Aranha-da-areia: a aranha que se enterra no deserto

As aranhas-da-areia possuem esse nome por um bom motivo: costumam se enterrar na areia.

Esses animais de seis olhos também são conhecidos por outra razão, ainda mais sombria: seu veneno poderoso. Suas picadas causam necrose e sangramento, levando a feridas graves ou até mesmo fatais.

Algumas espécies vivem na América do Sul, mas as mais mortais se estabeleceram principalmente na Namíbia e Cabo Setentrional, felizmente em desertos pouco habitados.

A arte de enterrar-se

Existem diversos vídeos dessas aranhas realizando a façanha de enterrar-se, como a Hexophthalma hahni abaixo:

Aparentemente, os animais se escondem para atacar presas que chegam perto em uma emboscada. Se perturbados, percorrem uma distância curta para se enterrar novamente.

Goro García Moreno filmou uma Sicarius terrosus quase desaparecendo totalmente na areia:

Por fim, mais uma Sicarius terrosus se enterra nesse vídeo do DJ’s Nature Planet:

Embora as aranhas pareçam grandes nesses vídeos, vale notar que elas têm um comprimento corporal de apenas 15 milímetros, com uma extensão de pernas de cerca de 50 milímetros.

fonte via[TheKidsShouldSeeThis, Ciencianautas]

Anúncios

A vida oculta das criaturas das profundezas finalmente foi capturada em câmera

Avanços na tecnologia de câmeras de alta resolução e sensores ultrassensíveis estão revelando um mundo de comportamentos animais no fundo do mar.

Nesse ambiente de pouca luz, diversas criaturas possuem vidas ocultas aos nossos olhos.

Agora, os pesquisadores puderam observar em detalhes um predador parecido com um verme que dispara anéis de luz azul, um animal ancorado ao fundo do mar enviando flashes de luz ao longo de seu corpo, e muito mais.

O problema

Steven Haddock, biólogo marinho do Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey, na Califórnia (EUA), é um dos poucos pesquisadores ao redor do mundo que usam tais câmeras e sensores para capturar imagens sem precedentes de organismos marinhos na natureza.

“Podemos ver o comportamento natural de uma forma que nunca fomos capazes antes”, disse.

Até recentemente, os cientistas precisavam usar luzes brilhantes para capturar imagens de animais que viviam no oceano profundo e escuro. Essas luzes, no entanto, assustavam muitas criaturas.

Filmar sob condições de baixa luminosidade e fraca resolução, por sua vez, dificultava a observação de pormenores.

As novas tecnologias

Em 2016, a equipe de Haddock utilizou uma câmera 4K, que tem quatro vezes mais pixels por imagem que uma câmera de alta definição (HD), em um dos veículos operados remotamente do Aquário de Monterey.

Em uma das primeiras viagens com a câmera, o biólogo conseguiu gravar um animal de 2,5 centímetros de comprimento, um verme que emite um rastro de luz azul em forma de anel. Haddock especula que a criatura usa essa exibição para distrair os predadores à medida que escapa. “Nossa câmera HD não teria capturado isso”, conta.

Tocador de vídeo

00:00
00:08

Em meados de agosto deste ano, outra equipe de pesquisa implantou uma câmera 8K no fundo do mar pela primeira vez para explorar as fontes hidrotermais na “Calha de Okinawa”, trecho de oceano próximo ao Japão.

A resolução é quase igual à do olho humano, o que permitiu ao biólogo marinho Dhugal Lindsay, da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Terrestre-Marinha, filmar plâncton quase microscópico em detalhes suficientes para identificar as espécies.

Filmar luz em pouca luz

Aproximadamente três quartos dos organismos marinhos, excluindo espécies microscópicas e aqueles que vivem no chão do oceano, produzem luz. Porém, os pesquisadores estão apenas começando a aprender como as criaturas usam essa habilidade para se comunicar, para atrair parceiros ou para se defender.

O aperfeiçoamento dos sensores permite que os cientistas usem muito menos iluminação para registrar a vida nos oceanos, possibilitando que finalmente captem fenômenos como a bioluminescência – a produção de luz por um organismo – e identifiquem os animais que emitem tal espetáculo de luz.

“Eu não posso te dizer quantas vezes eu vi bioluminescência no escuro e disse: ‘Ei, isso foi legal, mas eu não tenho ideia do que é’”, explica Brennan Phillips, oceanógrafo da Universidade de Rhode Island (EUA).

Poucos anos atrás, Phillips gravou uma espécie ainda não identificada de Tomopteris, um verme marinho que se parece com uma centopeia, usando câmeras equipadas com sensores avançados. Com a tecnologia, ele pode fazer imagens da luz brilhando dentro do sistema nervoso central do animal e irradiando para cada uma de suas pernas.

Mais descobertas

Em uma viagem pela costa do México em maio deste ano, Phillips e outros pesquisadores usaram outro sensor novo e especializado para registrar uma medusa de 68 centímetros de comprimento chamada Deepstaria enigmatica.

Esta água-viva não tem tentáculos, e os cientistas há muito se perguntavam como ela capturava presas. As imagens detalhadas finalmente elucidaram como o animal se movia, o que permitiu aos biólogos deduzir que a água-viva “ensaca” sua refeição usando uma espécie de membrana em forma de saco em seu corpo.

No geral, as imagens recentes coletadas estão abrindo mundos de possibilidades, ao mostrar animais agindo de maneiras que nunca vimos antes. Por enquanto, ainda temos mais perguntas do que respostas.

fonte via[Nature, MBARI]

Se surpreenda com estas 10 imagens do Google Maps enquanto pode – há uma boa explicação para a maioria

Você já deve ter recebido alguma corrente viral na internet com uma imagem assustadora “sem explicação”.

Na verdade, há quase sempre uma boa explicação para elas. E não é fantasma.

Como os cliques capturados por câmeras do Street View, uma ferramenta do Google Maps, ou pelo Google Earth. O que à primeira vista parece uma cena extremamente improvável ou até absurda pode não ser nada do que estamos pensando:

Garota fantasma


Essa pequena “garota fantasma” deve ser apenas um pedaço irregular da árvore, ou o rosto de uma garotinha de verdade que estava escondida atrás dessa planta quando um carro do Street View passou próximo a esse cemitério em San Francisco, nos EUA.

Rosto quebrado


Usuários do Reddit relataram que esse rosto assustador foi visto em algum lugar da costa de Haia, na Holanda. Não há explicação ainda, mas parece ser uma estátua, ou um pedaço dela.

Pombos


Esta cena teria sido fotografada em uma calçada em Tamagawa-josui, em Tóquio, capital do Japão. Parece que estudantes de arte da área apareceram nesse local com máscaras de pombos como brincadeira.

Símbolo satânico no Cazaquistão


O Google Maps capturou esta imagem na região de Lisakovsk, no Cazaquistão. Pode parecer um símbolo satânico, mas, de acordo com Emma Usmanova, arqueóloga que deu uma entrevista ao portal Live Science em 2013, o pentagrama é apenas “o contorno de um parque feito sob a forma de uma estrela”.

Cidade assombrada


De acordo com o TheThings.com, graças a uma falha técnica, toda a cidade de New Baltimore, no estado de Nova York, nos EUA, ficou assim no Google Maps por algum tempo. Hoje, se você conferir o endereço “84 Main Street” no aplicativo, verá que não é nada assombrado. Mesmo assim, imagens antigas da cidade ainda são citadas como algumas das fotos mais assustadoras já divulgadas.

Corpo morto em uma doca


Esta imagem é aterrorizante o suficiente para que o portal Snopes – o Snopes.com é um dos primeiros sites de verificação de fatos – tenha uma página sobre a “lenda”. Em abril de 2013, a foto se tornou viral junto com a alegação de que se as pessoas inserissem as coordenadas 52.376552, 5.198303 no Google Maps, notariam a imagem de um homem arrastando um corpo por um cais e entrando em um lago, deixando uma trilha sangrenta para trás. O cais fica em Almere, na Holanda. Snopes relata que a imagem provavelmente mostra apenas algumas pessoas caminhando, acompanhadas por um cachorro marrom escuro, e que o “sangue” deve ser madeira que ficou molhada, talvez porque o cachorro tenha pulado na água ao redor da doca.

Coelho rosa gigante


Aparentemente, nas coordenadas 44 24’46.22” N, 7 76’88.63″ W, há um coelho rosa gigante no topo de uma colina na região de Piemonte, na Itália. Para quem está apenas navegando no Google Maps e se depara com isso, é realmente muito bizarro. Mas o portal Geek.com informou que o coletivo artístico Gelatin foi quem colocou o coelho gigante ali, chamado Hase, como parte de um projeto de arte.

Disco voador estacionado


Outra imagem do Google Maps com uma explicação perfeitamente normal. Enquanto pode parecer um disco voador estacionado, a foto mostra apenas uma torre de água vista do topo na Romênia.

Pernas estranhas


O portal TheThings.com relata que esta é uma foto do Google Earth de Valeria Lukyanova, a “Barbie humana”, em frente a uma pirâmide na antiga cidade maia de Chichén Itzá, no México. Obviamente, as pernas dela não são realmente assim – este foi apenas um efeito gerado pela câmera em movimento. Outra distorção causada por falha técnica ocorreu na foto abaixo, que parece mostrar um homem com a perna aparentemente “cortada” no Mar Negro.

Carro afundado


Em 2015, funcionários de uma agência funerária de Michigan, nos EUA, estavam decorando uma árvore para um feriado quando notaram o teto de um carro em um lago próximo, segundo a agência de notícias KFOR. Aparentemente, havia um corpo que estava desaparecido há nove anos dentro do carro. Além disso, o veículo estava visível no Google Street View o tempo todo. Essa sim é legitimamente aterrorizante.

fonte via[Inverse]

Você não vai conseguir desviar os olhos desse saco de ovos contendo mais de mil tarântulas bebês

Se você não sabe como tarântulas bebês nascem, vai descobrir agora.

Em um vídeo hipnotizante, Marita Lorbiecke, que possui um canal no YouTube chamado “The Deadly Tarantula Girl” (em português, algo como “Garota Tarântula Mortal”) abre um saco de ovos com centenas de descendentes de tarântula-vermelha-de-listras-brancas.

Essa espécie, cujo nome científico é Nhandu chromatus, é nativa do Brasil. Normalmente, tarântulas podem depositar entre 50 a 200 ovos em um saco de seda incubado por semanas, mas Lorbiecke estima que o saco de sua tarântula-vermelha contenha mil filhotinhos.

Um saco de ovos, centenas de aranhas

O vídeo possui onze minutos. Em inglês, Lorbiecke explica o passo a passo para remover o saco de ovos da tarântula e abri-lo cuidadosamente, comentando que faz isso para o bem dos filhotes – ela já presenciou uma aranha comendo seu saco de ovos anteriormente, de forma que agora costuma retirar os filhotes de suas mamães e incubá-los por conta própria.

Neste caso, depois de deixar o saco crescer por 28 dias, Lorbiecke o retirou da aranha usando uma pinça, cortando-o com uma tesoura para revelar seu conteúdo.

Aos poucos, através de algumas camadas de seda, enxergamos as tarântulas bebês. Usando um pincel delicado, ela retira todos os filhotes do saco, colocando-os em duas “câmaras” preparadas para mantê-los aquecidos e úmidos, a fim de garantir que sobrevivam e alcancem o próximo estágio de seu ciclo de vida.

A filmagem é fascinante e perturbadora ao mesmo tempo. A forma despretensiosa com que Lorbiecke manuseia tanto a mamãe tarântula quanto seus filhotes é inconcebível para mim – meu estômago está embrulhado desde o primeiro minuto que dei uma boa olhada no saco de ovos. É impossível desviar o olhar, no entanto.

Um ato necessário

O vídeo foi publicado em abril. Se os filhotes sobreviveram, podem ter um longo caminho pela frente: algumas dessas aranhas vivem até 20 anos. No geral, tarântulas-vermelhas-de-listras-brancas podem alcançar até 17 centímetros.

Sabemos que aranhas são assustadoras, e muitos no lugar de Lorbiecke ficariam tentados a jogar o saco de ovos em uma privada e dar descarga. Esse cuidado com os filhotinhos, contudo, é formidável.

Artrópodes são uma parte vital do nosso ecossistema e merecem ser protegidos. De fato, várias espécies de tarântulas estão atualmente ameaçadas de extinção, e precisamos deixar o medo de lado para contemplar sua beleza e importância ecológica.

fonte via [ScienceAlert]

O mistério dos navios que afundam todo ano quando sua carga se liquefaz de repente

Para quem trabalha em navios cargueiros, talvez seja menos perigoso transportar resíduos tóxicos ou explosivos do que cargas granuladas, como minério triturado.

Isso porque tais cargas são responsáveis pela perda de numerosos navios todos os anos. Em média, dez transportadores de “carga sólida a granel” afundaram no mar a cada ano durante a última década.

Por quê?

Segundo Susan Gourvenec, professora de engenharia geotécnica da Universidade de Southampton (Reino Unido), cargas sólidas a granel – definidas como materiais granulares carregados diretamente no porão de um navio – podem repentinamente passar de um estado sólido para um estado líquido, um processo conhecido como liquefação.

Isso, por sua vez, pode ser desastroso para qualquer navio que os transporta – e sua tripulação.

Tragédias

Em 2015, o graneleiro Bulk Jupiter, um navio de 56 mil toneladas, afundou rapidamente a cerca de 300 km a sudoeste do Vietnã, com apenas um dos 19 membros de sua tripulação sobrevivendo.

Isso provocou advertências da Organização Marítima Internacional sobre a possível liquefação da bauxita, uma mistura natural de óxidos de alumínio e uma carga sólida relativamente nova.

Mais recentemente, em março de 2017, o gigantesco navio de carga Stellar Daisy também afundou subitamente enquanto transportava 260 mil toneladas de minério de ferro do Brasil para a China.

Dos 24 tripulantes, 22 estão desaparecidos. Uma das hipóteses apontadas para a possível causa do naufrágio é a liquefação do minério transportado, resultante de umidade excessiva.

Como ocorre a liquefação?

As cargas sólidas a granel são tipicamente materiais “bifásicos”, pois contêm água entre as partículas sólidas. Quando as partículas podem se tocar, o atrito entre elas faz o material agir como sólido (mesmo que haja líquido presente).

Quando a pressão da água sobe, as forças entre partículas reduzem e a resistência do material diminui. Quando a fricção é reduzida a zero, o material age como um líquido (mesmo que partículas sólidas ainda estejam presentes).

Uma carga sólida a granel aparentemente estável no cais pode se liquefazer se as pressões na água entre as partículas se acumularem enquanto elas são carregadas no navio. Isto é especialmente provável se a carga for colocada no porão do navio com uma correia transportadora, o que é uma prática comum que pode envolver uma queda de altura significativa. A vibração e o movimento do navio e do mar durante a viagem também podem aumentar a pressão da água e levar à liquefação da carga.

Quando uma carga sólida a granel se liquefaz, ela pode se deslocar ou escorregar dentro do porão de um navio, tornando a embarcação menos estável. Uma carga liquefeita pode mudar completamente para um dos lados do navio, por exemplo. Se recuperar sua força e voltar a um estado sólido, permanecerá na posição deslocada, fazendo com que a embarcação incline. A carga pode então liquefazer novamente e mudar ainda mais, aumentando esse ângulo inclinado.

Em algum momento, a água pode entrar no casco do navio ou a embarcação se tornar instável demais para recuperar seu movimento nas ondas do mar. A água também pode mover-se para fora da carga, e esse derramamento pode impactar ainda mais a estabilidade da embarcação. Tudo isso aumenta o risco de o navio afundar.

O problema

Muito se sabe sobre a física da liquefação de materiais granulares. No entanto, apesar da nossa compreensão deste fenômeno e das diretrizes em vigor para evitar que aconteça – a Organização Marítima Internacional tem códigos que regem a quantidade de umidade permitida em granéis sólidos -, navios continuam afundando e levando sua tripulação consigo.

Por que isso ainda acontece?

A resposta técnica, de acordo com Gourvenec, é que as orientações existentes sobre armazenamento e transporte de cargas sólidas a granel são simplistas demais. O potencial de liquefação depende não apenas da quantidade de umidade presente em uma carga a granel, mas também de outras características do material, como a distribuição do tamanho das partículas, a relação entre o volume de partículas sólidas e a densidade relativa da carga, bem como o método de carregamento e os movimentos do navio durante a viagem.

Motivos comerciais também desempenham um papel. Por exemplo, a pressão para carregar as embarcações rapidamente leva a um serviço mais vigoroso que pode aumentar a pressão da água nas cargas. Além disso, a “necessidade” de entregar a mesma tonelagem de material que foi carregado pode desencorajar a tripulação do navio a drenar cargas durante a viagem.

Como resolver

Para resolver esses problemas, a indústria naval precisa entender melhor o comportamento material das cargas sólidas a granel que estão sendo transportadas e criar testes apropriados para evitar liquefação.

De acordo com Gourvenec, novas tecnologias poderiam ajudar, como sensores no porão de um navio que monitorem a pressão da água na carga. Ou a superfície da carga poderia ser monitorada com lasers, para identificar quaisquer alterações em sua posição.

O desafio é desenvolver uma tecnologia rápida de instalar, barata e robusta o suficiente para sobreviver ao carregamento e descarregamento da carga.
O ideal seria combinar dados sobre a pressão da água e o movimento da carga com dados sobre o clima e os movimentos do navio para produzir um alerta em tempo real sobre se a carga está prestes a se liquefazer ou não.

Com a informação em mãos, a tripulação poderia então agir para evitar, por exemplo, que a pressão da água subisse muito ao drená-la dos porões de carga, ou poderia mudar o curso da embarcação para evitar clima ruim a fim de reduzir os movimentos do navio. Se nada disso fosse possível, ao menos a tripulação teria uma chance de evacuar o navio.

Desta forma, poderíamos superar o fenômeno de liquefação e garantir que menos navios e tripulações fossem perdidos no mar.

fonte via:[TheConversation, BBC]

Vídeo bizarro mostra formigas realizando um estranho ritual em torno de uma abelha morta

O vídeo abaixo se tornou viral na internet por conta de sua estranheza: ele apresenta uma abelha morta cercada por pétalas cor-de-rosa.

Rapidamente, é possível perceber que as pétalas estão se movendo. Enquanto você continua assistindo, nota que são formigas que as estão arrastando até a abelha, posicionando as flores em um círculo ao redor dela.

O que está acontecendo aqui?

Funeral?

Seria um funeral improvisado com flores silvestres?

De fato, insetos sociais como formigas, abelhas e vespas são algumas das poucas criaturas, além dos humanos, que têm uma estratégia comportamental complexa para a eliminação de seus mortos. Não tem necessariamente a ver com sentimento: elas fazem isso para o bem do grupo.

E, como em qualquer colônia ou colmeia, divisões de trabalho incluem aquelas encarregadas da remoção dos mortos ou moribundos para evitar que doenças e infecções se espalhem. E sim, os indivíduos responsáveis por isso são chamados de agentes funerários.

Para as formigas, uma vez que tenham detectado um companheiro morto ou moribundo através dos produtos químicos liberados por ele, os agentes funerários o carregam para fora da colônia a uma distância segura, muitas vezes para o mesmo lugar – uma espécie de “cemitério de formigas”. Abelhas são menos românticas. Seus agentes funerários arrastam os mortos para fora da colmeia, despejando-os, o que pode ser o que aconteceu aqui.

Pode ser legal pensar que as formigas encontraram o corpo descartado da abelha e sentiram que ela merecia ritos fúnebres condizentes com sua estatura importante na natureza. No entanto, isso é altamente improvável, a menos que estejamos em um filme da Disney.

Teorias

David Notton, curador do Museu de História Natural em Londres (Reino Unido) que estuda a ordem Hymenoptera (que inclui formigas, abelhas e vespas), explica que é difícil chegar a qualquer conclusão, uma vez que a localidade e o tipo de formiga não estão claros.

Provavelmente, no entanto, tratam-se de formigas forrageadoras (vegetarianas) levando pétalas ao seu ninho como alimento, “e uma abelha morta acabou de alguma forma em cima da entrada desse ninho”, disse ao portal IFLScience. “Isso quer dizer que a abelha pode ser mais um obstáculo para as formigas”.
Thomas O’shea-Wheller, pesquisador de pós-doutorado em entomologia na Universidade Estadual da Louisiana (EUA), tem mais duas teorias.

“Eu acho que é uma de duas coisas: ou um ‘monte de lixo’, ou seja, as formigas estão empilhando vários itens em decomposição (incluindo uma abelha e pétalas), ou um ‘monte de alimentos’, ou seja, um local no qual estão armazenando itens que coletaram. De qualquer forma, a chave é que elas parecem tratar a abelha e as pétalas como o mesmo tipo de recurso, ou produto residual, por isso a aparência de um ‘funeral’”, esclarece.

O que você acha? fonte via [IFLScience]

Patinhos de plástico vagando nos oceanos 26 anos após acidente alertam sobre poluição

A Caça dos Patinhos navegantes expôs as preocupações sobre o acúmulo de lixo nos oceanos. Em janeiro de 1992, um carregamento com 28 mil bichinhos de brinquedo acabou derramado no meio do Oceano Pacífico.

Por serem projetados para flutuar, eles foram guiados pela correnteza e se esparramaram em áreas diversas dos mares. Alguns deles chegaram a percorrer um trajeto de mais de 3 mil quilômetros, chegando por exemplo na costa do Alasca. Outros patinhos foram encontrados na Austrália e Escócia.

O fenômeno intrigou os cientistas e gerou a abertura de uma longa investigação para rastrear os passos destes brinquedos vendidos para divertir crianças durante banhos de banheira. A história proporcionou inclusive, um entendimento melhor sobre os principais pontos acumuladores de lixo nos oceanos.

Os patinhos foram vistos pela última vez há mais de 10 anos, em uma praia de Massachusetts, no leste dos Estados Unidos e para profissionais voltados para a pesquisa em oceanos, é provável que muitos estejam vagando por aí quase 30 anos depois do acidente.

A explicação para esta história curiosa se dá pelo local do acidente. Trata-se de um ponto específico do Oceano Pacífico conhecido pelo encontro de correntes marítimas, que envolvem diversos continentes.

Ali se encontram correntezas com o Giro Subártico, que faz uma volta completa entre a América e Ásia e se une com outra corrente, que atravessa o Estreito de Behring para por fim chegar ao Atlântico.

Apesar do frisson em torno dos patinhos, sonho de consumo de uma série de colecionadores, a história evidencia o tamanho do problema causado pela poluição no oceano. O entrave vem provocando uma mudança de postura de gigantes da indústria, que aos poucos estão diminuindo a dependência de produtos feitos a partir do plástico, caso dos canudinhos.  

Foto: Reprodução/fonte:via