruga ganha cadeira de rodas de Lego pra se movimentar

Em julho, uma tartaruga foi encontrada com várias fraturas no casco. Depois de ser submetidas a cirurgias, o animal selvagem ganhou uma cadeira de rodas feita de blocos de Lego.

A ideia foi do veterinário Garrett Fraess, que na falta de cadeiras de rodas produzidas especialmente para tartarugas, resolveu improvisar.

Entusiasta do Lego, o profissional de saúde conta que a cadeira permitirá que o animal ande enquanto se recupera.

Neste momento, a tartaruga está em recuperação no zoológico de Maryland, nos Estados Unidos. Sua história correu o mundo e mostra que existem sim muitas possibilidades para ajudar. A previsão é que a tartaruginha ande por aí com sua cadeira de rodas de Lego durante seis meses.

Foto: Sinclair Miller/Zoológico de Maryland/Reprodução/fonte:via

Casal de pinguins do mesmo sexo adota filhote abandonado

Uma briga entre um casal de pinguins gays, um bebê pinguim e seus pais, tomou conta do um zoológico de Odense, na Dinamarca.

A história começou assim, por causa do descuido dos pais, os pinguins gays resolveram adotar o bebê. Segundo a cuidadora Sandie Hedegard, isso aconteceu porque eles perceberam que o macho não estava tomando conta direito da cria.

“Esperava que os pais chegassem e exigissem seu filho de volta, mas o macho vagava como se não tivesse um filho, ainda que a fêmea parecesse procurá-lo um pouco”, explicou.

Por causa da pressão da fêmea, os dois vão atrás do filhote. No vídeo gravado pela cuidadora dos pinguins, é possível ver o casal gay tentando esconder o bebê pinguim, enquanto os pais biológicos tentam reavê-lo. Para intimidar, eles grasnam bem alto e agitam os corpos.

Para evitar que algo pior acontecesse, Sandie resolve intervir e devolveu o filhote aos pais. Preocupada com a perda do casal gay, ela os presenteou com o ovo de uma pinguim fêmea que não era capaz de chocá-lo. Assim, eles também vão ser papais.

Foto: Reprodução/fonte:via

Este gorila deixou bem claro o que ele acha de estar preso num zoológico

Vocês já imaginaram como pode ser difícil a vida de um animal de zoológico? Expostos ao bel-prazer dos visitantes, ele precisam estar sempre de bom humor e claro, fazer coisas engraçadas para entreter as pessoas.

Será que ninguém parou pra pensar que, assim como os seres humanos, eles também passam por aqueles dias em que não desejam ver a cara de ninguém? Uma situação parecida aconteceu com um gorila de um zoo na cidade de Bristol, na Inglaterra.

Enquanto conheciam os bichos presos no zoológico, o casal Ben Collins e Danielle Kirk se depararam com um gorila nada satisfeito com sua situação. Com cara de poucos amigos, ele ficou ali parado, mostrando o dedo do meio.

“Todo mundo achou engraçado. As pessoas ficaram por alguns minutos olhando para ele, que parado, continuou mostrando o dedo do meio”, disse Ben.  

A situação pode até ser engraçada, mas aparentemente o primata não estava achando legal ficar ali preso enquanto os visitantes gargalhavam do outro lado das grades.

“Os gorilas passam muito tempo com as pessoas, então acredito que ele tenha pego o gestual a partir da convivência com humanos que lhe dão comida”, ressalta  Ben.  

Fotos: Reprodução/fonte:via

Zoológico no Egito garante que burro pintado e com listras desenhadas é uma zebra

Sabe aquela história do ‘comprou gato por lebre’? Foi exatamente o que fez um zoológico de Cairo ao pintar burros de branco e desenhar listras pretas para simular o que? Isso mesmo que você está pensando, a ideia segundo o jornal Extra News é suprir a falta de zebras.

Mas, como mentira tem perna curta, em função do calor extremo as listras pretas pretas começaram a derreter e junto com elas a farsa. Tudo foi presenciado pelo estudante Mahmoud A. Sarhan, que desconfiado da origem dos animais, tirou várias fotos e vídeos para compartilhar nas redes sociais .

Assim que o material viralizou, as autoridades entrou em contato com os administradores do parque. Na verdade bastava um pouco de atenção para perceber que não se tratavam de zebras. Orelhas grandes e manchas de tinta nos focinhos foram o suficiente para acabar com o fingimento.

“Eu ri demais quando vi o burro, foi um momento bem engraçado para mim”, disse o jovem.

Mesmo diante das evidências e da confirmação de profissionais consultados pelo jornal, os responsáveis pela atração garantem que os animais são sim zebras. Falando à rádio Nogoum FM Mohamed Sultan, diretor do zoológico, negou a falsidade dos animais.

É importante ressaltar que zebras e burros são primos distantes e podem até produzir híbridos. Os zebroides, que possuem as listras das zebras, mas são mais calmos do que os burros.  

Fotos: Reprodução/fonte:via

Zoológicos humanos foram um dos eventos mais vergonhosos da Europa e só terminaram nos anos 1950

Isolados em bolhas sociais, econômicas e virtuais, muitos de nós gostam de acreditar que os piores horrores cometidos pela humanidade, em nome de preconceitos e ignorâncias (muitas vezes alinhadas à cobiça e a ganância), aconteceram em um passado remoto e distante. A verdade, porém, é que não só nossas piores páginas aconteceram ontem, em uma perspectiva histórica, como muitas delas, ou ao menos os ecos e efeitos desses horrores, seguem acontecendo. Da mesma forma que o holocausto judeu tem a idade de muitos avós vivos e saudáveis por aí, os terríveis e inacreditáveis zoológicos humanos só deixaram de existir no final dos anos 1950.

Tais “exibições” eram exatamente o que o nome sugere: a exposição de pessoas, em sua absoluta maioria africanos, mas também indígenas, asiáticos e aborígenes, aprisionados em jaulas, expostos literalmente feito animais, obrigados a reproduzir marcas de suas culturas – como danças e rituais –, a desfilar nus e carregar animais para o deleite da população de países europeus e dos EUA. O racismo era orgulhosamente aplaudido e celebrado por milhões de visitantes.

Zoológicos que ainda existem hoje, como o localizado no bairro do Bronx, em Nova Iorque, no início do século passado também expuseram seres humanos em suas jaulas. Uma pigmeia do Congo ficou “exposta” nesse zoológico em 1906, obrigada a carregar chimpanzés e atirada em jaulas com outros animais. Houve resistência por parte de alguns setores da sociedade (o jornal New York Times, porém, comentou na época como “poucas pessoas expressaram objeção em ver um ser humana em uma jaula com macacos”), mas a maioria não se importou.

O último zoológico humano que se tem notícia aconteceu na Bélgica, em 1958. Por mais chocante que hoje tal prática possa parecer, a verdade é que, na mídia, na publicidade, nas redes sociais e na sociedade como um todo, tal objetificação e hierarquização racial seguem postas em práticas análogas – e o efeito desse nível de racismo e violência pode ser reconhecido em qualquer cidade ou país, e serve como medida para o tamanho da luta que ainda precisa ser feita a fim de combater qualquer racismo.

Pôster de uma dessas “exibições” em zoológicos humanos na Alemanha, em 1928

 

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