Pesquisadores usaram raio-X para estudar minĂșsculas esculturas

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Pesquisadores da Galeria de Artes de Toronto (Canadå) precisaram usar imagens em raio-x para estudar melhor a composição de esculturas em miniatura do século XVI.

Apenas 135 dessas caixinhas de madeira milimetricamente decoradas são conhecidas no mundo todo. Elas foram feitas entre 1500 e 1530 em Flandres (região norte da Bélgica) ou nos Países Baixos, e foram uma demanda de uma nova classe social de mercadores que surgiu na Europa nesta época. Eles pediam por produtos religiosos de alta qualidade. Depois da Reforma Religiosa, porém, esta demanda diminuiu, e esse tipo de acessório relacionado à igreja caiu em desuso.

Usando microtomografia em raio-x e um software de anĂĄlise avançada em 3D, os pesquisadores descobriram exatamente o nĂ­vel de detalhes desses alteres em miniatura. As camadas internas sĂŁo montadas como um quebra-cabeça perfeito, escondendo as juntas completamente. Para encontrĂĄ-las, foi preciso a ajuda da tecnologia. As peças tambĂ©m incluem pregos minĂșsculos, menores que sementes de grama.

Agora, o processo de produção dessas peças permanece um mistĂ©rio, jĂĄ que muitas partes das caixinhas nĂŁo podem ser visualizadas pelo exame de imagem porque contĂȘm traços de ouro e outros materiais metĂĄlicos.

Confira:

[Bored Panda, AGO]

Esta coleção de cabelos afro Ă© o melhor tributo Ă  cultura africana

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Estes cabelos afros estilizados sĂŁo a coisa mais linda que vocĂȘ vai ver hoje e servem como um verdadeiro tributo Ă  beleza das mulheres negras e Ă  versatilidade das suas madeixas. A coleção foi nomeada para a final do British Hairdresser of the Year Award 2016, na categoria Afro e estĂĄ abocanhando diversas outras premiaçÔes.

Criados por Lisa Farral, os looks foram vencedores nas categorias de estilo Natural e  Traça, alĂ©m de renderem a ela o prĂȘmio de Cabeleireira Afro do Ano da Black Beauty and Hair. Lisa atende em Londres, mas as fotos abaixo sĂŁo pura beleza e prometem inspirar outros profissionais ao redor do mundo.

Espia sĂł:

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Todas as fotos © Luke Nugent

Casal de palhaços viaja de Kombi pelo Brasil transformando os lugares por onde passa

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas no palco e atividades ao ar livre

Fernando e Roxane se conheceram pela internet, namoraram, casaram e resolveram largar a vida cotidiana para se dedicar a um sonho. Juntos criaram o Projeto Biblioteca na Praça, um projeto itinerante a bordo de uma Kombi com muitos livros, gibis, histórias e fantoches.

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Sem recursos para realizar o sonho de ter uma biblioteca itinerante, eles resolveram bater de porta em porta e pedir doaçÔes de livros. A ideia deu tão certo que parte dos livros foram doados a uma biblioteca.

Os espetåculos que apresentam por onde passam, incluem teatro, contação de histórias, palhaços, fantoches e sempre abordam temas importantes como bullying, inclusão social, reciclagem, preservação da natureza, entre outros.

O projeto não tem fins lucrativos e vive em meios a doaçÔes e de parcerias para chegar a mais pessoas pelo Brasil.

Continuar na estrada é uma tarefa difícil, mas o amor pelas crianças fala mais alto e todas as dificuldades enfrentadas diariamente se tornam uma oportunidade de criar e aprender.

Confira algumas fotos:

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* Todas as fotos: Marcos Oliveira

Usina solar: a maior do mundo cozinha os pĂĄssaros em pleno voo

maior usina solar do mundo queima pĂĄssaros

Enquanto a maior usina solar do mundo ,Ă© a realização de um dos sonhos mais ousados de ambientalistas do mundo todo, ela tambĂ©m tem suas falhas. Ainda que nĂŁo polua o ar, como fazem as termelĂ©tricas movidas a carvĂŁo, ou seja necessĂĄria a inundação de grandes espaços para formação de barragens, como no caso das hidrelĂ©tricas, o Ivanpah Solar Electric Generating System (em tradução livre, Sistema Gerador de Energia Solar Ivanpah) estĂĄ matando pĂĄssaros como o mostrado na foto acima – e isto jĂĄ estava previsto.

Usina solar queima pĂĄssaros

As aves que sobrevoam o local nĂŁo resistem Ă s ondas de calor emitidas pelos mais de 300 mil espelhos reunidos na planta de 12 quilĂŽmetros quadrados, que chegam a 537 °C, ou seja, mais de cinco vezes o necessĂĄrio para ferver a ĂĄgua. As imagens do pĂĄssaro que parece ter sido literalmente queimado vivo foram divulgadas pela corporação BrightSource Energy, uma das empresas que administram o projeto – alĂ©m dela, tambĂ©m estĂŁo no acordo a NRG Energy e o Google.

O jornal “The Wall Street Journal” e um relatĂłrio mensal da prĂłpria companhia produtora de energia jĂĄ apontam que este vai ser um dos efeitos colaterais da instalação, que fica em terras federais ao sudoeste de Las Vegas, perto da fronteira dos estados da CalifĂłrnia e Nevada, nos EUA. Foram investidos US$ 2,2 bilhĂ”es na construção que, alĂ©m dos espelhos enorme controlados por computador, ainda tem trĂȘs torres de 140 metros de altura, nas quais a ĂĄgua vaporiza e alimenta turbinas geradoras de energia.

Quando os espelhos convergem para as caldeiras que ficam em cima das torres, eles se transformam em um raio da morte gigantesco. Tudo o que passa pelos feixes de luz concentrados encontrarĂĄ morte certa – Ă© como uma criação de algum supervilĂŁo de desenho animado.

A ComissĂŁo de Energia da CalifĂłrnia diz que a perda da vida selvagem – e outros problemas ambientais graves associados Ă  ela – Ă© aceitĂĄvel porque “os benefĂ­cios que o projeto proporcionarĂĄ substituem esses impactos”. Segundo a comissĂŁo, a usina produzirĂĄ energia suficiente para abastecer 140 mil casas quando alcançar sua potĂȘncia mĂĄxima, evitando a emissĂŁo de 400 mil toneladas mĂ©tricas de diĂłxido de carbono por ano. Tal valor equivalve Ă  retirada de 72 mil veĂ­culos da estrada. Mesmo assim, ambientalistas afirmam que os benefĂ­cios podem nĂŁo ser tĂŁo claros.

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Um porta-voz da BrightSource, Joe Desmond, garante que a empresa confia na habilidade da tecnologia de operar como planejado, não matando tantos dos animais, e que o problema serå resolvido. Porém, a planta para a construção de outra instalação da companhia perto de um parque nacional no condado de Riverside, também na Califórnia, foi contestada pelo Serviço de Proteção à Vida Selvagem dos EUA, jå que eles temem que a nova usina possa matar espécies ameaçadas de extinção.

“Quando vocĂȘ tem novas tecnologias, nĂŁo se sabe quais vĂŁo ser os impactos”, afirmou o diretor regional adjunto para as aves migratĂłrias da agĂȘncia federal, Eric Davis. “Estamos tentando descobrir o quĂŁo grande Ă© o problema e o que podemos fazer para minimizar a mortalidade de aves”.

Para colocar ainda mais lenha na fogueira, biĂłlogos dizem que as aves podem estar confundindo o mar de espelhos com um lago, o que estaria as atraindo para esta miragem mortal.

Ao longo de um mĂȘs, onze pĂĄssaros foram encontrados feridos ou mortos no local desĂ©rtico, que raramente tem dias sem sol escaldante. Anteriormente, enquanto a usina ainda estava em fase de testes, outras dezenas de aves foram encontradas mortas, que iam de falcĂ”es atĂ© andorinhas. [Sploid, Oddity Central]