Série fotográfica denuncia o racismo dentro de uma das maiores universidades do Brasil

Você já ouviu falar por aí que racismo não existe? Que hoje em dia negros e brancos têm as mesmas chances? Que cor da pele não significa nada? A estudante de antropologia da UnB Lorena Monique deu início a um projeto bastante provocador e intenso em que prova que o racismo não só ainda existe, como está presente inclusive no ambiente acadêmico de uma das maiores universidades brasileiras.

O projeto, intitulado “#ahbrancodaumtempo“, traz fotografias de estudantes negros da UnB que escreveram em um pequeno quadro algumas das frases preconceituosas que já ouviram. Enraizado na sociedade, o racismo muitas vezes é visto como “brincadeira“, mas a verdade é que se trata de uma agressão, na maioria das vezes bastante violenta. Entre as frases, enxergar a mulher negra como um simples objeto exótico e fazer observações referentes à política de cotas são as mais recorrentes.

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Diariamente estudantes negr@s nas universidades brasileiras sofrem discriminações veladas que @s estereotipam. Apesar de que na visão de quem pratica a ação seja “só uma brincadeira”, “uma observação”, “uma tentativa de ajudar”; Para quem sofre cotidianamente é como repisar uma ferida ainda não cicatrizada. Espero que as falas expressadas nas imagens sensibilizem, causem reflexão e deem início à um diálogo no sentido de nos tornarmos pessoas melhores“, afirma Lorena, que se inspirou no projeto fotográfico “I, too, am Harvard“, que busca dar voz à comunidade negra presente na universidade norte-americana de Harvard.

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Todas as fotos © #ahbrancodaumtempo

Artista usa a natureza pra transformar afros femininas e homenagear a beleza de mulheres negras

Se tem uma coisa poderosa no mundo, é certamente uma linda cabeleira afro. Para mostrar toda a beleza das mulheres negras, o artista americano Pierre Jean-Louis criou uma série de retratos em que os cabelos afros se confundem com elementos da natureza. 

O projeto ganhou o nome de Black Girl Magic (algo como “Magia das Meninas Negras”) e está chamando a atenção por sua beleza.  Pierre contou ao Huffington Post que começou a criar as imagens após seguir algumas contas de divas negras através do Instagram. A mesma rede social é usada para divulgar suas criações, que já renderam ao artista mais de 95 mil seguidores.

O resultado é estonteante:

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Todas as fotos © Pierre Jean-Louis

Ele encontrou um jeito criativo de dar satisfação para a mãe durante suas viagens

Coragem para desbravar o mundo é fichinha perto das dificuldades de convencer a sua família de que não vai acontecer nada durante a viagem. Este ex-modelo de Bruxelas soube direitinho como fazer: a cada fotografia, ele encontra um jeito de avisar sua mãe de que ele está bem.

A iniciativa é de Jonathan Quiñonez, que deixou seu trabalho para desbravar o mundo, mas nunca esquece de mandar notícias para casa. Em todas as fotografias que publica em sua conta no Instagram, ele dá um jeito de inserir a frase “Mom I’m Fine” (“Mãe, eu estou bem”, em português).

O resultado é hilário. Espia só:

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Todas as fotos © Jonathan Kubben Quiñonez

Fotógrafa usa drone para captar casamentos como você nunca viu

Como se não bastasse ter uma ilha da Polinésia Francesa como cenário para registrar os momentos de recém-casados, a fotógrafa Helene Havard deu um jeito de tornar seu trabalho ainda mais impressionante: o uso de drones para captar as imagens lá do alto.

Francesa, ela se mudou para o Taiti em busca de mais liberdade, algo que ela procura também em suas fotografias. Para Helene, “a possibilidade de sobrevoar lugares e capturar a beleza da vastidão é uma ótima forma de expressar a liberdade”.

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Ela diz ainda que pensa no dia do casamento como um momento único e é, de certa forma, apenas do noivo e da noiva. Fotografá-los de cima é uma forma de mostrar que eles estão ao mesmo tempo juntos e sozinhos no mundo.

Helene posiciona o casal nos locais que ela considera ideais e dá instruções para o operador do drone para fazer o enquadramento. O resultado são fotos que realmente eternizam o momento dos casais. Também, com esses planos de fundo…

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Todas as fotos © Helene Havard

Albatroz

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Os albatrozes, incluindo os piaus, da família biológica dos diomedeídeos (Diomedeidae), são aves marinhas de grandes dimensões que, em conjunto com os procelarídeos, painhos e petréis-mergulhadores, formam a ordem dos Procellariiformes ou Tubinares. Distribuem-se por quase toda a extensão do Oceano Antártico e norte do Oceano Pacífico. Os albatrozes estão entre as aves voadoras de maiores dimensões. Os grandes albatrozes, do género Diomedea têm a maior envergadura de asa de qualquer espécie não-extinta. Os albatrozes são, geralmente, distribuídos em quatro géneros, ainda que haja desacordo quanto ao número de espécies. Das 21 espécies de albatroz reconhecidas pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), 19 estão ameaçadas de extinção.

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Os albatrozes movem-se de forma muito eficiente no ar, cobrindo grandes distâncias com pouco esforço. Alimentam-se de moluscos, como lulas, peixes e krill. Para isso tanto podem limitar-se a recolher animais mortos como a capturar o seu alimento, vivo, à superfície ou mergulhando. Os albatrozes são aves coloniais, nidificando a maioria em ilhas oceânicas remotas, muitas vezes compartilhando o seu território de nidificação com outras espécies. Estabelecem relações monogâmicas entre macho e fêmea que duram até ao fim da vida.

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Morfologia e voo

Os albatrozes constituem um grupo de aves de grande a muito grande porte, sendo os maiores dos Procellariiformes. O bico é grande, forte e aguçado nas extremidades, com a mandíbula superior a terminar num grande gancho, de forma a facilitar a captura de presas de corpo liso e rápido. O bico é composto de várias placas córneas (ranfotecas) distintas e, lateralmente, apresenta duas narinas tubulosas na forma de dois tubos que acompanham as faces laterais do bico, por onde fazem excreção de sal (e que davam o antigo nome da ordem: Tubinares). As narinas tubulosas de todos os albatrozes dispõem-se ao longo dos dois lados do bico, ao contrário dos outros Procellariiformes, em que os tubos apenas se dispõem no topo do bico.

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Estes tubos permitem, ainda, que os albatrozes tenham um sentido do olfacto especialmente desenvolvido, o que é raro entre as aves. Como os outros Procellariiformes, usam esta sua capacidade olfactiva enquanto procuram alimento. As patas não têm dedo oposto na parte posterior e os três dedos anteriores estão totalmente unidos por uma membrana interdigital, que lhes permite nadar, bem como pousar e decolar, deslizando sobre a água. As patas são particularmente fortes, tendo em conta que entre os Procellariiformes, apenas eles e os petréis-gigantes conseguem andar com eficiência em terra.

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A plumagem adulta da maior parte dos albatrozes é, geralmente, caracterizada pela parte superior das asas, que se apresenta escura, enquanto a parte inferior é branca. Esta característica apresenta-se de forma diferente consoante as espécies, desde o albatroz-real-meridional, que é quase totalmente branco excepto nas pontas e extremidade posterior das asas, em machos que já atingiram a maturidade, até ao albatroz-de-amsterdam com plumagem muito semelhante à juvenil, com uma grande predominância de castanhos, em especial numa banda acentuada em torno do peito.

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Muitas espécies do género Thalassarche e albatrozes do Pacífico Norte têm ainda marcas faciais, como manchas oculares, ou manchas cinzentas ou amarelas na cabeça e nuca. Três espécies de albatroz, o albatroz-patinegro e os piaus, fogem por completo aos padrões habituais, sendo quase totalmente revestidos de castanho-escuro (ou cinzento escuro em determinados locais, como no caso do piau-de-costa-clara). A plumagem pode levar vários anos até tomar a forma adulta definitiva.

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A envergadura de asa dos maiores albatrozes (do género Diomedea) ultrapassa a de qualquer outra ave, excedendo os 340 cm, ainda que a família inclua espécies com envergaduras bem menores. As asas são firmes e convexas, com a parte frontal espessa e aerodinâmica. Os albatrozes percorrem grandes distâncias recorrendo a duas técnicas de voo habituais em muitas aves marinhas de grandes asas: o voo dinâmico e o voo de talude. O voo dinâmico permite minimizar o esforço necessário para deslizar frente às ondas, utilizando o ímpeto vertical devido ao gradiente de vento. No voo de talude, o albatroz enfrenta o vento, ganhando altitude, podendo, em seguida, deslizar directamente para a superfície do oceano.

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Os alabatrozes têm uma razão de planeio elevada, de cerca 1:22 a 1:23, o que significa que a cada metro de altitude que descem, avançam 22 a 23 metros. São ajudados, no voo planado, pelo facto de apresentarem uma membrana tendinosa que mantém a asa distendida depois de estar totalmente aberta, sem que seja necessário fazer qualquer esforço muscular adicional. Esta adaptação morfológica é partilhada com os petréis-gigantes.

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Os albatrozes combinam estas técnicas de voo planado com o uso de sistemas inatos de predição do estado do tempo. Os albatrozes do hemisfério sul que voam para norte a partir das suas colónias seguem uma rota no sentido dos ponteiros do relógio, enquanto que aqueles que voam para sul seguem o sentido contrário. São aves tão bem adaptadas ao seu estilo de vida que apresentam níveis de frequência cardíaca em voo aproximados aos registados durante os períodos de repouso. Esta eficiência funcional é tal que não são as grandes distâncias percorridas numa excursão em busca de comida que implicam maior gasto energético mas, tão somente, os momentos de decolagem, aterragem e de captura do alimento – fases essas que exigem um maior esforço muscular por parte da ave. Estas eficientes e longas viagens de longa distância justificam que se considere o albatroz como um bem adaptado caçador-recolector de longas distâncias, tendo em conta que o seu alimento se encontra esparsamente distribuído no oceano.

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A sua adaptação ao voo planado torna-os, contudo, dependentes da existência de vento e de ondas. A maioria das espécies não tem condições morfofisiológicas (isto é, de forma e funcionamento) que lhes permitam manter um voo activo auto-sustentado. Em situação de calmaria, os albatrozes são obrigados a permanecer em repouso na superfície da água até que se levantem novas ondas. Dormem apenas quando repousam sobre a água, e não enquanto voam, como alguns autores chegaram a sugerir.

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Os albatrozes do Pacífico Norte podem usar um estilo de voo em que alternam momentos em que batem as asas energicamente (e ganham altitude) com momentos de planeio.Quando decolam, os albatrozes necessitam de efectuar uma corrida de modo a permitir a passagem suficiente de ar sob as asas para que se crie a sustentação aerodinâmica necessária para levantar voo.Embora alguns estudos apontem para a possibilidade dos albatrozes dormirem durante o voo , tal facto ainda não foi demonstrado na natureza.

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Distribuição geográfica

A maior parte dos albatrozes distribuem-se no hemisfério sul, desde a Antártida até à Austrália, África do Sul e América do Sul. As excepções incluem as quatro espécies do Pacífico Norte, sendo três exclusivamente desta região, do Hawaii ao Japão, Califórnia e Alasca; e uma, o albatroz-das-galápagos, que procria nas Ilhas Galápagos, mas que se alimenta nas costas sul americanas. A dependência em relação ao vento, necessário ao voo, justifica a confinação a latitudes elevadas, já que estas aves não têm capacidade para efectuar voo auto-sustentado, de modo a conseguir cruzar com alguma facilidade a zona de convergência intertropical. A única excepção, o albatroz-das-galápagos, é capaz de viver em águas equatoriais em volta das Ilhas Galápagos devido às águas frias da Corrente de Humboldt e ventos daí resultantes.

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Alimentação

A dieta dos albatrozes é dominada pelos cefalópodes, peixe e crustáceos, ainda que procedam à captura de cadáveres – incluindo restos de comida lançados de navios, que seguem por muito tempo – e à recolha de zooplâncton. Note-se que para um grande número de espécies só se conhece a dieta seguida durante o período de procriação, altura em que os albatrozes voltam regularmente a terra, tornando o seu estudo possível. A importância de cada um dos tipos de alimento referidos varia muito de espécie para espécie, e mesmo de população para população. Enquanto que alguns baseiam a sua alimentação em lulas, outros preferem krill ou peixe. Das duas espécies de albatroz encontradas no Hawaii, uma, o albatroz-patinegro, prefere peixe, enquanto que o albatroz-de-laysan captura essencialmente lulas.Expectativa de Vida: Albatroz-real-meridional: 42 anos

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