Por que você precisa conhecer Bom Jardim da Serra, em SC

Bom Jardim da Serra, cidade localizada em Santa Catarina, não possui a fama de Florianópolis, Camboriú ou Garopaba, destinos adorados pelos turistas no estado, mas sem dúvida merece destaque. Conhecida como “capital das águas”, o município possui 35 cachoeiras com pelo menos dez metros de altura e 14 nascentes de rios em seu território.

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Com pouco mais de 4 mil habitantes, Bom Jardim da Serra é praticamente a porta de entrada da Serra Catarinense. Muitos turistas chegam à região através da cidade, após percorrer as curvas da Serra do Rio do Rastro e chegar ao mirante que oferece uma vista deslumbrante de 1000 metros acima do nível do mar.

A Serra do Rio do Rastro é um dos principais cartões-postais de Santa Catarina. Sua estrada, que liga o litoral à região serrana do estado, tem quase 300 curvas e, ao mesmo tempo que desafia os motoristas, deixa maravilhados quem por ali passa por conta de suas deslumbrantes paisagens.

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Bom Jardim da Serra vale ser visitada durante todo o ano, mas a cidade consegue ficar ainda mais atraente no inverno, pois as temperaturas despencam. Seu cânion, que possui 1450 metros de profundidade, em alguns anos chega até mesmo a ficar coberto por uma camada de gelo fino.

Outros pontos de interesse na cidade são o Cânion das Laranjeiras, com 1520 metros de profundidade, é tido como o mais bonito, o Cânion da Ronda (1485 metros) e o Cânion do Funil (com 1590 metros).

* Imagens: Reprodução/fonte:via

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O pequeno e intrigante rio engolidor de pessoas

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Entre Barden Tower e Bolton Abbey em Yorkshire, Inglaterra, se encontra uma das armadilhas mais perigosas da natureza. É um pequeno fluxo de montanha de aspecto inocente, com cerca de seis metros de extensão, conhecido como Bolton Strid, ou simplesmente ‘Strid’. Mas abaixo da superfície da água há um abismo profundo com poderosas correntes inferiores que puxa alguém que cai nela para uma morte certa. Acredita-se que sequer uma única pessoa que caiu no Strid já saiu de lá viva. Nem mesmo seus corpos.

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James Whitesmith/Flickr

Para entender como um pequeno ribeirão de montanha pode ter uma reputação tão perigosa, basta olhar ao redor. Em menos de 1 metro, este fluxo pequeno se expandirá para um rio substancial de 10 metros de diâmetro. Este é o rio Wharfe, que atravessa Yorkshire, em um pedaço, o rio é forçado a atravessar um espaço estreito, fazendo com que a água obtenha muita velocidade e profundidade. A distância estreita no Strid é apenas uma ilusão, já que ambos as margens estão seriamente prejudicadas. Oculto embaixo há uma rede de cavernas e túneis que guardam todo o resto da água do rio. Ninguém realmente sabe o quão profundo o é o Strid.

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www.thetelegraphandargus.co.uk

Na superfície, o Strid parece tão modesto e as margens tão próximas uma da outra que muitos visitantes entediados no passado assumiram que podiam pular sobre ele, ou atravessar suas pedras, porque parecia possível. Na verdade, acredita-se que o nome Strid venha da palavra “passo”. Há sinais de advertência em árvores ao redor da área que desencorajam as pessoas a tentarem o salto. Ainda há muitas histórias de pessoas escorregando e sendo sugadas implacavelmente nas cavernas subaquáticas e nos túneis erosionados.

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James Whitesmith/Flickr/fonte:via

Esses jardins vão te deixar com vontade de embarcar para o Japão agora

A imagem pode conter: árvore, planta, atividades ao ar livre e natureza

O arquiteto americano Marc Peter Keane passou cerca de 20 anos em Kyoto praticando paisagismo e foi o primeiro estrangeiro a receber um visto de trabalho no país como arquiteto paisagista. Em 2015, ele visitou e fotografou mais de de 100 jardins japoneses, identificando aspectos que considerou reveladores sobre seu design.

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Sua pesquisa resultou no livro Japanese Garden Notes, que contém mais de 400 fotos dos mais notáveis jardins japoneses. Agora, de volta a casa, Keane mantém um escritório em Nova York onde cria esse tipo de jardim para espaços públicos e privados. Confira algumas fotos do livro e entenda de onde veio tanta inspiração. Dá vontade de embarcar para o Japão agora para ver esses pequenos paraísos de perto!

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Fotos: reprodução/fonte:via

Que tal um passeio de barco por esse canal francês?

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Fora do roteiro turístico mais conhecido da França, o Canal dos Dois Mares é um dos feitos mais notáveis da engenharia civil realizados no século XVII. Ele consiste, na verdade, em dois canais, o du Midi e o de Garonne, que ligam o Mar Mediterrâneo ao Oceano Atlântico.

Sua construção começou em 1667 e foi até 1681, sendo que ele foi criado para servir como rota marítima alternativa ao Estreito de Gibraltar, muito perigoso na época, por conta dos piratas que atacavam diversos navios mercantes, e das intensas tempestades que costumavam atingir o local.

Com o passar dos anos e a modernização do transporte terrestre, o tráfego de embarcações no canal foi diminuindo, e hoje, além de ter virado Patrimônio Mundial da UNESCO, ele é usado para turismo e esportes aquáticos, sendo possível caminhar por toda a extensão do canal, admirando tanto vinhedos como incríveis campos de girassóis.

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Imagens © David McKelvey/Marcel Musil/jp.37/Tourisme en Occitanie/tourisme tarn et garonne/Gemma Llorensí Torrent/fonte:via

Rio azul turquesa na Costa Rica cria uma incrível ilusão de ótica natural

O Rio Celeste, localizado em um parque nacional na Costa Rica, é considerado um dos mais bonitos do mundo. E ao olhar imagens do lugar, não é difícil de entender o motivo. Suas belas águas azul turquesa enchem os olhos de turistas do mundo inteiro.

Mas até quatro anos atrás, o motivo da cor do rio – que é azulado em apenas um trecho de 14 km – era um mistério para os cientistas. Alguns alegavam que a cor incomum era por conta de altos níveis de cobre, mas testes comprovaram que não havia cobre na água.

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Outros afirmavam que a cor era resultado de diversos produtos químicos, como carbonato de cálcio e enxofre, e havia ainda os que preferiam acreditar que a coloração se devia à proximidade do rio o vulcão Tenório.

Pois todos eles estavam errados. Em 2013, uma equipe de cientistas da Universidade da Costa Rica e da Universidade Nacional descobriu que na verdade, a água não era azul turquesa. Tudo se tratava de uma ilusão de ótica.

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Ao analisarem uma substância esbranquiçada que cobria todas as rochas do fundo do rio, os cientistas descobriram que se tratava de um tipo de mineral composto de alumínio, silício e oxigênio, chamado aluminossilicato, que quando suspenso na água refletia a luz solar, enganando o olho humano, fazendo-o ver a água, que na verdade é transparente, como azul turquesa. A questão é que, sendo ilusão de ótica ou não, o rio é maravilhoso!

Todas as fotos © Reprodução Facebook/AFP/fonte;via

As flores de bambú que aparecem a cada 100 anos lotaram esse parque japonês

Nada é mais intrigante e fascinante do que os misteriosos fenômenos da natureza, que podem ser vistos em toda parte – como nos bambus. Os bambus são a planta que mais rápido se desenvolvem no planeta, podendo crescer até 10 centímetros em um só dia (algumas espécies crescem um milímetro a cada 2 minutos). Por outro lado, no que diz respeito ao aparecimento de suas flores, o bambu é uma das plantas mais lentas que existem, levando entre 60 e 130 anos para um primeiro florescer – e é por isso que o parque Sankeien, em Yokohama, no Japão, vem recebendo uma grande quantidade de visitantes: depois de cerca de 90 anos, seus bambus floresceram novamente.

A última que tais flores apareceram no parque foi em 1928, e a romaria de visitantes enxerga enorme significado no ocorrido, por sua raridade e, portanto, beleza – como uma experiência que a maioria provavelmente somente viverá uma vez.

A demora no florescer do bambu é ainda de modo geral um mistério, como tanta coisa na natureza é. As flores dos bambus são discretas e pequenas, mas sua curiosa e paradoxal relação com o tempo é seu atrativo principal – um tanto como a própria vida, e assim começamos a compreender a relação profunda dos japoneses com tal bonito fenômeno.

O parque, em Yokohama

© fotos: reprodução fonte:via

Spreewald Biosphere Reserve é a Veneza alemã

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Em Brandenburgo, pertinho de Berlim, esconde-se um pedacinho mágico. É a Reserva da Biosfera da UNESCO Spreewald, que encanta por suas paisagens semelhantes a um parque, mas com um toque especial.

Especial por conta dos mais de 200 canais que formam a floresta, moldada ainda na era do gelo, e que lembra a cidade italiana de Veneza. Estima-se que 50 mil pessoas habitem o local, muitas descendentes dos primeiros colonizadores da região, as tribos eslavas Sorbs e Wends, e que cultivam a língua, costumes e tradições dos antepassados até hoje.

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Apesar da presença humana, inclusive no turismo, que sustenta a região, a área continua praticamente intacta, e conta com cerca de 18 mil espécies de flora e fauna. Para visitar, existem diversos pacotes saindo de Berlim, sendo que os de um dia já são suficientes para ver muitas coisa. Só não temos como garantir que você queira ficar por lá.

Imagens © Michael Bertula/hgnize/siturelational/toon3000/Derbeth/gravitat-OFF /Fonte: via

Saiba como fazer sua espiral de ervas, um ótimo primeiro passo para entender a permacultura

As diversas possibilidades de recepção de luz, água e nutrientes por plantas distribuídas sobre uma estrutura em formato espiralado tornam essas espirais de plantas uma excelente maneira para começar a entender a permacultura – um jeito especial de cultivar plantas. Como no topo da espiral há maior exposição ao sol e, ao mesmo tempo, um local mais seco – pois a água acaba drenada para baixo – enquanto na parte inferior, a terra se torna mais úmida e menos iluminada, essas diferenças são aplicadas para decidir que planta deve ir aonde, permitindo assim que plantas diversas sejam cultivadas juntas.

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Para Bill Mollison, o ecologista australiano que, junto de seu colega David Holmgren cunhou o termo “permacultura”, trata-se de “uma filosofia de trabalhar com, e não contra a natureza; de observação prolongada e pensativa em vez de trabalho prolongado e impensado, e de olhar para plantas e animais em todas as suas funções, em vez de tratar qualquer área como um sistema único.”

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As paredes da espiral podem ser feitas de diversos materiais, como pedras, tijos ou bambus, mas é recomendado que a estrutura seja elevada em um local plano e ensolarado. Recomenda-se também que o raio da espiral não seja enorme, para que se possa alcançar suas diversas plantas com facilidade. Entre 1 metro e 1,60 metros, com mais 60cm ao redor para circulação é um tamanho ideal.

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Depois de levantar a espiral até a altura desejada, a estrutura deve ser preenchida com terra com boa capacidade de drenagem e adubação. Depois de preenchida, é só plantar as espécies, respeitando as preferências de cada planta para cada local da espiral.

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No alto, em solo seco e sol intenso, plantas como alho, pimentas, boldo, alecrim, sálvia, manjericão e cebolinha; ao meio da espiral, com certa sombra e solo levemente úmido, plantas como capim limão, manjerona, camomila e losna; embaixo, com sombra mais intensa e solo úmido, gengibre, coentro, melissa, poejo e hortelã são exemplos de plantas recomendadas. Depois é só seguir os conselhos da permacultura, e observar a reação e o comportamento das plantas dentro da espiral – e desfrutar não só das produções, mas de uma interação rica e interessante com a natureza.

© fotos: reprodução;fonte: via

Brasileiro passa 40 anos plantando sozinho uma floresta com 8 cachoeiras na região de SP

Quando era criança, observando o pai trabalhar em uma fazenda cortando árvores para produção de carvão e para a criação de gado, Antonio Vicente viu com os próprios olhos o efeito do desmatamento sobre as águas e a terra do local. Anos depois, pensando em salvar sua própria terra da seca, ele decidiu, com as próprias mãos e a ajuda de um jumento, plantar uma floresta no terreno que havia adquirido.

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Seus vizinho na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, o chamavam de louco, afirmando que árvores eram um desperdício de terreno, que não lhe trariam lucro e impediriam que ele criasse gado ou produzisse a partir de sua terra. 40 anos e mais de 50 mil árvores plantadas depois, aos 84 anos seu Antonio não hesita em afirmar que cada planta e árvores da floresta frondosa e plena de vida que plantou sozinho é um membro de sua família.

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O terreno de Antonio é um pequeno pedaço de terra, com cerca de 31 hectares, mas nele hoje existem 8 cachoeiras nas quais é possível beber água limpa e cristalina direto da fonte, com as próprias mãos. O local é limpo, silencioso e devidamente mantido pela e para a natureza.

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Seu Antonio vive na contramão da lamentável tendência a desmatar as florestas brasileiras, que vem voltando a crescer, em nome da indústria, da agricultura, e do lucro. O propósito de sua vida é deixar esse legado verde como uma herança permanente e perpétua para a região – e, assim, de fato um presente para a humanidade. Hoje ninguém o chama de louco, e nada pode de fato ser mais visto como riqueza e luxo do que a floresta que seu Antonio plantou.

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5 parques nacionais para conhecer (e amar) mais o Brasil

Montanhas, lagos, grutas e cachoeiras são apenas algumas das belezas naturais que podem ser encontradas nos parques nacionais que existem no país. Como se tratam de áreas de preservação ambiental, estes parques são amplos espaços que permitem que seus visitantes respirem ar puro e se conectem à natureza.

Fizemos uma lista dos nossos cinco mais maravilhosos parques naturais que não apenas atraem brasileiros que se encantam por suas belezas, como também milhares de turistas estrangeiros todos os anos.

Confira:

Parque Nacional do Iguaçu – Foz do Iguaçu – PR

Não foi por acaso que em 2011 as cataratas do Parque Nacional do Iguaçu, foram eleitas como uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza no concurso promovido pela fundação suíça New Seven Wonders. Formadas há cerca de 150 milhões de anos, as 275 quedas do local formam juntas uma visão tão majestosa e deslumbrante, que é fácil compreender o que atrai os enormes números de turistas que visitam o local todos os anos.

Parque Nacional de Itatiaia – RJ

O Itaiaia, na Serra da Mantiqueira, foi inaugurado em 1937 por Getúlio Vargas e foi o primeiro parque nacional criado no Brasil. Possui oito cachoeiras, 12 importantes nascentes de bacias hidrográficas e 15 trilhas. As maiores atrações são as trilhas para cachoeiras como a Véu de Noiva e montanhas como o pico das Agulhas Negras (2.791 metros), com 3 horas de caminhada.

Parque Nacional Serra da Bocaina – SP

O Parque Nacional da Serra da é uma das maiores áreas protegidas da Mata Atlântica. Com 104 mil hectares, localiza-se em trecho da Serra do Mar, na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Possui altitudes superiores a 2 mil metros, na região serrana, até o nível do mar, no litoral, apresentando paisagens diversificadas e grande riqueza de fauna e flora, com espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. Seus principais atrativos turísticos são as cachoeiras, das Posses, de Santo Isidro e do Veado, a Pedra do Frade, a Praia do Caxadaço e o Caminho de Mambucaba (mais conhecido como Trilha do Ouro).

Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha – PE

Com suas piscinas naturais, praias com águas verde-esmeralda, e trilhas ecológicas, em 2011 Fernando de Noronha foi reconhecido e tombado pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade. No arquipélago é possível aproveitar praias consideradas umas das mais bonitas do Brasil, como a do Leão e da Atalaia, mergulhar, passear de barco, nadar ao lado tartarugas e outras espécies marinhas e ainda avistar golfinhos.

Parque Nacional da Tijuca – RJ

O Parque Nacional da Tijuca protege a maior floresta urbana do mundo replantada pelo homem, com uma extensão de 3.953 hectares de Mata Atlântica. Por lá estão localizados famosos cartões postais como o Morro do Corcovado, onde está localizada a estátua do Cristo Redentor, a Vista Chinesa, a Pedra da Gávea, o Parque Lage e as Paineiras. O local possui áreas para piquenique, churrascos, voo livre, escalada, trilhas e outras atividades.

*Imagens: Reprodução;fonte: via