A história da brasileira de 19 anos que desenvolveu um método rápido e barato para diagnosticar doença no útero

Mais de 180 milhões de mulheres em todo o mundo sofrem de endometriose, uma doença provocada pela migração das células do endométrio, tecido que reveste o útero, para outros lugares do corpo. Os sintomas geralmente se resumem a dores, sangramentos intensos e infertilidade. Contudo, a maioria das mulheres nem se dá conta da complicação até que ela tome proporções mais graves.

Para diagnosticar a endometriose, é preciso fazer uma ultrassonografia, buscando em todo o corpo pedaços de tecido endometrial. Além de nada prático e eficiente, o exame é caro, o que impossibilita que mulheres de baixa renda tratem a doença em estágio inicial.

Esse foi o caso da tia materna de Georgia Gabriela Sampaio, de 19 anos, que precisou ter o útero removido devido ao avanço da doença. “Assim que soube do problema da minha tia, abri o Google, digitei o termo e passei horas pesquisando. Li sobre a gravidade da endometriose e a ocorrência sobre as populações menos favorecidas. Isso me levou a pensar em quantas milhões de mulheres também passavam pela mesma situação da minha tia. Contei a ideia de pesquisar isso para o meu professor de biologia e não parei desde então“, afirmou a menina ao Projeto Draft.

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Nascida em Feira de Santana (BA), Georgia conseguiu cursar parte de seus estudos em colégio particular graças a bolsas e sempre se mostrou curiosa e interessada em ciência e tecnologia. Não é a toa que, após muito pesquisar e pensar sobre o tema, conseguiu desenvolver a base de um diagnóstico mais barato e rápido para a doença, o que lhe garantiu um prêmio em um programa de ideias inovadoras na Universidade de Harvard, nos EUA.

Segundo Georgia, o diagnóstico da endometriose poderia ser feita por meio de exames de sangue, urina ou saliva, já que modificações biológicas podem ser identificadas nesses materiais. Após expor sua pesquisa e se conectar a dezenas de profissionais e pesquisadores que se dedicam ao assunto, a menina chegou a voltar ao Brasil, mas mudou seus planos ao ser aprovada em nada menos que oito universidades norte-americanas.

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Fotos © Arquivo Pessoal [Via Projeto Draft]

Ex-cortador de cana que se formou em medicina emociona turma durante colação de grau em Recife

Três carros cheios viajaram os 113 quilômetros entre Joaquim Nabuco e Recife para compartilhar um momento para lá de especial: a colação de grau de Jonas Lopes da Silva, que ajudou a mãe a cortar cana quando ainda era adolescente e a partir de agora pode se dizer médico.

Nos carros estavam os pais e os seis irmãos de Jonas, além de cunhados, primos e tios. Eles, o formando e todos seus colegas se emocionaram ainda mais que o normal quando a oradora da turma homenageou o ex-cortador de cana pelas dificuldades que ele enfrentou.

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Ele ainda estava na escola quando sua mãe precisou pedir sua companhia para dar conta do trabalho no canavial. O garoto trabalhou por lá dos 12 aos 15 anos, quando já sonhava em ser médico, mas achava que seria mais fácil dar aulas de ciências. Depois do trabalho – ilegal – no campo, deu aulas de reforço e fez bicos em casas de jogos e carregando frete na feira.

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Foi graças às cotas para estudantes de escolas públicas que Jonas, após três anos de estudos, conseguiu a aprovação na Universidade de Pernambuco. Entre a aprovação e a formatura, foi monitor de aulas de inglês, ganhou bolsa de iniciação científica e extensão universitária, sempre morando na Casa do Estudante, local dedicado a abrigar gente do interior pernambucano que não poderia pagar por moradia.

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Em 2014, começou a estagiar em uma unidade de saúde de Joaquim Nabuco. Com o dinheiro que recebia, ajudava os pais. Agora, o objetivo é passar na residência, nas áreas de clínica médica ou cardiologia. Jonas contou que chorou demais na colação, e que agora quer ser um bom médico para retribuir a todos que apostaram nele.

Alguém duvida que ele conseguirá?

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Fotos © Alexandre Gondim/JC Imagem

Com informações do Jornal do Commercio

Decapitação ritualizada de 9 mil anos encontrada em Minas Gerais

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O caso mais antigo de decapitação humana no Novo Mundo foi encontrado em Lapa do Santo, sítio arqueológico que fica em Minas Gerais, no Brasil.

A descoberta foi feita pelo arqueólogo André Strauss, do Instituto Max Planck para Antropologia Evolutiva, na Alemanha, e seus colegas. O estudo foi publicado na edição de 23 setembro da revista científica de acesso aberto PLoS ONE.

 

Pesquisadores na caverna Lapa do Santo

Decapitação: o achado

O sítio arqueológico Lapa do Santo contém indícios de ocupação humana que remontam a 12.000 anos atrás. Ferramentas de pedra e ossos de animais encontrados no abrigo sugerem que os grupos pré-históricos que viviam ali subsistiam de plantas e da caça de pequenos e médios animais.

Em 2007, pesquisadores descobriram fragmentos de um corpo enterrado, o qual chamaram de “Burial 26”, que incluía um crânio, uma mandíbula, seis vértebras cervicais e duas mãos decepadas.

Os pesquisadores também descobriram que o arco posterior do osso atlas (a vértebra superior entre o crânio e a coluna vertebral) tinha sido quebrado

Foi determinado que os restos tinham 9.000 anos, usando espectrometria de massa. Os cientistas acharam as mãos amputadas dispostas sobre o crânio e observaram marcas de corte em forma de V na mandíbula e na sexta vértebra cervical do indíviduo. A mão esquerda apontava para cima e cobria o lado direito do rosto, enquanto a mão direita apontava para baixo e cobria o lado esquerdo da face.

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Os ossos foram enterrados cerca de 55 centímetros abaixo da superfície, sob lajes de calcário, o que sugere que eram parte de um sepultamento ritual deliberado.

Com base na análise de estrôncio comparando a assinatura isotópica de outros espécimes de Lapa do Santo, os pesquisadores sugerem que o decapitado era provavelmente um membro do próprio grupo, e não, por exemplo, um inimigo cuja cabeça foi tomada como troféu.

Cortando cabeças por esporte

Decapitação era provavelmente comum no Novo Mundo. Por exemplo, na América do Sul, cabeças de inimigos derrotados eram frequentemente utilizadas como troféus de guerra – o povo Arara na Amazônia brasileira utilizava crânios dos inimigos derrotados como instrumentos musicais, os Incas transformavam crânios em frascos de bebida, e o povo Jivaro do Equador usava crânios para aprisionar as almas dos seus inimigos. O povo Uru-Chipaya na Bolívia também já empregou crânios em rituais cristãos modificados, e a cultura Chimú no Peru incorporou decapitação como um procedimento padrão em sacrifícios humanos.

O decapitado

“Poucos hábitos ameríndios impressionaram os colonizadores europeus mais do que a tomada e exibição de partes do corpo humano, especialmente quando decapitação estava envolvida”, disse Strauss, principal autor do estudo.

Ainda não está claro por que essa decapitação ritual em Lapa do Santo ocorreu, mas os pesquisadores creem que os locais podem ter usado esses restos para expressar suas ideias a respeito da morte e do universo.

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Se este for o caso, esse crânio pode demonstrar rituais mortuários sofisticados entre os caçadores-coletores nas Américas durante este período de tempo, levando a uma reavaliação das interpretações anteriores desta prática, nomeadamente no que diz respeito a suas origens e dispersão geográfica.

O exemplo mais antigo é do… Brasil!

Até agora, o mais antigo caso relatado de decapitação ritual na América do Sul conhecido tinha ocorrido há 3.000 anos no Peru. O mais antigo exemplo conhecido na América do Norte tinha acontecido cerca de 6.000 a 8.000 anos atrás, na Flórida.

Além disso, cabeças decepadas encontradas na América do Sul eram tipicamente descobertas na cordilheira dos Andes, o que (anteriormente) sugeriu que a decapitação começou como uma prática andina. A nova descoberta sugere que a decapitação ritual pode ter começado em outro lugar.

Esse lugar pode ser o centro-leste brasileiro. A região tropical de proteção ambiental na qual o crânio foi encontrado é conhecida como Lagoa Santa e coberta de vegetação tipo savana, assim como florestas. A área foi explorada pesadamente no século 19 por pesquisadores que procuravam evidências de interações entre seres humanos e animais pré-históricos gigantes, como tigres-dente-de-sabre.

Lagoa Santa

Na caverna Lapa do Santo, os pesquisadores já haviam encontrado a evidência mais antiga de arte rupestre na América do Sul, que incluía desenhos de pênis, de cerca de 9.400 anos de idade.

No futuro, os pesquisadores esperam extrair e analisar DNA dos restos encontrados, para saber mais sobre a pessoa a quem os ossos pertenciam. [via, via, via]

Ela fotografa lugares abandonados em Veneza para chamar atenção pra eles

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Tudo começou quando a fotógrafa Dane Shitagi inventou o Projeto Bailarina, em 1999: ela fotografava dançarinos de companhias de dança famosas nos Estados Unidos em áreas abandonas de Nova York. A ideia fez tanto sucesso ao mostrar o contraste entre a delicadeza dos dançarinos e a paisagem degradada que muitos fotógrafos pelo mundo resolveram criar seus próprios Projetos Bailarina, retratando as cidades onde vivem.

Quando a apaixonada por dança Giulia Candussi foi convidada para participar do projeto no Reino Unido (criado pelo fotógrafo Alex Yip), ela não hesitou e serviu de modelo para as fotos, realizadas em Londres em 2009. Dali nascia uma sementinha que iria se concretizar apenas em 2014: o Projeto Bailarina Veneza.

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A ideia era aliar sua paixão pela dança com a profissão de fotógrafa ao mesmo tempo em que mostrava o “lado feio” de Veneza, uma cidade conhecida por todos como uma das mais belas do mundo.

O objetivo é, portanto, concentrar-se na possibilidade de recuperação das áreas urbanas ainda cheias de potencial, que desenvolvi através do trabalho em simbiose com bailarinos de dança clássica e contemporânea, que posaram voluntariamente para o Projeto Bailarina Veneza“, disse ela ao Bored Panda.

O resultado é inspirador:

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Todas as fotos © Giulia Candussi

Este maravilhoso trem-hotel está a venda

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Conheça o trem-hotel de Coyote Way, Sequim, Washington, nos EUA, que está a venda por 850 mil dólares!  Ele fica em Red Caboose Getaway e dispõe de 6 vagões onde estão os quartos, decorados com temas diferentes.

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