A ‘terra proibida’ francesa que ainda esconde restos humanos e munições químicas da 1ª Guerra Mundial

Quando pensamos no interior da França como algo idílico e romântico, pleno de belezas naturais e prazeres gastronômicos, nos esquecemos de que o país foi cenário das duas maiores guerras mundiais. Em certos locais, não só os velhos fantasmas da primeira e da segunda guerra ainda assombram, como certas ameaças que já contam mais de um século seguem vivas e prontas para “atacar”.

Ex-ETAMAT de Thouars (79)

Um território em especial, com mais de 100 quilômetros quadrados de área (o tamanho de Paris), permanece isolado e proibido o acesso, pela incalculável quantidade de explosivos e restos de munição prontas para explodirem. Além disso, restos humanos e de animais mortos no conflito se espalham por toda a região, assim como os químicos advindos das munições e bombas, que tornaram o solo e a água absolutamente contaminados, impedindo qualquer tipo de produção agrícola nas redondezas.

Ex-SFRM de Pierrefitte (79)

Spincourt lieu-dit de la Place-à-Gaz

Mémorial canadien de Vimy (62)

A região, localizada no noroeste da França, foi batizada de Zone Rouge (Zona Vermelha) e isolada inicialmente depois da primeira guerra mundial, mas o acesso continuava permitido. Em 2004 somente que pesquisadores descobriram níveis até 300 vezes maiores do que o permitido de arsênico no solo e na terra. O acesso foi enfim totalmente proibido em 2012.

Zona_França13

Fort de Douamont dans la forêt de Verdun (55).

Butte de Vaucquois dans la Meuse (55).

Ex-SFRM de Pierrefitte (79)

Até 2004, era comum que eventualmente um ou outro explosivo levasse um trator ou um desavisado aos ares. Agora finalmente a Zone Rouge encontrou o destino que a loucura humana antepassada (mas ainda tão presente) lhe reservou: tornar-se uma região fantasma, onde os espectros não são somente das vítimas das guerras, mas também feitos de ferro e pólvora, absolutamente reais.

Des démineurs se rafraichissent pendant une courte pause. Lors d'une plantation de jeunes sapins, des sylviculteurs ont décélé la présence possible de munitions. Après un rapide sondage du terrain fait par les démineurs du centre de Châlons-en-Champagne, ceux-ci découvrent à quelques centimètres sous terre, plusieurs obus allemands de 210 mm. Ceux-ci n'ont jamais été tiré et sont probablement les vestiges d'un dépôt de munitions sur le front de 1915. Ces obus pèsent environ 120 kilos chacun.

Explosion d'un des fourneaux sur le polygone d'explosifs. Campagne de destruction d'obus et de munitions non-explosées des services de déminages de la Sécurité Civile dans le camp militaire de Suippes.

Ex-SFRM de Pierrefitte (79)

Spincourt lieu-dit de la Place-à-Gaz

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Douaumont dans la forêt de Verdun (55).

Patrick Renoult, Chef démineur de la Sécurité Civile du Centre de Déminage de Versailles et responsable du Musée devant une collection de bombes et obus de la Première et de la Seconde Guerre mondiale.Musée National du Déminage et des collections de travail de la Sécurité Civile. Centre de déminage de Versailles.

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Vestiges de fusils de 14-18 dans une cour d'un village de la Somme.

Zona_França1

"Champ de bataille" reconstitué par Dominique Zanardi dans le jardin de son café-restaurant à Pozières dans la Somme (80).

Daniel Cuvillier, collectionneur, dans son musée privée à Bray-sur-Somme dans la Somme (80).

Une bassine remplie de balles de 14-18 trouvées par un collectionneur dans le Pas-de-Calais.

"Champ de bataille" reconstitué par Dominique Zanardi dans le jardin de son café-restaurant à Pozières dans la Somme (80).

© Fotos: Olivier Saint Hilaire

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