A incrível transformação de uma igreja com mais de 100 anos em uma pista de skate colorida

A igreja de Santa Barbara, situada em Llanera, na região de Astúrias, Espanha, foi projetada em 1912 pelo arquiteto Manuel del Busto. O local ficou abandonado durante muitos anos sem nenhuma missa católica ou qualquer evento da religião.

Felizmente, um grupo de empreendedores, apelidados de Church Brigade, arrecadou fundos online e conseguiu o patrocínio da empresa Red Bull. Assim, eles recuperaram todo o estabelecimento, montando uma pista de skate pública, a Kaos Temple. E, como se uma pista não estivesse de bom tamanho, os idealizadores do projeto convidaram o artista Okuda san Miguel, um especialista em figuras geométricas coloridas.

Como resultado, o local de lazer ficou coberto por cores de arco-íris, iluminando todos os lados das janelas, tornando-se um lugar sensacional para andar de skate. Vale a pena ver como ficou:

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Todas as fotos © Lucho Vidales

Estes cachorros foram salvos de fazendas coreanas antes de virarem comida em restaurantes

Prepare-se, você vai morrer de tanta fofura com as fotos a seguir! Mas preste atenção, pois o destino desses cachorrinhos não era tão fofo assim.

Sabe-se que em alguns lugares do mundo comer cachorro é comum. Mas uma sociedade defensora dos animais acaba de fechar um acordo com criadores e salvar mais de 100 bichinhos.

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Alguns desses cães e filhotes foram transportados da Coreia do Sul para os EUA antes de virarem comida em restaurantes típicos. Uma parte deles já foi adotada, porém muitos ainda precisam ficar em abrigos, pois estão muito assustados e precisam de tratamento para se sentirem mais seguros.

“Embora estes cães têm mostrado melhora comportamental, ainda não se sentem confortáveis com carinho ou coleira”, disse Gary Weitzman, CEO da San Diego Humane Society. “Eles ainda estão aprendendo o que significa ser um membro da família”.

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Em Seul, capital da Coreia do Sul, o número de restaurantes que servem cachorro caiu para cerca de 700 de um total de 1500, segundo a BBC. Mas algumas fazendas de carne de cão ainda mantêm de 100 a 1000 animais, também de acordo com o jornal britânico. O grupo internacional que realizou o regaste, o Humane Society International (HSI), disse estimar que 2 milhões de cachorros são criados e mortos todos os anos no país.

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Os cachorrinhos são uma mistura das raças Mastiff (japonesa), Chihuahuas (mexicana) e Jindo (coreana), a última considerada “comestível” na Coreia. Alguns deles já estão disponíveis para adoção em San Diego, Califórnia. Se você estiver/conhecer alguém por lá, é possível marcar uma “inter-action” (interação) a partir do telefone: 619 299-7012.

Dá uma olhada em alguns dos animas salvos antes de virarem comida:

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Todas as fotos © Kevin Lamarque/Reuters via

A brasileira que está fazendo sucesso na Alemanha com a venda de um produto bem brasileiro

 

Quando o Brasil não conquista pela vista e pela simpatia, é pelo estômago que ele puxa os gringos. Os ricos sabores da culinária brasileira encantam pessoas mundo afora, mas se a coxinha e o brigadeiro já ganharam corações, é hora da tapioca mostrar seu sabor.

Na Alemanha, mais precisamente em Berlim, quem se encarrega disso é a designer pernambucana Mariana Pitanga, que junto ao marido, o alemão Peter Westerhoff, abriu um food truck chamado “Tapiocaria – Brazilian Food“.  Especializado na iguaria brasileira, o casal tem feito sucesso e pensa inclusive em expandir o negócio, criando uma espécie de franquia, com trucks em outras cidades alemãs.

Também me dei conta que em um mercado de ‘comidas de rua’ tinha estandes do mundo inteiro menos do Brasil“, contou ela ao PME. Embora siga a receita autêntica, o pãozinho de mandioca recebe recheios alternativos devido à falta de ingredientes como a carne seca em solo alemão. Mas nada que comprometa o sabor, garante a pernambucana.

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Todas as fotos © Tapiocaria    Via PME]

 

Documentário incrível conta a história do homem que conseguiu levar internet às montanhas do Nepal

Em algumas regiões remotas do planeta, a internet simplesmente não chega e, num contexto tão conectado, poucas pessoas se dão conta de que isso é possível. Na região de Annapurna, no Nepal, um homem desejava (e batalhava) ter essa tecnologia desde 2001 e, com muita persistência acabou conseguindo finalmente levar conexão às montanhas. Sua trajetória foi registrada num documentário incrível, que mostra o impacto de seu feito na comunidade.

O professor nepalês Mahabir Pun teve tanta força de vontade e criatividade, que construiu um computador artesanal com caixas de madeira e peças encaixadas. Ainda assim, ele não sabia como poderia ficar online, então pediu ajuda enviando um e-mail – checado uma vez por mês em Pokhara, cidade a dois dias de caminhada – ao Serviço Mundial da BBC, que acabou não só o ajudando, mas também publicando sua história, com o objetivo de transmiti-la a outras pessoas que também pudessem ajudar.

A conquista se expandiu, até 2008, para 42 vilas, impactando a vida de aproximadamente 60 mil pessoas. Com o passar do tempo, as comunidades também tiveram acesso a ligações por VoIP, terminais de internet e serviços de telemedicina em locais mais afastados, assim, quando ficam doentes, podem entrar em contato com médicos da região sem a necessidade de ter que percorrer longos caminhos até descobrirem uma simples gripe, por exemplo.

Assista ao documentário e veja o quanto a boa vontade é capaz de transformar muitas vidas:


HIKING FOR EMAILS from Clemens Purner on Vimeo.

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Todas as imagens: divulgação

Brasileiro cria posters inspiradores com super-heróis negros combatendo problemas na África

 
O continente africano vem passando por graves problemas que apenas os africanos sentem na pele e sofrem. Isso porque, infelizmente, os olhos do resto do mundo são racistas e só vigiam os problemas caucasianos. Das caçadas ilegais de animais selvagens às crianças que perdem suas infâncias para grupos rebeldes que os tornam em “soldados”, a África tem uma série de questões a serem resolvidas.

E se todos esses problemas fossem combatidos por super-heróis das histórias em quadrinhos, todos negros, em batalhas e lutas negras? Em resposta, o publicitário brasileiro André Cox criou essa série de pôsteres, onde famosos heróis como Superman, X-Men e Mulher Maravilha são reinventados como africanos em lutas do país.

Para cada um dos pôsteres, André comenta brevemente sobre as causas representadas, como forma de conscientização. Confira as criações dele:

Mulher Maravilha

“Em 14 de abril de 2014, na cidade de Borno, Nigéria, a organização terrorista Boko Haram, armada pesadamente, rendeu os seguranças de uma escola interna, invadiu os aposentos, retirando as meninas das camas e as forçando a entrar em caminhões, sequestrando 276 jovens.”

Superman

“Crianças órfãs do Sudão chegam a percorrer milhares de quilômetros a pé pelo deserto buscando uma vida melhor. Alguns fugitivos e refugiados adultos estão voltando e encontrando seus filhos. Assim, muitos desses órfãos ficam na esperança de um dia ver surgir o rosro familiar do pai ou da mãe. Isso raramente tem acontecido.”

Wolverine

“Um ministro do Zimbábue disse que não vai processar o dentista Walter Palmer por matar o leão Cecil, em julho de 2015. Palmer, um caçador de Minnesota, foi centro de uma controvérsia mundial quando matou o raro leão de juba negra com um arco e flecha no entorno do Parque Nacional Hwange.”

Aquaman

“Em 3 de outubro de 2013, uma embarcação líbia com imigrantes ilegais naufragou, antes de se incendiar diante da praia de Conigli, provocando uma das maiores tragédias da história da ilha de Lampedusa, que costuma ser a porta de entrada para países europeus. A maioria dos passageiros era de nacionalidade eritreia, ganesa, somali, etíope e tunisiana.”

Batman

“Há uma estimativa de 250 mil crianças, algumas com apenas 7 anos de idade, utilizadas em conflitos armados de ambos os grupos rebeldes, estatais e não-estatais. O maior número de crianças-soldado está no Afeganistão, República Democrática do Congo, Mianmar, Sudão, Sudão do Sul, Somália e Iémen.”

Fênix

“A savana africana tem um clima particular devido às secas prolongadas. Ao cessar das chuvas, a vegetação rasteira seca com a mesma rapidez de seu crescimento, fornecendo palha de fácil combustão que favorecem a ocorrência de incêncios espontâneos ou por ação humana, as queimadas.”

Hulk

“O Boko Haram é um grupo terrorista surgido na Nigéria, denominado também como ‘grupo radical islâmico’, pois as suas ações correspondem ao fundamentalismo religioso de combate à influência ocidental e de implantação radical da lei islâmica. O nome Boko Haram significa ‘a educação não islâmica é pecado’, na língua Hausa, um idioma do norte nigeriano.”

Todas as imagens © André Cox

Pai refugiado que vendia canetas nas ruas abre 3 negócios e emprega outros refugiados

 
Abdul Halim al-Attar comoveu o mundo depois que uma foto sua vendendo canetas enquanto segurava sua filha no colo pelas ruas de Beirute, Líbano, se tornou viral. Mas quem se encantou mesmo pela coragem deste refugiado sírio foi a jornalista norueguesa Gissur Simonarson, que criou a @buy_pens, uma conta no Twitter para levantar U$ 5 mil para Abdull e sua família.

A campanha fez tanto sucesso que após três meses já arrecadava 40 vezes mais dinheiro que a meta inicial, totalizando US$ 188,685. Com o valor que recebeu, Abdul abriu uma padaria, uma kebaberia e um pequeno restaurante no Líbano. Aos 33 anos, ele é pai de duas meninas e emprega 16 refugiados. “Não foi só a minha vida que mudou, mas também as de minhas filhas e das pessoas sírias as quais eu ajudei“, diz ele.

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Hoje há cerca de 1,2 milhões de refugiados sírios registrados no país, a maioria lutando para encontrar trabalho. E apenas um terço deles têm emprego, de acordo com um relatório emitido em 2014 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Mas a luta ainda continua. Até agora Abdul só recebeu 40% da quantia que foi arrecada, isso porque refugiados não podem abrir uma conta bancária no Líbano. É a partir da ajuda de amigos que ele recebe, aos poucos, o resto do dinheiro. “Eu tive que investir, caso contrário perderia tudo“, conta.

E ele completa: “Hoje tudo é diferente. As pessoas passaram a me respeitar“.

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Todas as fotos © Hussein Malla/Associated Press via Mashable

Tribo indígena amazônica cria enciclopédia de 500 páginas catalogando plantas e seus benefícios

A fim de preservar os conhecimentos ancestrais, o povo Matsés do Brasil e do Peru criou uma enciclopédia de 500 páginas organizada por cinco xamãs com a ajuda do grupo de conservaçãoAcaté, catalogando uma série de plantas utilizadas pela tribo para fins medicinais.

Segundo o presidente e co-fundador da Acaté Christopher Herndon, é a “primeira vez que xamãs de uma tribo da Amazônia criaram uma transcrição total e completa de seu conhecimento medicinal, escrito em sua própria língua e com suas palavras”.

Os Matsés lançaram a enciclopédia apenas em sua língua nativa para garantir que o conhecimento medicinal não seja roubado por empresas ou pesquisadores, por exemplo. A publicação tem como finalidade ser um guia para a formação de jovens xamãs.

Para que este conhecimento e tradição sejam preservados e disseminados, a Acaté também criou um programa de orientação para conectar os xamãs Matsés com jovens estudantes.

É possível ler aqui uma entrevista com Christopher Herndon, concedida ao Mongabay sobre a publicação.

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O Xãma Matsé  César.

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Christopher Herndon à esquerda e o xamã Arturo à direita observando o rascunho da enciclopédia.

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Xamã e aprendiz.

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Encontro de chefes Matsés.

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Aplicação medicinal tradicional dos Matsés.

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Enciclopédia.

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Aldeia dos Matsés.

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Xamã apresentando uma espécie de planta medicinal.

Todas as imagens © Acaté [Via]