Para combater a pichação, Praga incentiva o graffiti nas estações de metrô

O eterno dilema da pichação está em torno de seu significado e importância para o meio urbano, sua consolidação ou não como arte, sua liberdade de expressão e até mesmo a segurança dos pichadores está em jogo. Aprovando ou torcendo o nariz, a cidade de Praga resolveu a questão da pichação em estações de metrô de forma inteligente: incentivando o graffiti.

Os túneis são alvos constantes dos pichadores, sempre em busca de pontos mais difíceis e ousados. Para as autoridades, o problema não era meramente estético, mas até mesmo de segurança, pois é um ponto um tanto arriscado e obviamente tem acesso proibido. Tendo em vista de que os túneis eram atraentes e naturalmente feios, por que não embelezar o local com as cores vibrantes de um graffiti?

Com a ideia em mente, convidaram então quatro artistas para darem vida nova ao túnel de Andel, na região central, um dos mais pichados. O mais interessante é que Jan Kalab, um dos convidados para pintar, costumava invadir o espaço para pichar e agora pode deixar sua marca registrada legalmente. Isso acontece muito com diversos artistas ao redor do mundo, que iniciam suas carreiras no picho.

Segundo a Prague Public Transport, a ação foi tão bem aceita, que eles já pensam em expandir para outros túneis de trem e metrô da cidade, até o final de 2015.

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Todas as fotos via e © Jan Kalab

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França está transformando seus trens em verdadeiros museus de arte

Há tanta coisa para se conhecer na França que às vezes fica difícil ver tudo em uma viagem rápida. Mesmo para quem vive por lá pode ser complicado encontrar tempo (e dinheiro!) para conhecer de perto algumas das principais obras da arquitetura e da arte do país. Para aproximar as pessoas desse patrimônio, o serviço de trens franceses SNCF está levando a arte ao dia-a-dia de seus moradores.

Em uma parceria com a companhia americana 3M, a estatal lançou o projeto Arte em Trânsito. Cobrindo o interior de alguns trens com um filme gráfico que reproduz diversas obras de arte e monumentos arquitetônicos do país, os passageiros ficaram mais perto de algumas destas incríveis obras. Viajando nos trens da companhia, é possível fazer uma visita ao Palácio de Versalhes, observar as obras do Museu d’Orsay e acompanhar imagens da companhia de filmes mais antiga do mundo, Cinéma Gaumont.

Além de tornar a vida dos passageiros mais interessante, a iniciativa também ajudou a diminuir a depredação do patrimônio, mostrando que uma boa ideia é capaz de beneficiar todo mundo. Nós adoramos, e vocês?

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Todas as fotos © Maxime Huriez

Morreu Arturo, o ‘urso polar mais triste do mundo’, ao fim de 22 anos de cativeiro em zoo na Argentina

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Este é mais um daqueles casos que prova como temos falhado na nossa relação com os animais, perpetuando abusos e os obrigando a viver em lugares nos quais não deveriam estar.

Arturo ficou conhecido quando sua história se espalhou na internet devido ao fato de suas condições de vida no zoológico de Mendonza, Argentina, o terem levado a loucura. Esse estado de insanidade era provado pela forma obsessiva como o animal passou a se comportar, repetindo movimentos que denotavam stress e ansiedade profundos. Milhares de pessoas pediram sua libertação, assinando petições para o tirar da situação, e uma página foi criada com esse objetivo (a Free Arturo).

Não é muito difícil imaginar que a Argentina não é propriamente o lugar ideal para um urso polar, já que “todo seu corpo foi ‘desenhado’ para viver na neve, no gelo, para hábitos predatórios e para percorrer longas distâncias“, como explica Barry MacKay, ativista que tentou levar Arturo para um zoológico no Canadá (ideia recusada pelos responsáveis em Mendonza).

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Apesar da tristeza de o ver partir, as pessoas estão felizes por ele poder ser finalmente livre. E que fique a esperança de que sua história, pra sempre triste, faça com que outros animais não precisem passar pelo mesmo.

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Abaixo um vídeo contando um pouco mais de sua história (em inglês), documentada com imagens que não deixam dúvidas:

Todas as fotos: Reprodução

FOTO DO DIA

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O pensamento positivo pode vir naturalmente para alguns, mas também pode ser aprendido e cultivado, mude os seus pensamentos e você mudará seu mundo.

Ele retrata as expressões dos gatos que ocupam as ruas de Tóquio

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Masayuki Oki é fotógrafo, japonês e completamente apaixonado por felinos. Essas três características também resumem muito bem sua obra, fotografando os gatos que vivem nas ruas de Tóquio de uma maneira única.

As imagens são sempre publicadas através do Instagram do artista, que já conta com mais de 56 mil seguidores na rede social. E a paixão pelos animais só cresce. Tanto é que o sonho de Masayuki é viajar pelo país fotografando todos os gatos de rua que encontrar pelo caminho, conforme contou ao site Design You Trust.

Espia só alguns dos cliques do cara:

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Todas as fotos © Masayuki Oki

Projeto pelo amor próprio coloca mulheres em frente ao espelho contando suas histórias

O que é lindo em uma mulher? Nossa mídia é cheia de imagens que constroem como uma “mulher perfeita” deve ser. A erotização e objetificação do corpo já é um mal em nossa sociedade. E para provar que nada disso é preciso, essa fotógrafa desafiou uma série de mulheres em busca do “ame você mesma”.

O que acaba acontecendo é que muitas vezes elas focam tanto na aparência física que se esquecem de sua própria personalidade e sentimentos. A consequência é uma série de mulheres insatisfeitas e infelizes, com inúmeros problemas emocionais e físicos. Tudo isso a troco do quê?

Três mulheres lituânias decidiram protestar contra a imagem feminina distorcida pela grande mídia com o projeto We.Women. São elas a fotógrafa Neringa Rekašiūtė, a apresentadora de TV Beata Tiškevič Hasanova e a assessora Modesta Kairyte.

12 candidatas contaram suas histórias de vida foram convidadas a posarem de lingerie em frente ao espelho. Todas elas sofreram de algum modo tentando se enquadrar: vergonha por ser gordinha, magra demais, vitiligo, anorexia, bulimia e depressão.

“Esse projeto nos mostrou muitas cicatrizes profundas da nossa sociedade. Foi uma experiência transformadora. Nós ainda mantemos contato e assim nos mantemos fortes”, disse Neringa. E Beata enfatiza que tendemos a esquecer que não somos nosso corpo – ele é só um formato para o que tem por dentro.

E se você tem alguma dúvida de que o ensaio foi um sucesso, dá só um olhada:

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Todas as fotos © We.woman