Carta de pai rejeitando filha por namoro com negro causa revolta


Stephenie com seu namorado, Nike, em imagem publicada no Twitter da jovem - Reproduçao do Twitter

RIO — A carta de um pai renegando a filha porque ela está envolvida com um jovem negro vem causando revolta. A britânica Stephenie Hicks, de 19 anos, compartilhou nas redes sociais o texto escrito por seu pai, criticando o comportamento da garota e deixando claro que, se ela não terminar o namoro, terá que sair da casa da família. “Há três malas vazias e esperando. Se você escolher esse menino negro em vez de seus pais, encha as malas e deixe minha casa”. No Twitter, Stephanie Hicks publicou a carta com uma introdução. “Triste porque estamos em 2016 e a cor da pele ainda importa”.

Leia, abaixo, a carta:

“Stephanie,

Isto não é fácil, mas você não deixou as coisas fáceis.

Ao longo dos últimos anos, você negou tudo o que tentamos ensinar desde sua infância. Você não está nem perto da filha que eu achei que você se tornaria nessa idade, e eu estou profundamente magoado.

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A carta do pai, publicada com trechos riscados - © @st3phanie_hicks @itsnikeee_fr

Você trata seus pais com desdém. Você vem nos usando por dinheiro, enquanto nos desrespeita de todas as maneiras. Você se veste como um membro de gangue e se irrita quando a levamos para a igreja. Você não tem respeito por morais e abandonou qualquer traço de bom-senso.

Sim, tivemos essa discussão – mais ou menos – há algum tempo. Na época, achei que eventualmente aceitaria uma relação interracial. A verdade é que sou humano, e faço minhas próprias escolhas. Por mais que não seja algo contra a Bíblia, eu sei que nunca vou aceitar, e nunca vou lhe perdoar. Acredito que relações interraciais sejam repugnantes. Vulgares e repreensíveis. Não há nada pior do que um mestiço, e estou devastado porque minha própria filha começou um relacionamento tão nojento.

Erros podem ser perdoados, mas você escolheu conscientemente e por vontade própria um estilo de vida doentio, e não vou tolerar isso.

Você tem uma oportunidade final. Ou termina sua relação com ‘Nike’, ou encara as consequências. Há três malas vazias e esperando. Se você escolher esse menino negro em vez de seus pais, encha as malas e deixe minha casa. Remova meus dados de seu telefone, e NÃO tente entrar em contato comigo de novo, para o resto da sua vida

Mude seu nome assim que possível, porque eu não vou ter nenhuma associação com você. Nunca.

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Papai.”

O namorado de Stephenie, Nike, também compartilhou a carta no Twitter, deixando claro que ele e a jovem decidiram continuar juntos. Ambas as publicações tiveram centenas de respostas, a maioria delas oferecendo apoio emocional ou financeiro. “Amor não vê cor. A sua felicidade deveria ser a única preocupação do seu pai. Mantenham as cabeças erguidas”, escreveu um internauta. “Espero que tudo fique bem para vocês”, escreveu outro. “Isto é um absurdo, seu pai é um idiota, sejam felizes”, diz mais uma mensagem. Tem gente sugerindo ao casal criar uma página no site “GoFundMe” para receber doações.

Mas, claro, há também mensagens racistas apoiando o pai de Stephenie.

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‘Homem na Agulha’: Paulistano quebra barreiras ao aproximar os homens do bordado

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Estamos acostumados a ver mulheres praticando tricô e e, em sua grande maioria, senhoras mais velhas, portanto a imagem de um homem jovem tricotando ou crochetando é inusitada.

Para quebrar muitas dessas barreiras e aumentar o interesse a respeito dessa técnica tradicional incrível, o artista plástico paulistano de 34 anos Thiago Rezende criou o projeto “Homem na Agulha“.

O diferencial, nesse caso, é que o artista, em uma de suas ações, convida os homens a fazerem crochê e tricô, formando um grupo de 10 ou mais para executar a tarefa na hora. O resultado são objetos que não precisam ter um fim em si.

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Em matéria do site Razões para Acreditar, Thiago afirma que a primeira intenção não foi questionar e discutir qualquer dicotomia entre tarefas femininas e masculinas, mas viu que houve um avanço em seu trabalho em outras frentes. “Inicialmente apenas uma proposta formal, da técnica inserida em minha pesquisa poética de artes plásticas, como mais uma maneira de produção de objetos de arte. Com o tempo percebi que já era muito mais que isso, o trabalho passou a ser quase uma militância política, em defesa da liberdade de escolhas e contra o conservadorismo careta” – conta o artista.

Quando as pessoas me veem tecendo em público, acredito que esse estranhamento seja dobrado, por eu ser homem e jovem. Essa é a graça para mim, provocar choque e despertar questionamentos”, ressalta.

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Thiago lançou o projeto “Homem na agulha” em 2012, e desde então vem desenvolvendo intervenções, ações coletivas e produzindo produtos. A ele, mais tarde, juntou-se outro artista, Luiz Cambuzano, e em conjunto começaram a oferecer cursos das técnicas empregadas em seus trabalhos.

Se pararmos um pouco para pensar, a técnica é muito parecida com a confecção de rede de pesca, que, ao contrário do tricô e crochê, é mais praticada pelos homens. E, além disso, o crochê e o tricô aproximam-se muito da costura que tradicionalmente, em sua origem, trata-se de uma tarefa masculina.

Aliás, essa obrigação cultural do que é “para homens” ou “para mulheres” está caindo por terra, o mundo (e o mercado) exigem posturas mais abertas sobre gênero, racismo, sexualidade, e tantos outros temas, e não cabe mais ficar dividindo as coisas em caixinhas. A humanidade agradece.

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Todas as fotos: Homem na Agulha / via

Esses estudantes largaram tudo e cruzaram a América do Norte até o Canadá em cavalos selvagens

Por baixo de roupas da moda, responsabilidades, arranha céus, tarefas a serem cumpridas e festas estroboscópicas há uma natureza selvagem em todos nós. Tem momentos da vida em que não há outra maneira senão assumir nosso ‘wild side’, dar vasão aos nossos desejos de aventura e liberdade e sair por aí sem rumo.

Ok, não precisa necessariamente ser sem rumo, mas foi num desses momentos – logo depois de terminar a faculdade – que Thomas Glover, Ben Thamer, Ben Masters e Jonny Fitzsimons decidiram dar uma pausa nas ‘obrigações sociais’ para explorar o oeste americano da maneira mais selvagem possível, em cima de um cavalo.

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Para isso, o grupo, que se autodenominou “Unbranded Crew”, decidiu adotar cavalos rejeitados de uma organização chamada Bureau of Land Management, que atualmente cuida de mais de 50 mil animais que ficaram em situação de vulnerabilidade com a diminuição das áreas livres e abertas da região. A organização procura pessoas interessadas em adotar os mustangues e ao mesmo tempo trabalha a conscientização em relação ao controle populacional da espécie.

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A viagem desses jovens aventureiros foi toda registrada em vídeo e o material resultou no premiado documentário “Unbranded” (“Sem Marca”). O filme remonta a trajetória dos quatros estudantes que se transformaram em cowboys, adotaram e treinaram 16 mustangues selvagens e percorreram quase 5 mil quilômetros, do México até o Canadá.

Unbranded Trailer from Fin & Fur Films on Vimeo.

As paisagens encontradas pelo caminho e a coragem destes jovens fazem do filme um material indispensável para quem quer repensar a maneira como está vivendo e encontrar inspiração para mudar tudo. Além do documentário, o grupo publicou o “Unbranded Book”, com fotos e textos que, segundo eles, tem como objetivo despertar as pessoas para a necessidade de dar vazão ao seu lado selvagem.

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Todas as fotos: divulgação

10 surpreendentes interações entre animais em cativeiro e humanos

Todo o conceito de prender animais para entretenimento humano é bem polêmico, mas não se pode negar que muita gente se diverte em zoológicos e aquários – em especial as crianças, que podem interagir a uma distância segura com seres fantásticos. Com todo esse semi-contato rolando solto, algumas situações acabam merecendo destaque por serem inusitadas ou fofas demais. A lista abaixo traz uma seleção de algumas histórias surpreendentes envolvendo humanos e animais em cativeiro.

10. A leoa faminta que tentou comer um bebê

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Confiar na estrutura do zoológico que você escolhe para visitar e respeitar as regras do local são duas coisas essenciais para que você tenha um passeio agradável e não fique morrendo de medo a cada jaula de um animal feroz.

 

Em 2011, tudo o que estava separando o pequeno Trent Higley de uma leoa faminta de 180 quilos chamada Angie era um painel de vidro. Apesar da barreira transparente, Angie tentava de todas as formas encontrar um jeito de chegar até aquele garotinho, que ela certamente via como um belo aperitivo.

O momento estressante foi capturado em vídeo pelo pai do menino, que na época tinha apenas um ano de idade, durante uma visita da família ao Cheyenne Mountain Zoo, no estado norte-americano do Colorado. Desde então, o viral já teve mais de 10 milhões de visualizações.

9. O orangotango que beijou a barriga de uma mulher grávida

Rajang, um orangotango de 47 anos de idade no jardim zoológico de Colchester, na Inglaterra, beijou a barriga de uma mulher grávida, Maisie Knight, pelo vidro de seu recinto. Knight, de 23 anos, estava grávida de 37 semanas quando visitou o zoológico com seu parceiro, Jamie Clarke, no último dia 13 de julho.

Conheça 7 histórias de animais que salvaram pessoas da morte

Rajang, que ficou órfão um mês depois de seu nascimento, foi descrito pelo zoo como “muito interativo”. “Ele se envolve com os visitantes e os cuidadores de maneiras que outros não costumam fazer”, diz o site do zoológico.

Ele também é exigente, aparentemente. Quando Clarke colocou sua barriga contra o vidro, ele disse ter visto um olhar de desprezo nos olhos de Rajang.

 

8. O leopardo que atacou uma criança, mas também foi parado pelo vidro

Em junho passado, um leopardo no jardim zoológico de Minnesota, nos Estados Unidos, saltou de sua toca para atacar em um bebê, mas, ao invés de encontrar seu almoço, deu de cara com o vidro.

O felino ficou confuso e só ficava arranhando a barreira transparente. O bebê, por sua vez, apenas sentou e riu, ignorando o enorme felino apenas a centímetros de distância que queria devorá-lo.

7. As irmãs que tiraram foto com um gorila feroz e intrometido

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No que parece ser o mais feroz photobomb já existente, este gorila fez uma careta assustadora enquanto duas irmãs que visitavam um zoológico na Austrália, em 2013, ofereceram suas bananas para ele.

Motaba, o gorila, tentou roubar uma mordida de Ella e Bridget O’Brien, que pareceram não sentir medo do primata gigantesco logo atrás delas.

O gorila atualmente vive no Werribee Open Range Zoo, em Melbourne, Austrália, com seus dois filhos, Yakini e Ganyeka.

6. O gorila que quebrou o vidro durante a tentativa de atacar a família por trás dele

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Sabe aquela história de confiar na estrutura do zoológico? Então, às vezes ela pode não ser suficiente para segurar a força de um animal feroz.

Em abril de 2015, um gorila rachou o vidro de seu recinto depois de avançar contra uma família que o estava assistindo. No vídeo, uma criança brinca de imitar o gorila no Henry Doorly Zoo, de Omaha, nos EUA, antes que ele, de repente, investe contra a barreira de vidro. A família recua aterrorizada quando percebe que o impacto causou grandes fissuras no vidro.

Confira o ataque em primeira pessoa:

5. O menino que levou um banho de uma baleia beluga

É o que dizem: quem está na chuva – ou na beira do tanque de uma baleia beluga – é para se molhar.

Esse garoto aprendeu essa lição da maneira mais difícil, quando visitou o Hangzhou Polar Ocean Park, na província chinesa de Zhejiang. Lá, o garotinho encontrou este mamífero muito fofo e brincalhão e foi encharcado, não uma, mas duas vezes!

4. O menino que “brincou” com um urso cinzento

Este vídeo, postado em 2012, mostra um urso em um lado do vidro e um menino do outro. O menino corre de um lado para o outro e o urso o segue alegremente. O animal estende seus braços e fica cada vez mais animado, brincando com o menino que está tão entusiasmado quanto ele.

Adorável, certo? Bem, algumas das pessoas que comentaram neste popular vídeo no YouTube dizem que o urso não está brincando com o garoto – ele está fazendo o que pode para comê-lo. Se o vidro não estivesse lá, dizem eles, o menino seria o almoço do urso.

3. O hipopótamo que posou para fotos

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Este hipopótamo amigável estava hipnotizado por essas crianças que estavam visitando o Valenciaís Bioparc, em Valência, na Espanha, em 2012. A enorme hipopótamo fêmea adorou a atenção e posou para fotos com a família antes de nadar para longe para cuidar de sua própria prole.

 

2. O chimpanzé que queria ser solto

Este vídeo de partir o coração que foi registrado no Welsh Mountain Zoo em 2012 e mostra o quão desesperado este chimpanzé está para ser entendido e libertado de sua jaula.

O animal é visto sinalizando para um visitante que o observa, apontando e pedindo para desbloquear o parafuso no que aparenta ser uma porta de vidro e levantar a janela, para que ele possa ser solto.

Batendo no vidro, o chimpanzé insiste para as pessoas que estão do outro lado do vidro para deixá-lo sair. É muito triste, mas você pode assistir abaixo:

1. O peixe-boi que lançou um milhão de memes

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A empresa CMGW Photography registrou essa bela imagem, batizada de “Primeiro Contato”, na qual uma garotinha e um peixe-boi compartilham um momento através do vidro de um aquário em 8 de maio de 2012 no Sea World, na Flórida. Desde então, a foto lançou diversos memes e agora é conhecida como o “Overlord Manatee” – “O Peixe-boi Suserano”. [Oddee]

Este lago na Rússia é lindo, mas pode te matar em algumas horas

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Você já ouviu falar que algo ou alguém tem uma beleza perigosa? Embora não seja tão comum, essa definição se aplica perfeitamente ao Lago Karachay, localizado no Monte Urais, na Rússia.

Se algum desavisado passasse por ali e resolvesse dar um mergulho neste lago, poderia morrer em menos de uma hora. O problema é que, apesar de ser lindo, o local foi utilizado para o despejo de resíduos radioativos durante a década de 40, o que lhe rendeu o título de lugar mais poluído do planeta.

O lugar começou a ser explorado para estes fins durante os anos 40, quando o governo da então União Soviética construiu a cidade secreta de Chelyabinsk-40 escondida no Monte Urais. Esse local era a base da produção de armas nucleares, sendo que o primeiro reator já estava em funcionamento em 1948 para transformar urânio em plutônio. Mas, se não bastasse a péssima escolha de local para os resíduos, o reator despejava mais de 200 mil vezes a quantidade normal de radioatividade na região…

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Graças a essa prática irresponsável, um lugar exuberante como o  Lago Karachay é hoje o mais poluído do planeta, acumulando 4,44 EBQ de radioatividade em cerca de dois quilômetros quadrados de água. Para se ter uma ideia, Chernobyl liberou praticamente a mesma quantidade de radioatividade, com a diferença de que ela estava espalhada por milhares de quilômetros quadrados.

Se você permanecer na margem do lago por apenas cinco minutos já será suficiente para receber uma dose de radioatividade considerada mortal. Passar uma hora inteira nas suas proximidades provavelmente irá causar a morte dentro de poucas horas.

Por sorte, ainda é seguro observar as fotografias e imagens de satélite deste lugar incrível:

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POVO SOMALIS

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Somalis (também somalianos ou somaliensis) são um grupo étnico que habita o Chifre da África, na região também conhecida como península Somali. A maioria absoluta dos somalis fala o idioma somali, que faz parte do subgrupo cuxítico da família linguística afro-asiática. Os somalis totalizam entre 15 e 17 milhões de pessoas, concentradas primordialmente na Somália (mais de 9 milhões ), Etiópia (4,6 milhões ), Iêmen (pouco menos que 1 milhão), nordeste do Quênia (cerca de meio milhão), Djibuti (350.000), e um número grande, embora pouco conhecido com precisão, habita partes do Oriente Médio, América do Norte e Europa, expulsos do país por consequência da Guerra Civil Somali.

Pré-História

A Somália foi habitada desde o período Paleolítico. A datação das pinturas rupestres remontam a 9000 a.C., foram encontradas no norte da Somália. A mais famosa delas é o complexo Laas Gaal, que contém alguma das primeiras artes rupestres conhecidas no continente africano. Inscrições foram encontradas debaixo de cada uma das pinturas rupestres, mas os arqueólogos têm sido até agora incapazes de decifrar essa forma de escrita antiga. Durante a Idade da Pedra, a cultura Doiana e a cultura Hargeisana floresceram ali com suas respe(c)tivas indústrias e fábricas.

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A mais antiga evidência de costumes funerários no Chifre da África vem de cemitérios na Somália que remontam ao quarto milênio aC. As pedras encontradas a partir do sitio de Jalelo no norte da Somália são ditas serem a ligação mais importante de evidência da universalidade do Paleolítico entre o Oriente e o Ocidente.

Colonização

Na segunda metade do século XIX, a Somália foi teatro das rivalidades coloniais entre a Itália, o Reino Unido e a França. Com os olhos voltados para a Índia e outras regiões da Ásia, o Reino Unido e a França trataram, no início da década de 1880, de se implantar na costa da Somália, tendo em vista sua importância estratégica e comercial. Com a entrada em cena da Itália, as três potências estenderam finalmente sua influência pelo interior e cada uma delas estabeleceu um protetorado no país somali.

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A partilha do país somali, praticamente terminada em 1897, desprezou os interesses legítimos das populações e as privou da liberdade e da independência. Tinha, pois, de despertar extrema desconfiança nos somalis, estimulando‑ os a resistir à aventura estrangeira. Os chefes e os sultões somalis estavam particularmente inquietos com tantas usurpações, que tinham efeito desastroso sobre seu poder político. Eles jamais cederam de boa graça a sua soberania e, de fato, encabeçaram numerosos levantes contra as forças europeias e etíopes durante o período da partilha.

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Conscientes das rivalidades existentes entre as potências europeias, os chefes somalis tentaram jogar umas contra as outras. Assinaram tratados com esta e aquela potência colonial, na esperança de que a prática diplomática lhes resguardasse a independência. Por exemplo, assinaram numerosos tratados com os ingleses, nos quais lhes concediam pouca coisa. O preâmbulo de cada tratado explicava que, do ponto de vista somali, tratava‑se de “proteger a independência, manter a ordem e outras boas e suficientes razões.

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Cumpre todavia lembrar que os somalis, não obstante a sua unidade cultural, não constituíam uma entidade política única. A agressão estrangeira, portanto, não encontrou pela frente uma nação unida, mas um mosaico de clãs isolados e, muitas vezes, inimigos45. Por outro lado, os somalis estavam armados apenas de lanças, arcos e flechas e, na época, não tinham condições de importar armas de fogo e munições. No entanto, a resistência deles durante o período da partilha manteve vivo o espírito nacionalista e, posteriormente, estimulou a djihad de Sayyid Muhammad Abdille Hasan contra a ocupação europeia e etíope.

Segunda Guerra Mundial na Somalia

A hegemonia italiana na Somália foi de curta duração por causa da Segunda Guerra Mundial. No início da guerra, Mussolini percebeu que teria que concentrar seus recursos principalmente na frente caseira para sobreviver aos ataques dos Aliados.

Os italianos conquistaram a Somalilândia britânica em agosto de 1940, mas os ingleses conseguiram reconquistar totalmente a Somália em 1941. Os oficiais italianos organizaram uma guerrilha com as tropas coloniais italianas, que durou na Somália desde o final de 1941 até a primavera de 1943.

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Durante os anos de guerra, a Somália era diretamente governada por uma administração militar britânica e a lei marcial esteve em vigor, especialmente no norte, onde memórias amargas de derramamento de sangue do passado ainda permaneciam.

Infelizmente, estas políticas eram tão imprudentes como foram anteriormente. Os bandidos e milícias irregulares do interior somali receberam um inesperado armamento, graças ao aumento mundial na produção de armas de guerra. Os colonos italianos e outros elementos anti-britânicos garantiram que os rebeldes possuíssem muitas armas à medida que fosse necessário para causar problemas. Apesar de um novo espinho somali em seu lado, o protetorado britânico durou até 1949, e houve efetivamente alguns progressos no desenvolvimento econômico. Os britânicos estabeleceram a sua capital na cidade de Hargeisa, e sabiamente permitiram juízes locais muçulmanos para agissem na maior parte dos casos, ao invés de impor a justiça militar estrangeira britânica sobre a população.

Os britânicos permitiram que quase todos os italianos ficassem, com exceção de alguns demasiado arriscados para a sua segurança, e periodicamente utilizaram como funcionários públicos e nas profissões liberais. O fato de que 9 em cada 10 dos italianos eram leais a Mussolini, e provavelmente atuariam ativamente na espionagem em nome do Exército italiano durante a Segunda Guerra Mundial, foi tolerada, devido à irrelevância estratégica relativa da Somália para o esforço de guerra mais ampla. De fato, considerando que eles eram tecnicamente cidadãos de uma potência inimiga, os britânicos deram liberdade consideráveis para os residentes italianos, mesmo permitindo-lhes formar seus próprios partidos políticos em concorrência direta com a autoridade britânica.

Período pós-guerra

Depois da guerra, os britânicos gradualmente relaxaram o controle militar da Somália, e tentaram introduzir a democracia, e inúmeros partidos políticos nativos da Somália passaram a existir, sendo o primeiro a Liga da Juventude Somali (SYL) em 1945. A Conferência de Potsdam estava incerta do que fazer com a Somália, quer para permitir que a Grã-Bretanha continuasse a sua ocupação, para retornar o controle para os italianos, que realmente havia um número significativo de habitantes italianos vivendo ali, ou conceder a independência total. Esta questão foi muito debatida no cenário político da Somália pelos próximos anos. Muitos queriam a independência definitiva, especialmente os cidadãos rurais no oeste e norte. Os sulistas gostaram da prosperidade econômica trazida pelos italianos, e preferiam a sua liderança. Uma pequena fração apreciava a tentativa britânica para manter a ordem.

Ogaden concedido à Etiópia

Em 1948, uma comissão liderada por representantes das nações aliadas vitoriosas queriam decidir a questão somali de uma vez por todas. Eles fizeram uma decisão particular, a concessão de Ogaden à Etiópia, o que provocaria a guerra décadas mais tarde. Depois de meses de hesitações e, eventualmente, transferir o debate às Nações Unidas, em 1949, foi decidido que em reconhecimento de suas genuínas melhorias econômicas para o país, a Itália iria manter uma tutela nominal na Somália pelos próximos 10 anos, após o qual o país iria conquistar a independência total. O SYL, o primeiro e mais poderoso partido da Somália, foi fortemente contra esta decisão, preferindo a independência imediata, e se tornaria uma fonte de inquietação para os próximos anos.

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Apesar dos receios do SYL, a década de 1950 foi uma espécie de idade de ouro para a Somália. Com ajuda monetária da ONU, e a entrada de experientes administradores italianos que viam a Somália como seu lar, o desenvolvimento da infraestrutura e educacional floresceu. Esta década se passou relativamente sem incidentes e foi marcada por um crescimento positivo em praticamente todas as partes da vida da Somália. Como previsto, em 1960, foi concedida a independência a Somália, e o poder dos administradores italianos foi transferido para a bem desenvolvida cultura política somali.

Independência

Os somalis recém-independente amavam a política. Cada nômade tinha um rádio para ouvir discursos políticos e, embora notável para um país africano islâmico, as mulheres também foram participantes ativos. Existiam apenas murmúrios suaves dos setores mais conservadores da sociedade. Apesar deste início promissor, foram significativos os problemas subjacentes, principalmente a divisão econômica norte-sul e a questão de Ogaden. Além disso, a desconfiança por muito tempo guardada da Etiópia e a crença profundamente enraizada de que Ogaden era legitimamente parte da Somália, deveria ter sido devidamente tratado antes da independência. O norte e o sul falavam línguas diferentes (inglês contra italiano, respetivamente) e possuíam diferentes moedas.

A partir do início dos anos 1960, as tendências preocupantes começaram a emergir quando o norte começou a rejeitar referendos que tinha ganhado a maioria dos votos, com base em um favoritismo esmagador do sul. Isso veio à tona em 1961, quando as organizações paramilitares do norte revoltaram-se quando colocada sob o comando do sul. O segundo maior partido político do norte começou a defender abertamente a secessão. As tentativas de corrigir essas divisões com a formação de um partido pan-somali foram ineficazes; o partido oportunista tentava de unir as regiões em disputa para reuni-las contra o seu inimigo em comum a Etiópia e reconquistar a causa do Ogaden. Outras plataformas do partido nacionalista incluía a independência dos territórios arrendados do norte de Quênia pela colônia italiana apropriados pelo Quênia. Estas regiões foram em grande parte habitadas por somalis étnicos que tinham se acostumado ao domínio italiano, e estavam angustiados pelo regime diverso que enfrentavam no Quênia.

História recente

As várias milícias somalis tornaram-se agências de segurança para aluguel. Devido a esse desenvolvimento, a segurança melhorou muito e uma recuperação econômica ocorreu. A Somália foi então sem dúvida, em parte numa situação onde todos os serviços foram prestados por empresas privadas. De acordo com a CIA, as empresas de telecomunicações da Somália forneciam serviços sem fio na maioria das grandes cidades e oferecem as mais baixas taxas de chamadas internacionais no continente.

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Em 2000, Abdiqasim Salad Hassan foi escolhido para liderar o Governo Nacional de Transição (TNG).

Isto foi seguido em 2004 pelo estabelecimento do Governo Federal de Transição (TFG) da República da Somália, a mais recente tentativa de restaurar as instituições nacionais para a nação após o colapso do regime Barre em 1991 e a guerra civil que se seguiu. Em 10 de outubro de 2004, os membros do parlamento elegeram Abdullahi Yusuf Ahmed, o ex-presidente da Puntlândia, para ser o próximo presidente e chefe do Governo Federal de Transição. As outras instituições aprovadas nesta época eram a Carta Federal de Transição e a seleção de 275 membros do Parlamento Federal de Transição.

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Em 26 de dezembro de 2004, um desastre natural mais mortal na história moderna, terremoto do Oceano Índico, atinge a costa ocidental de Sumatra, Indonésia. O terremoto e tsunamis subsequente matam pelo menos 220.000 pessoas em torno da borda do Oceano Índico. A costa do leste de Somália foi afetada. Pelo menos 298 pessoas foram mortas.O governo transição em Nairóbi tentou pedir a ajuda da União Africana enviar as tropas de paz para pacificar a Somália de modo que um governo possa sobreviver e prender o poder com alguma estabilidade. Esta proposta foi controversa, por causa de trazer tropas estrangeiras no país desde 1995 em que a ONU se agrupou na Somália. Alguns dos países que contribuem com tropas não são também populares, especialmente a Etiópia.

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Os senhores da guerra em Mogadíscio uniram-se para lutar contra todas as tropas estrangeiras, como o alto-falante do parlamento aliado com os senhores da guerra, causando uma linha da falha no governo. Alguns dos senhores da guerra são alinhados com os grupos militantes islâmicos. Gradualmente um grupo de islâmico chamado de União dos Tribunais Islâmicos ou União das Cortes Islâmicas transformou-se na oposição dominante e reorganizou o governo. A instabilidade, o controle dos senhores da guerra e o caos econômico continuam. Em 5 de junho de 2006, membros das forças de União dos Tribunais Islâmicos conquistaram parte de Mogadíscio, só efetivado em 11 de junho.

Entre 11 de junho a 30 de setembro, o domínio da União dos Tribunais Islâmicos (ITU) chegou de 30% para 60% do território somali, chegando a entrar em combate contra os soldados da Putlândia e da Etiópia, ambas no nordeste do país. Mas as ameaças de jihad (guerra santa) dos líderes religiosos e dos líderes da ITU contra a Etiópia eram constantes até que na quinzena de dezembro de 2006, a ITU chega mais de 70% do país ao chegar perto de Baidoa e avançar contra Putlândia e Somalilândia.

Embora reconhecido internacionalmente, o apoio do Governo Federal de Transição na Somália foi diminuindo até que os Estados Unidos apoiaram a intervenção do exército etíope, que ajudou a expulsar os rivais da União das Cortes Islâmicas (UCI) em Mogadíscio e solidificar o domínio do Governo Federal de Transição. Após esta derrota, a UTI se dividiu em várias facções diferentes. Alguns dos elementos mais radicais, incluindo Al-Shabaab, se reagrupou para continuar a sua insurgência contra o Governo Federal de Transição e opor-se a presença militar etíope na Somália. Ao longo de 2007 e 2008, Al-Shabaab obteve vitórias militares, tomando o controle de importantes cidades e portos do centro e sul da Somália. No final de 2008, o grupo havia capturado Baidoa, mas não Mogadíscio. Em janeiro de 2009, Al-Shabaab e outras milícias conseguiram forçar as tropas etíopes a se retirarem do país, deixando para trás uma força de paz mal equipada da União Africana

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Ao longo dos próximos meses, um novo presidente foi eleito dentre os islâmicos mais moderados, e o Governo Federal de Transição, com a ajuda de uma pequena equipe de soldados da União Africana, iniciaram uma contra-ofensiva em fevereiro de 2009 para retomar o controle da metade sul do país. Para solidificar seu controle no sul da Somália, o Governo Federal de Transição formou uma aliança com a União dos Tribunais Islâmicos e outros membros da Aliança para a Relibertação da Somália. Além disso, Al-Shabaab e Hizbul Islam, os dois principais grupos islâmicos na oposição, começaram a lutar entre si, em meados de 2009.

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Conforme uma trégua, em março de 2009, governo de coalizão somali recém-criado anunciou que iria implementar a sharia como sistema judicial oficial da nação.