Restaurante de sucesso dentro de presídio em Cartagena ajuda detentas a se preparar para retorno à liberdade

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Moradores e visitantes de Cartagena, um dos principais destinos turísticos da Colômbia, têm desde o fim de 2016 uma oportunidade única de fazer deliciosas refeições ao mesmo tempo em que contribuem para a reintegração de detentas à sociedade.

Trata-se do Restaurante Interno, instalado dentro do Presídio Distrital de San Diego. 170 mulheres que cumprem pena por diferentes crimes foram treinadas em diversas funções e 20 foram selecionadas para trabalhar no restaurante, que serve receitas criadas por chefs famosos no país.

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Além da cozinha e do atendimento aos clientes, as internas também cultivam uma horta, de onde são colhidos alguns dos alimentos servidos no restaurante. A ação é parte do projeto Teatro Interno, criado pela atriz Johana Bahamon, que começou realizando oficinas de teatro dentro de presídios do país, e hoje também atua oferecendo cursos de artesanato, hotelaria, finanças e empreendedorismo.

O objetivo de todas as frentes é o mesmo: preparar as mulheres que foram presas para se reintegrarem à sociedade depois de cumprirem as devidas penas. Além de ensinar novos ofícios, o Interno também ajuda as detentas a aprender a trabalhar em conjunto e foi capaz de tornar o convívio dentro do presídio mais agradável.

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O presídio feminino de San Diego é uma penitenciária de segurança baixa, para onde detentas são enviadas para cumprir os últimos meses de suas penas antes de retornarem à liberdade. Mas isso não quer dizer que as condições por lá sejam muito melhores que em outros presídios: apesar de ter capacidade oficial para receber 100 detentas, cerca de 150 mulheres vivem nas seis celas do local.

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Fotos: reprodução/Restaurante Interno /fonte via

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Fotógrafo viajante registra uma Paris que os guias turísticos não mostram

Gente feliz tomando café em tranquilas alamedas, grandes lojas de grife vendendo produtos luxuosos e, claro, o Arco do Triunfo e a Torre Eiffel. É difícil não pensar nesses elementos quando Paris vem à cabeça, mas é claro que a realidade de uma metrópole não é feita só disso.

David Tesinsky é um fotógrafo tcheco que se dedica a viajar registrando o que ele descreve como “subculturas, culturas urbanas, histórias de rua e de pessoas”, sempre com a fotografia documental de reportagem social como norte.

Em um de seus últimos trabalhos, David visitou a capital francesa para desafiar os estereótipos que tomam conta do imaginário em relação à Cidade Luz. Como praticamente todas grandes cidades do planeta, Paris precisa lidar com vários problemas, e o fotógrafo acredita que fazer refletir sobre eles é um dos primeiros passos na busca por soluções.

Na viagem por Paris, o que mais chamou a atenção de David foi a quantidade de pessoas vivendo em situação de rua, número que tem crescido muito nos últimos anos por conta da crise migratória na Europa, que tem levado milhares de africanos e asiáticos ao continente em busca de melhores condições de vida.

Fotos © David Tesinsky  /fonte via

Ele criou finais tristes para filmes da Disney que vão te fazer refletir sobre a vida

O trabalho de Jeff Hong tem o poder de nos encantar e incomodar ao mesmo tempo.

Um dos principais atributos do artista é a maneira como ele transporta personagens dos filmes da Disney para os dias de hoje. A presença destes seres icônicos em imagens que retratam problemas bastante atuais – e outros quase atemporais – nos convida a refletir sobre a sociedade em que estamos vivendo.

Já mostramos o trabalho de Jeff antes aqui e aqui, mas imagens mais recentes de sua série Unhappily Ever After (que poderia ser traduzida como “Infelizes para sempre“) chamam a atenção por trazerem novos personagens em situações que preferíamos que nem mesmo um desenho animado precisasse enfrentar…

Vem ver: 

Fotos: Jeff Hong  /fonte via

São Paulo ganha escola de hortas para pessoas em situação de rua

O Brasil tem mais de 100 mil pessoas oficialmente registradas como ‘Em situação de rua’. Só em São Paulo são ao menos 15 mil. Ao mesmo tempo, há um potencial pouco explorado nas grandes cidades: a agricultura urbana é capaz de empregar pessoas e fornecer alimento de qualidade a um preço acessível para a população.

Um projeto na capital paulista que tem como objetivo unir as duas pontas acaba de ser lançado: trata-se da Horta Social Urbana, que oferece formação em agricultura urbana para pessoas em situação de rua, atendidas nos Centros Temporários de Acolhimento (CTAs) e Centros de Acolhida.

O curso, cuja primeira turma terá aulas na Horta Escola Lucy Montoro, inclui capacitações em técnicas de permacultura e agroecologia, unindo os conhecimentos mais modernos em relação à cultura de alimentos à necessidade de usar a terra de forma sustentável e maximizar o uso de recursos naturais para evitar desperdício.

Além das aulas, o projeto também prevê a criação de hortas urbanas em terrenos baldios e telhados de condomínios comerciais e residenciais, sempre de forma orgânica e gerando renda para os trabalhadores.

O programa Horta Urbana Sustentável foi proposto pelo ex-prefeito Joao Dória e segue o modelo de parceria com empresas privadas, permitindo que o projeto saia do papel sem que a prefeitura precise investir recursos próprios.

Fotos: reprodução/Prefeitura de São Paulo /fonte via

Projeto oferece coleta de lixo orgânico por assinatura e devolve adubo ou hortaliças

Manejar todo o lixo que é produzido é um dos grandes desafios da nossa sociedade. Ainda que a reciclagem não atinja níveis tão bons no Brasil, é um caminho a seguir. Mas e o que fazer com os resíduos orgânicos?

Montanhas de detritos se acumulam por lixões e aterros sanitários Brasil afora. Em Brasília, o Projeto Compostar tenta achar uma solução diferente, mostrando que resíduo orgânico não é lixo, e pode ser útil se for destinado corretamente.

Para isso, o projeto converte os resíduos em adubo através da compostagem, um conjunto de técnicas que estimulam a decomposição do material orgânico, criando fertilizantes ricos em nutrientes.

O Compostar oferece planos doméstico e empresarial. No primeiro, o assinante paga uma taxa mensal de R$65 através da Benfeitoria (contribuição que pode variar de acordo com as possibilidades do interessado), recebe um baldinho e uma sacolinha e instruções para separar o material que gera em casa.

A cada semana, a equipe do projeto recolhe o material e realiza a compostagem no pátio. Como recompensa, o assinante recebe, por mês, uma muda de planta ou um quilo de adubo orgânico.

Já no plano empresarial, os contratantes recebem tambores de 60 litros para fazer a separação dos resíduos e a equipe do estabelecimento é treinada sobre separação e descarte de resíduos. Frequência de coleta e recompensa variam de acordo com o perfil de cada cliente, mas o processo de compostagem no pátio do Projeto é basicamente o mesmo.

De acordo com o site do Projeto, com as 90 residências atendidas atualmente, são cerca de 80 kg de resíduos orgânicos que iriam para os lixões e aterros todos os dias, mas acabam se tornando adubo. Mais de 1200 mudas de hortaliças já foram entregues, e há potencial para muito mais.

Fotos: reprodução/fonte:via

Como são as celas de cadeia em diferentes países do mundo

Cada vez mais pessoas passam seus dias atrás das grades. De acordo com um levantamento do Instituto Para Pesquisas e Políticas Criminais, o número ao redor do mundo já passa dos 10 milhões, entre homens e mulheres. Do ano 2000 para cá, a população carcerária feminina cresceu 50%, e a masculina 18%.

As estatísticas mais atualizadas se referem a outubro de 2015, então é possível que esses números já tenham aumentado. Além disso, o levantamento inclui tanto pessoas presas provisoriamente enquanto aguardam julgamento quanto aquelas que já foram sentenciadas.

O Brasil é o quarto país com mais presos na lista, com um total de 607 mil detentos. Os Estados Unidos aparecem no topo do ranking, com mais de 2,2 milhões de presidiários, seguidos pela China, com 1,65 milhão, e Rússia, com 640 mil.

O site Bored Panda compilou fotografais de celas de prisão em diferentes países ao redor do mundo para mostrar como os conceitos de punição e reabilitação podem variar radicalmente entre uma nação e outra. Confira:

Halden, Noruega

Aranjuez, Espanha

Essa prisão permite a interação constante entre detentos e familiares

Lilongwe, Malawi

Onomichi, Japão

Manaus, Brasil

Cartagena, Colômbia

À noite, as detentas cujas penas estão chegando ao fim trabalham no restaurante em um pátio da prisão para estimular a transição para a vida em liberdade.

Califórnia, EUA

Montreal, Canadá

Landsberg, Alemanha

San Miguel, El Salvador

Genebra, Suíça

Cidade Quezon, Filipinas

Yvelines, França

Cebu, Filipinas

A dança é uma atividade diária neste presídio filipino

Arcahaie, Haiti

Fotos: Reprodução/fonte:via

Cliente pede indenização por tatuador ser ex-presidiário e recebe a melhor resposta

Quando se decide fazer uma tatuagem, é comum pesquisar sobre a pessoa responsável por marcar a pele para sempre. Trabalhos anteriores, estilo, traço, enfim. Mas o caso dessa pessoa, aparentemente norte-americana, chegou a um novo nível.

A troca de mensagens entre cliente e estúdio de tatuagem foi postada no Reddit e atraiu a atenção de muitos usuários. A pessoa pesquisou o passado do tatuador que havia escolhido, descobriu que ele tinha sido preso e exigiu ter o dinheiro de volta de uma maneira bem deselegante.

Mas foi a resposta do estúdio que tornou a imagem viral, estimulando debates sobre a importância de oferecer oportunidades a ex-presidiários, ajudando-os a reconstruir suas vidas depois de pagar pelos crimes que cometeram.

Olá. Eu gostaria de cancelar meu agendamento e receber meu depósito de volta, assim como 10% como ‘taxa de inconveniência’. Não me avisaram durante minha consulta que Bradley é um criminoso condenado. Eu não quero um macaco de cadeia colocando algo permanente em meu corpo. Obrigado”.

 

“Você quer que nós devolvamos o depósito e paguemos uma taxa de ‘inconveniência’? :’D Depósitos não são reembolsáveis.

Você tem razão, ele é um criminoso condenado. Ele foi sentenciado 20 anos atrás. Ficou preso por 13 e cumpriu sua pena. Desde então, ganhou seus direitos de volta. É um membro excepcional da comunidade.

Além de ter o estúdio, nós fazemos caridade, doamos dinheiro para pesquisas, conversamos com condenados e os ajudamos a se reerguer. Do fundo do meu coração, vá se fod&r. “Eu vim do nada, você não pode me dizer merda nenhuma!”

Você não entra mais no estúdio. Não volte.”

* Imagem de capa meramente ilustrativa, via Pixabay (Creative Commons CC0)/fonte:via