Série de ilustrações vintage revela Hilda, a pin-up plus size dos anos 50

Não é de hoje que os padrões de beleza, de peso e corpo nos são impostos. Mesmo nos anos 1950, as pin-ups mais típicas eram magras, tipicamente belas e sempre posadas. Da mesma forma, porém, que haviam os padrões, existiam também as pessoas certas para desafia-los – e, no caso das pin-ups, seus corpos e poses, essa pessoa foi o ilustrador Duane Bryers.

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Foi Duane quem criou Hilda, uma pin-up similar às outras no que dizia respeito à sedução, volúpia e sensualidade, mas, no entanto, diferente de qualquer outra personagem. Ainda que não fosse feita de carne e osso de fato, Hilda foi certamente uma das primeiras representações de modelo plus size que se tem notícia. Plena em charme e sex appeal, Hilda não respeitou os tais padrões para ganhar popularidade dos anos 1950 até os anos 1980, período no qual foi publicada.

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A iconoclastia da personagem de Duane, no entanto, não se reduz ao charme singular e deliciosamente fora dos padrões de seu corpo e figura; Hilda é também mais livre, divertida, até mesmo desajeitada – um tanto mais relaxada e, assim, humana – do que outras pin-ups. A verdade é que se as pin-ups tornaram-se paradigmas irreais de charme e sedução, Hilda é diferente: ela é tão carismática, sedutora e sensual quanto as mulheres de verdade podem ser – muito mais do que qualquer padrão ou personagem.

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Todas as ilustrações © Duane Bryers

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Esta casa nos EUA foi totalmente construída com jornais

Na cidade de Rockport, em Massachusetts, Estados Unidos, existe uma inusitada casa que surpreende por ser inteiramente construída por jornais. A casa de papel começou a ser erguida em 1922 quando Elis Stenman, um engenheiro mecânico, deu início à construção de uma pequena casa de verão.

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Foto © Danielle Walquist Lynch/Flickr

Como qualquer outra casa americana, aquela também começou com uma moldura de madeira, teto com telhas e pisos, mas quando chegou às paredes, Stenman tinha ideias pouco ortodoxas. Ele decidiu fazê-las com camadas sobre camadas de jornais velhos, coladas até que tivessem cerca de uma polegada de espessura (cerca de 2,5 cm), em seguida fez o acabamento com verniz.

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Foto © Danielle Walquist Lynch/Flickr

Tudo dentro da casa de papel também é feito de papel. Stenman construiu cadeiras, mesas, estantes e até mesmo cortinas e um relógio com páginas de jornais e revistas. Apenas o piano é feito de madeira e coberto com papel para manter a uniformidade. Já a lareira é feita de tijolos, por razões óbvias.

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Foto © Danielle Walquist Lynch/Flickr

Ninguém tem certeza do que motivou Stenman a usar os jornais. Seus descendentes supõem que ele queria experimentar um material de isolamento barato e que existisse em abundância durante o tempo da depressão. Até mesmo a cola foi feita artesanalmente com farinha, água e casca de maçã.

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Foto © Casey Bisson/Flickr

Originalmente, ele planejou cobrir as paredes externas com ripas de madeira, mas o papel sobreviveu o primeiro inverno tão bem que ele decidiu que a proteção extra era desnecessária. Stenman concluiu a casa em apenas dois anos e viveu nela até 1930. Para construir a casa e seus muitos móveis ele usou cerca de 100 mil jornais.

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Foto © Laura/Flickr

Mais de noventa anos depois, as camadas superiores das paredes estão lentamente começando a descascar, expondo fragmentos de artigos e propaganda do passado que os visitantes adoram ler. Na mesa é possível ler sobre as contas do vôo transatlântico de Charles Lindbergh, enquanto o móvel do rádio está cheio de notícias da campanha presidencial de Herbert Hoover. O piano incorpora relatos de jornais sobre as expedições do Almirante Byrd aos polos Norte e Sul.

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Foto © Curious Expeditions/Flickr

À medida que o tempo passa, mais paredes vão descascar revelando as notícias do passado.

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Foto © Curious Expeditions/Flickr

Após a morte de Stenman em 1942, a casa foi transformada em um museu.

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Foto © Curious Expeditions/Flickr

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Outras fotos ©Reprodução

Ele fotografa as incríveis cachoeiras que congelam durante o inverno na Croácia

O fotógrafo húngaro Tamas Toth recentemente partiu de sua cidade natal, Budapeste, na Romênia, rumo a um dos maiores Parques Nacionais da Croácia, em torno dos lagos Plitvice. Lá, ele explorou a área  e fotografou uma infinidade de cachoeiras congeladas, nos 16 lagos posicionados ao norte e ao sul, que a natureza altera o curso conforme os anos passam.

O resultado são essas imagens magníficas! Veja só:

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Todas as fotos © Tamas Toth

NASA começa a investigar formações misteriosas no Cazaquistão

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A NASA começou a investigar uma série de formações estranhas no Cazaquistão. Imagens de satélite de uma planície no norte remoto do país revelaram figuras geométricas colossais feitas através da terraplanagem – são quadrados, cruzes, linhas e anéis do tamanho de vários campos de futebol, reconhecíveis apenas a partir do ar. Estima-se que o símbolo mais antigo tenha em torno de 8.000 anos de idade.

O maior, perto de um povoado neolítico, é um quadrado gigante formado por 101 montes levantados, seus cantos opostos ligados por uma cruz, cobrindo uma área maior do que a Grande Pirâmide de Quéops. Outra é uma espécie de suástica de três partes, com os seus braços terminando em ziguezagues inclinados em sentido horário.

 

As obras de terraplanagem, na região de Turgai, norte do Cazaquistão, foram descritas no ano passado em uma conferência de arqueologia em Istambul, na Turquia, como únicas e não estudadas anteriormente. Ao todo são 260 símbolos – montes, trincheiras e muralhas – com cinco formas básicas.

Avistados pela primeira vez no Google Earth em 2007 por Dmitriy Dey, um cazaque economista e entusiasta da arqueologia, os chamados Geoglifos da Estepe permanecem profundamente misteriosos e em grande parte desconhecidos do grande público.

Interesse internacional

Duas semanas atrás, na maior sinal até agora de interesse oficial em investigar os locais, a NASA mostrou fotografias claras de satélite de algumas das figuras tiradas a partir de cerca de 700 km de altura.

“Eu nunca vi nada parecido com isso, é notável”, afirma Compton J. Tucker, cientista sênior da biosfera na NASA, que forneceu as imagens arquivadas. Ronald E. LaPorte, cientista da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, que ajudou a divulgar as descobertas, chamou o envolvimento da NASA de “extremamente importante” na mobilização de apoio para futuras pesquisas.

Esta semana, a NASA colocou as fotografias espaciais da região em uma lista de tarefas para os astronautas na Estação Espacial Internacional. Entretando, o objetivo pode levar algum tempo para ser atingido devido a alguns fatores específicos do espaço. “Pode levar algum tempo para a tripulação conseguir imagens do local, uma vez que estão sob a mercê de ângulos de elevação do sol, restrições de tempo e horário”, afirma Melissa Higgins, das Operações de Missão da NASA, em resposta ao Dr. Laporte.

Pesquisa extensa

As imagens arquivadas da NASA serão acrescentadas à extensa pesquisa que Dey compilou este ano em uma apresentação em PowerPoint traduzida do Russo para o Inglês. “Eu não acho que eles foram feitos para serem vistos do ar,” afirma ele, descartando especulações bizarras envolvendo alienígenas e nazistas. Muito antes de Hitler, a suástica era um antigo e quase universal elemento de design. Ele teoriza que as figuras construídas ao longo de linhas retas em elevações foram “observatórios horizontais para acompanhar os movimentos do sol nascente”.

O Cazaquistão, uma vasta ex-república soviética rica em petróleo que faz fronteira com a China, tem avançado lentamente na investigação e na proteção dos achados, dizem os cientistas. “Eu estava preocupado que esta fosse uma farsa”, conta LaPorte, professor emérito de epidemiologia em Pittsburgh. Ele acompanhou um relatório sobre as descobertas no ano passado, enquanto pesquisava doenças no Cazaquistão.

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Com a ajuda de James Jubilee, um ex-oficial de controle de armas americano e agora coordenador sênior de ciência e tecnologia para questões de saúde no Cazaquistão, o Dr. LaPorte rastreou Dey através do Departamento de Estado, e as suas imagens e documentação rapidamente os convenceu da autenticidade e importância dos símbolos. Eles buscaram fotos na KazCosmos, agência espacial do país, e pressionaram as autoridades locais a buscar proteção urgente da Unesco para os sítios arqueológicos – até agora sem sorte.

Mudanças importantes

No período cretáceo, 100 milhões de anos atrás, Turgai estava dividida em duas por um estreito que passava pelo o que agora são o Mediterrâneo e o Oceano Ártico. As terras ricas da Estepe eram um destino para as tribos da Idade da Pedra que procuravam locais de caça, e a pesquisa de Dey sugere que a cultura Mahandzhar, que floresceu lá de 7000 aC a 5.000 aC, poderia estar ligada às figuras mais velhas. Mas os cientistas têm dúvidas que uma população nômade teria ficado no lugar durante o tempo necessário para derrubar e colocar madeira nas muralhas, e para desenterrar sedimentos do lago para construir os enormes montes, originalmente de dois a três metros de altura e agora com quase um metro de altura e quase 12 metros de diâmetro.

Persis B. Clarkson, arqueólogo da Universidade de Winnipeg, no Canadá, analisou algumas das imagens e disse que essas construções e aquelas similares no Peru e no Chile estavam mudando as visões dos cientistas sobre os primeiros nômades.

“A ideia de que caçadores-coletores pudessem acumular o número de pessoas necessárias para realizar projetos em grande escala – como a criação dos geoglifos no Cazaquistão – tem feito os arqueólogos repensar profundamente a natureza e o calendário das organizações sofisticadas em grande escala dos seres humanos como algo que antecede as sociedades assentadas e civilizadas”, explica.

“Enormes esforços” foram feitos na construção das estruturas, concorda Giedre Motuzaite Matuzeviciute, arqueóloga da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e professora da Universidade de Vilnius, na Lituânia, que visitou dois dos locais no ano passado. Ela afirma não ter certeza sobre chamar as estruturas de geoglifos – um termo aplicado às enigmáticas linhas de Nazca no Peru, que retratam animais e plantas – porque geoglifos “são usados para definir arte em vez de objetos com alguma função”.

Culto ao Sol

A Dra. Matuzeviciute e dois arqueólogos da Universidade de Kostanay, no Cazaquistão, Andrey Logvin e Irina Shevnina, discutiram as figuras na reunião de arqueólogos europeus em Istambul no ano passado.

Com nenhum material genético para análise – nenhum dos dois montes que foram escavados eram túmulos – a Dr. Matuzeviciute disse que usou luminescência oticamente estimulada, um método usado para medir doses de radiações ionizantes, para analisar o material de construção, e chegou à conclusão que um dos montes datava de cerca de 800 aC. Outros estudos preliminares empurraram a data da mais antiga das construções para mais de 8.000 anos atrás, o que poderia torná-la a mais antiga de tais criações já encontrada. Outros materiais apresentaram datas da Idade Média.

Dey afirma que algumas das figuras poderiam ter sido observatórios solares semelhantes, de acordo com algumas teorias, a Stonehenge na Inglaterra, e as torres de Chankillo, no Peru. “Tudo está ligado através do culto ao sol”, afirma.

Descoberta ao acaso

A descoberta foi uma grande casualidade. Em março de 2007, Dey estava em casa assistindo ao programa “Pirâmides, múmias e tumbas”, no canal Discovery Channel. “Há pirâmides em todo o mundo”, ele lembra de ter pensado. “Deve haver pirâmides no Cazaquistão, também”.

Logo, ele estava à procura de imagens do Google Earth em Kostanay e seus arredores. Não havia nenhum sinal de pirâmides. Mas, segundo ele, cerca de 320 quilômetros ao sul ele viu algo tão intrigante quanto – um quadrado gigante, com mais de 250 metros de cada lado, composto por pontos, atravessado por um X pontilhado.

A princípio ele pensou que poderiam ser os restos de uma instalação soviética, talvez um dos experimentos de Nikita Khrushchev para cultivar a terra virgem para a produção de pão. Mas no dia seguinte, Dey viu uma segunda figura gigantesca, com a forma de uma suástica de três pernas e cerca de 90 metros de diâmetro de diâmetro.

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Antes do fim do ano, Dey tinha encontrado mais oito quadrados, círculos e cruzes. Até 2012, havia 19. Agora sua lista têm 260 formações, incluindo alguns montículos estranhos com duas linhas caídas chamados “bigodes”.

Antes de sair para olhar para as figuras ao vivo, Dey perguntou a arqueólogos cazaques se sabiam alguma coisa a respeito de tais coisas. A resposta foi não. Em agosto de 2007, ele levou o Dr. Logvin e outros para a maior figura, agora chamada de Ushtogaysky Square, nomeada em homenagem à aldeia mais próxima.

“Foi muito, muito difícil de entender a partir do zero”, lembra. “As linhas estão indo para o horizonte. Você não pode imaginar o que a figura realmente é”.

Quando eles cavaram um dos montes, eles não encontraram nada. “Não era um cenotáfio (uma espécie de memorial fúnebre erguido em homenagem a alguma pessoa), onde existem pertences”, disse ele. Mas nas proximidades encontraram artefatos de um povoado neolítico com cerca de 6.000 e 10.000 anos de idade, incluindo pontas de lança.

Agora, Dey afirma que o plano é construir uma base de operações. “Nós não podemos desenterrar todos os montes. Isso seria contraproducente “, afirma ele. “Precisamos de tecnologias modernas, como eles têm no Ocidente”. Dr. LaPorte afirma que ele, Dey e seus colegas também estavam pensando em usar drones, como o Ministério da Cultura no Peru tem feito para mapear e proteger locais antigos. Mas o tempo é um inimigo. Uma figura, chamada de Cruz Koga, foi substancialmente destruída por construtores de estradas este ano. E isso, afirma Dey, “foi depois de termos notificado as autoridades”. [New York Times]