É do Brasil: Escola na Amazônia disputa prêmio internacional de arquitetura

Um dos mais prestigiados prêmios de arquitetura do mundo, o Riba International Prize anunciou seus quatro finalistas para sua edição de 2018 – e entre eles está um prédio brasileiro. Mas não é qualquer prédio esperto em um centro urbano: trata-se de uma incrível escola na Amazônia, feita quase toda em madeira, no coração da floresta.

A escola atende à população local, e foi feita quase que inteiramente com madeira local reaproveitada, integrando o edifício ao cenário natural, promovendo a sustentabilidade econômica e ambiental. Dormitórios, salas, varandas e espaços comuns foram projetados tendo os próprios alunos como colaboradores, a fim de inclui-los como parte da escola desde o projeto original.

A escola da Fazenda Canuanã já existe há 44 anos, na Zona Rural de Formoso do Araguaia, a 320 km de Palmas, no Tocantis, mas o novo prédio transformou o local em um alojamento conhecido como Moradias Infantis.

No início do ano o prédio, projetado pelo arquiteto Marcelo Rosenbaum junto do escritório Aleph Zero Arquitetura, recebeu o prêmio de Melhor Edifício de Arquitetura Educacional do Mundo da Building of The Year Foto, e agora concorre a mais um prêmio. Seja qual for o resultado, para além da estonteante beleza e da preocupação com a região, oferecer um prédio funcional e de qualidade para que crianças possam estudar e até mesmo viver é a maior das conquistas. O resultado será anunciado ainda esse ano.

© fotos: reprodução /fonte via

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Qual é a sua magia? Ilustradora cria as bruxas de cada signo

O mundo místico, seus ícones, arquétipos e mitologias anda em alta, e a ilustradora inglesa Nona misturou dois universos bastantes populares para explicar e potencializar tais lógicas: as bruxas e a astrologia. Para seu novo livro de ilustrações, Nona criou uma bruxa para cada signo – e transformou características dos signos em poderes mágicos das bruxas determinadas.

Assim, os geminianos viram a “Bruxa do Espaço”, os virginianos ganham a “Bruxa da Floresta”, para os librianos a “Bruxa da Música”, e assim sucessivamente. Junto com as bruxas, cada signo ganhou uma pequena explicação com um sentido mais aprofundado dos arquétipos sobre os quais ela se baseou para criar seus personagens.

Sua coleção de bruxas será reunida no livro “Horoscope Witches”, ou Bruxas do Horóscopo. Não é preciso ser um místico, acreditar ou mesmo se interessar por astrologia, no entanto, para gostar do trabalho de Nona: para além dos textos que se dobram sobre aspectos do comportamento humano em geral, as belíssimas ilustrações fazem de seu novo livro um verdadeiro trabalho de arte.

Aquário – A Bruxa da Tecnologia

Áries – A Bruxa do Sangue

Câncer – A Bruxa do Chá

Capricórnio – A Bruxa do Solo

Gêmeos – A Bruxa do Espaço

Sagitário – A Bruxa do Trovão

Escorpião – A Bruxa da Noite

Virgem – A Bruxa da Floresta

Touro – A Bruxa das Flores

Peixes – A Bruxa do Mar

Libra – A Bruxa da Música

Leão – A Bruxa da Lava

© arte: Nona /fonte via

Artista japonês recria objetos em cerâmicas ‘pixelizadas’ incríveis

O universo gráfico dos antigos videogames de 8-bits, em que tudo era tão caracteristicamente pixelado e chapado em duas dimensões, ganha fisicalidade e profundidade pelas mãos do artista japonês Toshiya Masuda. Utilizando uma técnica e um material ancestral como a cerâmica, Masuda cria pares de tênis, ovos fritos, bolas de beisebol e xícaras de café feito fossem imagens digitais pixeladas que ganharam as três dimensões da vida real.

O resultado provoca até certo estranhamento visual, feito fosse uma ilusão de ótica, em que um tipo de imagem que estamos perfeitamente acostumados a compreender em somente duas dimensões e em natureza digital, ganha esse contorno de algo físico. Se hoje a fronteira entre a realidade e o virtual anda cada vez mais borrada, é através dos borrões dos objetos pixelados que Masuda faz tal fronteira praticamente desaparecer – ao menos aos nossos olhos.

© arte: Toshiya Masuda /fonte via

Lego vai eliminar o plástico de seus produtos e substituir por material bem brasileiro

OK, o planeta está sofrendo várias consequências por causa do consumo humano desenfreado e o plástico é um grande vilão, mas não dá para simplesmente abandonar o material, afinal, há coisas que não existiriam se não fosse o plástico, como o Lego, certo?

Errado! Acredite, o CEO da Lego, Niels B. Christiansen, declarou que a família por trás dos brinquedos mais conhecidos do mundo está empenhada em substituir o material que, desde 1934, está presente nas casas de família ao redor de todo o mundo.

De acordo com Christiansen, o plano é que todas as linhas de Lego sejam fabricadas com materiais sustentáveis até 2030, e compostos à base de cana-de-açúcar são os favoritos para assumir o papel. Atualmente, a empresa já fabrica conjuntos feitos à base de plantas, mas o material não parece pronto para ser produzido em grande escala.

Ainda segundo o CEO, é cedo demais para prever se a mudança impactará nas margens de lucro da companhia e se isso acabaria significando um aumento nos preços para os consumidores.

Fotos: reprodução/LEGO /fonte via

Maior biblioteca de magia e ocultismo do mundo digitaliza seu acervo

Fundada em 1957, a Biblioteca de Ritman, ou Bibliotheca Philosophica Hermetica, só foi aberta ao público em 1984. Seu fundador, Joost Ritman, começou a juntar livros raros sobre espiritualidade quando ainda era adolescente, iniciando com uma edição do século 17 de Aurora, do filósofo alemão Jakob Böhme.

Em junho de 2016, Dan Brown, escritor e autor de livros como O Código Da Vinci e Anjos e Demônios e que havia feito várias pesquisas por lá durante seus processos criativos, anunciou uma doação de 300 mil euros para que a Biblioteca pudesse digitalizar seu acervo e tornar as obras acessíveis a um público maior.

Dos cerca de 4600 livros da Biblioteca de Ritman, pouco mais de 2100 já estão disponíveis online e podem ser acessados através do site Embaixada da Mente Livre. Há diversos estudos sobre temas como alquimia, astrologia, magia e outros temas caros ao ocultismo.

É importante ressaltar que as obras estão escritas em diferentes idiomas europeus, com predominância para textos em latim. Há também livros em inglês, francês, alemão e holandês, e a forma mais fácil de filtrar as buscas no catálogo é selecionar por Lugar de Publicação.

Imagens: reprodução/Bibliotheca Philosophica Hermetica /fonte  via

Fotógrafo viajante registra uma Paris que os guias turísticos não mostram

Gente feliz tomando café em tranquilas alamedas, grandes lojas de grife vendendo produtos luxuosos e, claro, o Arco do Triunfo e a Torre Eiffel. É difícil não pensar nesses elementos quando Paris vem à cabeça, mas é claro que a realidade de uma metrópole não é feita só disso.

David Tesinsky é um fotógrafo tcheco que se dedica a viajar registrando o que ele descreve como “subculturas, culturas urbanas, histórias de rua e de pessoas”, sempre com a fotografia documental de reportagem social como norte.

Em um de seus últimos trabalhos, David visitou a capital francesa para desafiar os estereótipos que tomam conta do imaginário em relação à Cidade Luz. Como praticamente todas grandes cidades do planeta, Paris precisa lidar com vários problemas, e o fotógrafo acredita que fazer refletir sobre eles é um dos primeiros passos na busca por soluções.

Na viagem por Paris, o que mais chamou a atenção de David foi a quantidade de pessoas vivendo em situação de rua, número que tem crescido muito nos últimos anos por conta da crise migratória na Europa, que tem levado milhares de africanos e asiáticos ao continente em busca de melhores condições de vida.

Fotos © David Tesinsky  /fonte via

Astrônoma doa prêmio de 12 milhões para transformar pessoas desfavorecidas em cientistas

A astrofísica Jocelyn Bell Burnell acaba de ser anunciada como vencedora do Prêmio Breakthrough Especial de Física Fundamental por sua contribuição para a área.

Quando ainda era uma estudante de doutorado na Universidade de Cambridge, Jocelyn fez parte da equipe de pesquisadores responsável por descobrir os “pulsares“, estrelas de nêutrons capazes de transformar energia rotacional em energia eletromagnética.

Dois de seus colegas durante a pesquisa foram agraciados com o Prêmio Nobel de física há mais de 40 anos, mas a britânica ficou de fora, mesmo tendo sido a primeira a identificar o objeto.

A nova premiação, no entanto, vem para reparar este erro e concede o valor de 2,3 milhões de libras à cientista por sua descoberta dos pulsares e sua contribuição à ciência nas últimas cinco décadas. Mais interessante do que o prêmio em si é o que Jocelyn decidiu fazer com ele: criar bolsas de estudos para que grupos minoritários possam estudar física.

Embora ainda não estejam definidos os detalhes de como funcionarão as concessões, a pesquisadora diz que pretende doar o valor da premiação para que mais mulheres, estudantes refugiados e outros grupos étnicos sub-representados ingressem na área. A astrofísica credita sua descoberta ao fato de ser mulher e vir da região norte da Inglaterra (considerada mais simples do que a região sul), o que a levou a ter um novo olhar sobre os estudos.

Com a oferta de bolsas, ela acredita em fomentar a pluralidade na academia – e, quem sabe, ver mais descobertas como a sua surgindo no futuro!

Créditos das fotos sob as imagens /fonte via