Cachorro surdo aprende linguagem dos sinais

E quem ensinou tudo ao bichinho foi sua dona que também não tem audição.

Todos que já tiveram um cãozinho sabem o quando o som é importante para eles – principalmente na hora de ensinar comandos ou chamá-los. Mas Alice, uma springer spaniel de oito meses de idade, está aprendendo a interagir com seus donos através da linguagem de sinais.

 

Alice foi abandonada por seu criador, que achou que jamais conseguiria vender um filhote surdo, e levada para um centro de adoção. Quando chegou lá ela estava doente, era muito nervosa e a equipe do centro achava que seria muito difícil para ela encontrar uma família.

No entanto, quando Marie Williams conheceu Alice, ela se identificou imediatamente.

Williams e seu namorado, Mark Morgan, também são surdos e perceberam que Alice iria se encaixar perfeitamente na “família”. Depois de um mês convivendo com Marie, Alice já entende vários comandos básicos, na forma de sinais.

Segundo Marie, Alice é uma cadela muito querida e inteligente e é a prova viva de que cachorrinhos surdos podem, sim, se tornar grandes companheiros.

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Conheça a fascinante história da galinha que se transformou em um galo!

Um casal britânico se surpreendeu ao testemunhar que sua galinha de estimação, Gertie, estava gradualmente se transformando em um galo. E não, não se trata de uma piada do Dia da Mentira! Por incrível que pareça, esse processo natural de mudança de sexo pode acontecer com galinhas.

O primeiro sinal de que algo estava acontecendo com Gertie foi quando ela parou de botar ovos, de acordo com seus donos Jim e Jeanette Howard, de Huntingdon, Inglaterra. Em seguida, ela começou a imitar o andar dos galos, assim como passou a cantar como eles. Durante as semanas seguintes, Gertie engordou e desenvolveu a famosa crista de galo, característica normalmente visível apenas em machos. Ela passou a exibir uma plumagem marrom-escura, outro traço masculino.

 

”Eu sei que soa ridículo, mas posso assegurar que tudo é verdade”, sustenta Jim Howard. “As pessoas pensam que é um pouco estranho, mas aparentemente é uma daquelas coisas que simplesmente acontecem”.

“Mudanças de sexo realmente ocorrem, embora não com muita frequência”, afirma um relatório de 2000 publicado pelo Instituto de Ciências Agrárias da Universidade da Flórida, Estados Unidos. “Porém, só foram relatados até agora inversões espontânea do sexo feminino para o masculino, nunca o contrário”.

Isso porque a mecânica desse fenômeno biológico parece funcionar em apenas uma direção. Normalmente, aves fêmeas têm apenas um ovário funcional, em seu lado esquerdo. Apesar de haverem dois órgãos sexuais presentes durante a fase embrionária de todas as aves, uma vez que os genes do sexo feminino tomam controle, geralmente apenas o ovário esquerdo se desenvolve. A gônada direita, que ainda tem de ser definida como um dos ovários, os testículos ou ambos (chamada ovotéstis), normalmente permanece adormecido.

Certas condições médicas, como um cisto no ovário, tumor ou doença na glândula suprerrenal, podem fazer com que o ovário esquerdo da galinha regrida. Na ausência de um ovário esquerdo funcional, o órgão sexual dormente direito pode começar a crescer, de acordo com Mike Hulet, professor do departamento de Ciência Avícola da Universidade de Pennsylvania, EUA.

“Se a gônada direita ativada for de ovotéstis ou testículos, ela começará a secretar hormônio androgênicos”, explica Hulet. Tal hormônio é em grande parte responsável pelas características masculinas. “A produção de andrógenos faz com que a galinha se submeta a mudanças de comportamento e passe a agir mais como um galo”.

No entanto, a mudança de sexo não é completa. A transição se limita ao fenótipo, o que significa que, embora a galinha desenvolva características físicas masculinas, ela permanece geneticamente do sexo feminino. Assim, por mais que Gerdie – que agora responde pelo nome de Bertie – não ponha mais ovos, ela jamais será “pai” de pintinhos.

Menina treina vaca incrível como cavalo de competição

Regina Mayer, de 15 anos, é uma alemã que treinou sua vaca, Luna, como se ela fosse um cavalo.

Regina sempre quis um cavalo, mas seus pais não queriam comprar um para ela. Então, como ela tinha um estábulo cheio de vacas à sua disposição, ela decidiu que aprenderia a “cavalgar” uma vaca. Depois de vários meses de treinamento, ela conseguiu com que Luna aprendesse a pular obstáculos, assim como um cavalo treinado.

 

Segundo Regina, ela sabia que Luna era especial desde que a vaquinha nasceu, três anos atrás. Seis meses atrás, Regina decidiu montar Luna e até entrou em contato com escolas de montaria para saber como equipar e cavalgar um bovino.

Com muitas cenouras como recompensa, Luna foi ficando cada vez mais confortável ao se comportar como um cavalo. Regina diz que a vaca é muito inteligente, mas admite que as pessoas estranham ao vê-la “pilotando” um bovino. No entanto, ela jamais a trocaria por um cavalo já que Luna “a segue para qualquer lugar”, coisa que outro bichinho jamais faria.

Encontrado animal marinho com olhos de pedra

chiton

Pesquisadores fizeram uma curiosa descoberta no mundo subaquático: um molusco que usa minúsculos olhos feitos de um cristal de carbonato de cálcio para detectar predadores. Os cientistas dizem que se trata do primeiro par de olhos rochosos encontrado no reino animal.

As centenas de estruturas similares a olho sobre a superfície desse molusco, chamado de chiton, já haviam sido descobertas décadas atrás. Porém, até agora, não se sabia de que material elas eram feitas ou se os animais podiam efetivamente ver objetos ou apenas sentir a luminosidade.

 

“Agora descobrimos que eles realmente conseguem ver objetos, embora provavelmente não muito bem”, afirma o pesquisador Daniel Speiser, que recentemente completou seu pós-doutorado na Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, Estados Unidos. Como comparação, o estudo descobriu que a visão humana é cerca de mil vezes mais nítida que a do chiton.

Chitons apareceram pela primeira vez na Terra há mais de 500 milhões de anos. Porém, de acordo com o registro de fósseis, o mais antigo chiton com os olhos surgiu apenas nos últimos 25 milhões de anos, tornando seus olhos um dos mais recentes a evoluir nos animais. “Os olhos provavelmente evoluíram de modo que os chitons pudesse ver e se defender dos predadores”, conta Speiser.

A fim de descobrir como os olhos de pedra funcionam na fuga contra predadores, Speiser e o biólogo Sönke Johnsen estudaram, em laboratório, chitons do oeste da Índia (Acanthopleura granulata), que medem cerca de 8 cm de comprimento. Como outros chitons, essas criaturas têm escudos achatados feitos de oito placas separadas por centenas de minúsculas lentes na superfície, cobrindo grupos de células sensíveis à luz.

A equipe percebeu, após experimento em laboratório, que as lentes dos animais eram feitas de aragonita (carbonato de cálcio), em vez de outras proteínas, como as lentes biológicas. Em seguida, a dupla colocou os chitons em uma supefície feita da pedra ardósia. Logo que o animal levantou parte do seu corpo para respirar, os pesquisadores lhes mostraram um disco preto de tamanhos variados ou um slide correspondente cinza, que bloqueava a mesma quantidade de luz. Os objetos foram segurados um pouco acima do chitons.

A luz bloqueada não ocasionou nenhuma resposta, mas quando o disco estava no mínimo 2,5 centímetros do animal, os chitons se contorceram.

Como os chitons responderam aos discos maiores e não aos slides cinzas, eles parecem ver o disco e não apenas responder a uma mudança na luz, explica Michael Land, biólogo da Universidade de Sussex, Reino Unido, e especialista em visão de animais que não esteva envolvido na investigação. Mas ainda não está claro se eles respondem apenas à remoção de luz pelo disco, em oposição à adição de luz.

As experiências também sugerem que os olhos tem capacidades semelhantes tanto na água quanto no ar, o que indica que os chitons são capazes de enxergar em cima e abaixo d’água.

Cientistas descobrem que tubarões têm o costume de se “limpar” de parasitas

Pesquisadores descobriram que tubarões-raposa, ou cação-raposa, visitam “estações de limpeza” para se livrar de parasitas. Esta é a primeira vez que tal comportamento é observado na espécie.

Os cientistas filmaram mais de 1.000 horas dos tubarões em um monte submarino ao largo da ponta norte de Cebu, nas Filipinas, enquanto eles visitavam a montanha subaquática. Este é um habitat para peixes “limpadores”, que comem parasitas e pele morta.Os tubarões repetidamente visitavam a estação, e nadavam lentamente em volta dela, dando um tempo para os peixes matarem seus parasitas.

Segundo os pesquisadores, isso mostra quão importantes são esses recifes para os grandes predadores ameaçados. O comportamento dos tubarões sugere fortemente que eles vão lá especificamente para serem “limpos”.

Eles se posicionam, abaixando suas caudas para ficaram mais apropriados para a limpeza. Além disso, circulam sistematicamente por cerca de 45 minutos a uma velocidade inferior a um metro por segundo, metade da velocidade que os tubarões nadam normalmente.

Estes recifes, que são habitats para peixes “limpadores” pouco conhecidos, são, provavelmente, vitais para a saúde dos tubarões. É como uma cabeça cheia de piolhos; se não forem tratados, podem causar infecções e outras complicações.

Os animais visitam o local com regularidade, e uma grande área de turismo de mergulho tem evoluído em torno deles.

A pesquisa sublinha a importância de proteger as áreas como os montes submarinos, que desempenham um papel importante na estratégia de vida do tubarão, para manter sua saúde e higiene.

O local do estudo já foi danificado no passado pela pesca com dinamite. O trabalho ressalta o cuidado que os seres humanos devem ter, já que alguns tubarões oceânicos estão adentrando águas costeiras para desempenhar uma função importante para a vida deles, mas facilmente perturbada pelo homem.

Macacos demonstram sinais de memória avançada

Talvez a expressão “memória de elefante” mude para “memória de macaco”. Pelo menos uma nova pesquisa descobriu que eles conseguem memorizar o que acabaram de ver – ainda que por poucos minutos.

Os pesquisadores colocaram cinco macacos na frente de uma tela sensível ao toque. Ela mostrava um quadrado azul e dois vermelhos por um curto espaço de tempo. Após um intervalo de até 2 minutos, o quadrado azul reaparecia em um lugar diferente, e os macacos tinham de replicar o modelo em sua nova posição tocando na tela para mover os quadrados vermelhos.

 

A taxa de sucesso dos animais foi significativamente superior ao acaso, o que, segundo os cientistas, mostra pela primeira vez que os macacos são capazes de recordar as coisas da sua memória.

Segundo os pesquisadores, isso é mais avançado do que o reconhecimento de um objeto familiar, e poderia ser um precursor para a memória de longo prazo.

Por esse motivo, o estudo poderia resolver uma questão de longa data. Há uma grande controvérsia sobre se lembrança e familiaridade são dirigidas por processos diferentes, ou se apenas refletem a força da memória.

O problema surge porque a maioria dos testes de memória podem ser resolvidos usando tanto a lembrança quanto a familiaridade. Mas a capacidade de reconhecer objetos familiares não ajudaria a resolver o teste do novo estudo, o que abre a possibilidade de usá-lo para determinar os caminhos neurológicos que regulam apenas a lembrança.

Estudantes americanos descobrem nova espécie de sanguessuga

Você pode pensar numa cadela cuidando de seus filhotes, ou até numa porca dando de mamar para uma fila de porquinhos, e achar tudo isso bem normal e fofinho. Mas e as sanguessugas? Elas não fazem geralmente o tipo “mamãe”, mas acontece que elas também cuidam de suas crias.

A foto acima mostra uma espécie norte-americana recém-identificada de sanguessuga, Placobdella kwetlumye, com ovos (amarelos) ligados à parte ventral do seu corpo. A espécie foi descoberta por dois estudantes de graduação americanos, Alejandro Oceguera-Figueroa e Sebastian Kvist.

 

Os estudantes afirmam que a característica distintiva da espécie é seu único par de glândulas salivares compactas, ao invés de normalmente dois. Os pesquisadores escolheram o nome kwetlumye em homenagem a língua americana nativa Nlaka’pamux, que já foi falada na área de Washington, EUA, onde a sanguessuga foi descoberta (“kwetlumye” significa sanguessuga).

Como todas as sanguessugas, a P. kwetlumye é hermafrodita, o que significa que os indivíduos são ao mesmo tempo do sexo masculino e feminino.

A sanguessuga carrega os ovos em seu ventre até que eles choquem. Quando eles eclodem, os filhotes “grudam” na sanguessuga, que os leva para sua primeira refeição de sangue.

A comida preferida da P. kwetlumye é tipicamente sangue de tartarugas, sapos, pássaros aquáticos e anfíbios, como salamandras. Porém, ela não vai dizer não a uma boa refeição de sangue humano. Alejandro recolheu as sanguessugas colocando sua mão na água rasa e pegando as que grudaram nele, um método de coleta comum.