Filmagens raras mostram uma cachalote-anão soltando uma tinta para fugir do ataque de uma foca

As imagens abaixo são muito raras: elas mostram uma baleia pouquíssimo avistada, a cachalote-anã (Kogia sima), em águas raras liberando uma tinta escura para tentar fugir de um ataque agressivo de uma foca.

O vídeo foi feito na Cidade do Cabo, na África do Sul. Essas baleias, do tamanho de golfinhos, normalmente habitam águas profundas.

Logo, sua presença ali provavelmente já sinalizava problemas.

A tinta

As cachalotes-anãs são animais tímidos que passam pouquíssimo tempo na superfície, além de nunca se aproximarem de barcos. Como resultado, os cientistas conhecem muito pouco sobre elas.

Modelo de museu de uma cachalote-anã

Eles já sabiam, no entanto, que esses animais eram capazes de utilizar a tática da tinta, parecida com a defesa de lulas, para escapar de predadores.

Se cachalotes-anãs se sentem ameaçadas, podem liberar mais de 11 litros de um líquido marrom escuro a partir de seu intestino.

“Esse comportamento de ‘tinta’ já foi documentado antes, mas foi observado muito raramente, e provavelmente nunca foi visto e gravado em águas rasas como essas”, explicou a especialista em cetáceos Karlina Merkens, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, ao portal ScienceAlert.

Final trágico

Infelizmente, o incidente não terminou bem para a baleia. De acordo com veículos de informação locais, a cachalote-anão estava muito ferida e fraca quando autoridades chegaram para tentar ajudá-la.

Segundo Merkens, a ecolocalização do animal provavelmente lhe atrapalhou em águas rasas. Os ecos saindo dos diversos objetos no porto podem ter confundido a baleia, que provavelmente nunca havia estado em um ambiente parecido.

“Acrescente aquele ambiente ‘barulhento’ a ser atacado por um animal agressivo de aproximadamente o mesmo tamanho que o seu e também a possibilidade de uma doença que a levou a ficar em águas rasas, e é muito razoável supor que esse animal estava altamente estressado e desorientado por simplesmente não poder navegar com segurança nessas circunstâncias”, esclareceu.

Uma pena. [ScienceAlert]

Pesquisadores tentam identificar propósito de estrutura de 25 mil anos

A estrutura encontrada deve ter sido importante para aqueles que a construíram, uma vez que exigiu tempo e esforço. Essa é a percepção do arqueólogo da Universidade de Exeter, Alexander Pryor. Ele é o autor líder de estudo publicado no Antiquity.

O exemplo de arquitetura do período glacial foi descoberta na Rússia, em Kostenki, em 2014. Na região há cerca de 70 estruturas desse tipo agrupados em torno do Rio Dom.

O que não se sabe é o motivo de caçadores-coletores, de 25 mil anos atrás, precisando aguentar as baixíssimas temperaturas (que chegavam a -20ºC ou menos), realizarem essa obra de aproximadamente 12,5 metros de diâmetro. A estrutura circular foi construída com ossos de ao menos 60 mamutes-lanosos.

As pistas deixadas no local sugerem que era destinado a processamento e armazenagem de alimento. Dentro da estrutura foram encontrados vestígios de fogueiras e restos de comida, inclusive legumes. E na parte externa foram encontrados fossos com ossos de mamutes.

Há ainda quem acredite que o lugar também apresenta elementos de rituais. Embora Pryor não tenha certeza do que poderia ser, como a vida humana está muito ligada a rituais, para ele é razoável que a estrutura tenha sido construída com as duas finalidades: ritual e atividades ligadas ao sustento.

Mamutes e construções

Estruturas similares, com uso de ossos de mamutes, foram encontradas por arqueólogos em diversos lugares do Leste Europeu, mas em escala bem menor. Além disso, esses sítios tem até 22 mil anos. Em geral, os pesquisadores consideram que essas estruturas tenham sido destinadas à moradia, para aguentar a temperatura no período glacial.

Essa estrutura se destaca pelo tamanho e por isso são feitas especulações em relação a sua função que não deve ter sido de moradia. Pryor diz não conseguir imaginar como essa estrutura teria sido coberto, devido ao tamanho.

Outra diferença da nova estrutura é o fato de ter pouca evidência de outros animais. Lá são encontrados, quase exclusivamente, restos de mamute. Enquanto os outros locais apresentam vestígios de outros animais, o que sugere que eles viviam do que pudessem encontrar na área.

Além disso, esse é o segundo círculo de ossos de mamute onde é identificada a queima de madeira. Mas essa estrutura é aproximadamente 5 mil mais antiga do que a outra.

Essa é a primeira vez que é descoberto componente de alimento vegetal nessas estruturas, de acordo com Pryor. Ainda não foram identificadas espécies específicas. As plantas podem ter tido sido utilizadas para venenos, medicamentos, corda e tecido. Também foram identificadas pequenas sementes carbonizadas. Não se sabe se elas foram trazidas por humanos ou acabaram no local por acaso.

Grande esforço

Ainda tem destaque a quantidade de ossos utilizados na estrutura, o que sugere que tenha ocorrido uma combinação de caça com retirada de locais onde houve morte em massa. A continuidade dos estudos pode dar mais pistas sobre a origem desses ossos. A estrutura completa apresenta divisões de áreas com paredes, fossas, lareiras, espaços de trabalho, de despejo e para matar os animais.

Há evidências de fonte natural de água na área, que permaneceria líquida durante o inverno. Essa água teria atraído animais e também os humanos para o local. Assim, a equipe de Pryor teoriza que esse fator possa ter influenciado a escolha da região para estabelecer a estrutura.

Ainda há muitos questionamentos a serem respondidos em relação a essa estrutura e sua função continua um mistério. Mas ela já dá pistas sobre como os ancestrais humanos se adaptaram à mudança climática no período mais dura do último ciclo glacial, de acordo com Pryor. Além de indicar como se adaptaram ao uso do que tinham à disposição. [Smithsonian MagazineScienceAlertAntiquity]

Ancestral de TODOS os animais é encontrado em fóssil australiano

Uma criatura recém-descoberta que parece uma mini-jujuba é o parente em comum mais distante dos humanos e da grande maioria dos outros animais já encontrado. O fóssil de pelo menos 555 milhões de anos foi encontrado em rochas no estado da Austrália Meridional (Austrália) pela equipe liderada por Scott Evans, do Museu Nacional de história Natural Smithsonian (EUA).

“A principal descoberta desse artigo é que este é possivelmente o bilateral mais antigo e reconhecível registrado. Como humanos são bilaterais, nós podemos dizer que esse é um parente muito antigo e possivelmente um dos primeiros na diversificada árvore da vida bilateral”, explica Evans.

Organismos bilaterais têm uma parte frontal e posterior, um plano de simetria que resulta em um lado direito e um lado esquerdo e frequentemente um sistema digestivo com duas aberturas em extremidades opostas. Humanos, porcos, borboletas e caranguejos são bilaterais, enquanto águas-vivas e poríferos não são.

Essa criatura minúscula tem entre 2 e 7mm de comprimento, com uma extremidade mais larga que a outra. E é justamente esta sutil diferença que confere a ela a classificação como um animal que tem frente e costas.

O organismo foi chamado de Ikaria wariootia, em homenagem ao riacho Warioota que fica perto do local onde o fóssil foi encontrado. Os pesquisadores não encontraram só um exemplar deste fóssil, mas centenas deles. A descoberta é surpreendente porque é muito difícil encontrar animais de corpo mole tão antigos.

Ikaria wariootia é um antepassado comum entre peixes, anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos. É possível que ele tenha habitado sedimentos em ambientes marinhos rasos e que sua forma de locomoção tenha sido através da contração de grupos de músculos.

A alimentação desses bichinhos provavelmente consistia em matéria orgânica ou animais mortos. Os pesquisadores explicam que eles parecem ter tido algum tipo de sensor para localizar o alimento e o oxigênio. O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. [The Guardian]

Veste especial é usada para cuidar de zebra que perdeu a mãe

O que começou como uma tragédia acabou se tornando uma história de sobrevivência e cuidado. Um filhote de zebra com poucos dias de vida sobreviveu a um ataque de leões que o deixou órfão. Para a sobrevivência do animal, foi importante a participação de um rebanho de cabras.

O ocorrido foi compartilhado no Facebook pelo Sheldrick Wildlife Trust (SWT). A publicação conta com mais de 12 mil interações e 1,5 mil compartilhamentos.

A SWT é uma organização sem fins lucrativos que atua no Leste da África, onde é pioneira e uma das mais antigas organizações de conservação. Com atuação pela proteção e preservação da vida silvestre e seu habitat natural no Quênia a mais de 40 anos, a SWT é conhecida pelo projeto que cuida de órfãos.

A história de Diria

Uma perseguição assustou os pastores com rebanho de uma fazenda que faz fronteira com Tsavo East. Uma zebra correu dos arbustos com seu filhote perseguida por um leão.  Depois que o leão matou a mãe, o filhote correu em direção ao rebanho em busca de abrigo.

Os pastores deixaram que o filhote andasse com eles e deram leite de cabra antes de levá-lo para os guardas na área.  A zebra foi então levada à unidade de reintegração do SWT. O filhote recebeu o nome de Diria, como o rancho onde foi encontrado.

A chegada da zebra ocorreu no final de fevereiro. A partir de então, providenciaram companhia e alimento como teria sido provido pela mão dele. Os cuidadores até usaram uma veste listrada especial para atender o filhote de zebra.

Conexão com a mãe

Esse uniforme diferente foi adotado porque os potros reconhecem a mãe pelo padrão das listras. A zebra, em geral, se afasta do grupo com seu filhote até que ele consiga fazer essa identificação visual, olfativa e sonora. O uso de uma veste especial para cuidar do potro órfão tem como objetivo que Diria possa fazer esse reconhecimento como previsto na natureza, sem que se apegue a alguém em particular.

Assim, a equipe pode se revezar para propiciar cuidados 24 horas por dia. A organização fala que já ter utilizou essa técnica ao longo dos anos com outras zebras regatadas e que agora vivem na natureza.

A SWT diz que Diria é carinhoso e gosta muito dos cuidadores, mas em primeiro lugar gosta do leite. Ele recebe cuidado de profissionais experientes que, além da alimentação, garantem ao potro um local quente para dormir à noite e durante o dia uma presença protetora de mãe. [Bored PandaSheldrick Wildlife TrustFacebook]

Orangotangos fazem amizade com lontras que costumam nadar pelo seu recinto no zoológico


Não sei você, mas eu amo amizades improváveis ou inesperadas entre animais. Como esses orangotangos e lontras que se tornaram grandes parceiros no zoológico Pairi Daiza, em Brugelette, na Bélgica.

Os bichinhos se conheceram quando os funcionários do local decidiram desviar o rio das lontras para passar pelo recinto dos primatas. Magicamente, um vínculo especial se formou entre as espécies.

Segundo Mathieu Goedefroy, porta-voz do Pairi Daiza, o zoológico investe no “enriquecimento” social dos seus cativeiros.

“Isso significa que a qualidade de vida dos animais é muito importante. Uma das maneiras de fazer isso (além de esconder comida, fazer quebra-cabeças, organizar jogos mentais, colocar alguns balanços ou novos troncos lá) é colocando espécies de animais que possam interagir entre si no mesmo recinto ou torná-las capazes de se ver”, explicou ao Bored Panda.

Belas amizades

No recinto dos orangotangos, vive uma família composta pelo pai, Ujian, de 24 anos, a mãe, Sari, de 15 anos, e o filho Berani, que acaba de completar 4 aninhos.

Na imagem abaixo, é possível ver Berani brincando de esconde-esconde com seus colegas asiáticos, as lontras-anãs-orientais que também vivem em Pairi Daiza.

“As lontras se escondem sob grandes troncos de árvores ou construções de madeira, e Berani, o bebê orangotango, vem procurá-las. De vez em quando elas aparecem para provocá-lo. É realmente incrível de se assistir”, conta Goedefroy.

O porta-voz destacou que, desde 2017, quando os primatas chegaram ao zoológico da Alemanha, as lontras adoram interagir com seus amigos peludos. “Torna a vida mais divertida para ambas as espécies, o que torna esse experimento um sucesso”.

A importância deste enriquecimento social

Goedefroy acrescenta que existem outras interações animais no Pairi Daiza; gorilas vivem com macacos colobos, pinguins vivem com focas, cangurus compartilham um recinto com pelicanos, esquilos vivem com morcegos, hipopótamos-pigmeus também tem a companhia de pelicanos, as girafas de avestruzes, os elefantes asiáticos de gazelas asiáticas, zebras de búfalos e assim por diante.

De acordo com o porta-voz, dois fatores são muito importantes para o bem-estar dos animais em cativeiro: o tamanho do recinto e sua qualidade.

“Isso significa que um animal – e isso é ainda mais relevante no caso de orangotangos, com os quais os humanos compartilham 97% de seu DNA – deve ser entretido, ocupado e desafiado mental, emocional e fisicamente o tempo todo”, esclarece.

Ajuda

Goedefroy disse à CNN que plantações de palmeiras em Bornéu e Sumatra ameaçam as populações de orangotangos em seus habitats.

Pensando nisso, o zoológico Pairi Daiza levantou fundos para plantar 11 mil árvores em Bornéu para restaurar uma floresta e ajudar os seus orangotangos nativos. fonte:via [BoredPanda]

Concurso Anual de Cabelo Congelado: veja as fotos dos vencedores

Já congelou seu cabelo para vencer uma competição? Não? Bom, você pode fazer isso em um único lugar do mundo: nas piscinas do Takhini Hot Pools em Whitehorse, no Canadá.

O local, de águas naturalmente quentes, fica em uma temperatura absurda, de forma que tal competição é possível.

“Somos uma das únicas fontes termais acessíveis em um clima muito frio do mundo. Até a Islândia não fica fria o suficiente (máxima de menos 20 graus Celsius). Isso significa que as pessoas podem congelar facilmente os cabelos no conforto das águas termais, que são de cerca de 42 graus Celsius. Percebemos que podíamos transformar isso em um concurso. As pessoas gostam porque é exclusivo e meio louco”, explicou Andrew Umbrich, proprietário de Takhini, ao Bored Panda.

A história do concurso

O concurso acontece desde 2011, embora tenha ficado melhor a cada ano.

“Era um concurso muito pequeno, com talvez 10 inscrições por ano, até 2015, quando se tornou viral. Desde então, conseguimos mais participantes e o prêmio em dinheiro aumentou”, contou Umbrich.

Em 2015, foram cerca de 50 inscrições, e o prêmio foi de aproximadamente 150 dólares canadenses. Em 2018, o valor subiu para 750 dólares canadenses. Na última edição, de 2019/2020, foram 288 participantes concorrendo a cinco prêmios de 2.000 dólares canadenses (cerca de R$ 7.393).

As categorias foram: Melhor Cabelo Masculino, Melhor Cabelo Feminino, Melhor Grupo, Mais Criativo e Escolha do Público. Cada vencedor adquiriu ainda banhos gratuitos nas fontes termais e um passe para uma nova instalação que inaugurará este ano.

Melhor Cabelo Masculino

Melhor Cabelo Feminino

Mais Criativo

Escolha do Público

Melhor Grupo

As piscinas

As fontes de Takhini recebem cerca de 60 mil visitantes por ano. “Somos as únicas fontes termais de Yukon e estamos a apenas 28 km do centro da cidade. Nossa água é cheia de minerais: ferro, cálcio, potássio, sílica, enxofre (mas sem cheiro na água), magnésio e sódio”, afirmou o proprietário.

Pessoas com deficiências nesses minerais podem obter benefícios através da imersão nas fontes termais.

Além disso, como elas estão em uma grande piscina, as pessoas também conseguem se esticar e se exercitar na água quente, o que é bom para alongar e recuperar músculos lesionados.

O próximo

Para o próximo ano, o Concurso do Cabelo Congelado (Hair Freezing Contest) espera ter cerca de cinco patrocinadores e aumentar o prêmio em dinheiro para 5.000 dólares canadenses ou mais por categoria.

“Este ano, toda participação no concurso fez com que pacotes de macarrão instantâneo fossem doados ao banco de alimentos local e nosso segundo patrocinador também fará doações para cada entrada no concurso. Essas doações ajudarão a aumentar a participação local e o aumento do prêmio também incentivará os turistas e moradores locais a participar mais. Queremos tornar o concurso muito desejável”, concluiu Umbrich. [BoredPanda]

Um monte de aranhas extremamente fofas foi descoberto na Austrália

Joseph Schubert, especialista em entomologia e aracnologia no Museums Victoria (Austrália), descobriu oito novas espécies de aranhas-pavão, do gênero Maratus.

M. noggerup

Esses animais são pequenos e extremamente fofos, com seus traseiros extravagantes e suas danças encantadoras para atrair fêmeas.

Até hoje, Schubert documentou 12 novas espécies de aranhas-pavão, sendo que as adições recentes levam o número total conhecido de animais deste gênero para 85.

M. azureus

Aranhas-pavão

Aranhas-pavão são exclusivas da Austrália. Embora sejam venenosas, não representam perigo a seres humanos; apenas para as moscas e outros pequenos insetos que elas caçam.

M. spicatus

Elas pertencem à mesma família que as aranhas-saltadoras. Algumas destas espécies aracnídeas amamentam seus bebês e outras podem enfrentar presas de proporcionalmente grandes.

M. suae

“Eu descreveria as aranhas-pavão como gatinhos minúsculos, pequenos e coloridos. Elas têm suas próprias personalidades e são incrivelmente pequenas – mais ou menos do tamanho de um grão de arroz”, afirmou Schubert à Australian Broadcasting Corporation.

M. constellatus

As descobertas

Algumas das novas espécies descritas por Schubert foram descobertas por cientistas amadores que a documentaram localmente e enviaram à informação para o especialista.

M. volpei

Outras ele descobriu em visitas à campo para a Austrália Ocidental. Uma era do sul do país e outra de Victoria.

M. inaquosus

O entomologista Jurgen Otto crê que existem poucas aranhas-pavão esperando para ser descobertas na natureza agora.

“Atualmente, existem muitas pessoas procurando, principalmente fotógrafos, e encontrando as mesmas espécies. Tendo dito isto, ainda vale a pena procurar, uma ou duas ainda estarão por aí. Se novas [aranhas-pavão] aparecerem agora, tendem a ser espécies muito semelhantes às descritas anteriormente, e no futuro as pessoas podem argumentar se são realmente novas e diferentes ou variantes locais de espécies já descritas”, opinou ao Science Alert.

M. laurenae

As últimas descobertas foram publicadas em um artigo na revista científica Zootaxa. fonte:via [ScienceAlert]