Projeto português combate clichês ao ensinar técnicas de street art para idosos

Alguns idosos mostram que velhice não é sinônimo de fraqueza e falta de capacidade. Muitos são ativos, se exercitam, acessam a internet, fazem aula de danças e até participam de projetos de street art. Pois é, o “Lata 65”, uma organização sem fins lucrativos, em Portugal, realiza oficinas e ensina técnicas de arte de rua para a terceira idade.

Os alunos aprendem sobre a história da arte de rua, fazem seus próprios stencils e cobrem com grafites os muros da capital Lisboa, onde o projeto acontece. Os participantes são acompanhados por artistas e de renome e podem escolher suas próprias marcas. Luísa, uma das integrantes, assina com “Armando” em homenagem ao seu marido falecido.

O grupo espalha  seus trabalhos pelos murais dos bairros, dando mais cor e levando vida aos locais degradados e abandonados da cidade. O objetivo do Lata 65 é eliminar os “clichês” sobre a arte de rua e ampliar os adeptos ao grafitti.

Veja abaixo algumas fotos dos participantes em ação:

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Todas as fotos © Lata 65

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FOTO DO DIA

Juiz visita buraco onde homem vive há 25 anos para decidir sobre ação

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De dentro do buraco que ele mesmo cavou e onde vive há 25 anos, Antônio Francisco Calado, 57, teve um dia diferente na última terça-feira (27). Acostumado a ficar sempre sozinho, ele recebeu a visita do juiz Everton Pereira Santos. O magistrado foi até a “casa”, construída em uma pequena e inóspita propriedade rural de Nova Roma, no norte de Goiás, para inspecionar a situação e se posicionar a respeito de dois processos de pensão por morte dos pais e um de interdição judicial envolvendo o homem.

Tudo começou quando a irmã e curadora de Antônio, Raimunda Tereza Calado, entrou na Justiça para provar que ele era incapaz e poderia ter acesso ao benefício.  Uma audiência até foi marcada, mas Antônio não compareceu. Diante da situação, o magistrado, responsável pela comarca de Iaciara, percorreu 50 km de carro e mais 1 km a pé para checar, com seus próprios olhos, as condições do “homem do buraco”, como é conhecido.

Santos diz que ficou intrigado com o que encontrou. “Olha, é uma situação muito peculiar, indescritível. Ao mesmo tempo em que ele aparenta ter muita inteligência para usar técnicas na construção do buraco e manusear ferramentas, demonstra aparentes delírios, dizendo que conversa com os raios e trovões”, disse ao G1.

Em perícia já realizada, Antônio foi diagnosticado com esquizofrenia paranoide perturbação mental grave caracterizada pela perda de contato com a realidade, alucinações e crenças falsas.

Diante dos documentos e da inspeção ao local, o juiz deliberou pelas duas pensões – relacionadas às mortes do pai, em 2000, e da mãe, 12 anos depois – cada uma no valor de um salário mínimo. A decisão também contempla o período retroativo, que resulta em um valor aproximado de R$ 70 mil.

Engenharia ‘fantástica’
Segundo o magistrado, Antônio não fala “coisa com coisa” e não consegue estabelecer uma linha de raciocínio clara e linear. Apesar disso, mostra lampejos, principalmente relacionados à construção, que fazem Santos acreditar até em coisa de outro mundo.

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“Ele criou um sistema para que a água da chuva não entre no buraco e ele poder utilizá-la depois. É fantástico. Quem ensinou isso para ele? Tenho a impressão que ele tem contato com outro ser. Ele se inspira em alguém, é muito estranho”, diz.

A residência de Antônio também impressionou o juiz. A construção, em formato oval e com aproximadamente 8 m², tem os cômodos divididos e só é possível chegar a pé. Ao entrar, existe a sala. De um dos lados, um oratório com duas imagens de santos e do outro o quarto, onde ele dorme sobre um pedaço de madeira com panos velhos.

O homem cozinha do lado de fora com utensílios sujos e rudimentares. A comida é tudo que ele encontra na natureza: pequi, pimenta e outras verduras cultivadas no local. Antônio não come carne.

Juiz visita buraco onde homem vive há 25 anos para decidir sobre ação em Goiás (Foto: Divulgação/TJ-GO)
Juiz ficou impressionado com a situação do homem: ‘Fantástico’ (Foto: Aline Caetano/TJ-GO)

Nada de banho

A irmã afirmou ao juiz que já tentou tirar o homem do local várias vezes, mas ele nunca aceitou a ideia. “Ele é muito arredio. A irmã falou que para manter uma convivência com ele é preciso três coisas: não pedir para ele tomar banho e trocar de roupa, além do mais importante, não pedir que ele saia de lá”, explica.

Como Antônio é incapaz, a irmã é quem vai administrar os benefícios. Segundo o juiz, ela será monitorada para fazer bom uso do recurso.

“Já pedi ao MP que acompanhe o gasto do dinheiro. Recomendei ainda que, mesmo a contragosto dele, sejam feitas melhorias no local, como a construção de um barraco e a utilização de água tratada”, exemplifica.

Juiz visita buraco onde homem vive há 25 anos para decidir sobre ação em Goiás (Foto: Divulgação/TJ-GO)
Sentença concedeu pensões por morte para o homem (Foto: Aline Caetano/TJ-GO)

Menino de sete anos cuida de seu pai paralisado após mãe abandoná-los

(Reprodução/Daily Mail)

Ou Tongming, um trabalhador de 37 anos de idade, da aldeia Wangpu, na província de Guizhou, localizada na região sudoeste da China, despencou do segundo andar de uma construção em 2013. O resultado do acidente foi uma lesão medular que acabou o paralisando da cintura para baixo.

A família vive em condições de pobreza e gastou todas as economias que possuía em tratamentos médicos para o pai. Mesmo nesta situação, a esposa de Tongming decidiu fugir com a filha mais nova, de apenas 3 anos de idade. Desde então, nunca mais se ouviu falar da mulher. Isso fez com que Ou Yanglin fosse o único familiar próximo ao pai paraplégico.

Há mais de um ano, Yanglin acorda todas as manhãs às 6h para dar comida ao pai antes de ir para a escola, aprendeu sozinho a cozinhar arroz e fazer compras no mercado local. Na hora do almoço ele corre de volta para casa para alimentar seu pai novamente.

(Reprodução/Daily Mail)

Tongming confessou que ele estava à beira do suicídio por tanto pensar no fardo que colocou em cima do filho devido à debilidade. Porém, ele achou melhor não deixá-lo sozinho.”Eu não estava tão determinado a ponto de deixar meu garoto órfão”, disse o homem em entrevista ao Shanghaiist.

Yanglin, que só agora começou a frequentar a primeira série, vasculha as ruas em seu caminho depois da aula para coletar algumas sucatas a fim de revendê-las e fazer algum dinheiro. Em média ele consegue recolher material suficiente para trocar por uma quantia de 20 yuans por dia. Fora isso, os dois sobrevivem graças a uma pensão destinada a pessoas em condições carentes, com objetivo de evitar pedidos de esmola pelas ruas.

(Reprodução/Daily Mail)

(Reprodução/Daily Mail)

As circunstâncias chocantes da fuga da mãe são conhecidas pelos vizinhos da família, que têm se esforçado para oferecer ajuda sempre que possível dentro dos que eles conseguem, já que são igualmente pobres.’Meu pai precisa de remédio, mas eu não tenho dinheiro “, disse Yanglin à mídia local.

Depois de voltar para casa a criança ainda ajuda a virar o seu pai na cama para que um remédio possa ser aplicado na parte de trás de seu corpo, com objetivo de evitar a formação de feridas devido aos longos períodos deitado.

Yanglin disse que mais do que qualquer outra coisa  que ele espera “crescer rapidamente”, a fim de conseguir ganhar dinheiro para curar as aflições de seu pai.A história da família se espalhou e pessoas bondosas que se comoveram com as condições de vida do pai criaram um fundo de caridade em seu nome para oferecer ajuda financeira.

Conheça as belas árvores moldadas pelo vento na Nova Zelândia

 

Slope Point fica no extremo sul da Ilha do Sul, uma das maiores da Nova Zelândia, ficando a cerca de 5 mil quilômetros tanto da Linha do Equador como do Pólo Sul. Por isso, os fluxos de ar que viajam ao longo do Oceano Antártico assentam em cheio neste pequeno lugar. Mas a verdade é que, mesmo em meio a uma condição natural extrema, a beleza surge.

As formas retorcidas das árvores que você vai ver têm tanto de estranho como de maravilhoso, mas mostram sobretudo como os seres humanos são só uma pequena parte da natureza. Slope Point é uma região praticamente desabitada, ainda que alguns agricultores pastem seu gado por lá.

O escritor Trevor Cree descreveu o vento que passa nesta área como uma força “que não cessa até que a total submissão da vítima seja conseguida”. Veja o efeito que ele provoca nas árvores:

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Foto © anita363

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Foto © Andre Wagner

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Foto © rosedeane

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Foto © Corinne Staley

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Foto © oneeighteen

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Foto © martindavies63

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Foto © Seabird Nz

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 Foto © Zac Henry

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 Foto © geoftheref