Projeto utiliza cães de rua para ajudar na terapia de idosos esquecidos em asilos

A solidão nunca é boa pra ninguém, muito menos para idosos em um asilo, que subitamente são abandonados por completo por seus parentes e deixam de receber visitas. Ou mesmo para cães que, quando já não são mais filhotes, deixam de ser prioridade para adoções e ficam por anos a fio nos canis.

Pois algumas iniciativas no país têm mudado essa história e feito grandes transformações em idosos asilados, que passam a ser ‘tratados’ por cães em encontros que enfatizam o carinho e a sociabilização, o que leva alegria tanto ao animal como ao ser humano. A iniciativa Cão Terapiaé um projeto piloto em Novo Hamburgo, RS, e já é um sucesso, pois a recepção foi calorosa por parte dos idosos e os cães adoraram estar com eles. Um ponto interessante é que, mesmo cães que foram maltratados enquanto estavam nas ruas, não apresentam sinais de resistência ou raiva do homem.

Segundo o voluntário fisioterapeuta e adestrador André Fröhlich, um dos objetivos da iniciativa é chamar a atenção da sociedade para esses animais, para que possam ser adotados, mesmo que tardiamente. André também desenvolve um curso pioneiro para estudantes com o foco em capacitá-los a treinar cães para que possam fazer parte do tratamento, seja com idosos, crianças ou com portadores de Alzheimer ou depressão.

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Mais Cão Terapia

Felizmente está não é uma ação isolada e, em alguns estados, iniciativas semelhantes já acontecem, como em Boa Vista, RR, onde os cães Simon Bolívar, Mel e Maya são os novos ‘fisioterapeutas’ dos idosos de um abrigo estadual. Fruto da parceria com a Aliança Ambiental do Brasil (Aliambra), nasceu o projeto Visita Animal, onde os cães vão regularmente visitar os idosos como uma das alternativas para melhorar o desenvolvimento psicológico e físico dos doentes, motivando os idosos a se exercitar, com atividades como caminhar ou brincar com os bichos.

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INATAA (Instituto Nacional de Ações e Terapia Assistida por Animais)

É um ONG fundada em 2008 em SP, com o objetivo de proporcionar a idosos e crianças doentes melhoria na saúde física, emocional e mental através dos benefícios terapêuticos da relação homem-animal. Para conhecer mais o trabalho da ONG, visite o site deles aqui.

Abaixo, um vídeo onde a instituição homenageia os voluntários pelo belo trabalho feito ao longo dos anos na instituição, auxiliando idosos em tratamentos que melhoram sua qualidade de vida:

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Crédito das fotos de Boa Vista: Marcelo Marques/ G1

Foto de capa do post: Laís e Marisa Aranha – Inataa

BOSS Great Wall: maior objeto já descoberto no universo

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Astrônomos anunciaram recentemente a descoberta do BOSS Great Wall, um grupo de superaglomerados de galáxias que se estende por cerca de 1 bilhão de anos-luz de diâmetro.
Ou seja, esta é a maior estrutura já encontrada no espaço.

Uma coisa só

O BOSS Great Wall é resultado do levantamento espectroscópico da oscilação acústica dos bárions, uma cadeia de superaglomerados conectados por gases que encontram-se cerca de 4,5 a 6,5 bilhões de anos-luz de distância da Terra.Graças à gravidade, estes superaglomerados se mantêm ligados e se agitam em conjunto através do vácuo do espaço. 
A estrutura foi descoberta por uma equipe do Instituto Ilhas Canárias de Astrofísica e é composta de 830 galáxias, com uma massa 10.000 vezes maior do que a Via Láctea.No entanto, nem todos concordam que o BOSS Great Wall deva mesmo ser considerado uma estrutura única. O argumento é que estes superaglomerados não estão realmente conectados. Em vez disso, possuem lacunas mais ou menos ligadas por nuvens de gás e poeira. 
Esse debate ocorre sempre que tais objetos são encontrados. No final das contas, os argumentos parecem resumir-se a definições pessoais do que constitui uma estrutura singular, com a maioria dos pesquisadores concordando que tais aglomerados são uma coisa só.

Mais por vir

O que ninguém discorda, no entanto, é que o BOSS Great Wall é até agora o maior objeto já encontrado no espaço.Ainda mais incompreensível é o fato de que pode haver um monte de superaglomerados parecidos flutuando milhares e milhões de anos-luz de distância. Conforme nossa tecnologia melhorar e nossa capacidade de ver mais longe no universo aumentar, podemos ter mais surpresas. 
Além de ser incrível, a nova teia de galáxias também pode ajudar os pesquisadores a entender melhor como o universo foi estruturado após o Big Bang. [ScienceAlert]

Mulheres encarnam suas heroínas em ensaio fotográfico

Se são muitas as mulheres célebres que desde sempre lutaram pela igualdade de direitos e afirmação da mulher na sociedade, diversas outras dessas mulheres não ganharam tanta notoriedade, apesar da importância de seus atos de resistência e das consequências – muitas vezes trágicas.

Foi para homenagear essas heroínas desconhecidas que as mulheres do Estúdio MOL realizaram esse ensaio fotográfico, encarnando as personalidades femininas de suas escolhas, que merecem mais atenção por suas histórias do que até então receberam.

Dentre as homenageadas estão Dandara Palmares, que pegou em armas pela libertação total dos escravos no Brasil, Simone Beauvoir, escritora, filósofa e ativista política, Kathrine Switzer, a primeira maratonista mulher da história, Anette Kellerman, presa por indecência após usar um traje de banho, Marie Curie, primeira mulher a ganhar o prêmio Nobel e única pessoa a ganha-lo duas vezes, Patrícia Galvão, a Pagu, escritora, poeta, desenhista e ativista política brasileira, Cleópatra, imperatriz do Egito, e as primeiras mulheres lutadoras de boxe, nos anos 1930.

Todas simbolizam a força feminina lutando contra adversidades terríveis em diversos momentos da história. Ousadia, inteligência, resistência e poder são o mínimo para descrever essas mulheres, que se nem todas são devidamente reconhecidas, o efeito da coragem e firmeza permanece, em busca de um presente mais justo hoje do que tiveram de enfrentar no passado.

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Imagens: Arthur Roessle

Veja como um aparelho dentário ajudou esse filhote de Golden Retriever

Usar aparelho dentário na infância pode ser um sonho para quem não precisa, e um pesadelo pra quem de fato teve de colocar um. Um filhote de Golden Retriver, nos EUA, se viu diante do mesmo dilema, mas não por questões estéticas: ainda que não estivesse em seus planos, o cão teve de colocar um aparelho em seus dentes, para corrigir sua mordida, que o impedia de fechar a boca e vinha prejudicando sua saúde.

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O cãozinho vinha deixando de brincar, se alimentando menos, perdendo peso e sofrendo por conta de sua dentição. Por sorte, o “avô” do filhote, Jim Moore, pai de Molly Moore, sua dona, é justamente um dentista de cachorros, e propôs a inusitada solução.

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O filhote foi anestesiado para a instalação do aparelho, e as melhoras já começaram a aparecer. O cãozinho só precisará usar o aparelho por algumas semanas, e depois voltará a “sorrir”, brincar e usar seus dentes, agora perfeitamente alinhados com toda sua fofura natural.

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Como um jovem britânico consegue viajar por todo mundo graças a um canal no YouTube

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Viver viajando o mundo não é uma tarefa impossível, entre as opções de como monetizar sua viagem, dá para ganhar um bom dinheiro com vídeos, como é o caso do aventureiro britânico Louis Cole, de 31 anos, que agrega mais de 1 milhão de inscritos em seu canal, o FunForLouis.

O conteúdo produzido por ele vira sucesso também em outras redes sociais, como o Facebook,  que reúne mais de 232.800 fãs, e o Instagram, com quase 900 mil seguidores. Cole afirma que 50% do seu dinheiro vem de publicidade e patrocínio de empresas em busca de conteúdo que inspire as pessoas, e os outros 50% ele ganha como Youtubber de sucesso. “Meu canal atrai pessoas de todas as idades. Nem todas as pessoas são como eu. E eles não precisam ser, minha paixão é a aventura pela vida”, contou ao Buzzfeed.

Ele admite que passa boa parte do tempo viajando e fica somente em torno de três meses do ano na Grã-Bretanha. Entre os problemas de viver desta forma nômade, Cole relata que a maior dificuldade é arrumar um relacionamento amoroso, afinal, a pessoa teria que viajar junto com ele. No futuro, deseja ter uma família, mas não quer que a rotina seja algo convencional, tarefa que está, aos poucos, se tornando realidade mundo afora, tendo em vista algumas histórias de famílias viajantes. Alguém se candidata a viver essa aventura com ele?

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Além de manter seu canal de viagens, o faminto Louis acabou criando o FoodForLouis, onde documenta e compartilha as comidas mais exóticas que consome em sua jornada, como, por exemplo, uma tarântula. Ou seja, pra namorar com ele, também é preciso ter estômago de ferro e mente muito aberta.

Fenômeno natural transforma o vale mais seco dos EUA em um maravilhoso mar de flores

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Deserto são regiões áridas em que, independente da época do ano que você os visite, irá encontrar um mar de areia e nada mais, certo? É quase isso… O que pouca gente sabe é o que acontece com essas regiões quando a chuva resolve aparecer.

A região de Death Valley, nos Estados Unidos, onde se encontra um dos lugares mais secos e quentes da terra, registrou níveis de chuva recorde em outubro do ano passado. Como resultado, a região passou de deserto a um mar de flores, o que transformou a paisagem de uma maneira quase inacreditável. Um fenômeno semelhante havia acontecido recentemente no deserto do Atacama.

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O National Park estima que mais de 20 tipos de flores selvagem estejam florescendo na região atualmente. O florescimento começou em novembro, mas foi neste mês que a transformação pode ser vista em sua máxima exuberância.

Normalmente, são registradas apenas duas polegadas de chuva por ano, mas no último ano a região foi contemplada com o dobro desta quantidade em apenas algumas semanas. Em algumas áreas do parque chegou a chover 3 polegadas em uma questão de poucas horas. Após o fenômeno, muitas sementes que pareciam esquecidas no solo tiveram a chance de se transformar em belas flores e modificar totalmente a paisagem do local.

Dá só uma olhada:

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Todas as fotos: National Park Service/Reprodução Youtube.

Socotra: a ilha da bio-estranheza ou beleza

                 Símbolo botânico de Socotra, a dragoeira tem os galhos voltados para cima a fim de captar a umidade da neblina em terras altas

Símbolo botânico de Socotra, a dragoeira tem os galhos voltados para cima a fim de captar a umidade da neblina em terras altas. O temor dos conservacionistas é que a sua baixa capacidade de reprodução coloque em risco o futuro da espécie

É quase meia-noite na ampla colina conhecida como Firmihin, onde cresce uma floresta de dragoeiros. A lua, uma noite depois do plenilúnio, inunda a paisagem recortada de um prateado refrescante. Dentro dos muros de pedra do lugar onde vive um pastor, as chamas iluminam os rostos de quatro pessoas descalças que, sentadas ao redor da fogueira, compartilham chá quente com leite fresco de cabra.

                 A lua cheia se ergue sobre o platô de Diksam, onde os dragoeiros crescem em aglomerações espalhadas

A lua cheia se ergue sobre o platô de Diksam, onde os dragoeiros crescem em aglomerações espalhadas. O calcário das planícies interiores de Socotra se formou quando mares ancestrais cobriram a terra.

Neehah Maalha veste uma espécie de sarongue conhecido como fouta; a sua mulher, Metagal, está com um vestido comprido e, na cabeça, um lenço de tom roxo vívido. Eles contam da vida que levam na ilha de Socotra, usando uma língua de origem imemorial – inalterada há séculos e hoje falada por menos de 50 mil pessoas.

                 Antigos períodos de atividade vulcânica originaram os montes Hajhir, onde recortados picos de granito elevam-se a quase 1500 metros

Antigos períodos de atividade vulcânica originaram os montes Hajhir, onde recortados picos de granito elevam-se a quase 1500 metros. A nebulosidade noturna proporciona umidade crucial para uma das floras mais diversificadas da Ásia.

Embora o casal seja analfabeto, ambos sabem que a nova placa ao pé da colina informa que Firmihin foi declarada reserva natural protegida. Forasteiros costumam visitar o seu povoado, contam eles, para fotografar os dragoeiros, as plantas conhecidas como rosas-do-deserto e as flores asclepiadáceas mishhahir. Também aparecem por lá cientistas, que reviram as pedras, dizendo que estão coletando insetos e lagartos. Mas, na verdade, o que será mesmo que estão procurando?

                 O Chamaeleo monachus só existe em Socotra, assim como 90% dos outros répteis na ilha

O Chamaeleo monachus só existe em Socotra, assim como 90% dos outros répteis na ilha. Segundo os moradores locais, o camaleão é mágico e quem o ouvir sibilando acaba perdendo a fala

Localizada no mar da Arábia, a 350 quilômetros da costa do turbulento Iêmen, do qual faz parte, Socotra foi no passado um local lendário que ficava no extremo dos mapas do mundo então conhecido. Para os marinheiros, era um lugar temível, com baixios traiçoeiros, tempestades ferozes e moradores que tinham a fama de controlar os ventos e de conduzir os barcos às suas praias para que fossem capturados e saqueados. Atualmente, porém, é a rica diversidade biológica de Socotra que atrai novos exploradores, os quais esperam desvendar os segredos locais antes que a ilha seja para sempre alterada pelo mundo moderno.

                 Caramujos sobem nas árvores da planície árida de Zahr em Socotra para fugir do calor e também dos besouros carnívoros, mas ficam expostos a pássaros famintos

Caramujos sobem nas árvores da planície árida de Zahr em Socotra para fugir do calor e também dos besouros carnívoros, mas ficam expostos a pássaros famintos

De um instante para outro, a preocupação estampada no rosto de Metagal dá lugar a um sorriso absorto. Ela desaparece na escuridão e, ao voltar, me oferece um pequeno pacote embrulhado em papel. Não estaria interessado em comprar um pouco de incenso? Neehah apanha um pedaço minúsculo e o coloca sobre uma brasa na fogueira. A fumaça se eleva rodopiando e aspiramos o rico aroma que perfumou os funerais dos faraós e os templos dos deuses gregos.

                 Nos bosques de dragoeiros quase não se encontram brotos e árvores jovens

Nos bosques de dragoeiros quase não se encontram brotos e árvores jovens. Para alguns cientistas isto se deve à escassez de água, ocasionada por uma redução na cobertura sazonal de nuvens – o que talvez leve ao desaparecimento de muitos bosques no prazo de um século

Os antigos egípcios, gregos e romanos aproveitaram todos os tesouros do mundo natural de Socotra: resinas aromáticas como o olíbano, o extrato medicinal de aloé e o sangue-de-drago, a seiva rubra do dragoeiro, usada tanto na medicina como corante. As riquezas da ilha eram retiradas por aventureiros, a despeito dos relatos de que era protegida por serpentes gigantes que viviam em suas cavernas. A rainha de Sabá, Alexandre Magno e Marco Polo estavam entre os que cobiçaram as riquezas de Socotra.

                 Um wadi, ou riacho sazonal, serpenteia para o sul entre cristas das montanhas Hajhir

Um wadi, ou riacho sazonal, serpenteia para o sul entre cristas das montanhas Hajhir. Apesar de a maior parte do granito dessas formações ser avermelhado, uma cobertura de líquen faz algumas pedras parecerem brancas

O valor do olíbano e do sangue-de-drago alcançou o auge na época do Império Romano. Depois disso, a ilha serviu sobretudo de escala para mercadores, atravessando séculos em relativo isolamento cultural. Os habitantes de Socotra continuaram a viver, geração após geração, tal como os seus antepassados: nas montanhas, os beduínos cuidavam dos rebanhos de cabras; no litoral, vivia-se da pesca; e todos colhiam os frutos das tamareiras. A história da ilha era transmitida por meio da poesia, recitada na língua socotri.

                 O caranguejo de água-doce Socotrapotamon socotrensis é endêmico na ilha
O caranguejo de água-doce Socotrapotamon socotrensis é endêmico na ilha. Sem a concorrência de peixes nativos, esses predadores ocupam o topo da cadeia trófica aquática

Além de sua posição estratégica diante do Chifre da África, simplesmente não havia nada mais em Socotra que despertasse o interesse do resto do mundo. Mas isto mudou.

                 Conhecida como mishhahir em Socotra, essa planta suculenta serviu, em épocas de fome, de alimento de emergência para os moradores locais

Conhecida como mishhahir em Socotra, essa planta suculenta serviu, em épocas de fome, de alimento de emergência para os moradores locais. As suas flores constituem raros pontos de cor em meio ao calcário cinzento na área de Firmihin

                 A rosa do deserto ganhou este nome devido a seus botões, apesar de a planta não ter relação com rosas cultivadas

A rosa do deserto ganhou este nome devido a seus botões, apesar de a planta não ter relação com rosas cultivadas. Pastores amarram tiras da casca venenosa do tronco no pescoço de cabritos para tentar protegê-los dos gatos selvagens que costumam atacar

                 Ofuscantes dunas de areia branca estendem-se por quilômetros em áreas como o litoral sul de Socotra, entre as quais esta praia, a Aomak

Ofuscantes dunas de areia branca estendem-se por quilômetros em áreas como o litoral sul de Socotra, entre as quais esta praia, a Aomak. Os ventos intensos na época das monções reconfiguram continuamente as dunas

                 Um atobá-pardo pousa na costa ocidental. Pelo menos dez tipos de aves marinhas se reproduzem em Socotra e nas três ilhotas adjacentes

Um atobá-pardo pousa na costa ocidental. Pelo menos dez tipos de aves marinhas se reproduzem em Socotra e nas três ilhotas adjacentes, o que faz do arquipélago um importante hábitat para as aves na região

                 O litoral variado de Socotra inclui praia de areia, pedregulhos, planícies enlameadas e recifes de corais fósseis e vivos

O litoral variado de Socotra inclui praia de areia, pedregulhos, planícies enlameadas e recifes de corais fósseis e vivos. Os recursos marinhos continuam sendo vitais: muitos ilhéus ganham a vida com a pesca, pelo menos durante parte do ano

                 Uma árvore de incenso cresce em Homhil, uma área protegida na extremidade oeste da ilha

Uma árvore de incenso cresce em Homhil, uma área protegida na extremidade oeste da ilha. Antigamente, a resina das árvores de incenso era valorizada por seu aroma; grandes quantidades dela eram queimadas em enterros e em ocasiões cerimoniais

                 Arbustos de cróton como estes costumam ser altos, mas no alto deste penhasco do litoral sudoeste de Socotra

Arbustos de cróton como estes costumam ser altos, mas no alto deste penhasco do litoral sudoeste de Socotra, este aqui foi “podado” a uma forma reduzida por ventos constantes de mais de 30 quilômetros por hora

                 Uma falcão fêmea leva alimento para os filhotes em um penhasco no litoral sul de Socotra

Uma falcão fêmea leva alimento para os filhotes em um penhasco no litoral sul de Socotra. Estas, junto com outras aves de rapina da região, são os principais predadores na ilha

                 Uma rosa-do-deserto se agarra ao penhasco Maalah, juntamente com mais de 300 outras espécies vegetais raras que se encontram em Socotra

Uma rosa-do-deserto se agarra ao penhasco Maalah, juntamente com mais de 300 outras espécies vegetais raras que se encontram em Socotra. Ao longe está Qulansiyah, um dos maiores povoados da ilha

Foto: Michael Melford