Série de fotos mostra o caminho que crianças ao redor do mundo percorrem para ir à escola

Como você ia para a escola quando era pequeno? A pé? De ônibus? De carona? Crianças em todo o mundo buscam a educação, mas chegar até ela nem sempre é tão simples como se pode imaginar. Andar por quilômetros, conseguir caronas em carroças e pegar um ferry são apenas alguns dos esforços que os pequenos fazem para conseguir chegar à aula a tempo.

O Journeys to School é um projeto fotográfico apoiado pela UNESCO que busca revelar as dificuldades que estudantes dos quatro cantos do planeta enfrentam diariamente para estudar. Da Guiana à França, as incríveis fotos presentes na série servem como inspiração para todos nós. Afinal, apesar de todas as dificuldades enfrentadas por essas crianças, o estudo permanece como prioridade.

Confira algumas das imagens:

Sertão – Brasil

No cenário desértico, ainda mais prejudicado pela seca, as crianças vão à escola usando cavalos, jegues e carroças.

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo 

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Fotos © Leonardo WEN
Misrata – Líbia
Em meio às constantes guerras, o estudo ainda é refúgio para muitas crianças na Líbia.
Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo 

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Fotos © Olivier Jobard
Wyalkatchem – Austrália

No nordeste da Austrália, as crianças desta remota vila usam o ônibus para chegar até a escola, localizada em uma cidade a cerca de 200 km de distância.

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo 

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Fotos © David Dare Parker
Hoëdic – França

As crianças que habitam a ilha francesa de Hoëdic usam barcos diariamente para chegar à escola.

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo 

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Fotos © François Lepage
Casablanca – Marrocos

Na cidade de Casablanca, é comum que as crianças cheguem até a escola a pé.

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo 

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Fotos © Xavier Malafosse
Maripasoula – Guiana Francesa

Na Guiana Francesa, os bancos de terra que ficam entre o rio são habitados. Por isso, as crianças que moram por lá usam barcos e canoas para chegar até a escola (e acordam quando o dia ainda está pra nascer).

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Fotos © Théophile Trossat
Djibo – Burkina Faso

Nos campos de refugiados, as crianças precisam andar quilômetros para conseguir chegar a uma escola.

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Foto © Holly Pickett
Alaska – EUA

Apesar do frio intenso e das constantes nevascas, as crianças da região continuam indo à escola. Para isso usam trenós motorizados.

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo 

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Fotos © Loren Holmes
Nairobi – Quênia

Em algumas das maiores favelas do mundo, crianças não se intimidam na hora de irem à pé para a escola – é a única forma de garantirem seus estudos.

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo 

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Fotos © Nichole Sobecki
Calcutá – Índia

Em uma das áreas mais populosas e pobres da Índia, crianças não medem esforços para estudar, apesar das condições de vida muitas vezes precárias.

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo 

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Essonne – França

As crianças ciganas são minoria na Europa e, portanto, sua educação é bastante limitada. A ida à escola, neste caso, é facilitada pelo metrô.

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo 

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Fotos © Jean Larive
Mae Sot – Tailândia

Todos os dias, muitas dessas crianças andam cerca de 40 minutos até conseguirem carona nessa moto, chamada de somlot, até a escola.

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo 

Crianças indo à escola em diferentes partes do mundo
Fotos © Nicholas Axelrod

Fotógrafo cria série de barbas masculinas com glitter; será que a moda pega?

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Quem disse que glitter é coisa de menina? Por sinal, quem disse que qualquer coisa tem sexo? Certamente não foi o fotógrafo Mark Leeming, que acredita que o mais importante é que as pessoas possam se expressar livremente e, de preferência, com muita cor e brilho.
 
A partir dessa premissa e de sua paixão por barbas e glitter, surgiu a coloridíssima série fotográfica Bearded Brutes, em que mistura pelos faciais, maquiagem e muita criatividade. Nos ensaios criados por ele, é possível perceber uma forte influência de pop art, inspiração central para a criação destes divertidos e exuberantes retratos.

O resultado é de tirar o fôlego:

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Todas as fotos © Mark Leeming

10 truques de ciência surpreendentes usando líquidos

Quem não gosta de uma boa experiência científica com resultados impressionantes? Confira alguns truques simples para fazer com líquidos:

1. Bola em câmera lenta

Ingredientes: mel; bola de aço; recipiente para a bola.

Instruções: coloque a bola dentro do recipiente, e jogue mel o suficiente em cima para cobrir pelo menos um pedaço da bola. Em seguida, tente lançá-la em uma descida. O mel vai diminuir a velocidade da esfera, como se ela estivesse em câmera lenta:
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2. Incendiador

Ingredientes: caneta marcadora preta; papel; garrafa com curvas; água.

Instruções: dobre a folha de papel em quatro e desenhe um retângulo preto no meio. Use a garrafa curva cheia de água como uma “lupa” para concentrar raios de sol no retângulo. Quando perceber que o papel esquentou o suficiente, cubra-o com outro papel e sacuda até pegar fogo.

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3. Bolsa mágica

Ingredientes: vários lápis; saco plástico transparente com zíper; água.

Instruções: fure quantas vezes quiser o saco cheio de água, atravessando os lápis até o outro lado da bolsa. A água não deve escapar.
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4. Empilhamento de líquido

Ingredientes: garrafa comprida; detergente; óleo vegetal; xarope de milho escuro; álcool isopropílico; água; corante alimentício.

Instruções: adicione os líquidos na garrafa nessa ordem: xarope; detergente; água com corante (incline a garrafa); óleo vegetal (incline a garrafa); álcool com corante (incline a garrafa). Um arco-íris deve se formar na garrafa, sem que as cores se misturem.
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5. Garrafa invisível

Ingredientes: copo de vidro; glicerina; garrafa pequena.

Instruções: encha o copo e a garrafa com glicerina, até a metade. Coloque a garrafa no corpo e veja sua metade inferior desaparecer. Se quiser, faça uma comparação com um copo e garrafa cheios de água.
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6. Líquido dançante

Ingredientes: amido de milho; saco plástico preto; caixa de som; água.

Instruções: misture meia xícara de amido de milho com um quarto de xícara de água. Coloque a mistura em cima do saco plástico, que por sua vez está cobrindo a caixa de som. Toque uma música com um tom de 60 Hz, e assista a gosma dançar.
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7. Barreira de água mágica

Ingredientes: água quente e fria; dois copos; folha plástica; corante alimentício.

Instruções: encha os dois copos até a boca com água fria e coloque um corante de cada cor neles. Tampe um com a folha plástica, e coloque-o em cima do outro. Em seguida, retire cuidadosamente a barreira plástica. Os líquidos devem se misturar, adquirindo uma terceira cor. Na segunda parte do experimento, repita o procedimento, só que use água quente em um dos copos. Quando o plástico for retirado, as duas cores não devem se misturar.

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8. Efeito de Leidenfrost

Ingredientes: panela; água; fogão.

Instruções: coloque um pouco de água na panela, a fogo médio. Note que ela evapora rápido. Coloque um pouco de água na panela a fogo alto. As gotas devem saltitar na panela. O efeito de Leidenfrost é um fenômeno no qual um líquido, em contato próximo com uma massa significativamente mais quente que o seu ponto de ebulição, produz uma camada isolante de vapor que previne que o líquido evapore rapidamente.
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9. Ilusão inversa

Ingredientes: desenhos em um papel; copo de vidro; água.

Instruções: escreva ou desenhe o que quiser no papel. Coloque-o atrás do copo de vidro. Em seguida, encha o copo de água. O desenho deve se inverter.
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10. Líquido invertido

Ingredientes: conta-gotas; copo fino; copo largo; copos de dose; corante alimentício; xarope de milho; clipes.

Instruções: encha o copo largo e o fino com xarope, e coloque o copo fino dentro do largo. Use quatro grandes clipes na volta do copo largo. Coloque um pouco de xarope nos três copos de dose, usando corantes diferentes em cada um. Com o conta-gotas, pegue o xarope colorido e insira no corpo largo. Em seguida, gire o copo fino em diferentes direções e veja o que acontece:

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Assista todas as experiências sendo feitas passo-a-passo aqui:

Série de fotos mostra a paixão e a obsessão de colecionadores de vinil pelo mundo

Quando o fotografo israelense Elion Paz migrou para Nova Iorque em 2008, o que buscava era trabalho, sucesso e dinheiro. Como a vida real não pede licença ou permissão para sonho algum, a realidade que Paz encontrou foi de recessão econômica, oportunidades minguantes e bolsos vazios. O lugar que Paz, um ávido colecionador de vinis, encontrou para afogar suas mágoas e o pouco dinheiro que restava foi nas lojas de disco. E dos discos nasceu seu novo projeto: fotografar coleções de LPs, e contar suas histórias.

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Numa dessas lojas Paz encontrou o DJ e colecionador africano Frank Gossner, dono de uma vasta coleção. Gossner apresentou Paz a outros colecionadores, e nesse encontros o fotografo percebeu quantas histórias e quanta paixão havia ao redor dessas coleções.

Assim nasceu o projeto Dust & Grooves (Poeira e ritmo, em tradução livre), que começou como um blog, e se tornou enfim um livro, batizado de Dust & Groove: Adventures in Record Collecting (Poeira & Ritmo: Aventuras de colecionadores de disco) primeiro editado de maneira independente, e que agora ganha sua terceira edição pela editora americana Ten Speed Press.

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O livro reúne 130 coleções e suas histórias, cada uma peculiar à sua maneira. Algumas coleções impressionam pelo tamanho, outras pela especificidade, como a de uma colecionadora de Nova Iorque que se especializou bandas femininas, ou o italiano que possui a maior coleção de discos coloridos do mundo, reconhecida pelo Livro dos Recordes.

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O trabalho de Elion Paz não restringe seu campo de interesse a colecionadores ou amantes do vinil. É uma compilação de paixões, de dedicações de vida a algo que nos move a todos; é um livro para quem gosta de música, ou simplesmente gosta de sentir nos outros o amor por algo importante e significativo. No site do projeto você encontra diversas dessas histórias, registradas em um belo trabalho fotográfico; um prato cheio para todos os olhos e ouvidos sensíveis.

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https://i1.wp.com/www.hypeness.com.br/wp-content/uploads/2016/02/COLEC%CC%A7A%CC%83OLP7.jpg Colecionador inglês com um disco de Caetano Veloso nas mãos

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© Todas as fotos: Elion Paz

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Fotógrafo cria série de barbas masculinas com glitter; será que a moda pega?

Quem disse que glitter é coisa de menina? Por sinal, quem disse que qualquer coisa tem sexo? Certamente não foi o fotógrafo Mark Leeming, que acredita que o mais importante é que as pessoas possam se expressar livremente e, de preferência, com muita cor e brilho.

A partir dessa premissa e de sua paixão por barbas e glitter, surgiu a coloridíssima série fotográfica Bearded Brutes, em que mistura pelos faciais, maquiagem e muita criatividade. Nos ensaios criados por ele, é possível perceber uma forte influência de pop art, inspiração central para a criação destes divertidos e exuberantes retratos.

O resultado é de tirar o fôlego:

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Todas as fotos © Mark Leeming

15 tatuadores brasileiros que definitivamente fazem arte na pele

Nos últimos tempos, a tatuagem passou por muitas mudanças e foi além das expectativas. Uma galera talentosa ressignificou a modalidade, alguns preconceitos foram vencidos e a qualidade subiu absurdamente.

A chamada tatuagem contemporânea não tem amarras, tem personalidade. Desenhos no estilo blackwork, aquarela, linework, free hand, sketch e pontilhismo são só algumas das maneiras que os artistas incorporam originalidade e dons realmente artísticos na hora de finalizar um trabalho, havendo uma grande preocupação de entregar algo novo, ousado e bem feito.

Um dos grandes nomes que surgiram nos últimos tempos e que fez um baita sucesso por aqui foi Victor Montaghini, que mistura várias técnicas em seu trabalho e fez o público pirar. Com essa galera, da nova e da velha guarda, fica fácil entender porque aquele golfinho tatuado no cóccix, aquele tribal que parece “tattoo de chiclete” e aquela estrelinha meio torta, ficaram para trás. E se você tem uma dessas, aqui vai um monte de inspiração pra mudar esse passado! Olha só:

A gaúcha denomina sua tattoo como “Tatuagem Transcedental”. Para Paola, as tatuagens devem sim ter um significado importante na vida da pessoa, pois trata-se de um ritual, cheio de energias, assim como ela também costuma levar a vida. Para isso ela usa uma técnica chamada Hand Poked, utilizando um cristal ao invés de máquinas para tatuar, que causa menos traumas a pele e pode ser feita em qualquer lugar e não em um estúdio fechado.

Paola Alfamor

Estrelando até mesmo um documentário que carrega o seu nome, quem não conhece o Jun, não conhece tatuagem. Um dos mais cobiçados do país, o tatuador paulistano ficou famoso nos anos 1990 e segue com ela até hoje. Os desenhos tribais autorais e free hand se baseiam em traços ancestrais polinésios, orientais e brasileiros. Atualmente tatua na Galeria do Rock, em SP.

Jun Matsui

Mais um gaúcho na lista. O tatuador vive em São Paulo e tem fila de espera para os interessados que desejam aplicar seus traços e desenhos totalmente autorais na pele. Inspirado em formas encontradas na natureza, cria artes geométricas e tribais usando os povos indígenas como referência, mas ainda consegue agregar outros estilos.

Tinico Rosa

Difícil descrever o trabalho do artista plástico Radharani, que consegue incluir várias técnicas numa tattoo só. Tatuando com máquinas de bobina há cerca de 10 anos, vive atualmente em Belo Horizonte, onde aplica seus desenhos com influências em padrões tribais, tailandeses e de povos indígenas da região amazônica, como o Kayapo. A foto do topo da matéria, a esquerda, também é dele.

Radharani

O mineiro João Paulo Rodrigues tem uma qualidade tão grande, que merece a sua atenção. Aplicando várias temáticas e técnicas em seus desenhos, da aquarela ao pontilhismo, formando verdadeiras obras de arte na pele. Os traços únicos do artista são delicados e ao mesmo tempo fortes, mas sem pesar a mão.

John-Dois

Misturando tatuagem, arte urbana, Art Déco e Art Nouveau, a tatuadora com mais de 15 anos de estrada desenvolve tattoos clássicas junto com seu parceiro, Arthur Camargo, no projeto Analogic. Utilizando técnica de tattoo e pintura, unem elementos para criar formas orgânicas dentro de um conceito próprio.

maria fernanda

Tribais, mandala, geometria sagrada e dotwork são parte do universo do tatuador e artista plástico Brian Gomes. Segundo ele, o intuito é resgatar para a pele as vibrações da alma de cada um, assim se cria um trabalho muito profundo e especial. Tatuando há mais de 10 anos, inclui em seus traços diversas referências, como o grafismo indígena brasileiro, a geometria sagrada, padronagens islâmicas e orientais.

Brian-Gomes

Designer, ilustrador e tatuador, Rodrigo tem afinidade com a pintura e as artes gráficas, o que acaba refletindo bastante nos seus traços. O artista multimídia busca tatuar algo exclusivo e personalizado em cada cliente, juntando técnicas como aquarela e pontilhismo. Assim cria um jogo de cores fortes em meio a linhas finas e delicadas, que agradam homens e mulheres.

rodrigo-tas

De Brasília, o tatuador apela para a riqueza em detalhes e originalidade para criar trabalhos inspirados em pichações, simbologias e outras influências. Formado em artes plásticas, ele aplica uma técnica de sketches (rascunhos) na pele dos clientes, que resultam em formas e desenhos únicos, rabiscados com primor e muito talento.

Taiom

Tatuando em São Paulo, o mineiro aplica uma técnica que permeia entre pontilhismo e sombras, elaborando desenhos incríveis a partir de hachuras. Influenciado por arte sacra e gravuras dos séculos XIV, XV e XVI, faz criaturas ganharem vida e formas bem detalhadas na pele dos clientes. O resultado é um trabalho único que, mesmo sem cores, chama a atenção. A arte do topo da lista, a direita, é dele.

Romulo Pacheco

Dentro de uma garagem desativada em Juiz de Fora (MG) funciona a Covil Tattoo, que reúne quatro talentosos artistas: André Castanheira, Thiago Bartels, Frederico Rabelo e José Hansen. O estúdio/ateliê trabalha em cima de blackwork, dotwork, tradicional e engraving tattoo. Arquitetura, design, desenhos científicos, skate, blasfemidades, arte urbana e geometrias são suas influências.

Covil Tattoo

De Londrina, Bob consegue misturar o estilo old school com desenhos orientais, formas geométricas e mandalas, além de fazer uso do pontilhismo. Na cidade, tem um estúdio de tattoo junto com o amigo João, o Fortuna Tattoo.

bobforttuna

Desenhos extremamente delicados e minimalistas são o forte da tatuadora capixaba, que tem fila de espera em Vitória. Geometria e tipografia também se misturam em sua técnica, que faz um baita sucesso com o público feminino.

A tatuadora espalha suas artes no thINK artclub, em Porto Alegre. Com traços delicados, elabora desenhos variados, desde animais até caveiras, muitas vezes sem a aplicação de cores.

Ivy

Em Curitiba, Paese aplica linhas bold em suas tattoos old school, que têm uma pegada divertida e original. Desenhos clássicos da técnica, como caveiras, andorinhas, âncoras, navios e animais, são elaborados com bastante precisão.

Etam Paese

Todas as fotos: reprodução

Essa escola flutuante sustentável está melhorando a vida de crianças africanas

Os impactos ambientais tem se mostrado cada vez mais visíveis em nosso dia a dia. Alguns projetos de grande relevância para as novas realidades também tem surgido como resposta, como a escola flutuante de Makoko, em Lagos, Nigéria.

O projeto desenvolvido em 2012 foi assinado pelo arquiteto nigeriano Kunlé Adeyemi, dono do estúdio NLÉ. A escola é uma construção flutuante localizada no coração na lagoa de Lagos, e proporciona uma nova identidade para a comunidade pesqueira onde famílias vivem em palafitas.

Sua estrutura se adapta às mudanças das marés e aos diferentes níveis de água. Ela foi projetada para funcionar através de energia renovável, por meio de reciclagem de resíduos orgânicos e coleta de água da chuva.

Criada para receber 100 alunos locais da escola primária, a construção de baixo orçamento possui três andares e conta com uma base flutuante de 330 barris de plástico. Sua área comporta salas de aula, espaço para brincar e banheiros de compostagem.

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A escola flutuande de Makoko foi pensada para atender às necessidades físicas e sociais da comunidade, tendo em vista o impacto das alterações climáticas, realidade já vivida no dia a dia devido o aumento significativo do nível do mar, das chuvas e inundações. Seu principal objetivo é gerar um sistema sustentável de construção ecologicamente alternativo para as regiões costeiras da África que possuem poucos recursos.

Construída por uma equipe de residentes locais, a estrutura da escola foi feita através de sobras de madeira de uma serraria das proximidades e bambus cultivados de maneira eco-friendly no local. Seu formato triangular é “uma forma ideal para um objeto que flutua na água devido ao seu relativamente baixo centro de gravidade, o que proporciona estabilidade e equilíbrio, mesmo em ventos fortes”, contou um dos designers.

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Imagens © NLÉ, Iwan Baan e George Osodi