Brotos e flores de 110 milhões de anos são descobertos no Maranhão

Um achado que pode ajudar a entender como era a região do Vale do Parnaíba, no Maranhão, milhões de anos atrás: Rafael Lindoso, pesquisador do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), localizou flores pré-históricas que podem ter brotado até 110 milhões de anos atrás.

As escavações, feitas em Brejo, cidade a 314 km de São Luís, fazem parte de uma pesquisa que busca entender como era o clima da região muito tempo atrás, quando temperaturas elevadas e ar muito seco compunham a paisagem com imensas lagoas de água salobra.

Lindoso encontrou os botões florais em uma espécie de lama petrificada, e parecem representar “os primeiros momentos evolutivos de espécies de plantas florais que conhecemos hoje, tais como as orquídeas ou as margaridas”, de acordo com o IFMA.

O pesquisador ressalta que, durante o trabalho, foram identificadas relações entre a flora fóssil de Brejo e a que existia, no mesmo período, 110 milhões de anos atrás, no sul dos Estados Unidos, o que reforça a hipótese de que os continentes possuíam ligações terrestres.

Rafael Lindoso ressalta que estudos sobre restos de plantas fósseis no Maranhão são extremamente raros, e que eles podem mesmo apontar para as mudanças climáticas ocorridas na região.

“Entre os materiais identificados em nosso estudo temos representantes das coníferas que, atualmente, estão restritas a latitudes mais altas, portanto mais frias. Por outro lado, o mesmo conjunto de plantas fósseis (e microfósseis) que encontramos indica um clima árido ou semiárido para a região durante o período Cretáceo Inferior”, comentou.

“Assim, no Maranhão de 110 milhões de anos atrás, plantas que hoje habitam zonas mais frias estavam adaptadas a climas mais áridos naquela época”, conclui o professor.

 

Fotos: Divulgação/IFMA/fonte:via

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Fotos da Nova Zelândia com infravermelho mais parecem pinturas

Interessado em produzir imagens não convencionais, o fotógrafo paisagista Paul Hoi combina criativamente a ficção científica com a psicodelia. Usando uma câmera modificada para infravermelho, Hoi é capaz de criar cenas sonhadoras da natureza em terras estrangeiras.

Durante uma recente viagem à Nova Zelândia, ele levou esta prática a um novo patamar, transformando seu ambiente em estudos impressionantes de cor.

Enquanto acampava pelo sul do país, Hoi usou uma câmera com uma lente especial que revelou uma luz invisível. Este truque tecnológico altera drasticamente a composição de cores de suas fotografias, transformando as exuberantes florestas tropicais da região e as colinas verdejantes em formas de relevo rosa brilhantemente coloridas. Embora ligeiramente sem saturação, os tons não-verdes dos céus nebulosos, lagos glaciais e os animais selvagens permanecem relativamente intactos, culminando em paisagens perplexas que atuam como “âncoras visuais vagamente conhecidas de um mundo alienígena”.

Mesmo que a especialidade de Hoi seja fotografia paisagística, ele não se sente atraído por imagens que reproduzem a realidade, mas sim por representações que alteram as percepções e experimentam a expectativa. Sua abordagem criativa arroja uma nova luz sobre o tipo de fotografia tradicional, resultando em um belo trabalho que é tão incompreensível quanto atraente.

Confira mais imagens:

 

Imagens: Paul Hoi/fonte:via

 

Como funcionam as piscinas biológicas, que substituem cloro por plantas

Por maior que seja o prazer de mergulhar em uma piscina, e por mais benesses para a saúde que o hábito de nadar possa nos trazer, o fato é que muitas vezes a quantidade de cloro e químicos presente na água podem fazer um mal danado para nossa pele e corpo em geral. Tais agentes são usados em piscinas para eliminar bactérias e fungos mas, antes que junto eliminem parte de nossa saúde, alguma pessoas vêm utilizando uma alternativa mais saudável, agradável e bonita ao cloro: plantas aquáticas.

São as chamadas piscinas biológicas, que basicamente utilizam micro-organismos e plantas como filtros para a água. Para tal, divide-se a piscina em uma parte para nadar e outra para as plantas – o que é importante, pois protege o banhista de nadar entre as plantas, que podem conter insetos e girinos.

Através da fotossíntese, as plantas produzem biomassa, que serve como alimento para os micro-organismos. São eles que transformam a matéria em substâncias inorgânicas, como dióxido de carbono e sais minerais, fundamentais para o crescimento das plantas e para a conclusão de todo o ciclo.

A piscina precisa ser construída em um buraco escavado, de pelo menos 10 por 15 metros, com uma tela impermeável protegendo-a. As plantas – criadas em viveiros por empresas especializadas – purificam a água liberando oxigênio durante a fotossíntese.

Ainda que o custo de fabricação possa ser um pouco elevado, os custos posteriores são mínimos, pois não exige equipamentos elétricos nem produtos químicos – chegando a um resultado arquitetonicamente incrível, natural e delicioso – é, afinal, como ter um lago natural em sua própria casa.

A empresa liberou um tutorial em vídeo para a fabricação das piscinas.

© fotos: divulgação/reprodução/fonte:via

Do Canadá à Nova Zelândia: 16 fotos de paisagens tão lindas que podem virar seu fundo de tela

Se todo país possui suas belezas naturais e peculiares, algumas paisagens em alguns lugares do mundo parecem oferecer uma certa mágica aos olhos, como se ali a natureza quisesse realmente mostrar o quão estonteante e incrível ela pode ser.

O Brasil é um desses lugares – como são também o Canadá, a Islândia e a Nova Zelândia. O casal de fotógrafos Marta Kulesza e Jack Bolshaw passaram os últimos anos viajando por tais países, a fim de fotografar a natureza e as paisagens mais espetaculares – em lugares tão bonitos que nem parecem possíveis.

O lugar preferido do casal foi a Nova Zelândia, onde pensam de fato em morar. Mas, segundo Martha, o Canadá é o melhor lugar para fotografar paisagens. “São lugares incríveis para se fotografar, espalhados por áreas imensas, o que significa menos gente e mais serenidade”, ela disse. O casal mantém um site com dicas de viagem e de fotografia – além das mais impressionantes fotos de paisagens que se tem notícia.


Monte Kirkjufell, na Islândia


Trilha Pocaterra em Kananaskis Country, no Canadá


Monte Garibaldi, no Canadá


Monte Cook, na Nova Zelândia


Monte Assiniboine, no Canadá


Monte Assiniboine, no Canadá


Mini iceberg na Islândia


As incríveis luzes ao norte do Canadá


Lagos Vermilian, no Canadá


Lago O’Hara, no Canadá


Lago Berk, no Canadá


Parque Nacional Jasper, no Canadá


Parque Nacional Jasper


Parque Nacional Jasper


Reserva Natural de Fjallabak, na Islândia


Lago Abraham congelado, em Alberta, no Canadá

 

© fotos: Marta Kulesza e Jack Bolshaw/fonte:via

Do tamanho da Irlanda: China cria uma nova floresta com 6,6 milhões de hectares

Quando decretou, em 2014, estado de emergência nacional sobre seus níveis de poluição (e os efeitos que tais níveis teriam sobre o aquecimento global e o próprio futuro do planeta), o governo chinês levou a sério uma das mais evidentes e eficientes recomendações para se combater tais males: o reflorestamento. Assim, enquanto os EUA caminham em largos passos para trás em tal assunto (entre tantos outros) com o governo Trump, o governo chinês anunciou que plantará em 2018 uma floresta de 6,6 milhões de hectares – nada menos que praticamente o tamanho de toda a Irlanda.

O plano chinês visa ampliar de 21,7% de seu território coberto por florestas para 26% até 2030 – e não está medindo esforços para conquistar tal meta: nos últimos cinco anos foram mais de 82 bilhões de dólares gastos em esforços de reflorestamento, e o investimento seguirá pesado pelos próximos anos.

Para esse ano, serão plantadas florestas na província de Hebei, ao noroeste do pais, Qinghai, no platô tibetano, e no deserto de Hunshandake, no nordeste da região autônoma da Mongólia. Como um dos mais poluentes países do mundo – com um crescimento econômico intenso e uma imensa população – o compromisso chinês contra a poluição reconhece no reflorestamento uma de suas mais importantes armas, mas não para por aí: além de plantar uma Irlanda inteira de novas árvores, nos próximos cinco meses diversas fábricas e siderúrgicas serão fechadas ou terão suas atividades reduzidas.

 

© fotos: divulgação /fonte:via

As melhores fotografias de natureza da ‘National Geographic’ em 2017

Poucos temas são tão fascinantes e oferecem tantas imagens espetaculares para o trabalho de um fotógrafo quanto a natureza. Há mais de 100 anos a revista National Geographic, entre reportagens e artigos sobre ciência, história, geografia, história e cultural, ilustra suas páginas com as mais espetaculares imagens de animais, paisagens e a natureza de modo geral. Natural, portanto, que anualmente a revista realize o Natural Geographic’s Nature Photographer of the Year Contest, um concurso de fotografias da natureza – e os vencedores de 2017 foram finalmente anunciados.

O prêmio é dividido em quatro categorias: vida selvagem, paisagens, aérea e debaixo d’água. O vencedor em cada categoria recebe um prêmio no valor de 2,5 mil dólares. A partir dessa seleção, um grande vencedor é escolhido dentro os quatro vencedores segmentados. A fotógrafo por trás da foto campeã ganha mais 7,5 mil dólares e ainda a imagem publicada na revista e no instagram da National Geographic.

A imagem selecionada como grande vencedora do concurso geral foi a foto intitulada “Cara a cara em um rio no Borneo”, de Jayaprakash Joghee Bojan, fotógrafo de Singapura. Nela, vemos um expressivo, temeroso e concentrado orangotango cruzando um rio. A foto foi tirada com o fotógrafo também imerso, em um momento de rara felicidade – e a história por trás da foto explica não só a beleza e força da imagem como a própria expressão do animal.


“Cara a cara em um rio no Borneo”, de Jayaprakash Joghee Bojan – 1º lugar (Vida Selvagem) – 1º lugar geral

“Enquanto procurava por orangotangos selvagens na Indonésia, vi essa incrível imagem de um imenso orangotango macho atravessando um rio, apesar do fato de haverem crocodilos na água. O cultivo de palmeiras acabou com seu habitat, e no limite, essas criaturas inteligentes aprendem a se adaptar – e essa é a prova, considerando que orangotangos odeiam água e nunca se aventuram em um rio”, afirmou o fotógrafo vencedor.

“Ás vezes você fica cego quando coisas assim acontecem”, ele disse. “Você está tão ligado que nem sabe o que está acontecendo. Não sente dor, não sente os mosquitos te picando, não sente frio, pois sua cabeça está completamente perdida no que está acontecendo à sua frente”.


“Amor de mãe”, de Alejandro Prieto – 2º lugar (Vida selvagem)


“Lutadores brancos”, de Bence Mate – 3º lugar (Vida selvagem)


“Manutenção macaca”, de Lance McMillan – Menção honrosa (Vida selvagem)


“Grande coruja cinza”, de Harry Collins – Escolha popular (Vida Selvagem)


“Anêmona florescente”, de Jim Obester – 1º lugar (Debaixo d’água)


“Na sua cara”, de Shane Gross – 2º lugar (Debaixo d’água)


“Peixe voador em movimento”, de Michael O’Neill – 3º lugar (Debaixo d’água)


“Predadores em uma bola de iscas”, de Jennifer O’Neil – Menção honrosa (Debaixo d’água)


“Deriva”, de Matthew Smith – Escolha popular (Debaixo d’água)


“Cachoeira de fogo”, de Karim Iliya – 1º lugar (Paisagem)


“Grande Canyon Dushanzi”, de Yuhan Liao – 2º lugar (Paisagem)


“Iluminado”, de Mike Olbinski – 3º lugar (Paisagem)


“Frio e nebuloso”, de Gheorghe Popa – Menção honrosa (Paisagem)


“Kalsoy”, de Wojciech Kruczynski – Escolha popular (Paisagem)


“Piscina de pedra”, de Todd Kennedy – 1º lugar (Aérea)


“Do alto”, de Takahiro Bessho – 2º lugar (Aérea)


“Pingo”, de Greg C. – 3º lugar (Aérea)


“Vida depois da vida”, de Agathe Bernard – Menção honrosa (Aérea)


“Canyon vagueado”, de David Swindler – Escolha popular (Aérea)

 

© fotos: National Geographic

Estas são algumas das árvores mais incríveis do mundo

Todas as árvores nos beneficiam com a entrega de oxigênio. Mas algumas fazem muito mais do que isso: elas têm histórias para contar.As imagens incríveis contidas nessa matéria revelam algumas das árvores mais marcantes e impressionantes do mundo. Elas estão entras as maiores e mais velhas e, de uma forma ou de outra, se tornaram entidades nas culturas de comunidades que as cercam.

As fotos foram extraídas do livro Wise Trees, que reúne árvores históricas e culturalmente significativas, da Índia até a Califórnia.Os cliques foram feitos pelos fotógrafos Diane Cook e Len Jenshel, que passaram dois anos viajando o mundo em busca de capturar imagens de 59 árvores extraordinárias. 

Eles afirmam que desejavam que o livro realçasse a importância e potência do papel que as árvores historicamente desempenham em vista de preservar o equilíbrio natural do mundo.

 

Fotos: Diane Cook and Len Jenshel /fonte:via