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Já ouviu falar desse incrível corredor gigante de neve nos Alpes?

O mundo é cheio de lugares secretos e pode ser que este seja um deles. No Japão, a paisagem da Rota Alpina Tateyama Kurobe, um incrível corredor gigante de neve nos Alpes em Matsumoto atrai curiosos e amantes da natureza. Chegando a 20 metros de altura, o caminho de 500 metros leva até as montanhas  e demais atrativos da região.
O percurso até as atrações tem, ao todo, 90 km de extensão. Durante o inverno, as camadas de gelo costumam cobrir a estrada, que é liberada durante a Primavera por meio de escavadeiras e assim se formam os paredões, que podem ser vistos de perto entre os meses de abril e junho.
Rodeado de belezas e recursos naturais, o local tem muitas coisas a serem vistas e exploradas, como um passeio de teleférico a 488 metros do chão com vista para penhascos e um lago em Kurobedaira. No total, o roteiro é percorrido em cinco horas, utilizando vários meios de transporte.
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Todas as fotos: divulgação
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A maravilhosa Catedral construída por um só homem com material reaproveitado ao longo de 50 anos

 
 Você é um jovem monge que dedica a vida à religião. Em certo momento, sua frágil saúde faz com que o Monastério onde você vive te dispense das atividades. O que você faz? Fica de cama cuidando das fragilidades? Deixa de servir à Igreja? Ou decide construir sozinho uma imensa Catedral?
Justo Gallego Martínez, hoje com 88 anos, escolheu a terceira opção em 1963. Desde então, ele acorda todos os dias às 3:30h da manhã e se dedica à obra de sua vida. Há décadas ele mora lá mesmo, debaixo das estruturas da Catedral, em Mejorada del Campo, Madrid.
Eoghan Macguire
Foto © Eoghan Macguire
A princípio, ele vendeu ou alugou propriedades para financiar o sonho de criar a Catedral para a Virgem Maria. Depois de algum tempo, sem dinheiro, passou a recolher material de construção não utilizado em outras obras para fazer a sua.
Justo Gallego nunca estudou arquitetura ou engenharia, e tira suas ideias de antigos desenhos medievais. Segundo especialistas, seu trabalho é arriscado, mas, até hoje, nenhuma autoridade ousou encrencar com ele. A Catedral é aberta para visitação, e muitos daqueles que passam por lá doam dinheiro para que o trabalho continue.
Confira um documentário e imagens desse lugar incrível:
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Foto © Susana Girón
Jose Javier Martin Espartosa
Foto © Jose Javier Martin Espartosa
Susana Girón
Foto © Susana Girón
Sarah Glez
Foto © Sarah Glez
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Foto © Jose Javier Martin Espartosa
Frank O. Sotomayor
Foto © Frank O. Sotomayor
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Imagens sem crédito: Wikimedia Commons

Campanha poderosa incentiva jovens a revelarem e não terem vergonha de suas doenças crônicas

Quem vê a jovem Erica Lupinacci nem imagina as dores que ela sente nas articulações. Diagnosticada com Lúpus, uma doença crônica e autoimune que provoca um desequilíbrio no sistema imunológico, a jovem vive como qualquer outra, mas precisa redobrar sua atenção com a saúde. Em todos os cantos há pessoas que sofrem diariamente com doenças crônicas, mas esse sofrimento costuma ficar à sombra, já que na sociedade não há espaço para sofrimentos. Uma poderosa campanha, contudo, quer mudar essa realidade, mostrando que essas pessoas não estão sozinhas.

Idealizada por Erica e Allie Cashel, que sofre com a doença de Lyme, a série fotográfica Suffering the Silence (“Sofrendo o Silêncio”, em tradução livre) traz pessoas comuns revelando suas condições médicas e falando sobre as limitações que cada doença traz a suas vidas. “Pacientes que lidam com doenças persistentes precisam redefinir o que significa se sentir normal. Eles precisam racionar seu tempo, evitando que se exponham demais ou se deixem ficar ainda mais doentes ou cor dor. Essa experiência afeta demais a identidade da pessoa“, afirmou Erica ao Huffington Post.

Nas fotos, jovens que sofrem com artrite reumatoide, escoliose, asma e lúpus precisam lidar com dores e limitações permanentes, mas nem por isso deixam de lado suas atividades diárias. “Eu quero mostrar às pessoas que vivem com doenças que elas não estão sozinhas. Elas não são loucas, imprestáveis ou preguiçosas. Elas são incrivelmente fortes e corajosas e merecem felicidade e respeito como qualquer outra“, finalizou.

Doença de Lyme crônica

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Lúpus

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HIV+

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Escoliose

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Doença de Crohn

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Hemofilia

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Endometriose

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Diabetes

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Artrite reumatoide, fibromialgia, escoliose

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Colite ulcerosa

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Todas as fotos © Suffering the Silence

Jovem vira sensação ao posar nua praticando yoga para aceitar seu próprio corpo

A modelo e fotógrafa que assina como Nude Yoga Girl, de 25 anos, prefere se manter no anonimato e se expressar para o mundo através de seu corpo discretamente nu. Através de seus movimentos performáticos e o domínio de luzes e sombras.

Eu configuro as definições de iluminação e deixo a câmera pronta. Meu namorado é gentil o suficiente para pressionar o botão e tirar a minha foto“, conta ela em seu site oficial. A yoga como linguagem artística tem resultado em incríveis imagens que dão ao nu uma diferente conotação de beleza.

Com 316 mil seguidores, sua conta no Instagram acompanha textos que questionam o conceito de beleza, relatos do dia a dia e que dizem respeito à performances realizadas para compor as fotos. “Com a minha conta eu quero inspirar as pessoas a perceberem que todo mundo é muito bonito e capaz de [fazer] coisas incríveis com seus corpos. A yoga me ajudou a aceitar o meu corpo exatamente do jeito que ele é“, declarou.

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A artista afirmou ter feito dietas restritivas em sua carreira de modelo que a deixavam infeliz, e que sempre encontrava “falhas” em seu corpo: “Eu tenho trabalhado em uma indústria que é puramente baseada na aparência desde que eu tenho 15 anos. A yoga me ensinou que a coisa mais importante é como eu me sinto, não como eu olho do lado de fora”.

O Instagram chegou a remover uma de suas fotos em que apareciam seus mamilos, mas ela parece ter levado numa boa, afirmando que “é absolutamente certo que o Instagram tenha diretrizes“, e passou a driblar as imagens com mais jogos de sombra, alegando que podemos moldar nossa vida, nosso corpo. Sobre o sucesso na rede social, ela comemora: “Estou muito feliz que as pessoas entendam a minha arte e a mensagem da minha conta no caminho certo. Essa é a coisa mais importante.”

Veja só:

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Todas as imagens @nude_yogagirl

Conheça os eco-hotéis mais impressionantes pelo mundo

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Quem disse que ecologia e viagens não podem andar juntinhas? Nestes oito eco-hotéis, você poderá desfrutar do melhor do turismo em meio a um ambiente sustentável no destino escolhido. A seleção foi feita pelo site Trivago e a gente conta mais sobre quais são estas hospedagens comprometidas com o meio ambiente.

1. Whitepod, Valais, Suíça

Sim, já é possível desfrutar de uma noite em meio aos Alpes com um baixo impacto ambiental. A pedida é o hotel Whitepod, localizado em Valais. Por lá, o uso de energia e água são controlados e todo o lixo é reciclado. Os ingredientes usados são comprados localmente e a equipe vive pertinho e pode caminhar até o trabalho, já que o uso de transportes motorizados é limitado.

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Fotos: Divulgação. 

2. Areias do Seixo, Santa Cruz, Portugal

Uma horta criada a partir dos conceitos de permacultura, sistemas de monitoramento de consumo de água, gás e energia, bem como a prática de compostagem, fazem deste um ótimo hotel ecológico para conhecer em Portugal. Aqui, a preocupação é vista até mesmo nos pequenos detalhes, como a reutilização de materiais na criação de peças de decoração e mobiliário.

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Fotos: Divulgação.

3. Treehotel, Harads, Suécia

Localizado em um vilarejo com apenas 600 moradores, este hotel se define como “um lugar onde natureza, valores ecológicos, conforto e design moderno se combinam em uma aventura animadora“. Nestas casas na árvore contemporâneas, nenhuma árvore sofre danos durante a construção e a energia é oferecida por uma hidrelétrica sustentável localizada nas proximidades.

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Fotos: Divulgação.

4. Montaña Magica, Reserva Biológica Huilo-Huilo, Chile

Localizada em meio a uma reserva biológica, esta acomodação não poderia ser mais encantadora. O hotel é coberto por vegetação e tem até mesmo uma cascata permanente.

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Fotos: Divulgação. 

5. Laguna Lodge, Tortuguero, Costa Rica

Em pleno Parque Nacional Tortuguero se ergue esta construção sobre uma área de duzentos metros de largura, justo entre as Lagoas de Tortuguero e o mar do Caribe.

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Fotos: Divulgação. 

6. Song Saa Private Island, Camboja

Toda a água utilizada nesta ilha privada do Camboja é tratada e reutilizada, diminuindo seu impacto no meio ambiente. Além disso, seus fundadores se preocuparam em reintroduzir a vegetação nativa nas proximidades do resort. Na construção da vila e em seus móveis, também foi utilizada madeira reaproveitada de velhos barcos de pesca.

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Fotos: Divulgação.

7. Vigilius, Monte San Vigilio, Itália

Você chega até a vila de teleférico, já que não há carros nesta área. A 1.500 metros acima do nível do mar, este hotel foi construído com recursos renováveis, como madeira e vidro. Além disso, os ingredientes usados na cozinha são provenientes de produtores nas proximidades e geralmente orgânicos.

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Fotos: Divulgação.

8. Post Ranch Inn, Big Sur, Estados Unidos

Um espaço construído com materiais sustentáveis e equipado com energia solar para que você possa desfrutar da sua hospedagem com o mínimo impacto ambiental. Até mesmo a limpeza do local é feita utilizando materiais biodegradáveis.

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Foto: Divulgação.

Fotógrafo viaja o mundo para retratar a beleza da diversidade em série fascinante

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Celebrar a nossas diferenças está tomando cada vez mais forma e força. O fotógrafo francês Eric Lafforgue mostra o quanto há beleza em todas as etnias ao viajar o mundo para captar os traços de vários povos, especialmente entre Oriente Médio e África, em lugares onde não há muito ou nenhum apelo turístico.

As lentes de Lafforgue já clicaram homens e mulheres nas diversas fases da vida, desde à infância até os 100 anos de idade. Os retratos impactantes revelam a diversidade e miscigenação, onde se vê, por exemplo, crianças loiras de olhos claros e até mesmo ruivas no Irã e no Iraque, países onde a gente costuma associar a outros traços. Na África, negros de vários tribos se misturam a albinos e não há nada mais bonito do que o contraste.

A série acaba revelando também a nossa aceitação e até mesmo fascínio com o diferente. Desde muito jovem o fotógrafo quis conhecer países distantes e passou um tempo na África, onde conheceu Djibouti, Etiópia e Iêmen. Começou a fotografar em 2006 e logo ganhou fama entre editoras como a National Geographic. Ele segue viajando, clicando e privilegiando as regiões ou populações em perigo, além de explorar os países menos visitados.

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Todas as fotos © Eric Lafforgue

10 eventos violentíssimos que atingirão o sistema solar e a Terra no futuro

O espaço pode parecer girar em uma harmonia pacífica e silenciosa lá em cima, repleto de belas imagens telescópicas de galáxias e nebulosas com formações e cores fantásticas. Na realidade, porém, não é bem assim. A imensidão escura lá fora é tão estranha e violenta que continua a surpreender – e até mesmo assustar – os cientistas mais experientes. Alguns eventos violentos, na verdade, estão previstos para acontecer bastante perto de nós, chegando a atingir o sistema solar e a Terra – e podem até mesmo ocorrer enquanto a humanidade ainda estiver por aqui.
Veja o aterrorizante calendário:

10. Anel em Marte

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Uma nova pesquisa determinou que Marte um dia poderá matar sua lua mais próxima, Phobos. Com apenas 22 km de largura, Phobos é uma das duas luas que orbitam o planeta. A cada século que passa, a órbita de Phobos encolhe e a traz 2 metros para mais perto de Marte.
No fim, esta lua vai se quebrar pelas tensões de maré provocadas pelo planeta vermelho, embora o processo possa levar até 40 milhões de anos. No final, Marte terá apenas uma lua, mas terá um anel, assim como Saturno, para tomar o lugar do satélite perdido.
Ao longo dos próximos milhões de anos, pedaços da lua condenada vão chover sobre a região equatorial de Marte. Isso poderia representar um problema para qualquer uma das nossas bases na área – supondo que a raça humana ainda esteja viva até então.
Mesmo podendo ocorrer somente alguns milhões de anos no futuro, o evento mantém firmemente o interesse dos cientistas nos dias atuais. Phobos é uma lua única no nosso sistema solar. Ela pertence a um grupo de luas que tendem à autodestruição, uma vez que elas migram para muito perto dos planetas que orbitam.
Phobos é a última dessas luas a ainda existir. Seu destino fatal pode dar aos pesquisadores informações valiosas sobre os momentos precoces do sistema solar e as mortes das outras luas suicidas.

9. A desintegração da lua

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No futuro distante, a nossa lua também tem a previsão de se tornar um anel em torno da Terra. Felizmente para os amantes e lobisomens de todo o mundo, isso não vai acontecer antes de terem se passado cinco bilhões de anos.
Ao contrário da situação com a Phobos, o culpado responsável pela destruição da nossa lua não é o planeta que ela orbita, mas a bola de fogo no centro do nosso sistema solar. Embora o sol seja uma estrela estável, ele um dia vai entrar na sua fase gigante vermelha, um evento solar que provavelmente vai rasgar a nossa pobre lua ao meio.
A lua está atualmente se afastando da Terra em uma taxa de 4 centímetros por ano. Mas quando o sol inchar durante a sua fase de gigante vermelha, sua atmosfera vai empurrar a lua para tão perto da Terra que as forças de maré vão rasgar nosso satélite.
Um anel de detritos lunares com aproximadamente 37.000 km de diâmetro vai cercar a Terra como um anel de Saturno. Semelhante a Phobos, o anel acabará por desaparecer à medida que os detritos lunares choverem na Terra.

8. Milkômeda

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A Via Láctea está destinada a colidir com uma galáxia vizinha chamada Andrômeda. As consequências para ambas as galáxias serão fatais, o que significa que a Via Láctea como a conhecemos tem apenas cerca de quatro bilhões de anos restantes de vida.
A gravidade está atraindo a Via Láctea e Andrômeda uma para a outra em um ritmo vertiginoso de 402.000 quilômetros por hora. Quando as duas galáxias espirais colidirem, elas vão dar origem a uma nova galáxia.
A colisão será um evento cósmico espetacular que vai durar um incrível período de um bilhão de anos. Durante essa fase, as galáxias vão atravessar os movimentos de aproximação, afastando-se, e mais uma vez se abraçarão em um movimento iô-iô até que a união esteja completa.
Apesar de todas as estrelas que existem nas duas galáxias, os investigadores acreditam que qualquer colisão de estrelas seja altamente improvável. Nesse sentido, o nascimento da nova galáxia – apelidada de “Milkômeda” pelos astrônomos – não vai matar a Terra ou mesmo o nosso sistema solar.
No entanto, o sol estará tão quente quando isso acontecer que os nossos oceanos terão se evaporado até lá e nós ou já teremos migrado para algum outro lugar menos hostil ou já teremos virado poeira – não dá para ganhar todas. Milkômeda será uma galáxia elíptica avermelhada. A Terra irá residir na periferia dela, juntamente com o resto do nosso sistema solar.

7. Nuvem assassina

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Quando os pesquisadores estavam fazendo simulações de computador, descobriram que o nosso sistema solar pode, eventualmente, se encontrar com uma névoa espacial mortal. As minúsculas partículas dessa nuvem de gás podem ser letais para toda a vida na Terra.
Quando esta nuvem assassina de poeira e gás chegar, não haverá muito alarde. Ela não vai bloquear o sol ou se encaminhar em direção ao sistema solar com uma trovada negra e sinistra, causando pânico em quem ainda estiver aqui.
O perigo reside na sua densidade. Pelo menos 1.000 vezes mais pesada do que qualquer coisa que a Terra passa em sua órbita agora, esta nuvem pode agir como uma força física, empurrando para trás a heliosfera protetora do sol, que nos protege de males espaciais como raios cósmicos.

Quando a nuvem encontrar a Terra, a poeira e o gás podem corroer o oxigênio em nossa atmosfera. Os raios cósmicos atingirão o mundo, pondo em perigo todos os seres vivos com uma radiação mortal.
Este desastre é um dos mais próximos de nós do ponto de vista do tempo espacial. Segundo os cientistas, a distância da nuvem do mal é inferior a quatro anos-luz. Em termos cósmicos, isso é um mero tique-taque do relógio. Para nossa sorte, em anos humanos, esta nuvem corrosiva está ainda alguns milênios de distância.

6. A repetição de Carrington

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Em 1º de setembro de 1859, um astrônomo amador chamado Richard Carrington detectou a pior tempestade solar da história. Chamada de “Evento Carrington”, ela lançou uma ejeção de massa coronal (EMC) na Terra que provou ser um verdadeiro golpe diretamente na cara do nosso planeta.
Naquela época, o único prejuízo foi a queda dos sistemas de telégrafo. Mas, na sociedade moderna, uma repetição do Evento Carrington iria introduzir a humanidade a uma catástrofe sem precedentes. 
A rede de energia provavelmente fritaria, e milhões de casas e empresas ficariam sem luz. Sistemas e transformadores elétricos danificados poderiam levar meses para ser reparados ou substituídos.
A recuperação financeira poderia levar anos. O armazenamento de alimentos e medicamentos se tornaria extremamente difícil. Todos os serviços de eletricidade, incluindo a comunicação, seriam afetados ou até mesmo desligados completamente.
Assustadoramente, têm havido alguns quase-incidentes desta proporção nos últimos anos. Em 2012, a Terra perdeu uma catástrofe por cerca de uma semana quando uma EMC que superava o poder do Evento Carrington passou raspando nosso planeta. Se a tempestade solar tivesse ocorrido mais cedo, os cientistas acreditam que os danos ainda estariam prejudicando a sociedade de hoje.
A sociedade moderna está numa posição especialmente vulnerável por causa de sua dependência extremamente grande da eletricidade. EMCs não podem ser desviadas ou mesmo notadas até cerca de uma hora antes de chegarem em nós, o que impede qualquer reação antecipada.
E este não é um evento muito raro: cientistas solares contaram 15.000 EMCs entre 1996 e 2010. Eles acreditam que é apenas uma questão de tempo, possivelmente na próxima década, antes que uma tão grande quanto o Evento Carrington atinja a Terra.

5. Estrelas da Morte

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Um enorme aglomerado de cometas chamado Nuvem de Oort forma uma “bolha” em torno do nosso sol. Se uma estrela precisar se mover através da Nuvem de Oort ou simplesmente chegar perto o suficiente para que sua força gravitacional afete os objetos na Nuvem de Oort, os objetos desalojados poderiam cair no interior do sistema solar e possivelmente causar estragos entre os planetas – inclusive na Terra.
Os cientistas já identificaram várias dessas “estrelas da morte” que podem passar pela Nuvem de Oort. A mais perigosa, uma anã laranja chamada HIP-85605, tem uma chance de 90% de arrastar coisas através da nuvem. Felizmente, a sua chegada está mais de 240.000 anos no futuro.Gliese 710, uma outra estrela com as mesmas chances, estará nas redondezas em um milênio ou mais. Na verdade, mais 12 estrelas zumbirão pelo nosso sistema solar de uma forma similar nos próximos dois milhões de anos.
As chances de uma colisão entre um objeto Oort e a Terra é pequena, mas não impossível. Há duas crateras de impacto na Terra que podem, provavelmente, estar ligadas à passagem da estrela HIP103738, que esteve perto do sol quase quatro milhões de anos atrás.

4. Anã parasita

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Cerca de 3.260 anos-luz de distância do nosso sistema solar – portanto, algo próximo, em termos cósmicos – um sistema estelar binário chamado T Pyxidis contém uma estrela parecida com o nosso sol e uma anã branca que têm uma relação parasitária.
A anã branca é uma parasita volátil que consome gás rico em hidrogênio vindo de sua companheira e entra em erupção com explosões termonucleares a cada 20 anos como resultado. Em termos de perigo para a Terra, estas explosões são como estourar plástico bolha.
O problema real ocorrerá quando a anã branca virar uma supernova após acumular muita massa de sua vizinha. A explosão será de tais proporções épicas que vai matar a anã branca e pôr em perigo a Terra com a energia de 1.000 explosões solares. Ela pode até mesmo destruir a camada de ozônio da Terra depois que os raios gama fizerem óxidos nitrosos surgirem na nossa atmosfera.
Os pesquisadores estimam que a morte violenta da estrela anã ocorrerá daqui cerca de 10 milhões de anos. No entanto, se a anã branca acumular massa em um ritmo mais rápido do que o atualmente calculado, a explosão poderia acontecer mais cedo.

3. Colisão de planetas

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Órbitas planetárias não são estáveis, ​​e tornam-se muito menos estáveis conforme o tempo passa. Quando os cientistas fizeram simulações de computador sobre as futuras órbitas planetárias, eles descobriram algo surpreendente e talvez um pouco perturbador.
Em um par de bilhões de anos, há uma pequena possibilidade de que os planetas no nosso sistema solar colidam uns com os outros. O caminho em que Mercúrio orbita em torno do sol pode se ampliar o suficiente para atravessar a estrada que Vênus trilha. Tal encontro poderia arremessar Mercúrio diretamente para o sol, para fora do sistema solar ou até mesmo em rota de colisão com a Terra.
No entanto, este cenário é bastante improvável: os pesquisadores fizeram 2.500 simulações de diferentes órbitas planetárias e apenas 25 indicaram uma desestabilização tão perigosa da órbita de Mercúrio. Além disso, se Mercúrio bater em Vênus ou no sol, os outros planetas não serão afetados.
Em um evento menos provável ainda, Mercúrio pode ficar desestabilizado, passando muito perto das forças gravitacionais de Júpiter. Por sua vez, isso desestabilizaria Marte. O planeta vermelho se tornaria uma bala indireta que a Terra não seria capaz de se esquivar. Ao passar muito perto da Terra, Marte causaria uma colisão entre a Terra e Vênus por perturbar a órbita de Vênus.

2. A grande mudança

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Os pesquisadores acreditam que existem várias maneiras que o universo pode permanentemente ir para o ralo. Enquanto a maioria delas pode acontecer muito tempo depois da humanidade deixar de existir por estas bandas, pode haver uma exceção chamada “a grande mudança”.
Ela é similar a um experimento simples com água. Se a água e o vidro estão ambos excepcionalmente limpos, a água não vai congelar, mesmo que seja mantida um pouco abaixo do seu ponto de congelamento.
A água seria super-resfriada, mas permaneceria no estado líquido porque ela precisa de um objeto para que a formação de gelo aconteça. Se for jogado um pedaço de gelo, a água vai congelar rapidamente. O universo está, possivelmente, em tal estado super-resfriado, mas em termos de vácuo.
A física quântica afirma que mesmo vácuos completos possuem uma partícula de energia. Mas o perigo espreita em vácuos que notavelmente têm ainda menos energia do que isso. Se dois vácuos com uma diferença de energia se encontram, o resultado será catastrófico.
Como a água, o nosso universo – que é o vácuo com mais energia, no caso – está esperando por um gatilho do tamanho de um fio de cabelo para mudar sua forma como a conhecemos. Se um vácuo de menor energia de alguma forma aparecer no universo, o vácuo recém-nascido rapidamente criaria uma bolha que iria expandir na velocidade da luz. Ele iria destruir tudo o que estivesse a seu alcance – humanos, galáxias e o próprio universo.

1. A estrela Wolf-Rayet

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A constelação de Sagitário contém uma ameaça potencial que poderia enviar a vida na Terra para o caminho que tomaram os dinossauros alguns milhões de anos atrás. Uma espiral de fogo chamada WR 104 possui duas estrelas em seu centro, orbitando uma a outra enquanto chegam ao fim de suas vidas.
Ambas estão destinadas a autodestruição como supernovas. Na verdade, uma já está na última fase antes de sua explosão estelar massiva. Essa estrela é chamada de Wolf-Rayet e é considerada uma bomba-relógio no espaço.
A Wolf-Rayet pode virar uma supernova nos próximos cem mil anos. Devido à sua posição, ela poderia disparar raios gama em direção à Terra. Explosões de raios gama – atualmente consideradas as explosões mais fortes do universo – concentram mais energia em um minuto do que o sol pode acumular durante o seu período de vida de 10 bilhões de anos.
Uma vez que os feixes se movem na velocidade da luz, nós não os veríamos chegando. O sistema espiral WR 104 pode estar cerca de 8.000 anos-luz de distância, mas ainda pode causar estragos na Terra. Se esses raios gama nos atingirem, poderia haver extinções em grande escala. Nós experimentaríamos um cenário de desastres agrícolas, chuva ácida e fome para os sobreviventes.
Um clima mais frio e uma camada de ozônio diluída permitiriam que os raios ultravioletas mais prejudiciais penetrassem na nossa atmosfera. Qualquer um que vivesse no lado da Terra que enfrentasse o impacto iria experimentar radiação semelhante a uma detonação nuclear e sofrer doenças provocadas por ela. Em suma, estaríamos fritos. [Listverse]