Investigação mostra que muitos dos selos de “bem-estar animal” em carnes são uma farsa

Todo mundo que saboreia um bacon ou Curte um churrasquinho no fim de semana conhece os maus-tratos pelos quais passam os animais em fazendas de abate. Muita gente, infelizmente, nem se importa, mas para aqueles que se preocupam com os animais mas mesmo assim consomem carne e derivados, a indústria anda fazendo um mea culpa, usando selos que atestam o bem-estar desses animais antes do abate. Contudo, uma recente investigação provou que isso pode não passar de uma farsa.

Um membro do grupo PETA passou mais de dois meses trabalhando em uma fazenda norte-americana chamada Sweet Stem Farm, que produz carne de porcos, bois e de cordeiros para uma das maiores redes de produtos orgânicos do mundo, que colocam em suas carnes o selo de bem-estar. No entanto, o que pode ser visto durante a experiência foi apenas sofrimento.

A principal diferença de uma criação convencional para a dita orgânica é a ausência de gaiolas. Mas se você pensa que os porquinhos ficavam livres para passear e brincar na lama, está muito enganado. Apesar de não haver barras de ferro separando os animais, eles ficam reclusos em um galpão, longe do sol e amontoados – muitos deles ficam doentes e são deixados sem cuidado veterinário, até a morte.

O investigador presenciou ainda uma cena chocante: cerca de 20 porcos que seriam abatidos foram deixados em um caminhão por mais de 24 horas, sem água, comida ou espaço. As cenas são repugnantes e alertamos que algumas delas podem chocar os leitores mais sensíveis:

peta-animais2

peta-animais3

peta-animais4

peta-animais5

peta-animais6

peta-animais7

peta-animais8

peta-animais9

peta-animais10

peta-animais10

Todas as imagens: Reprodução YouTube

Estudos encontram “super bactérias” em praias e lagoa olímpicas no Rio de Janeiro

Pesquisadores afirmaram que “super bactérias” resistentes a drogas perigosas estão presentes nas principais praias e lagoas do Rio de Janeiro, que vão acolher eventos de natação, remo e canoagem nos Jogos Olímpicos deste ano, que começam em 5 de agosto.Esses resultados são de dois estudos acadêmicos inéditos que ainda não foram publicados, mas foram revisados por outros cientistas. O primeiro foi feito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e o segundo pela Fundação Oswaldo Cruz.As pesquisas aumentam a preocupação de que os cursos de água infestados de esgoto do Rio de Janeiro não são seguros.

Primeiro estudo

Um dos estudos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, divulgado no final de 2014, encontrou super bactérias em uma das praias da Baía de Guanabara onde eventos de vela e windsurf serão realizados durante os Jogos.Também mostrou a presença de micróbios em cinco das principais praias turísticas do Rio, incluindo Copacabana, onde provas de natação em água aberta e triátlon ocorrerão, além de Ipanema, Leblon, Botafogo e Flamengo.
https://i0.wp.com/66.media.tumblr.com/tumblr_lih74gMYh71qhuucbo1_1280.jpg
As amostras foram colhidas entre setembro de 2013 e setembro de 2014. As super bactérias eram mais presentes na praia de Botafogo, onde todas as amostras foram positivas. No Flamengo, estavam presentes em 90% das amostras; em Ipanema, em 50%; no Leblon em 60%; e em Copacabana, em 10%.As super bactérias podem causar infecções urinárias, gastrointestinais, pulmonares e de corrente sanguínea difíceis de tratar, juntamente com meningite.Esses resultados foram revisados em setembro por cientistas da Conferência de Interciência sobre Agentes Antimicrobianos e Quimioterapia, em San Diego, nos EUA.Renata Picao, principal pesquisadora do estudo, disse que a contaminação das praias mais famosas do Rio de Janeiro é o resultado de uma falta de saneamento básico na área metropolitana de 12 milhões de pessoas. 
Esgoto em Copacabana

Segundo estudo

O segundo estudo, feito pelo laboratório da Fundação Oswaldo Cruz do governo federal brasileiro, que será publicado no próximo mês na revista American Society for Microbiology, descobriu os genes de super bactérias na lagoa Rodrigo de Freitas e em um rio que esvazia na Baía de Guanabara.O estudo é baseado em amostras de água colhidas em 2013. Constatou-se que o lago é um potencial terreno fértil para super bactérias e sua propagação através da cidade.Embora ambos os estudos usem amostras de água de 2013 e 2014, Picao e outros especialistas disseram não ter visto nenhum avanço na infraestrutura de saneamento básico do Rio de Janeiro para melhorar a situação.

De quem é a culpa?

Resíduos de inúmeros hospitais, além das casas de centenas de milhares de famílias, caem em bueiros, rios e córregos que cruzam o Rio de Janeiro, permitindo que as bactérias se espalhem.
A limpeza das vias da cidade deveria ser um dos maiores legados dos Jogos Olímpicos e uma promessa do documento oficial de 2009 da candidatura do Rio, usado para ganhar o direito de sediar a primeira Olimpíada da América do Sul.Essa meta tem se transformado em um fracasso embaraçoso, com os atletas lamentando o mau cheiro do esgoto e reclamando sobre detritos que atingem seus barcos na Baía de Guanabara, o que atrapalha uma competição justa.
A contaminação levou a Polícia Federal e o Ministério Público a investigarem se a concessionária de água do Rio, Cedae, está cometendo crimes ambientais e mentindo sobre quanto esgoto de fato trata. Os investigadores também estão analisando para onde bilhões de reais foram desde o início da década de 1990, verba destinada a melhorar os serviços de esgoto e a limpar a Baía de Guanabara.O Cedae negou qualquer irregularidade e disse em um comunicado enviado por e-mail à Reuters que quaisquer super bactérias encontradas nas praias ou na lagoa devem ser o resultado de despejo ilegal em bueiros.
O órgão ambiental do estado, Inea, também disse em um comunicado que segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde para testar a segurança de águas recreativas, e que a procura por super bactérias não está incluída nessas diretrizes. Afirmou ainda que há uma falta de estudos sobre as bactérias envolvidas nos resultados e seus efeitos de saúde.

Qual o real perigo para as pessoas?

De acordo com a Reuters, que consultou cinco cientistas, o risco imediato para a saúde das pessoas depende do estado de seus sistemas imunológicos.As super bactérias são micróbios oportunistas que podem entrar no corpo, ficar adormecidas e atacar mais tarde, quando uma pessoa saudável fica doente por outro motivo.Super bactérias infectam não apenas seres humanos, mas também bactérias de outra forma inofensivas presentes nas águas, transformando-as em germes resistentes a antibióticos.
https://i1.wp.com/www.loucosporpraia.com.br/wp-content/uploads/2014/07/leme-rio-de-janeiro-por-filho-do-rei.jpg
Por exemplo, Valerie Harwood, especialista em bactérias de águas recreativas e resistentes aos antibióticos da Universidade do Sul da Flórida, nos EUA, disse que os genes das super bactérias descobertas na lagoa olímpica provavelmente não são perigosos se ingeridos sozinhos: eles precisam ser encapsulados dentro de outra bactéria.“Esses genes são como doces. São moléculas orgânicas comidas por outras bactérias, outros organismos”, disse Harwood à Reuters. “É aí que o perigo mora – se uma pessoa ingere, em seguida, o organismo infectado, ele chega em seu trato gastrointestinal e, potencialmente, deixa a pessoa doente”. 
Especialistas em saúde afirmam que a gestão de águas residuais do Rio já criou doenças endêmicas associadas com esgoto, que desproporcionalmente afetam a população mais pobre da cidade, incluindo problemas gastrointestinais e respiratórios, hepatite A e doenças cardíacas e cerebrais graves. [Reuters]

Bairro português quer se tornar a maior galeria de arte urbana da Europa

https://scontent-gru2-1.xx.fbcdn.net/v/t1.0-9/13775932_1748785872064500_1680010714699919018_n.jpg?oh=e2e55be21c88c7af0a53b8d583fa6c1e&oe=57ED85DC

Quem visita Lisboa dificilmente ouve falar sobre o bairro Padre Cruz. Mesmo assim, seus cerca de 8 mil habitantes fazem dele o maior conjunto habitacional municipal de toda a Península Ibérica. Em breve, a região pode ganhar também outro título: a de maior galeria de arte urbana da Europa!

Essa história começa com o projeto Criar mudança através da arte urbana, que levou diversos artistas para ilustrar as paredes do bairro. Mesmo antes da iniciativa, o local já tinha uma tradição em graffiti, abrigando os murais do gênero mais antigos da cidade, segundo contou Paulo Quaresma ao Público.

Paulo faz parte da  Boutique da Cultura, uma das promotoras do projeto em conjunto com a Crescer a Cores – Associação de Solidariedade Social – a iniciativa faz parte do programa BIP/ZIP da Câmara Municipal de Lisboa.

arte3

Em 2015, houve a primeira etapa do projeto, com a formação de jovens do bairro e a busca por artistas capazes de transformar as paredes do Padre Cruz. A região deverá ganhar 30 novos graffitis até o dia 31 de julho. As intervenções devem se juntar a outros 60 murais que já existem no bairro.

Diferentemente de outros projetos similares, o objetivo da iniciativa não é combater a insegurança, mas embelezar o bairro e democratizar a arte, tirando-a de dentro dos museus. Por isso mesmo, deverá ser lançado um livro no final de setembro para que os visitantes criem seu roteiro pela região e possam conhecer mais essa parte de Lisboa, gerando empregos e um maior senso de comunidade.

arte2

arte4

arte5

arte6

arte7

arte8

arte9

arte11

arte12

arte13

arte14

arte15

arte16

arte17

Todas as fotos © Boutique da Cultura

Primeiro cão salva-vidas do Brasil está sendo treinado em Santa Catarina

Quem nunca viu aqueles filmes e seriados em que cachorros atuam como salva-vidas? Apesar de ser uma imagem constante em nosso imaginário, o Brasil ainda não possuía nenhum cachorro capacitado para realizar resgates no mar. Os Bombeiros de Santa Catarina estão mudando essa realidade ao treinar o labrador Ice, de seis anos, para ser o primeiro cão salva-vidas do país!

Além de ser a coisa mais fofa, Ice também tem experiência em resgate. Ele ajudou nas buscas após a tragédia de Mariana e tem oito certificações internacionais, sendo considerado um dos melhores cães de busca da América Latina. No próximo verão, o animal deverá estender seu currículo ao atuar em um projeto piloto de salvamentos marítimos desenvolvido pelo 7º Batalhão dos Bombeiros, em Itajaí. A iniciativa foi inspirada em um modelo semelhante aplicado na Itália.

ice1

Por enquanto, o animal está sendo treinado para realizar os salvamentos, em que levará uma boia até a vítima. Sua ação será particularmente importante em casos em que há um grande número de pessoas em risco, quando os salva-vidas humanos não teriam capacidade de socorrer a todos ao mesmo tempo.

Para evitar que o animal seja agarrado acidentalmente por alguém que esteja se afogando, uma boia será presa a sua guia por um cabo e o cão está sendo treinado para chegar a uma distância de até um metro da pessoa que estiver socorrendo. Com precauções como esta, os salvamentos serão feitos de maneira totalmente segura para Ice.

No vídeo abaixo, dá para ver o bichano em ação:

ice2

ice3

ice4

ice5

ice6

ice7

Todas as fotos: Divulgação/7B5CBMSC

Brasileira homenageia pai falecido ‘levando-o junto’ em suas viagens pelo mundo

https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xfa1/v/t1.0-9/13680866_1749228012020286_6094991757521144196_n.jpg?oh=4b831480efbb7bbed4f5da398cf91622&oe=57F19649&__gda__=1479050946_ef21c3b8ba6254e65871f73d9b5f7426

Em março deste ano, a catarinense Carolina Puel de Mello, 28, perdeu seu pai, Ivon Mello, de forma repentina. Ele era músico, tinha 58 anos e colecionava histórias de viagens na juventude que contou à filha por toda a vida. “Por causa dessas histórias, a vontade de viajar sempre me acompanhou”, disse a jovem ao Nômades Digitais.

No entanto, embora sempre tivessem feito planos, os dois nunca chegaram a viajar juntos. Por isso, quando se viu diante da perda de seu pai, Carol arrumou por acaso uma maneira singela e bonita de homenageá-lo.

Las Vegas

Com duas viagens marcadas com antecedência – uma para o Uruguai na semana seguinte em que ele faleceu e outra para sua lua de mel para Las Vegas e Califórnia – ela arrumava os pertences do pai quando encontrou uma carteira de identificação da época em que ele morou em Miami. “Na hora guardei comigo e pensei: a partir de hoje, pra onde eu for ele vai comigo!”,

E assim surgiu a ideia de registrar suas viagens com a foto de Ivon e publicar no Instagram usando a hashtag #IvonnoMundo. “Tudo começou em Montevidéu, depois fomos para Punta del Este, Yosemite, San Francisco, Big Sur, Santa Mônica, Los Angeles, Grand Canyon, Las Vegas, Miami, Rio, Paris, Londres, Lisboa e Lagos. Já tenho outra viagem marcada para setembro”, conta orgulhosa.

Procuro tirar as fotos em pontos turísticos ou então em lugares que sei que ele iria gostar de conhecer. Pretendo fazer isso para sempre, afinal ele foi meu maior incentivador de viagens! Sempre dizia para eu ir, não importava para onde ou com quem, o importante era ir”, finalizou.

Veja algumas fotos do projeto #ivonnomundo:

Grand Canyon

Lagos

Las Vegas (1)

Punta del Este

paris

Todas as fotos © Carolina Puel de Mello