Rodovia na Polônia fica bloqueada por 12 toneladas de chocolate endurecido

Motoristas que transitavam no sentido da cidade de Varsóvia (Polônia) nesta quarta-feira encontraram a rodovia bloqueada por um obstáculo nada comum: toneladas de chocolate que endureceram na pista.

Um caminhão que carregava a carga açucarada virou e bloqueou os dois sentidos da rodovia, fechando seis pistas. O tanque se rompeu e uma piscina de chocolate líquido rapidamente alagou todas as pistas da estrada gelada. O chocolate endureceu e virou uma camada grudenta e oleosa. O motorista do caminhão foi levado ao hospital para tratar uma fratura no braço, enquanto a equipe de limpeza da estrada lidava com a substância incomum.

Um representante do corpo de bombeiros contou para o canal de televisão local TVN24 que raspar a camada de chocolate foi pior que lidar com neve, e isso significa muito em um país gelado como a Polônia. Depois de contatar a fabricante do chocolate, a equipe foi orientada a usar pressurizadores com água quente para derreter a meleca do chão. O New York Times relatou que uma escavadeira também ajudou nesta tarefa hercúlea.

As autoridades ainda não sabem quando a rodovia vai ser liberada. A TVN24 também observou que a limpeza não inclui apenas a área ao redor do caminhão tombado, e sim vários quilômetros, já que muitos carros passaram por cima do chocolate e os pneus arrastaram a guloseima por uma grande distância. Mesmo assim, todos os envolvidos na limpeza parecem estar se divertindo com o evento incomum. Afinal de contas, quem consegue ficar azedo no meio de 12 toneladas de chocolate?

Confira vídeo abaixo da WCCO:

 
Fonte:via[Atlasobscura]
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Professor cria biblioteca com rodas para espalhar seu amor pela literatura às crianças

Antonio La Cava, um professor italiano de literatura, decidiu que depois de 42 anos de ensino, poderia fazer ainda mais para espalhar seu amor pela leitura às crianças. Então, em 2003, ele comprou uma moto usada e a modificou para criar uma biblioteca móvel que abriga 700 livros. Ele está viajando na “Bibliomotocarro” desde então.

A cada semana, ele viaja para aldeias de difícil acesso na Itália, ao som de um órgão que anuncia sua chegada. Quando ouvem a música, as crianças correm para a biblioteca móvel com entusiasmo, já que aparência do veículo é bastante similar a um caminhão de sorvete.

A rota de oito paradas de La Cava leva mais de 500 quilômetros cada viagem, o que ele faz sem apoio de nenhum órgão do governo ou ONG. A viabilização do projeto é inteiramente de sua responsabilidade e possui como único objetivo oferecer opções de leitura às crianças.

Em uma entrevista, La Cava explicou que sua experiência no sistema escolar o fez sentir que havia uma maneira melhor de ensinar as crianças a amar os livros, dizendo: “Um desinteresse pela leitura geralmente começa em escolas onde a técnica é ensinada, mas é não sendo acompanhado pelo amor. Ler deve ser um prazer, não um dever”.

Imagens: Reprodução

A beleza do trabalho de Elizabeth Diller, a arquiteta mais influente do mundo para a ‘Time’

Uma visionária, capaz de transformar ideias em projetos reais, que vê oportunidades onde outros veem desafios, transformando metáforas em tijolos e cimento, com realizações icônicas e ao mesmo tempo sutis e elegantes – assim foi apresentada a arquiteta Elizabeth Diller, ao ser incluída pela segunda vez na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da revista americana TIME.

A lista de 2018 traz outros grandes nomes em suas áreas, como Justin Trudeau, Jimmy Kimmel, Roger Federer, Oprah Winfrey e Shinzo Abe.

Mais do que constar na lista conhecida como “TIME 100” pela segunda vez, em 2018 Diller foi incluída na categoria “Titãs”, ao lado de nomes como Elon Musk, Kevin Durant, além dos já citados Federer e Oprah, entre outros.

A arquiteta americana é a única de sua área citada na lista, e a inclusão como “Titã” a coloca numa posição especial e singular em termos de reconhecimento dentro do mundo da arquitetura.

Diller fundou, ao lado de seu marido, o escritório Diller Scofidio + Renfro, responsável por diversos trabalhos grandiosos e impactantes. Contam com sua assinatura prédios como o Broad Art Museum, em Los Angeles, a renovação e expansão da escola de arte Julliard, a expansão do MoMA, em Nova York, o projeto do Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, e ainda (provavelmente seu mais reconhecido trabalho) o High Line, em Nova York – que transformou uma antiga ferrovia abandonada em um belo parque elevado.

A lista de realizações de Diller e seu escritório é imensa, e a coloca como alguém que entende a arquitetura para muito além de uma embalagem, uma construção simplesmente bonita e funcional – trata-se de algo capaz de interferir diretamente na vida das pessoas e de uma cidade, capaz de movê-las e comovê-las.

E Diller o faz como uma artista, uma provocadora, uma pensadora – e foi assim que ela chegou no topo de sua profissão.

Acima, o Alice Tully Hall, no Lincoln Center, em Nova York; abaixo, o interior do prédio

Isso não parece bom: cientistas ensinam aranha a pular sob comando [vídeo]

Cientistas treinaram uma aranha para pular sob comando.

Embora assustador, o objetivo final deste estudo não era dominar o mundo, mas sim inspirar uma nova geração de robôs modelados pela perfeição da natureza.

A eficiente saltadora

Muitas aranhas têm a habilidade de pular. A aranha-saltadora Phidippus regius não é diferente.Os pesquisadores a escolheram para este estudo porque sua técnica é impecável: quando saltam para pegar suas presas, essas aranhas podem se lançar em até seis vezes o comprimento de seu corpo.

Como os aracnídeos possuem cerca de 15 milímetros de comprimento, podem pular pelo menos 60 milímetros. Em comparação, humanos mal conseguem saltar 1,5 vezes o comprimento de seus corpos.Logo, esse animal se provou o recruta perfeito para um novo projeto de pesquisa em robôs que saltam da Universidade de Manchester (Inglaterra).

Pule!

Infelizmente, aranhas não nos obedecem. Logo, ensiná-las a pular sob comando não é uma tarefa fácil.

Os pesquisadores só conseguiram fazer uma de suas cobaias realmente captar a ideia e realizar o pulo de uma plataforma de decolagem e aterrissagem. Seu nome era Kim.

Os saltos de Kim foram gravados com câmeras de alta tecnologia para descobrir os segredos por trás de suas pernas incríveis.

A filmagem revelou que ela tinha várias técnicas de salto diferentes. A curta distância (aproximadamente dois comprimentos de corpo), Kim prefere uma trajetória mais rápida e mais baixa, de velocidade e precisão. Já para pulos mais longos (aproximadamente seis comprimentos de corpo), ela tende a usar um salto mais eficiente em termos de energia.

Desempenho máximo

Enquanto Kim pode ajustar o ângulo de seu salto para se lançar mais alto ou mais baixo, os pesquisadores notaram que ela era mais confiante saltando mais baixo.

“Ela pula no ângulo ideal, o que significa que pode entender o desafio que lhe é apresentado”, disse o engenheiro de microssistemas Mostafa Nabawy ao portal BBC. “E então ela pode cronometrar seu desempenho de salto na decolagem para executar um pulo que seja ótimo em termos de demanda de energia”.

Os pesquisadores também notaram que Kim anexa uma “linha de seda de segurança” à plataforma antes de saltar. O fio de seda pode ser uma maneira da aranha ficar estabilizada enquanto pula.

Os cientistas utilizaram por fim tomografia computadorizada 3D para construir modelos da estrutura do corpo e das pernas da aranha.

Potência muscular

A análise dos vídeos em combinação com os modelos 3D permitiu que os pesquisadores entendessem melhor as forças subjacentes ao salto da aranha.

Os biólogos sabem que as aranhas usam pressão hidráulica aplicada a fluidos em suas pernas para estender seus membros, mas não tinham certeza se as aranhas também podiam usar essa pressão hidráulica para melhorar ou até mesmo substituir potência muscular.

Nesta espécie em particular, a força muscular parece suficiente para o salto. “Nossos resultados sugerem que, embora Kim possa mover as pernas hidraulicamente, ela não precisa da potência adicional hidráulica para alcançar seu extraordinário desempenho de salto”, disse o pesquisador de aerodinâmica Bill Crowther.

Natureza 1 x 0 Engenharia

O estudo tem implicações importantes para a construção de minúsculos robôs saltadores. A tecnologia de robôs, atualmente, possui restrições que mantêm muitos deles firmemente enraizados no solo.

Nabawy está especialmente interessado em projetar novos tipos de robôs que voam e saltam. “A força nas pernas na decolagem pode ser de até cinco vezes o peso da aranha – isso é incrível e, se pudermos entender essa biomecânica, podemos aplicá-las a outras áreas de pesquisa”, diz Nabawy.

Os pesquisadores até tentaram construir um mecanismo de salto simples aproximadamente do mesmo tamanho que a aranha do estudo, mas o projeto fracassou. A escala com a qual os pesquisadores estavam trabalhando era muito pequena. Eles observaram que “a eletrônica de potência e controle não pode competir com a natureza nessa escala ainda”.

Esse não é o fim, no entanto: os cientistas ainda planejam criar um robô funcional a partir de toda essa nova informação, porém mais pesquisas precisam ser feitas sobre como exatamente as aranhas-saltadoras controlam seus pulos.

Por enquanto, a engenharia está perdendo feio para a natureza.

O estudo foi publicado na revista científica Scientific Reports.

fonte:via[ScienceAlert]

Emprego dos sonhos paga R$ 35 mil para fotografar cidades mais ensolaradas dos EUA

Passar o verão viajando em busca das mais belas paisagens ensolaradas é um sonho, não é? E se não precisar pagar por nenhuma despesa, incluindo meios de transporte, acomodações ou alimentação? E ainda receber 10 mil dólares (cerca de 35 mil reais) para isso? Parece bom demais para ser verdade, não é?

Mas acredite: é real. A rede de hotéis norte-americana Days Inn está em busca de um(a) fotógrafo(a) amador(a) que tope participar dessa difícil aventura. A ideia é que a pessoa selecionada viaje por várias cidades ensolaradas dos EUA, registrando imagens que serão exibidas no site, mídias sociais e até nas paredes dos hotéis da rede.

A programação das férias dos sonhos inclui um passeio de balão, tirolesa, yoga ao amanhecer em San Diego e uma viagem de veleiro sob o pôr do sol de Miami. A viagem está marcada para os meses de julho e agosto, durante o verão do hemisfério norte.

Só há um porém: apesar de aceitar candidatos estrangeiros, é preciso ter residência nos EUA para aplicar à vaga. Além disso, só pessoas com mais de 21 anos são aceitas. Se você se encaixa nas exigências, acesse o site, envie sua foto favorita tirada ao ar livre e explique em até 100 palavras por que você é a pessoa perfeita para a vaga.

As inscrições ficam abertas até o dia 20 de maio.

Fotos: Divulgação/Days Inn/fonte:via

Guia estelar: 3 fenômenos da astronomia para você apreciar no mês de maio

Se você é do tipo que está sempre a olhar para cima, procurando os mais incríveis eventos astronômicos que o céu nos reserva, o mês de maio terá algumas atrações para nossos olhos – pode reservar seu binóculo ou telescópio e preparar a pipoca para se deleitar. Todos os eventos aqui citados são melhor observados longe das luzes intensas dos grandes centros urbanos.

1. Para começar, chuva de meteoros

No início do mês, entre os dias 4 e 6 de maio, duas chuvas de meteoros das Eta Aquáridas acontecerão por conta de um encontro anual que a Terra tem sempre marcado: com o cometa Halley. As chuvas se darão pelo rastro da passagem do cometa e, ainda que a Lua em 2018 provavelmente esconderá boa parte do espetáculo, será possível, após a meia-noite, no leste, ainda assistir a poeira do Halley passar.

2. Júpiter brilhando muito

No dia 9 de maio, Júpiter estará em exata oposição ao sol, quando visto da Terra – e assim o planeta gigante atingirá seu máximo brilho. O fenômeno poderá ser visto a noite inteira. Já no dia 21, a estrela do show será a Lua, em quarto crescente, posicionada entre a estrela Regulus e Algieba, um sistema binário.

3. A vez de Saturno

No fim do mês, no dia 31, a lua estará em conjunção com Saturno e seu anéis. Ambos estarão visíveis na constelação de Sagitário, com a beleza que é peculiar ao planeta. Atrações, portanto, não faltarão em maio – tudo isso, gratuitamente em exibição em uma tela gigante de imbatível definição: o céu acima de nós.

© fotos: divulgação/fonte:via

Únicos solteiros entre os amigos, dupla faz viagem de ‘Brother de Mel’

Com 15 anos de amizade e uma mochila nas costas, estes dois aventureiros partiram em uma inesquecível viagem de “Brother de Mel” pela Tailândia.

Os registros do retiro entre amigos foram feitos no melhor estilo da série “Follow Me To“, criada pelo fotógrafo Murad Osmann e transformada em clichê na internet.

O primeiro clique começou já no aeroporto. Logo, a dupla seguiu para Ton Sai Beach, continuou a viagem por Chiang Mai, visitou alguns templos tailandeses, conheceu um santuário de elefantes e uma estátua gigante de Buda, e terminou a trip em Bangkok. Cada momento foi registrado com muita broderagem, em fotos que os dois amigos aparecem de mãos dadas.

A ideia foi compartilhada através de um tópico no Imgur, que ganhou o título de “enquanto todos os outros estão casando e tendo filhos…“. Depois de públicada, a série de fotos já foi vista por mais de 200 mil pessoas e deixou muita gente morrendo de vontade de sair em uma “Brother de Mel” também.

Espia só que tudo!

Fotos: Imgur/Reprodução /fonte:via

Jornada do último escravo americano é publicada, quase 90 anos depois de escrita

É difícil supor algum evento mais nocivo para o desenvolvimento social e político de um país do que a escravidão. Todos os aspectos das relações sociais dos países forjados sobre tal horror foram e ainda são afetados e pautados diretamente por essa prática – e os efeitos disso podem evidentemente ser sentidos até hoje. Um novo livro de autoria da antropóloga e escritora americana Zora Neale Hurston conta uma importante e esquecida parte dessa história nos EUA, e está sendo publicado pela primeira vez quase 90 anos depois de ser escrito.

Autora do clássico Seus olhos Viam Deus, Zora faleceu em 1960 como um dos mais importantes nomes da literatura e da antropologia na luta pelos direitos civis e a igualdade racial nos EUA. Em 1931, após intensa pesquisa sobre Cudjo Lewis, considerado “o último sobrevivente do último navio negreiro a abarcar na costa americana” – em suma, o último escravo levado da África aos EUA – Zora escreveu o livro Barracoon: The Story of the Last ‘Black Cargo’ (Barracon: a história da última ‘carga negra’, em tradução livre) contando justamente a história de Lewis, originalmente batizado como Oluale Kossola, que foi levado em 1860 do Benim para os EUA – ainda que o tráfico internacional de escravos já fosse proibido no país então há 50 anos.

Oluale sobreviveu a uma viagem de 45 dias no famigerado navio Clotilde, e foi forçado a trabalhar nas docas do Rio Alabama até 1865, quando enfim foi libertado depois do fim da Guerra Civil americana. Oluale sobreviveria até 1935, e sua história foi escrita por Zora enquanto ele ainda era vivo.

À época, o livro foi terminantemente rejeitado pela editoras – sendo enfim publicado somente agora, 87 anos após sua conclusão. E o motivo é espantoso, assim como a manutenção do silêncio de tal obra fundamental.

Muitas editoras criaram objeções ao uso de um “dialeto negro” na maneira de escrever de Zora – que usava tal “dialeto” como afirmação estilística e antropológica -, que se recusou a alterar seu texto. Outras editoras consideraram o livro pesado, como se quisessem virar essa página – e ate intelectuais negros foram contrários ao livro, que poderia refletir negativamente sobre uma sugerida cumplicidade africana no comércio de escravos – visto que Oluale, antes de ser mandado aos EUA, havia sido capturado e vendido por uma tribo inimiga.

A verdade, e o combate irrestrito à escravidão, eram, no entanto, o compromisso principal de Zora – que finalmente tem seu livro publicado, à venda na Amazon. A tentiva de silenciar ou amenizar história tão grave é um dos efeitos mais nocivos da herança escravocrata que permeia a história das Américas – lembrando que o Brasil recebeu um número consideravelmente maior de escravos africanos que os EUA. Assim, enfrentar essa dura realidade e celebrar o trabalho de pessoas como Zora é um primeiro passo para que tal horror jamais se repita e seja combatido em todos os seus desdobramentos até hoje.

© fotos: divulgação/fonte:via

Essa garrafa de água se decompõe em alguns meses e promete ser uma alternativa ao plástico

Cerca de um milhão de garrafinhas de plástico são vendidas a cada minuto no mundo. A água contida dentro delas também vem com milhares de partículas de microplásticos “de brinde”, segundo aponta uma pesquisa recente realizada pela Orb Media, uma organização jornalística sem fins lucrativos.

O cientista britânico James Longcroft desenvolveu uma solução de garrafa de água que visa diminuir o problema, a CH20ose. O projeto busca financiamento coletivo através da plataforma IndieGoGo e já arrecadou £ 26 mil para sua confecção.

De acordo com os criadores, a garrafinha é completamente biodegradável, feita de produtos sustentáveis, reciclável e sua decomposição ocorre de maneira não tóxica dentro de alguns meses. Apesar disso, não é revelado o material usado na parte interna da garrafa – o exterior é feito de papel reciclado.

Estima-se que as garrafinhas da CH20ose devam chegar ao mercado britânico até o final do ano custando o equivalente a cerca de R$ 4 cada.

Além de buscar minimizar os impactos do plástico no meio ambiente, a iniciativa também tem um fim social. Através de uma parceria com a organização Water for Africa, o projeto pretende doar 100% de seus lucros para melhorar o acesso à água no continente africano.

Fotos: Divulgação/fonte:via

Vítimas das pesca com redes, restam somente 12 golfinhos ‘vaquita’ vivos no planeta

A extinção completa de espécies pode nos parecer um evento restrito a uma antiguidade distante, mas a verdade é que tal processo está ocorrendo com diversos animais enquanto este texto está sendo lido. Uma das espécies mais ameaçadas do mundo é o simpático golfinho “Vaquita”, conhecido como o “panda dos mares” por sua coloração escura ao redor dos olhos. Indícios apontam que restam somente 12 exemplares do Vaquita vivos, na natureza – e de que a extinção completa da espécie pode acontecer ainda esse ano.

O Vaquita é um golfinho pequeno, que vive na parte norte do Golfo da Califórnia, gosta de águas quentes e vive de modo geral uma vida solitária. Essa opção, no entanto, vem se tornando uma condição diante da diminuição radical da espécie ao longo dos últimos anos: em 1997 havia contabilizados cerca de 600 golfinhos da espécie; no ano passado, o número chegou a 30, caindo para 12 em 2018 – e assim compreende-se o temor de que os Vaquitas simplesmente deixem de existir.

Exemplos de Vaquitas presos em redes de pescadores

A principal ameaça a espécie não é diretamente a sua caça, mas certos métodos de pesca tanto na Califórnia quanto no México, principalmente o uso de redes de emalhar – que costumam prender o pequeno golfinho. Ainda que o uso dessa rede seja proibido no México, assim como a própria pesca do peixe Totoaba (principal “alvo” dos pescadores e suas redes), o lucro sugerido pela venda do Totoaba no mercado ilegal faz com que a prática siga acontecendo no Golfo – e assim vão desaparecendo os últimos Vaquitas.

Além das legislações e da tentativa de se educar pescadores e a própria população, algumas medidas vem sendo estudadas para se tentar evitar o desaparecimento dos “pandas dos mares”. Grupos de atuação já sugerem a captura dos últimos Vaquitas para tentar a reprodução em cativeiro, mas o alto nível de estresse para os animais durante o processo pode ser também uma ameaça aos poucos exemplares que restam. Enquanto isso, a monitoração no Golfo continua, como continua a ganância que pode fazer desaparecer uma espécie animal diante de nossos olhos.

Abaixo, um curto documentário em inglês sobre a luta para salvar o Vaquita.

© fotos: divulgação/fonte:via