As ilustrações botânicas de antigamente que eram verdadeiras obras de arte

Se hoje o mundo conta com a ajuda da tecnologia para poder estudar e catalogar a nossa riquíssima fauna, antigamente, quando nem a fotografia havia sido inventada, eram os próprios cientistas que precisavam ilustrar seus cadernos, para registrar as diferentes espécies de plantas do mundo inteiro.

Hoje, com o microscópio podemos ver detalhes que não são vistos a olho nu e, com a ajuda de câmeras fotográficas especializadas, o trabalho fica muito mais preciso e prático, porém é inegável que as ilustrações de antigamente possuíam uma aura artística muito forte. Coloridas e ricas em cores e texturas, muitas vezes, artistas e ilustradores eram contratados para finalizar o que o cientista havia começado.

Se no passado, médicos, jardineiros, cientistas botânicos e farmacêuticos dependiam destes desenhos para trabalhar, hoje, do ponto de vista científico elas já não não mais tão relevantes. Algumas destas ilustrações já possuem mais de 300 anos, mas ela ainda podem servir de inspiração para artistas e amantes da arte, que estão em busca de uma nova técnica ou que, simplesmente querem mais cor em suas vidas.

Fotos: Wikimedia Commons/fonte:via

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Guardião da mata há 30 anos resgata sementes nativas

Há 30 anos, José Cícero da Silva, hoje com 50, se dedica a resgatar sementes nativas da Mata Atlântica na comunidade de São Manuel, Tamandaré, no litoral sul de Pernambuco.

Criado na mata desde os 12 anos, ele via o padrasto trabalhando como machadeiro e foi aprendendo o ofício. Hoje, José Cícero – ou Saberé, como é conhecido – é mateiro, responsável por coletar sementes que serão germinadas no viveiro do Polo Automotivo Jeep, em Goiana (PE).

O ofício começa às 4h da manhã, antes do sol nascer. As sementes colhidas por ele garantem que a biodiversidade da região seja preservada.

Quando o programa da Jeep teve início, em 2014, cerca de 174 espécies de plantas foram catalogadas. Hoje, com a ajuda de mateiros como Saberé, esse número já subiu para 295. Dentre estas, 27 espécies eram de plantas em extinção, que estão sendo recuperadas graças ao viveiro.

Após a coleta, as sementes são tratadas e, então germinadas no viveiro, que espera atingir a marca de 208 mil mudas plantadas até 2024, resultando em 304 hectares de área verde. O programa visa resgatar o bioma da Mata Atlântica, um dos mais ameaçados do país.

Fotos: reprodução/fonte:via

A árvore que é literalmente dona de si e a importância de sua condição jurídica surreal

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Na cidade de Athens, na Georgia (EUA), uma árvore é completamente dona de si – e ela provavelmente tem mais posses do que você.

A história dela começa por volta de 1800, quando William H. Jackson decidiu honrar a árvore que foi testemunha de muitas de suas aventuras de infância.

Dessa forma, ele colocou uma placa próximo à planta, onde pode ser lido: “Em consideração ao grande amor que carrego por esta árvore e pelo grande desejo que tenho por sua proteção, por todos os tempos, transmito a ela toda a possessão de si mesma e de toda a terra a oito pés da árvore por todos os lados”.

Embora a escritura das terras não tenha sido encontrada, a população da cidade reconheceu como legítimos os direitos do carvalho-branco sobre si e sobre a terra em que está plantado.

Porém, o destino tinha outros planos para ele… A árvore adoeceu e foi derrubada durante uma tempestade em 1942, mas sua história não terminou: alguém plantou uma das bolotas do carvalho e uma nova planta cresceu a partir daí.

Chamado desde então de “O filho da árvore que é dona de si”, o novo carvalho herdou também o patrimônio da família – os oito pés (cerca de 2,4 m) ao seu redor em todas as direções e, mais importante, o reconhecimento de ser seu único dono. Como legalmente ainda não é possível que uma árvore tenha propriedades em seu nome, a cidade e seus habitantes são os verdadeiros responsáveis em dar continuidade a este legado.

Fotos: Domínio Público/fonte:via

A árvore mais larga do mundo mais parece uma floresta inteira

/fonte:via

Quem se depara com a Grande Baniana pode achar que está diante de uma floresta, mas trata-se de somente uma árvore.

Localizada no Jardim Botânico de Acharya Jagadish Chandra Bose, em Haora, na Índia, a árvore se espalha por mais de 14 mil metros quadrados. Segundo o Oddity Central, o espaço ocupado por ela é maior do que uma construção média do Wal-Mart.

Acredita-se que a Grande Baniana tenha pelo menos 250 anos. As primeiras referências que se tem sobre a árvore datam do século 19 e foram encontradas em um diário de viagens.

E por que ela se parece tanto com uma floresta? Não é apenas por seu tamanho, mas também pelas enormes raízes que se levantam do chão como se fossem troncos de outras árvores.

São as próprias raízes que sustentam a planta, que teve seu caule removido após ser infectado por um fungo em 1925. Essa não foi a única intempérie à qual a árvore sobreviveu: ela também já aguentou dois ciclones ocorridos em 1864 e 1867. Mesmo assim, sua resistência não foi abalada e ela continua crescendo – mais de 2 acres foram ocupados pela Grande Baniana nos últimos 30 anos.

Treze pessoas são responsáveis pelos cuidados com a árvore, considerada a mais larga do mundo. Os curiosos podem visitá-la durante um passeio pelo Jardim Botânico, que fica a uma curta distância do centro da cidade de Kolkata, na Índia.

Nós já estamos pesquisando as passagens, e vocês?

Créditos das fotos sob as imagens/fonte:via

Após quase serem extintas, ariranhas reaparecem nos rios da Amazônia

Os esforços para proteger espécies ameaçadas de extinção ganharam a atenção do noticiário no fim do século XX, e, apesar de muitas delas terem sucumbido frente à ganância humana, há exemplos que nos ajudam a manter a fé em dias melhores na nossa relação com a natureza.

É o caso de um estudo recente que indica que as ariranhas, que chegaram as ser consideradas localmente extintas nos rios da Bacia Amazônica, estão voltando a habitar a região, após terem sua população quase que dizimada pela caça.

O estudo, liderado pela bióloga Natália Pimenta, nasceu graças à observação de índios baniwa, que há alguns anos têm observado o retorno das ñeewi, palavra que usam para se referir às ariranhas. Inicialmente, os índios, que vivem na Bacia do Içana, começaram a encontrar carcaças de peixes com marcas de mordidas de um bicho que eles não eram capazes de reconhecer. Com o passar do tempo, os sinais aumentaram, e muitos moradores chegaram a ver as ariranhas na região.

O animal não era registrado por lá desde os anos 1940, quando caçadores se espalhavam pela Amazônia para matar animais e vender suas peles. Alguns estudos indicam que mais de 23 milhões de animais, de diferentes espécies, foram mortos entre 1904 e 1969.

De acordo com Natália Pimenta em entrevista à BBC Brasil, as ariranhas eram encontradas em toda a América do Sul, da Venezuela ao sul da Argentina, mas a caça fez com que os animais ficassem restritos a poucas áreas, como o Pantanal e alguns rios amazônicos. Elas têm reaparecido também na Bolívia, na Colômbia e nas Guianas.

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Kilauea: erupção destrói todas as maravilhas naturais dessa região do Havaí

Todo o habitat natural de uma região do Havaí foi devastado pela erupção do vulcão Kilauea.

A maravilhosa floresta da região de Puna, a mais atingida pelos fluxos de lava, se tornou um terreno estéril, piscinas naturais cristalinas com jardins de corais se tornaram ambientes sujos e sem vida, e um lago de 400 anos evaporou totalmente. Várias criaturas morreram.

“Do ponto de vista humano, o que está acontecendo é trágico”, disse David Damby, vulcanologista do Serviço Geológico dos Estados Unidos. “Mas, do ponto de vista do vulcão, esse é o trabalho que ele faz: construir novas terras e mudar a paisagem”.

“É uma coisa muito poderosa de se testemunhar”, complementou Ryan Perroy, vulcanologista e professor da Universidade do Havaí em Hilo. “Mas, em termos geológicos, também não é um evento inesperado. Foi assim que Puna foi construída, com erupções vulcânicas”.

Floresta de Puna

A perda do habitat da floresta em Puna foi um evento deprimente: primeiro, as árvores frutíferas, flores e samambaias começaram a ficar marrons, definhando no ar nocivo cheio de dióxido de enxofre, e depois a lava substituiu grandes trechos de bosque verdejante por terrenos vulcânicos irregulares e áridos.

“Antes das erupções, essa área era provavelmente a melhor floresta do estado do Havaí”, disse Patrick Hart, professor de biologia da Universidade do Havaí em Hilo. “Havia espaços onde a floresta nativa se estendia até o oceano, e você simplesmente não vê isso no resto do Havaí”.

As florestas úmidas e chuvosas de Puna eram um importante habitat para plantas, pássaros e insetos nativos havaianos. Levará pelo menos 100 anos para que os trechos dizimados prosperem novamente – primeiro com líquen, depois com samambaias nativas e árvores Ohia que se adaptarem para crescer na lava. Em 150 anos, a terra pode começar a se assemelhar a uma floresta como a que costumava estar lá.

Como os especialistas não cansam de se repetir, no entanto, esse é um processo que aconteceu muitas vezes antes no Havaí.

Lago Verde e Baía de Kapoho

A devastação da floresta não foi a única mudança dramática na paisagem. Na manhã de 2 de junho, a lava também entrou no Lago Verde, em Puna. Plumas de vapor começaram a subir de um ponto popular para a natação, onde as profundezas atingiam cerca de 60 metros. Em menos de duas horas, o lago de água doce, com 400 anos de idade, desapareceu totalmente, evaporado.

Apenas alguns dias depois, rios de lava fluíram para perto da Baía de Kapoho, destruindo centenas de casas e cobrindo a água azul-turquesa cheia de corais e uma série de piscinas naturais raras e protegidas ricas em vida marinha.

“A Baía de Kapoho era um lugar de lazer muito importante para as pessoas nesta área. Também era um local de pesquisa muito importante para nós, cientistas”, explicou Steven Colbert, professor de ciências marinhas da Universidade do Havaí em Hilo.

A água ao redor da baía precisará ser limpa para que as piscinas possam florescer novamente, mas isso não acontecerá até que a erupção diminua ou pare. Uma vez que as partículas vítreas vulcânicas se dissiparem e o pH e a temperatura da água voltarem ao normal, o coral pode recomeçar a crescer. Não é impossível que isso ocorra, no entanto: parte daquela área já o fez quando foi formada por lava nas décadas de 1950 e 1960.

O ciclo de destruição e reconstrução da natureza

Enquanto esses processos podem parecer simplesmente ruins para nós, seres humanos, não é necessariamente o caso, do ponto de vista da natureza.

Por exemplo, a rapidez com que o coral havaiano vai florescer novamente depende se a lava vai criar um litoral inclinado, ou piscinas protegidas, como fez em Kapoho, o que pode permitir um crescimento mais rápido do que a taxa usual de um centímetro por ano.

Em termos de organismos marinhos e corais, a região está recomeçando do zero, contudo é mais fácil perder um recife insubstituível para a lava do que perdê-lo para o branqueamento, o que aconteceu em muitos outros lugares do Havaí por causa de um aumento global nas temperaturas oceânicas. Esse aumento é impulsionado por atividades humanas.

“Há a tragédia das pessoas perdendo suas casas e, para nós, cientistas, perdendo nosso local de pesquisa. Mas, do ponto de vista do meio ambiente, esse é um ciclo natural”, disse John Burns, que passou uma década estudando corais nas piscinas naturais havaianas. “Eu prefiro ver um recife morrer de lava do que de branqueamento”.

fonte:via[TheGuardian]

Não toque! Esta planta gigante causa queimaduras de terceiro grau

É bem provável que Hollywood faça um novo filme apocalíptico estreando uma horrível invasão de plantas que acaba com a humanidade.

Isso porque uma excelente candidata ao papel principal já está se espalhando pelos EUA: a Heracleum mantegazzianum, conhecida em inglês como “hogweed”, uma planta gigante e incrivelmente tóxica que pode causar queimaduras de terceiro grau na pele.

Listada como nociva em pelo menos oito estados americanos, na semana passada, a hogweed foi vista na Virgínia pela primeira vez.

Perigo

De acordo com a Universidade Tecnológica da Virgínia (EUA), cerca de 30 dessas plantas foram encontradas no condado de Clarke, e os moradores locais foram alertados para ficar de olho em novos avistamentos.

Nativa da região do Cáucaso, na Europa oriental e Ásia ocidental, a planta parece uma versão enorme da hogweed comum, que é benigna. No entanto, pode causar queimaduras graves na pele mesmo se uma pessoa simplesmente roçar nos seus galhos.

As cerdas presentes nesses galhos – e outras partes da plante – emitem uma seiva desagradável que irrita quimicamente a pele, causando danos severos através da exposição à luz solar e aos raios UV.

Como resultado, as vítimas que entram em contato com a hogweed adquirem bolhas enormes na pele que podem deixar para trás cicatrizes e sensibilidade à luz por muitos anos.

Invasão

A hogweed é um monstro disfarçado. Ela não parece perigosa: pode crescer mais de 4 metros, espalhando suas enormes folhas e produzindo aglomerados de flores brancas em forma de guarda-chuva.

A Grã-Bretanha cometeu o erro de usá-la como uma planta “ornamental” de jardim no século 19, e apenas algumas décadas depois a hogweed foi introduzida na América do Norte também. Desde então, tem sido uma batalha deter a marcha invasiva da planta.

Evitar a disseminação da planta não é nada fácil, uma vez que suas sementes – cada exemplar pode ter milhares – permanecem viáveis no solo por vários anos. “Em alguns casos, uma infestação de hogweed gigante é melhor controlada usando vários métodos diferentes em combinação ou em sucessão – em outras palavras, um plano de ataque de dois, três ou mesmo quatro frentes”, explica o Departamento de Conservação Ambiental de Nova York.

Esses métodos envolvem cortar as raízes das plantas, remover as cabeças das sementes, destrui-las quando ainda são pequenas e até mesmo dosar tudo com herbicida. E, é claro, não é possível fazer nada disso sem equipamentos de proteção para poder se aproximar da planta.

fonte:via [ScienceAlert]