O fotógrafo Tim Flach faz retratos impressionantes de pássaros incomuns e ameaçados de extinção

O fotógrafo Tim Flach é especializado em retratar animais, dos mais comuns aos mais bizarros.

A série abaixo reúne algumas de suas melhores imagens de belos pássaros ameaçados de extinção, seja por conta de perda de habitat natural, mudança climática ou atividade humana.

As aves são posicionadas contra um sóbrio fundo preto, em representações impressionantes:

Pelos olhos de Flach: o mundo animal

Flach já fotografou outros animais em perigo crítico de desaparecimento, como o pangolim (um mamífero manídeo), o sauim-de-coleira (um sagui da Amazônia), o saiga (um antílope originário da Eurásia) e o esturjão-branco (um peixe do Mar Negro e Cáspio).

Nem só de animais curiosos e raros vive o homem, no entanto. Flach também já publicou diversos livros centrados em espécies como cavalos e cachorros.

Em seu website, Flach é descrito como um artista com “interesse na maneira como os seres humanos moldam os animais e seu significado enquanto exploram o papel das imagens na promoção de uma conexão emocional”. Seu objetivo seria trazer à vida “a complexidade do reino animal” ao destacar várias espécies diferentes unidas por uma estilização pessoal.

Para saber mais do trabalho do fotógrafo, acesse sua página pessoal ou siga-o na plataforma Instagram. fonte:via [Colossal]

Já houve nove espécies de seres humanos na Terra, agora há apenas uma

Embora hoje exista apenas uma espécie de ser humano na Terra, há 300 mil anos foi identificada a existência de nove. É o que fala o artigo do professor de paleontologia e biologia evolutiva na Universidade de Bath, no Reino Unido, Nick Longrich, sobre a extinção de outras espécies de seres humanos publicado no The Conversation. O professor defende que essa extinção pode ter sido causada pelos próprios humanos.

Os Neandertais eram caçadores atarracados, adaptados às estepes frias da Europa. Na Ásia viviam os Denisovanos, o mais primitivo Homo erectus habitava a Indonésia e o Homo rhodesiensis ficava na África Central.

Outras espécies de baixa estatura e com cérebros pequenos sobreviveram paralelamente a essas como Homo naledi (África do Sul), Homo luzonensis (Filipinas), Homo floresiensis (Indonésia) e o povo da Caverna do Veado Vermelho na China. É provável que ainda mais espécies sejam descobertas.

A extinção de espécies

Há 10 mil anos essas espécies tinham todas desaparecido, o que se assemelha a uma extinção em massa. Mas esse momento não é marcado por nenhuma catástrofe natural óbvia, destaca o professor. Assim, a sugestão é de que ela tenha sido causada pela propagação de nova espécie, Homo sapiens, que evoluiu entre 260 mil e 350 mil anos atrás na África do Sul.

A disseminação de seres humanos modernos fora da África é um evento de mais de 40 mil anos. Ele causou uma sexta extinção em massa com duração a partir do desaparecimento de mamíferos da Era do Gelo até a destruição de florestas tropicais pela civilização atual.

Nós somos uma espécie especialmente perigosa, salienta Longrich, porque caçamos diversos animais até a extinção, destruímos espaços naturais para a agricultura e provocamos alterações no clima do planeta.

Além disso, como competimos por recursos e terras, somos mais perigosos para outras populações humanas. Não há muitos motivos para pensar que os primeiros Homo sapiens fossem menos territoriais e violentos do que os humanos de hoje.

Há quem tenha identificado os primeiros caçadores-coletores como sendo pacíficos, com a argumentação de que é a cultura que cria violência, não nossa natureza. Mas há indícios científicos de que tinha guerra intensa na cultura primitiva.

Evidências da violência

As disputas no período Neolítico tinham maior índice de mortalidade do que as duas Guerras Mundiais, com uso de táticas e armamentos. Essa violência pode ser identificada em ossos e artefatos antigos.

Um exemplo é o massacre de 27 pessoas, entre elas homens, mulheres e crianças, inclusive uma gestante. Isso ocorreu há mais de 10 mil anos e ficou documentado no sítio arqueológico Nataruk no Quênia, com os restos mortais que apresentavam crânios rachados e graves lesões.

Esqueletos Neandertais mostram padrões de trauma compatíveis com os de guerras. No entanto, armas sofisticadas conferiram vantagem ao Homo sapiens. Além disso, ferramentas e cultura complexas podem ter permitido coletar maior variedade de alimentos, assim alimentando tribos maiores, o que pode ter representado vantagem estratégica.

A arte rupestre e instrumentos musicais indicam a capacidade de pensamento abstrato e comunicação. Essa pode ter sido a arma mais poderosa da espécie, porque sugere a capacidade de planejar, criara estratégias, manipular e enganar.

É difícil testar essa ideia devido ao fato de os registros fósseis estarem incompletos. Entretanto, os fósseis de registro arqueológico relativamente completo na Europa sugerem que os Neandertais desapareceram poucos milhares de anos após nossa chegada.

Os motivos da extinção

Traços de DNA de outras espécies encontrado em alguns grupos sugere que nós não apenas substituímos elas, mas nos encontramos e acasalamos. Ou seja, essas outras espécies desapareceram apensa após nos encontrarmos.

A questão que fica, nesse caso, é o motivo de nossos ancestrais terem exterminado seus parentes. E a resposta está no crescimento populacional. Sem controle, historicamente dobramos nosso número a cada 25 anos. Depois de os humanos se tornarem caçadores cooperativos não tiveram predadores.

Com a grande quantidade de pessoas e falta de alimentos em decorrência de secas ou invernos rigorosos ocorreria, inevitavelmente, a disputa entre tribos por alimentos e território.  Portanto, embora a eliminação de outras espécies não tenha sido planejada, levou à destruição dos oponentes a e à tomada do território.

Ainda assim, a extinção dos Neandertais levou milhares de anos. Isso, em parte, porque o Homo sapiens primitivo não tinha vantagens que apareceram mais tarde. Em boa parte esse processo foi apoiado na agricultura e doenças epidêmicas que devastaram os oponentes.

No entanto, os Neandertais, possivelmente, tinham inteligência aproximada a nossa, porque para terem sobrevivido por tanto tempo devem ter vencido diversas batalhas.

fonte via [Science Alert, The Conversation, Nature]

Finalmente descobrimos a frequência cardíaca de uma baleia-azul e você não vai acreditar: estudo

Um novo estudo da Universidade de Stanford e da Universidade da Califórnia (EUA) realizou medições inéditas da frequência cardíaca do maior animal da Terra, a baleia-azul.

Os resultados são tão extremos que surpreenderam até os cientistas.

As descobertas sobre o sistema cardiovascular da baleia-azul indicam que ela não somente é o maior animal que já viveu na Terra, como nunca será superada por nenhuma outra criatura.

Maior dos maiores

As baleias-azuis podem alcançar até 30 metros de comprimento e cerca de 173.000 quilogramas. Apenas um desses animais equivale a 28 elefantes-africanos, o maior animal terrestre vivo hoje.

Nem mesmo o titanossauro, maior animal terrestre que já existiu, chegou sequer perto disso – o Patagotitan mayorum, por exemplo, pesava “apenas” 69.000 quilogramas.

A baleia-azul só pode ficar tão grande porque vive na água. Nenhuma criatura desse tamanho conseguiria sustentar tal peso em terra.

E o novo estudo americano descobriu algumas das artimanhas que permitem que a baleia ocupe este posto, especificamente seu sistema cardiovascular altamente especializado.

Deixa eu grudar uma ventosa aqui

Medir a frequência cardíaca de uma baleia-azul, como você já deve ter imaginado, não é uma tarefa das mais fáceis.

A solução dos pesquisadores foi criar um eletrocardiograma personalizado que foi anexado a uma baleia-azul macho de 15 anos usando ventosas.

“Sinceramente, pensei que era um tiro no escuro, porque tínhamos que acertar muitas coisas: encontrar uma baleia-azul, colocar a ventosa no local certo, obter bom contato com a pele da baleia e, é claro, garantir que o eletrocardiograma estava funcionando e gravando dados”, explicou um dos autores do estudo, o biólogo marinho Jeremy Goldbogen, da Universidade de Stanford, em um comunicado.

Os dados coletados mostraram que o animal chegou a mergulhar a 184 metros de profundidade e a permanecer debaixo d’água por 17 minutos.

Frequência cardíaca lentíssima

É o coração das baleias que permite que elas fiquem debaixo d’água por períodos tão prolongados de tempo. Para surpresa dos biólogos, durante um mergulho profundo, a frequência cardíaca de uma baleia-azul foi em média de 4 a 8 batimentos por minuto, e chegou a apenas 2 batimentos por minuto. Esse resultado é 30 a 50 vezes menor do que o esperado.

Para se ter uma noção de quão lento isso é, em descanso, a taxa normal de batimentos cardíacos dos seres humanos é de 60 a 100 por minuto.

A frequência lentíssima da baleia permite que ela conserve seu suprimento de oxigênio no sangue. Quanto está em busca de comida, por outro lado, ela faz mergulhos energéticos para “engolir” pequenas presas e sua frequência aumenta em 2,5 vezes em comparação com a taxa mais pausada, o que demonstra a flexibilidade do seu sistema cardiovascular.

De volta à superfície, o coração da baleia-azul bate a 25 a 27 vezes por minuto, em média. É nesse momento que o animal trabalha para reabastecer seu suprimento de oxigênio no sangue.

Segundo os pesquisadores, a frequência cardíaca vagarosa é possível graças a uma parte elástica do corpo da baleia chamada de arco aórtico. Esse arco transporta sangue para todo o corpo gigantesco do animal, contraindo-se lentamente para manter o fluxo durante o longo intervalo entre as batidas.

Modelo do coração de uma baleia-azul

Baleia-azul: imbatível

As descobertas, além de muito interessantes, sugerem que nenhum outro animal vai tirar o posto da baleia-azul, nunca. Seu sistema cardiovascular é provavelmente o limite do que é biologicamente possível.

O próximo passo do estudo será monitorar a velocidade das baleias-azuis em relação à sua frequência cardíaca, bem como medir as frequências de outras baleias, como baleias-jubarte e baleias-de-minke.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. fonte:via[Gizmodo]

Cientistas estão boquiabertos com esse filhote de 18 mil anos congelado na Sibéria

Cientistas encontraram um filhote de canino muito bem preservado no gelo da Sibéria, próximo ao Rio Indigirka, no nordeste de Yakutsk, na Rússia, no meio do ano passado.

O animal estava surpreendentemente conservado pelo permafrost e ainda continha todo seu pelo corporal, focinho e até bigodes e cílios.

Análises iniciais indicaram outro achado muito interessante: o espécime tinha nada menos do que 18 mil anos!

O fóssil é sem dúvida intrigante. Pode ser o mais antigo exemplar de um cachorro do mundo, mas os pesquisadores ainda não podem dizer isso com certeza porque o animal pertence a um período da história na qual os lobos e os cachorros estavam começando a se separar como espécie.

Cachorro ou lobo?

Originalmente, os pesquisadores suecos Love Dalén e Dave Stanton, que estudaram o espécime, pensaram que se tratava do mais antigo cachorro conhecido. Essa seria uma descoberta valiosa principalmente para aprendermos mais sobre a domesticação dos lobos.

No entanto, é muito difícil saber se o indivíduo é mesmo um cão.

“Não podemos separá-lo de um lobo moderno, lobo do Pleistoceno [Era do Gelo] ou de um cachorro. Uma razão pela qual pode ser difícil [identificá-lo] é porque é um espécime da época da divergência. Portanto, pode ser um lobo moderno muito antigo, um cachorro muito antigo ou um lobo pleistoceno tardio”, esclareceu Dalén, professor de genética evolutiva.

Ainda que o fóssil tenha sido estudado pelo Centro Sueco de Paleogenética, que possui o maior banco de DNA de caninos do mundo todo, a primeira tentativa de reconhecê-lo não rendeu resultados definitivos, o que deixou os especialistas ainda mais boquiabertos. Agora, os cientistas estão no aguardo de novos testes.

Dogor

Os pesquisadores estimam que o canino tinha dois meses de idade quando faleceu. A causa de sua morte não pôde ser determinada. Uma análise genômica indicou que se tratava de um macho.

Ao anunciar essa descoberta, o Centro Sueco de Paleogenética disse, em sua conta na rede social Twitter, que seus colegas russos escolheram nomeá-lo “Dogor”, uma palavra yakutiana para “amigo”. Adequado, não?

fonte:via[BoredPanda]

Baleia cachalote com 100 quilos de entulho na barriga é "lembrete sombrio" do lixo oceânico

Uma baleia cachalote com nada menos do que 100 quilos de rede, corda, plástico e outros pedaços de lixo no estômago apareceu morta e encalhada numa praia escocesa no último dia 30 de novembro.

O animal foi encontrado nas águas de Luskentyre, em uma das ilhas das Hébridas Exteriores, no oeste da Escócia, um local remoto.

De acordo com o Scottish Marine Animal Stranding Scheme, um grupo de pesquisa de animais marinhos, a baleia era um macho de 10 anos, tinha cerca de 14 metros e pesava mais de 20 toneladas.

O diretor do grupo, Andrew Brownlow, afirmou ao New York Times que, enquanto não está claro se todo esse entulho contribuiu para a morte do mamífero, provavelmente impactou seu sistema digestivo.

Tristemente comum

Enquanto é comum que animais encalhados com lixo no estômago sejam encontrados, de tartarugas a golfinhos a baleias, estas últimas acabam chamando mais atenção por conta da quantidade enorme de resíduos que podem conter.

Em março, uma baleia com 40 quilos de lixo foi descoberta nas Filipinas. Em abril, outra com 20 quilos de plástico no seu interior apareceu na Itália.

“Este é um caso incomum, mas infelizmente não sem precedentes – cachalotes e outras baleias de bico são encontradas presas nas costas da Europa há anos com lixo marinho em seus estômagos. O que é peculiar neste caso é o grande volume”, disse Brownlow.

Vamos salvar as baleias

Este incidente vale como um lembrete sombrio e poderoso do problema do lixo oceânico e como pode impactar a vida marinha.

Segundo Regina Asmutis-Silvia, diretora executiva da Conservação de Baleias e Golfinhos da América do Norte em Massachusetts (EUA), a maioria das baleias mortas não acaba encalhada em praias.

“Alguns estudos sugerem que os encalhes representam apenas 2% do número de baleias que realmente morreram”, esclarece.

E acrescenta: “Embora chame a atenção para os detritos marinhos, um problema que todos nós certamente podemos ajudar a resolver, [o caso] também deve chamar a atenção para a perda de baleias, uma espécie essencial em nossa própria sobrevivência”.

fonte:via [NYTimes]

Radar aéreo descobre um navio viking em uma fazenda

Um estudo do Instituto Norueguês de Pesquisa do Patrimônio Cultural (NIKU) descobriu um navio viking em uma fazenda usando radar aéreo.

O achado foi uma surpresa e um golpe de sorte, uma vez que este local em particular não fazia parte da área de pesquisa original da equipe.

“Nós terminamos a área combinada, mas tivemos tempo de sobra e decidimos fazer uma pesquisa rápida em outro campo. Acabou sendo uma boa decisão”, disse o arqueólogo Manuel Gabler, da NIKU, em um comunicado à imprensa.

O navio

O navio foi descoberto por radar de penetração no solo. Ele estava escondido sob uma fazenda perto da antiga cidade de Edøy, no oeste da Noruega. Nas proximidades, restos de postes indicavam os contornos fantasmagóricos de duas casas.

“O que podemos dizer é que esse tipo de casa geralmente data do período pré-cristão na Noruega. Em alguns casos, casas foram encontradas em locais de enterro que foram interpretados como ‘casas de morte’, ou seja, casas que provavelmente estavam ligadas ao culto aos mortos”, disse arqueólogo Dag-Øyvind Solem, também do NIKU, ao Ars.

Por enquanto, os pesquisadores não podem dizer quantos anos o navio tem, embora deva ter pelo menos mil anos, datando da Era Viking ou do período merovíngio anterior.

As imagens do radar são bastante detalhadas, no entanto. Por exemplo, os pesquisadores notaram que as extremidades do navio parecem ter sofrido danos, provavelmente por conta da agricultura, mas a maior parte do casco parece intacta. Com base no comprimento da quilha (a “espinha dorsal” de um navio), os arqueólogos estimam que ele tinha entre 16 e 17 metros.

Enterro de alguém importante

Nas imagens, o contorno do navio apareceu claramente circulado pelos restos de uma vala.

“Além de ter um significado potencialmente simbólico, acredita-se que as valas têm a função prática de fazer com que os montes pareçam maiores do que realmente eram”, afirmou Solem.

Ainda não é possível dizer a quem pertencia esse túmulo ou quantos esqueletos contém, mas provavelmente é a vala de algum governante ou indivíduo poderoso. Neste caso, a pessoa teria sido enterrada com artefatos como ouro, prata, armas e talvez até com escravos ou membros da família.

No entanto, o navio pode ter sido roubado em algum período da sua história passada. Descobertas semelhantes já foram encontradas saqueadas.

Próximos passos

Esse não é o primeiro navio com vala descoberto por radar. No ano passado, outra pesquisa revelou um navio de 20 metros enterrado apenas meio metro abaixo do solo em Gjellestad, no sudeste da Noruega. O local está sendo escavado, mas os resultados ainda não foram divulgados.

O próximo passo em Edøy é escavar o navio também – se isso for permitido. “A decisão do que acontecerá em seguida depende da Diretoria do Patrimônio Cultural (Riksantikvaren). Para ser franco, não sabemos se a descoberta será totalmente escavada ou mesmo totalmente deixada em paz”, explicou Solem.

Escavar mesmo uma pequena área do navio já dará aos arqueólogos uma melhor visão de sua condição, no entanto, bem como a chance de conduzir análises na madeira e no que mais for coletado.

Eventualmente, os arqueólogos esperam responder a perguntas sobre um importante desenvolvimento tecnológico medieval: a quilha.

“A evolução da quilha, que contribuiu para o início do período viking, é um assunto importante na Escandinávia. Um achado como esse contribuirá, esperançosamente, para o nosso entendimento do desenvolvimento dos navios viking”, afirmou Solem.

fonte:via [ArsTecnhica]

Especialistas em vida selvagem ficaram sem palavras depois de ver um urso polar pichado

Um urso polar foi filmado andando na Rússia com a pichação “T-34” em sua pelagem. O vídeo foi compartilhado nas redes sociais russas, e agora autoridades estão tentando determinar em que região do país o vídeo foi gravado.

T-34 foi um tanque de guerra que teve papel muito importante na derrota dos nazistas alemães durante a Segunda Guerra Mundial.

O alerta inicial sobre a pichação foi dado no Facebook pelo ativista Sergey Kavry, do World Wildlife Fund (WWF), uma organização de proteção à natureza. Ele escreveu na legenda do vídeo que o material estava circulando em um grupo de Whatsapp de indígenas da etnia Chukotka, na região do extremo Leste da Rússia.  

Qualquer cientista monitorando a vida selvagem da região não teria marcado o animal desta maneira, já que a tinta atrapalha a camuflagem do urso na neve e dificulta a caça. Especialistas acreditam que a tinta vai acabar saindo sozinha, mas que o urso pode ter dificuldades para caçar até que isso aconteça.

O cientista Anatoly Kochnev, do Instituto de Problemas Biológicos do Norte, acredita que o responsável pelo crime provavelmente sedou o animal para conseguir escrever em sua pelagem. Isso porque as letras estão do mesmo tamanho e em linhas retas, o que não seria possível se o urso estivesse se movendo.

Anatoly aponta a remota região de Novaya Zemlya como possível localização do vídeo. Em fevereiro de 2019 um vilarejo da região foi invadido por dezenas de ursos polares famintos que vasculhavam lixões e tentavam entrar nas casas em busca de alimento.

fonte:via[BBC]