FOTÓGRAFA VIAJA PELA ÁFRICA PARA RETRATAR AS ÁRVORES MAIS VELHAS DO MUNDO À LUZ DO CÉU ESTRELADO

Como sempre a fotografa  Beth Moon sempre nos surpreendendo  com essas belas fotografias.Donas de uma beleza única, imponentes e notáveis, as árvores africanas são o fascínio da fotógrafa talentosa Beth Moon, que há 14 anos dedica seu trabalho e seu tempo para registrá-las. Na série Diamond Nights (“Noites de Diamante”, em tradução livre), a agradável surpresa de um céu estrelado surge para fazer cenário a estas árvores antigas, formando paisagens espetaculares.

Beth viajou para o continente africano e contou com a ajuda de um guia para encontrar os novos pontos de fotos, marcando-os com pedras, assim poderia retornar à noite para clicar as imagens. Através da técnica de exposição de 30 segundos, capturou as estrelas e as árvores de forma mágica, quase surreal. “Nosso relacionamento com a vida selvagem sempre teve um papel importante no meu trabalho. Essa série foi inspirada por dois estudos científicos fascinantes que conectam o crescimento das árvores com o movimento celeste e os ciclos austrais”, escreveu em seu site.

O primeiro destes estudos, vindo da Universidade de Edimburgo, aponta que a radiação cósmica afeta tanto o crescimento das árvores, que chega a ser mais importante do que as chuvas anuais e a temperatura. Já o pesquisador Lawrence Edwards concluiu que os brotos das árvores mudam ritmicamente de tamanho e forma em ciclos regulares durante todo o inverno, correlacionando o fato diretamente com os planetas e a lua.

Não é incrível? Confira abaixo as fotografias de Beth:

bethmoon

bethmoon2

bethmoon3

bethmoon4

bethmoon5

bethmoon6

bethmoon8

bethmoon9

bethmoon10

bethmoon11

bethmoon12

bethmoon13

bethmoon14

Todas as fotos © Beth Moon

Fotógrafa passa 14 anos retratando as árvores mais antigas do mundo

Conhecida como “árvore da vida”, o Baobá é um tipo de árvore existente na África, Península Arábica, na Austrália e em alguns outros lugares do mundo. Os baobás são considerados por estudiosos como as árvores mais antigas do planeta, chegando a alcançar impressionantes dois mil anos de existência. Esse cálculo é feito através do diâmetro das árvores, que revelam a idade aproximada do exemplar.

Moon viajou pelos Estados Unidos, Europa, Ásia, Oriente Médio e África registrando desde os dragoeiros – árvores da ilha de Socotra que produzem uma resina medicinal vermelha – até as árvores milenares que dominaram os antigos templos de Angkor, no Camboja, passando pela sumaumeira, conhecida e reverenciada pelos índios da Amazônia.

Não é por menos que essas árvores encantam tantas pessoas, entre elas a fotógrafa Beth Moon. Ela dedicou 14 anos de seu trabalho para fotografar esses belos exemplares pelo mundo, o que deu origem ao livro “Árvores Antigas: Retratos do Tempo.”

“Sendo os maiores e mais antigos monumentos vivos da Terra, acredito que essas simbólicas árvores tem um grande significado, especialmente num tempo quando nosso foco está direcionado para encontrarmos formas melhores de convivermos com o meio ambiente“, relata a fotógrafa.

Confira algumas das fotos clicadas por Beth Moon:

arvores antigas 3

baoba9

baoba8

arvores antigas 7

arvores antigas 6

baoba7

baoba6

baoba5

arvores antigas 14

arvores antigas 18

arvores antigas 19

arvores antigas 20

arvores antigas 17

arvores antigas 16

arvores antigas 13

arvores antigas 12

arvores antigas 10

baoba3

baoba2

arvores antigas 5

fotos por Beth Moon.

Projeto retrata moradores de rua e seus sonhos nunca realizados

Dois estudantes saíram pelas ruas de Lisboa com uma dúvida em uma mão e uma câmera na outra. O objetivo? Perguntar aos moradores de rua quais eram seus sonhos. O resultado do projeto é uma série fotográfica instigante que mostra os projetos de vida destas pessoas.

A série, chamada de  “Sempre Quis Ser”, apresenta 10 moradores de rua fotografados sempre em preto e branco segurando uma lousa em que registram seus desejos não cumpridos. A autoria do projeto é dos estudantes Catarina Fernandes e João Porfírio.

Além da série fotográfica, o projeto também foi composto por longas conversas com os moradores de rua, onde os jovens puderam conhecer a história de uma senhora que queria ser professora e foi abandonada pelas próprias filhas; de um jovem de 22 anos que desejava apenas ser feliz; e de estrangeiros que foram a Portugal em busca de uma vida melhor, mas nunca a encontraram.

Cada história deixou alguns sonhos nunca realizados pelo caminho, que foram agora retratados pelas lentes de Catarina e João da forma que você vê abaixo:

semprequis8

semprequis6

semprequis4

semprequis3

semprequis2

semprequis1

semprequis5

semprequis9

semprequis10

semprequis7

Todas as fotos © Catarina Fernandes e João Porfírio

O PRINCÍPIO DA PRAGA ,O INÍCIO DA LEPRA

Decálogo de Lênin – as táticas de tomada do Poder!!!
Em 1913,o russo Lênin (ex-presidiário,ex-exilado,ex-assaltante de banco, subversivo,terrorista) escreveu o “Decálogo” que apresentava ações táticas para a Tomada do Poder. Lênin O SABOTADOR foi o pai do comunismo, sistema governamental que matou milhões de pessoas, nos países que se submeteram à ele.

1- Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;
2- Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;
3- Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;
4- Destrua a confiança do povo em seus líderes;
5- Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;
6- Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;
7- Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;
8- Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
9- Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando- os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;
10- Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa-COMUNISTA.

Tonny Santos- Militares Salve o Brasil

A geração da rapidinha chegou

A geração da rapidinha chegou. Foto bonita no Facebook, entra na página, vasculha o perfil, descobre quem é pai-mãe-melhor amigo-cachorro-casa de praia-onde passou o último verão-e quem foi a última namorada. Adiciona como amigo. Aceitou. Manda Inbox. Respondeu. 10 frases e passa o WhatsApp. -Oi, oi; por aqui é bem melhor. -E aí, o que vai fazer no final de semana? -Vou na “dasa” e vc? -Também. -Então nos encontramos lá. Alguns dias de ansiedade e chega a hora. Será que ele vai? Com que roupa eu vou? Batom vermelho? Acho que não rola amiga. Vai de nude, salto e saia. -Oi, oi; prazer, prazer. Beijos!!!! Beijos… Beijos sem muita conversa.

Mas também, porque beijos precisam ser quase imediatos? Daí rola aqueles olhares sem muita profundidade. Vontade sem muito entusiamo. Mas o que podemos esperar de uma relação tão sem “relação”? Mas está bom, melhor que nada. Vida de solteira anda meio difícil não é mesmo? -Deixa que eu te levo em casa então.

No outro dia de manhã tem Whatsapp. Quem manda primeiro? Quem está mais interessado? Não, quem é mais maduro. Um oi e um tchau. Uma noite, duas noites… Uma semana e uma mudança de lua são suficientes para acabar. A regra das relações rapidinhas segue a mesma constância: acho que não era para ser. É alto demais, é loiro, não trabalha, tem poucos seguidores, vive na balada, gosta de comer milho na frente dos outros e tem uma família meio torta. “Nada”, isso é o que significa as características que usamos para terminar alguma coisa que mal teve a chance de começar. A gente corta as asas de quem nem aprendeu a voar ainda.

As pessoas perderam o olhar longo, a jogada de cabelo… Perderam a emoção de um sms escrito “estou com saudades”. Será que ninguém mais tem vontade de olhar as estrelas sem pensar em mais nada além daquele momento? Com aquela pessoa? Será que eu estou sozinha nesse mundo super lotado de pessoas sempre online?

Parece que nada mais tem graça, parece que tudo anda meio vazio. Tudo é tão igual. A gente está perdendo a sutileza de saber o que significa se entregar, merecer, conquistar, estar, viver… Se perceber e se doar. Se amar e admirar a cor dos olhos do outro. A textura do cabelo, os ossinhos da mão e o jeito de andar rápido quando está atrasado. Sabe aquela voltinha na coluna que ninguém tem igual a ninguém? Ninguém mais repara nela. A gente existe por likes. Viaja por comentários, e vai para academia pelo espelho. A legging mais confortável perdeu espaço para a mais bonita. Essa é a lógica das relações de hoje: o que faz bem foi deixado de lado pela triste beleza do que faz mal. Eu tenho medo de pensar onde isso vai parar. Em um mundo onde se compra casamentos, seguidores, silicones, bocas carnudas e o perfect 365 é de graça, eu fico pensando: será que um dia alguém ainda vai reparar quantos tipos de sorriso eu tenho?

Por: Suh Riediger

Mensagens de reflexao

Faça sua parte e não se preocupe com os outros. Acredite que Deus também fala com eles, e que eles estão tão empenhados quanto você em descobrir o sentido da vida

Paulo Coelho

Conheça as fotografias finalistas do concurso que reuniu imagens de mais de 26 mil fotógrafos

 

Não basta ter uma câmera na mão e uma ideia na cabeça: para ser finalista do 12º prêmio anual promovido pelo site Smithsonian, o talento é fundamental. O concurso contou com 26,5 mil inscritos vindos de 93 países diferentes. São seis categorias ao todo e cada uma reúne imagens mais incríveis que a outra: mundo natural, viagens, pessoas, cultura americana, imagens alteradas e mobile.

No o dia 30 de março já foram  possível votar em suas fotografias preferidas no site do concurso. Os ganhadores, que recebem um prêmio de U$ 500 (cerca de R$ 1.600) e muito prestígio, já foram anunciados esse ano, quando o site passará também a receber inscrições para seu 13º prêmio anual.

Confira abaixo algumas das imagens finalistas:

foto1

Foto © Nicolas Reusens

foto2

Foto © Anthony Smith

foto3

Foto © Pham Ty

foto4

Foto © Hoang Long Ly

foto5

Foto © Ray Collins

foto6

Foto © Ramesh Chandar

foto7

Foto © Bhaskar Sur

foto8

Foto © Kevin Morgans

foto9

Foto © Nhiem Hoang

foto10

Foto © Michel Labrecque

foto11

Foto © Kristhian Castro

foto12

Foto © David Huamani Bedoya

foto13

Foto © Libby Zhang

foto14

Foto © Frank Miles Richert

foto15

Foto © Lorenzo Mittiga

foto16

Foto © Az Jackson

foto17

Foto © Ellie Davies

foto18

Foto © Olivier Douliery

foto19

Foto © Anne Marcom

foto20

Foto © Yilang Peng

*Esse post é um oferecimento de “Duracell – Histórias cheias de energia“ 

Farol da Barra BAHIA

O Farol da Barra ou Farol de Santo Antônio localiza-se na antiga ponta do Padrão, atual Ponta de Santo Antônio, em Salvador, no litoral do estado da Bahia, no Brasil.Torre troncônica em alvenaria com lanterna e galeria, 22 metros de altura e pintada com bandas pretas e brancas. O farol está construído no interior do Forte de Santo Antônio da Barra.

Museu náutico da Bahia

História

No século XVII, o porto de Salvador era um dos mais movimentados e importantes do continente, e era preciso auxiliar as embarcações que chegavam à Baía de Todos os Santos em busca de pau-brasil e outras madeiras-de-lei, açúcar, algodão, tabaco e outros itens, para abastecer o mercado consumidor europeu.

No fim desse século, após o trágico naufrágio do Galeão Santíssimo Sacramento, capitania da frota da Companhia Geral do Comércio do Brasil, num banco de areia frente à foz do rio Vermelho, a 5 de maio de 1668, o Forte de Santo Antônio da Barra foi reedificado a partir de 1696, durante o Governo Geral de João de Lencastre(1694-1702), vindo a receber um farol – um torreão quadrangular encimado por uma lanterna de bronze envidraçada, alimentada a óleo de baleia -, de acordo com o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, o primeiro do Brasil e o mais antigo do Continente (1698), quando passou a ser chamado de Vigia da Barra ou de Farol da Barra.

O diário de bordo do corsário inglês William Dampier, em 1699, relata: “A entrada da Baía de Todos os Santos é defendida pelo imponente Forte de Santo Antônio, cujos lampiões acesos e suspensos para orientação dos navios, vimos de noite.

O Decreto Regencial de 6 de julho de 1832 determinou a instalação de um farol mais moderno, fabricado na Inglaterra, em substituição ao antigo. Ao término das obras, inauguradas em 2 de dezembro de 1839, o novo equipamento de luz catóptrico erguia-se sobre uma torre troncônica de alvenaria, com alcance de dezoito milhas náuticas com tempo claro.

Em 1937, o antigo sistema “Barbier” (incandescente aquerosene) de iluminação foi substituído por luz elétrica, comemorando-se o primeiro centenário do farol a 2 de Dezembro de 1939. Atualmente o farol encontra-se consagrado como um dos ícones da capital baiana, inspirando artistas e poetas.

Como eu moro pertinho da barra venha fazer uma visitas, e o melhor de tudo é o por do sol da barra onde moradores e turistas apreciam e batem palmas. A praia da barra é uma das praias mais disputadas em Salvador  onde uma boa parte dos turistas praieiros curtem bastante ,pra apreciar a praia tem que chegar cedo mais vale a pena.

Esta vendo essa imagem acima onde todas as pessoas estão sentada,sim é nesse local que nós assistimos o por do sol ir embora depois da aí só palmas . :D

 Forte de Santo Antônio da Barra
Google Imagens

O Forte de Santo Antônio da Barra localiza-se na ponta do Padrão (atual Largo do Farol da Barra), em Salvador, estado da Bahia, no Brasil.

No local, que domina a entrada da barra de Salvador, diante do qual Gonçalo Coelho teria fundeado, aquele navegador fez erguer um padrão de posse para a Coroa Portuguesa, a 1 de novembro de 1501: conforme o calendário católico então adotado, era dia de (Dia de Todos-os-Santos).

História

Antecedentes

A primeira estrutura no local, para defesa da barra do porto da então capital da Colônia, foi erguida durante o Governo Geral de Manuel Teles Barreto (1583-1587) (BARRETTO, 1958:170). Provavelmente de faxina e terra, foi reconstruída em alvenaria de pedra e cal, a partir de 1596 durante o Governo Geral de D. Francisco de Sousa (1591-1602), com planta atribuída ao Engenheiro-mor de Portugal, o cremonense Leonardo Torriani (1560-1628), no formato de um polígono octogonal regular.

Um manuscrito depositado no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (L. 67 Ms. 1236), anónimo e sem data, mas do início do século XVII, possivelmente anterior a 1608, no capítulo dedicado à capitania da Bahia de Todos os Santos, sobre a cidade da Bahia (sic) informa a respeito deste forte:

(…) e mais apartado da cidade, em uma ponta de terra, está o Forte de Santo Antônio o qual tem de presídio dez soldados, dos quais quatro são mosqueteiros e seis arcabuzeiros, um cabo, condestável que todos vencem soldo conforme o de S. Filipe. Tem o capitão com 40.000 [ réis ] de ordenado.[1]

No mesmo período, Diogo de Campos Moreno complementa essas informações:

Forte de Santo António da Barra com um canhão de bronze de 38 quintais jogando 10 libras de bolas; dois sacres ou meia espera de bronze de dezoito quintais jogando 10 libras de bola; um falcão de dedo de seis quintais. O capitão tinha de ordenado 60 mil réis anuais; o tenente ou cabo de esquadra, 38 mil réis; e dez mosqueteiros, a 33 mil réis cada um. O condestável de artilharia percebia 38.400 por ano. Um ajudante, a 19.200 [réis].

As invasões holandesas

No contexto das Invasões holandesas do Brasil foi ocupado pelos neerlandeses na ofensiva de 1624 sem oferecer resistência, no dia 9 de maio. Foi reconquistado por tropas luso-castelhanas no ano seguinte, que nele concentraram o foco do contra-ataque, até à chegada da esquadra de D. Fadrique de Toledo Osório. Desse modo, foi ao abrigo do fogo da artilharia do Forte da Barra, que quatro mil homens desembarcaram para a retomada de Salvador, de onde expulsaram os invasores a 30 de abril.

Em 1626, um arquiteto francês projetou-lhe a forma de um polígono hexagonal, com dez metros de lado (SOUZA, 1983:171), o que se acredita não tenha se materializado, uma vez que se encontra figurado por João Teixeira Albernaz, o velho (Baía de Todos os Santos, 1631. Mapoteca do Itamaraty, Rio de Janeiro), ainda como um polígono octogonal, mas artilhado com apenas três peças pelo lado do mar. O acesso, pelo lado de terra, alcançava as dependências de serviço, no terrapleno, flanqueadas por dois baluartes circulares.

O farol da Barra

Após o naufrágio do Galeão Santíssimo Sacramento, capitânia da frota da Companhia Geral do Comércio do Brasil, num banco de areia frente à foz do rio Vermelho, a 5 de maio de 1668, o forte foi reedificado a partir de 1696, durante o Governo Geral de João de Lencastre (1694-1702), quando recebeu um farol – um torreão quadrangular encimado por uma lanterna de bronze envidraçada, alimentada a óleo de baleia -, o primeiro do Brasil e o mais antigo do Continente (1698), quando passou a ser chamado de Vigia da Barra ou de Farol da Barra.

O capitão Santo Antônio de Lisboa

Em 1705 o Senado da Câmara de Salvador solicitou ao Governador-geral D. Rodrigo da Costa (1702-1705), que Santo Antônio de Lisboa sentasse praça nesta fortificação, no posto de Capitão (BARRETTO, 1958:170-171). A proposta foi aceite, tendo o Governador-geral expedito ordem, a 16 de Julho do mesmo ano, ao Provedor-mor da Fazenda Real do Estado do Brasil, para que o santo assentasse praça no posto de Capitão-intertenido, com o soldo sendo pago ao síndico do Convento de São Francisco, o que foi aprovado pela Coroa por Alvará de 7 de Abril de 1707. Posteriormente, pelos Decretos de 13 de Setembro de 1810 e de 25 de Novembro de 1814, o soberano promoveu o santo aos postos de Major e de Tenente-coronel, respectivamente.

 

O forte apresentava ruína em 1752 e sofreu reformas em 1756 (SOUZA, 1983:171). BARRETTO (1958) dá-o como guarnecido por um Capitão comandante, um Sargento artilheiro, dois Tambores e oito Soldados artilheiros, artilhado com oito peças de bronze (duas de calibre 24, quatro de 16 e duas de 12) e dezessete de ferro (oito de calibre 36 e nove de 8) (op. cit., p. 170), acredita-se que para esse meado do século XVIII. A iconografia de José António Caldas (“Planta e fachada do forte de S. Antonio da Barra”. in: Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu recôncavo por mar e terra, c.1764. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa), exibe a planta atual, de autoria do Engenheiro João Coutinho, atribuída ao ano de 1772, quando recebeu o formato de um polígono decagonal irregular, com seis ângulos salientes e quatro reentrantes, com parapeitos à barbeta. O terrapleno, acessado por um túnel em rampa que termina em escadaria, abriga edificações de um pavimento compreendendo as dependências de serviço (Casa de Comando, Quartel da Tropa, Cozinha, Casa da Palamenta, e outras), e cisterna abobadada. Nele estava situada ainda a torre do farol, de seção cilíndrica. A construção é em alvenaria de pedra gnaisse, extraída do próprio local, e a portada é em cantaria de arenito.

Encontra-se representado numa iconografia de Carlos Julião, sob o nome de 9. Forte de S. A. da Barra (Elevaçam e fachada que mostra em prospeto pela marinha, a cidade de Salvador, Bahia de todos os Santos, 1779. Gabinete de Estudos Arqueológicos de Engenharia Militar, Lisboa), ilustrada com os desenhos de trajes típicos femininos.

O século XIX

Em 1809 contava com dezesseis peças, de calibres de 48 a 24 (SOUZA, 1885:92). Acredita-se que o autor tenha se baseado no “Parecer sobre a fortificação da Capital“, do Brigadeiro José Gonçalves Leão, presidente da Junta encarregada pelo Governador da Bahia, em 1809, de propor as obras necessárias para a defesa da península e do recôncavo (in: ACCIOLI. Memórias Históricas da Bahia. Vol. VI. p. 179 e segs). Planta da época, assinala que o forte não dispunha de fosso e nem de ponte levadiça. A Casa de Comando, alteração do século XIX, apresenta janelas com lenço de pedra sob as guarnições.

Durante a Guerra da Independência (1822-1823) esteve em mãos das forças portuguesas sob o comando do Coronel Inácio Luís Madeira de Melo (1775-1833), até à rendição em 1823 (GARRIDO, 1940:85).

À época do Período Regencial, o Decreto de 6 de julho de 1832 determinou a instalação de um farol mais moderno, fabricado na Inglaterra, em substituição ao antigo. Ao término das obras, inauguradas em 2 de dezembro de 1839, o novo equipamento de luz catóptrico erguia-se sobre uma torre troncônica de alvenaria, com alcance de dezoito milhas náuticas com tempo claro (PRADO, Roberto Coutinho do (Cap. de Fragata). Faróis Brasileiros. Revista Correio Filatélico. a. 19, set./out. 1995, n° 156. p. 36-40).

28 de Outubro – (…) De tarde fui passear à Barra, (…). Numa ponta da terra que entra pelo mar e sobre o morro, todo verde de relva, contrastando com as pedras próximas, levanta-se o forte de Santo Antônio da Barra dentro do qual está um farol. A torre tem 76 degraus em espiral, e mais dois lanços, um de nove degraus e outro de oito até à base de apoio do aparelho ao qual se chega subindo mais seis degraus. O aparelho compõe-se de 21 espelhos parabólicos de metal branco, sete dos quais são cobertos por vidro vermelho. Dá uma volta em 5 minutos, e consome 34 canadas de azeite doce por mês. (…) A despesa com a limpeza do aparelho é por conta do Arsenal. (…) Não há água perto, e apanham a da chuva dentro de umas pipas que vi dentro do forte.” (PEDRO II, 2003:165-166)

No contexto da Questão Christie (1862-1865), o “Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia” ao Presidente da Província, em 3 de agosto de 1863, deu-o como inútil para a sua finalidade defensiva, utilizado como farol (ROHAN, 1896:51), citando:

(…) É esta fortaleza o assento do farol, a favor de cujo serviço perdeu o seu destino próprio, e nem pode prestar simultaneamente com aquele, porque dos abalos e vibrações de artilharia devem resultar graves inconvenientes para as funções e mesmo existência do farol; mas quando o uso e as vantagens deste devessem ser propostas às que se podem tirar do Forte como recurso bélico, seria necessário o restabelecimento das obras de terrapleno, e as reparações reclamadas pelo abandono em que parece estar, apesar de ser habitada pelo pessoal do serviço do farol.
Em seu interior possui a fortaleza quatro casas, sendo duas abobadadas contíguas à entrada e duas no solo do terrapleno, que são alojamentos das pessoas acima aludidas e dependências do serviço do farol: estas casas precisam de algumas reparações.” (op. cit., p. 56)

Novos reparos foram procedidos no forte em 1875, quando contava com nove peças em mau estado (SOUZA, 1885:92). Em 1888 um novo aparelho de luz foi encomendado na Europa para o Farol da Barra|Farol da Barra]], inaugurado em 20 de agosto de 1890.

 

O século XX

Em 1903, novos reparos foram procedidos na estrutura do farol e nas casas dos faroleiros. Em 1906 o Ministério do Exército cedeu o edifício mais próximo ao Farol, no terrapleno, para servir de residência aos faroleiros, e em agosto do ano seguinte a Capitania dos Portos recebeu o montante necessário para consertos gerais e pintura externa e interna do farol e casa dos faroleiros, procedimentos repetidos em 1933, 1934 e 1935 (PRADO, 1995). De propriedade da União, o Forte de Santo Antônio da Barra, Forte Grande ou Fortaleza da Barra, foi tombado pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1938.

Administrado pela Marinha do Brasil, após uma inspeção realizada pelo então Capitão-de-Mar-e-Guerra Max Justo Guedes, foram executadas, de junho de 1974 a 31 de março de 1975, obras de adaptação para a instalação da Seção do Museu Naval e Oceanográfico (Museu de Hidrografia, especializado em hidrografia e cartografia náutica) nas suas dependências. Novas obras para ampliação do Museu e restauro do forte e farol foram executadas em 1990, com o apoio da empresa AGA S/A e pessoal da guarnição do navio balizador Faroleiro Nascimento, da Marinha brasileira (PRADO, 1995), tendo sido homenageado com uma emissão filatélica da ECT da Série Faróis Brasileiros, emitido em 28 de setembro de 1995.

O forte integra o Projeto de revitalização das Fortalezas Históricas de Salvador, da Secretaria de Cultura e Turismo em parceria com o Exército Brasileiro. Voltou a sofrer intervenção de restauro no período de 1995-1998 com recursos oriundos da Fundação de Assuntos do Mar(Pro Mar) através de convênio firmado com o Ministério da Marinha, passando a abrigar o Museu Náutico da Bahia (10 de dezembro de 1998), que mantém em acervo peças de arqueologia submarina, réplicas de embarcações, equipamentos para navegação, cartas náuticas e outros documentos.

 

Fotógrafo registra gays e lésbicas em países onde a homossexualidade é proibida

No Brasil, ser homossexual não é fácil. O preconceito está em todos os cantos, inclusive dentro de casa, e não há um gay, lésbica ou bissexual que não tenha receio de agressões homofóbicas em espaços públicos. No entanto, é preciso convir que as coisas estão cada vez melhores. Os direitos LGBT estão aos poucos sendo conquistados e as pessoas já estão aprendendo a respeitar o amor, independente do gênero dos envolvidos.

No entanto, há países em que amar alguém do mesmo gênero é um verdadeiro crime. O fotógrafo Robin  Hammond viajou por diversos desses países registrando vítimas da intolerância sexual. Assim surgiu o projeto Where Love is Illegal (Onde o amor é ilegal, em tradução livre). A cada foto, um emocionante relato de como essas pessoas LGBT se privam de sua liberdade e, não raro, da vida devido ao amor. Confira alguns deles:

J&Q (Uganda) – “Vira e mexe nós temos que fingir que somos irmãs para viver em sociedade, especialmente na vizinhança em que residimos”

love-illegal18

A posed portrait of 21 year old Artyom. He always knew he was different but didn’t accept he was gay until his second year of university. From the age of 12 he was teased and beaten by other students because he acted and spoke effeminately. The bullying was ignored by teachers. Artyom had no friends. By 16, the name calling and physical violence, the intense feeling of isolation, and the break up of his parents drove him to consider suicide “I just wanted to disappear”. He contemplated overdosing himself with medication. Thoughts of leaving his mother alone stopped him. He denied to himself he was gay until his second year in university when he finally ‘came out’ to himself. He feels much freer now that he knows he is not alone and has discovered he can be liked by others. He is currently training to be a model. St Petersburg, Russia. November 2014.  While many countries around the world are legally recognizing same-sex relationships, individuals in nearly 80 countries face criminal sanctions for private consensual relations with another adult of the same sex. Violence and discrimination based on sexual orientation or gender expression is even more widespread. Africa is becoming the worst continent for Lesbian, Gay, Bi-sexual, Transgender, Queer, Inter-sex (LGBTQI) individuals. More than two thirds of African countries have laws criminalizing consensual same-sex acts. In some, homosexuality is punishable by death. In Nigeria new homophobic laws introduced in 2013 led to dramatic increase in attacks. Under Sharia Law, homosexuality is punishable by death, up to 50 lashes and six months in prison for woman; for men elsewhere, up to 14 years in prison. Same sex acts are illegal in Uganda. A discriminatory law was passed then struck down and homophobic attacks rose tenfold after the passage of the Anti-Homosexuality Act. In Cameroon it is also illegal. More cases against suspected homosexuals are brought here than any other African country. In stark contrast wA posed portrait of Khalaf Yousef Ibrahim Abu Khalaf. 40 year old Khalaf from Amman, Jordan, is a gay man who has been living in Beirut, Lebanon since May 2014. “I came here escaping my family. After I came out, my older brother came to my house with three of my other brothers. He showed me a gun and said ‘you destroyed the honor of our family, be prepared to die’. They beat me – they kicked and punched me, I lost a lot of blood from my nose.” Khalaf is from the Bedouin tribe where family honor is considered very important. His brothers went downstairs to his parent’s house and started talking about how they plan to kill Khalaf. Their plans were overheard by Khalaf’s wife and mother who were next door. His wife came upstairs, pale and sobbing: “Your brothers want to kill you – wait until they have left, take your passport and papers and leave!” “I was really afraid. I thought my family would have a bad reaction, but not to kill me!” Khalaf’s wife knew he was gay, he had told her five months previously. But he came out publicly in April 2014 “I came out on a channel on YouTube. It was an interview with an Egyptian guy. They interviewed me and uploaded it on GooglePlus. All my family and everyone who knows me saw the interview. For the first time I accepted myself, for the first time in my life the real Khalaf was talking to the world. Before I had two faces, the secret one, and the one I used everyday.” “When I was 30 I told a Sheikh (Imam) about my sexuality, and he advised me to get married – that this is the devil doing this stuff - so I got married.” “I thought I was alone. I used to have these feelings for men but I thought I was the only one. I had no idea that there were other people who had the same feelings. I had no idea about even the name of this thing.” “My wife knew I was gay, but she still loved me, even now we are divorced she still loves me. The worst part of the story is I feel I was unfair to her.” Khalaf

Darya (Rússia) – “No meio da rua, eu fui cercada por oito homens mascarados. Nas suas mãos havia tacos de beisebol. Um deles tinha uma faca. Eles pularam em cima de mim. Eles gritaram comigo, me humilharam. Eles me derrubaram no chão e começaram a me bater com os tacos…”

A posed portrait of 23 year old Darya Volkova. Late one night in the first week of March 2011, Darya was attacked on her way home from a driving lesson. For two months before that she had received threats on social media. She would receive messages like “death to lesbians”, “burn in hell”, “if you won’t shut up we will find you”, “we know where you live, we will find you and you will pay for it”, “we will kill you”. These were in response to her coming out as a lesbian and her street activism. As she walked through a park on the way home heard the foot steps of several people behind her, they shouted for her to stop, she started walking faster until she came across two men blocking her path wearing balaclavas. She was surrounded. They started to push her and shout “death to lesbians”, “burn in hell”. One of them threw a punch which she was able to block, and then she felt a powerful blow on her back as one of the men struck her with a baseball bat. She fell to the ground. She was kicked and beaten with baseball bats until she was knocked unconscious. One of them men then stabbed her in the stomach. She lay bleeding for what must have been around four hours before she was found. By that time she had lost a lot of blood. She was rushed to the hospital. Several times her heart stopped after surgery. After being discharged from hospital and spending a week resting she went to the police: “they just laughed at me,” she said “you got what you deserve… we don’t serve lesbians here”. She was scared to go back to the area so moved away. She still receives threats on social media. No investigation into the attack has ever been made. “I really hope that destiny will judge them,” she says. St Petersburg, Russia. November 2014.  While many countries around the world are legally recognizing same-sex relationships, individuals in nearly 80 countries face criminal sanctions for private consensual relations with another adult of the same

love-illegal3

love-illegal10

love-illegal9

love-illegal7

Mohammed (Golfo Persa) – “Eu fui torturado tantas vezes por causa da minha sexualidade. Eu fui espancado por membros da minha família: pai, tio, irmãos mais velhos. […] Ninguém gosta de mim. Ninguém nem conversa comigo. Eu nem sei porquê ainda estou vivo, pra ser sincero”

love-illegal5

love-illegal15

Milli (África do Sul) – “Em abril de 2010, Milli estava na casa de uma amiga. Enquanto esperava sua amiga voltar para casa, ela foi até o proprietário e pediu fogo para seu cigarro. Ele a puxou pelo pescoço e disse: ‘você acha que você é homem! Eu vou te engravidar e te matar!’ Ele estrangulou Milli com um pedaço de arame até que ela perdesse a consciência e a estuprou por horas”

A posed portrait of Milli, 35. In April 2010 Milli went to stay with a friend. While waiting for her friend to return home, she went to the landlord and asked for a light for her cigarette. He dragged her into his shack and said: “You think you are man! I’m going to make you pregnant and I’m going to kill you”. He strangled Lilli with a piece of wire until she lost consciousness “and then he did what he was doing, for hours!”, “I tried screaming”. Neighbours eventually kicked in the window and held the man until the police arrived. The police arrested him but he was released on ZAR 400 bail (around US$40). He didn’t appear in court for his hearing. He was on the run. Free Gender, a black lesbian organisation working to end homophobia, based in the township of Khaylitsha, Cape Town searched for the rapist posting pamphlets. It took a year to find him. When asked why the police didn’t search for him, Milli says: “they don’t have time to listen to you when you go to them, when it comes to homosexuals, they take their time”. “I just thank God that I am alive. I thought I was going to die.” South Africa. November 2014.  While many countries around the world are legally recognizing same-sex relationships, individuals in nearly 80 countries face criminal sanctions for private consensual relations with another adult of the same sex. Violence and discrimination based on sexual orientation or gender expression is even more widespread. Africa is becoming the worst continent for Lesbian, Gay, Bi-sexual, Transgender, Queer, Inter-sex (LGBTQI) individuals. More than two thirds of African countries have laws criminalizing consensual same-sex acts. In some, homosexuality is punishable by death. In Nigeria new homophobic laws introduced in 2013 led to dramatic increase in attacks. Under Sharia Law, homosexuality is punishable by death, up to 50 lashes and six months in prison for woman; for men elsewhere, up to 14 years in prison. Same sex acts are ille

love-illegal8

love-illegal14

M. (Síria) – “Todo dia é uma luta. Quando o dia acaba não significa que a luta acaba. E se você sobreviveu o dia anterior, não significa que vá sobreviver o próximo. Eu ainda estou ameaçado aqui. Há membros da minha tribo e da minha família no ISIS e eles sabem onde estou, mas eles disseram que vão me caçar em breve”

love-illegal12love-illegal13

love-illegal17

Todas as fotos © Robin Hammond

TEXTO DO DIA

Um menino entrou numa loja de animais e perguntou o preço dos filhotes: Entre 300 e 500 reais, respondeu o dono. O menino puxou uns trocados do bolso e disse: – Mas, eu só tenho 10 reais. Será que poderia ver os filhotes? O dono da loja chamou Lady, a mãe dos cachorrinhos, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pelo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, com dificuldade, mancando. O menino apontou o cachorrinho que mancava e perguntou: – o que é que há com ele? O dono da loja explicou que ele tinha um problema no quadril e andaria daquele jeito para sempre. O menino se animou e disse com enorme alegria no olhar: Esse é o cachorrinho que eu quero comprar! O dono da loja estranhou e falou: -Não, você não vai querer comprar esse. Mas se quiser ficar com ele, eu te dou de presente. O menino emudeceu… Olhou para o dono da loja e falou: “Eu não quero que você me dê, pois aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros. E eu vou pagar tudo. Na verdade, eu ofereço 10 reais agora e 1 real por mês, até completar o preço. ” Surpreso, o dono da loja falou: Mas este cachorrinho nunca vai poder correr, pular e brincar com você… Sério, o menino levantou lentamente a perna esquerda da calça, deixando à mostra a prótese que usava para andar… – Veja, ele disse, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso…” 

Sandro Eliezer (doador de órgãos)