Após ser rejeitado por galerias, artista encontra na rua o lugar para se expressar

Desde criança o garoto inglês que viria a ficar conhecido pelo codinome My Dog Sighs gostava de desenhar e pensava em se tornar artista. Ainda jovem, ele decidiu deixar o emprego como professor de educação infantil de lado para buscar o sonho.

Mas a ideia não deu muito certo: ele pintou várias telas que poderiam agradar às galerias britânicas e visitou todas as que ficam a um raio de 300 km a partir de Londres para divulgar sua arte. Nenhuma quis expor os quadros que ele tinha produzido.

Ele quase desistiu da carreira, até que uma obra de Bansky, um rato pintado em uma parede de Londres, o fez perceber que havia outras formas para expressar sua arte. Foi assim que ele começou a espalhar obras pela capital inglesa para melhorar o dia de quem circula pela cidade.

Destaque para as criações em latas que provavelmente teriam o lixo como destino óbvio, mas viraram obras de arte graças a My Dog Sighs. Mas ele também é capaz de criar sobre elementos como portas, paredes, guardas-chuvas e mesmo as telas, que passaram a chamar a atenção de galerias após o sucesso de seus trabalhos nas ruas e no Instagram.

Fotos via My Dog Sighs /fonte:via

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Canadá está investindo 50 milhões em moradias temporárias para refugiados

A polícia canadense interceptou mais de 20.593 solicitantes de asilo em 2017. O número representa um enorme aumento quando comparado aos pouco mais de 2 mil requerentes de asilo registrados em 2016.

Em parte, essa busca crescente pelo país se explica pelas políticas adotadas pelo presidente americano Donald Trump. Em maio de 2017, Trump teria anunciado que não iria mais oferecer proteção a haitianos nos Estados Unidos. Dessa forma, muitos imigrantes vindos do Haiti tiveram que cruzar a fronteira rumo ao Canadá.

Para lidar com a questão da melhor maneira, o governo do país irá investir 50 milhões de dólares canadenses (cerca de R$ 150 milhões) na construção de moradias temporárias para refugiados. A medida foi anunciada em uma nota oficial emitida por Ahmed Hussen, Ministro de Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá, no dia 1 de junho:

O governo federal reconhece que um aumento no cruzamento irregular de fronteiras colocou novas pressões em algumas províncias para encontrar moradias temporárias para os solicitantes de asilo. (…) Tenho o prazer de anunciar que o Governo do Canadá irá oferecer um valor inicial de $ 5o milhões para as províncias do Quebec, Ontario e Manitoba, que suportaram a maior parte dos custos relativos à moradia temporária.

Além da ajuda às províncias, o governo anunciou ainda a criação de um fundo no valor de 173,2 milhões de dólares canadenses para outros custos relativos às imigrações. “O fundo será usado para apoiar o recebimento de novos pedidos de refúgio, procedimentos de triagem de segurança, processamento de elegibilidade, revisões e intervenções no Conselho de Imigração e Refugiados do Canadá, remoção de requerentes vencidos e detenção e remoção daqueles que representam um risco para a segurança dos canadenses“, declara a nota.

Fotos CC0 Creative Commons /fonte:via

Cientistas descobrem cânion gigante sob gelo da Antártida

Um grupo de cientistas acaba de fazer uma descoberta que pode ajudar e muito no entendimento do fluxo do gelo. Durante um longo trabalho de pesquisas com o auxílio de radares, os cientistas encontraram cânions gigantes congelados abaixo das camadas de gelo da Antártida.

Ao todo são três cânions e o maior possui mais de 350 quilômetros de comprimento e 35 de largura. O trio está localizado próximo da alta cordilheira de gelo, uma divisão que vai do Pólo Sul em direção ao oeste da Antártida. As divisões são similares com as encontradas na América do Norte.

“Estes cânions canalizam gelo a partir do centro do continente, os transportando para a costa. Contudo, em função das mudanças climáticas, esperamos que este gelo derreta e deságue no mar mais rápido do que esperado”, explica para BBC Kate Winter, co-autora dos estudos.

Segundo o ensaio, capitaneado pelo projeto britânico PolarGAP, os cânions gigantes de gelo podem ter ganhado forma durante o período glacial, quando o continente gelado vivia uma outra configuração sistêmica.

“Esta descoberta é incrível. A região do Polo Sul é uma das mais conhecidas em toda a Antártida. Nosso trabalho vai incentivar novas pesquisas sobre o processo geológico de criação de montanhas antes mesmo da presença da camada de gelo na Antártida”, comemorou Fausto Ferraccioli, um dos principais nomes do PolarGAP.

Foto: Reprodução/Inhabitat/fonte:via

Scooter elétrica feita a partir de maconha é leve, resistente e ecologicamente correta

As possibilidades de utilização da maconha, e em especial das fibras de sua planta – popularmente conhecidas como “hemp” – são verdadeiramente infinitas. A prova disso é a mais nova criação de uma dupla de designers holandeses, em parceria com uma série de empresas do país: a Be.e, a primeira scooter elétrica feita inteiramente da fibra de maconha. Leve, resistente e ecologicamente correta, a Be.e é uma obra de arte para o futuro dos transportes elétricos.

Essa e-scooter feita de hemp foi desenvolvida pela dupla de designers holandesa Waarmakers, e permite viagens de até 2 horas a 60 km/h sem a necessidade de recarregar. Junto com a Be.e vem um carregador de 600W, que permite que se recarregue completamente a bateria em no máximo 3 horas.

https://player.vimeo.com/video/69316313?app_id=122963

Para completar, o para-brisa é protegido com uma cada hidrofóbica que impedem o acúmulo de chuva e água em geral – além de ser uma beleza de motoca.

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O composto da qual a e-scooter é feita mistura fibra de maconha, linho e resina, do qual todo o corpo do veículo é feito. Trata-se de um transporte perfeito para a cidade, para viagens curtas e, principalmente, para o futuro – no qual cada vez mais fica claro que a maconha terá um papel múltiplo e central para um mundo melhor.

© fotos: reprodução/fonte:via

Foguete capaz de levar 6 passageiros é esperança real de turismo espacial

O que em um passado recente parecia um delirante sonho de ficção científica cada vez mais parece próximo de acontecer: a empresa privada Blue Origin, do americano Jeff Bezzos, acaba de realizar o oitavo teste com foguetes, e o segundo com o Shepard 2.0, e todos os testes foram bem sucedidos. A ideia é que essa se torne a primeira empresa de turismo espacial do mundo – e as primeiras viagens tripuladas estão planejadas para muito mais cedo do que imaginamos.

O foguete é capaz de transportar até 6 passageiros, em um voo suborbital, no qual a nave atinge o espaço sem deixar, no entanto, de se sustentar na atmosfera da Terra. O foguete não chega a orbitar nosso planeta, mas sua velocidade, porém, é mais rápida que a velocidade orbital.

Assim, os passageiros experimentarão, por exemplo, a microgravidade, o que quer dizer que eles estarão flutuando enquanto avistarão pela janela as mais incríveis paisagens.

Tanto o propulsor quanto a cabine – que carregava bonecos nesse oitavo teste – voltaram seguros aos pontos precisos na superfície terrena, e poderão ser utilizados novamente.

A ideia de Bezzos é que a primeira tripulação humana viaje no Shepard 2.o ainda no final desse ano, e que o serviço de turismo espacial seja oficialmente lançado por volta de 2020. Não se sabe ainda quanto as passagens poderão custar, mas é certo que, pelo preço que for, elas nos levarão para o futuro.

© fotos: divulgação/fonte:via

Novo estudo ‘descobre’ como os ‘chapéus’ das estátuas gigantes da Ilha de Páscoa foram colocados

Diante das imensas “cabeças” de pedras vulcânicas que povoam em quase mil estátuas há milênios a Ilha de Páscoa, conhecidas como Moais, algumas perguntas se fazem inevitáveis: como um povo ancestral foi capaz de construir e mover as toneladas de pedra que formam tais obras? Pois ainda que boa parte do mistério ao redor dos moais permaneça, uma dessas dúvidas foi finalmente respondida: cientistas descobriram como as estátuas “receberam” seus Pukaos, os chapéus de cerca de 13 toneladas cada que algumas delas possuem em seus topos.

Segundo a descoberta, a técnica utilizada pela antiga população polinésia que habitava a hoje província chilena é semelhante a que europeus usavam para levantar navios afundados. Após rolarem as pedras de pedreiras locais até a beira das estátuas, para a instalação utilizavam cordas e aterros, levantando pouco a pouco os chapéus. Eventualmente os moais eram levemente inclinados, a fim de que os Pukaos fossem rolados sobre as cabeças sem maiores danos – para depois as estátuas serem enfim aplainadas.

Acima, diagrama que mostra como, com aterros e cordas, os “chapéus” eram movidos

Tal descoberta pode ajudar a desvendar os tantos outros mistérios que rodeiam a Ilha de Páscoa e seus Moais. Dessa forma, segundo a pesquisa – que se baseou em diversas evidências, como vestígios de aterros e algumas cavidades especiais nos chapéus de pedra, que permitem que os Pukaos fossem levantados e não caiam das cabeças – torna-se possível que uma pequena população como era a da Ilha construísse monumentos sem tantos recursos ou mesmo uma grande quantidade de escravos. Com a física e boas ideias, tudo parece mesmo ser possível.

© fotos: reprodução/fonte:via

É isso que acontece quando funcionários de uma livraria ficam entediados

Um dos mais simpáticos e populares (até mesmo graficamente interessantes) fenômenos da internet é o Sleeveface, hábito de fotografar alguém segurando uma capa de disco de vinil em certa exata posição de modo a encaixar a imagem da capa com o corpo ou o cenário onde a foto foi tirada. Todos conhecem, todos já tentaram, alguns já conseguiram grandes feitos e muitos likes fazendo fotos com suas capas de disco preferidas. Pois a busca por novas maneiras de promover seus livros somada a um boa dose de tédio fez os funcionários de uma livraria francesa revolucionarem o Sleeveface: no lugar de capas de vinis, entram as capas de livros.

E os resultados ficaram incríveis. A livraria é a Mollat, intitulada a primeira livraria independente da França. Para realizar as fotos os funcionários usaram não só eles mesmos como modelos como também convidaram clientes para encaixarem seus rostos ou corpos a capas de livro.

Não é por acaso (nem por conta somente de sua oferta de livros) que o Instagram da Mollat já passa dos 60 mil seguidores. A verdade é que as fotos estão entre as melhores “sleevefaces” já vistas. Além de criar uma incrível nova versão para uma mania virtual, a Mollat também acabou por criar uma maneira incrível de divulgar seu acervo.

© fotos: Instagram/fonte:via