A vida da ‘senhora verde’, uma mulher que gosta tanto dessa cor que suas roupas, móveis, cabelo e até comida são verdes

Nem todo apelido é justo ou sequer faz sentido com a pessoa que o carrega, mas no caso da artista plástica americana Elizabeth Sweetheart, o apelido é tão justo que é quase literal – basta olhar pra ela pra entender que ela de fato é “The Green Lady”, ou “a senhora verde”, como é conhecida. Literalmente tudo em sua vida é verde – os objetos de sua casa, as portas e a escada de entrada, suas roupas, os móveis, até seus cabelos são dessa cor.

Sua paixão pelo verde já dura 20 anos, e há 40 ela trabalha com sua arte para indústria da moda – ela pinta pequenas aquarelas, e suas pinturas são utilizadas como estampas desde então.

Hoje em dia ela vende e compra antiguidades em sua própria casa – preferencialmente antiguidades verdes, é claro.

Segundo a artista, ela decidiu simplesmente ir a fundo em sua cor preferida, e levar a sério esse amor, da mesma forma que as pessoas que sempre se vestem de preto por acharem que essa cor lhes cai melhor.

Não é uma obsessão, é algo que aconteceu naturalmente. Eu sempre usei e colecionei essa cor”, ela diz, enquanto revela um armário repleto de roupas, todas verdes. Segundo ela, a cor lhe ajuda a passar pelas fases difíceis, e uma coisa então fica clara: ao menos sua alimentação há de ser bastante saudável.

© fotos: reprodução/fonte:via

Anúncios

Ninguém quis comprar suas tristes fotos da ‘Batalha de Mosul’, então ele as disponibilizou gratuitamente

Fotos de guerra são importantes documentos de uma época ou contexto e, ao mesmo tempo, imagens duras e difíceis de serem contempladas. Conforme a batalha na cidade de Mosul, no Iraque, contra as investidas do ISIS prossegue violentamente, o fotógrafo Kainoa Little registrou diversos momentos impactantes do conflito, mas não conseguiu encontrar ninguém interessado em comprar as imagens (o que diz muito sobre o interesse seletivo do resto do mundo pelas tragédias que assolam certas populações). Com isso, Kainoa decidiu que era mais importante contar a história do que necessariamente lucrar, e decidiu liberar as imagens de graça.

O fotógrafo americano é especialista em registrar territórios em conflito, e esteve em Mosul em abril desse ano. Suas fotos registram a angústia da população diante da violência que os obrigou a deixar suas casas, a ação dos soldados e o caos que tomou conta da região.

De forma geral, as imagens mostram as ações da Polícia Federal Iraquiana para retomar a cidade das mãos do ISIS – esforço que hoje já encontra resultados contundentes, ainda que a cidade ainda não esteja retomada completamente.

Se tais emoções não interessaram aos grandes grupos de comunicação ou agências de notícias, Kainoa decidiu que era de interesse geral, e se valeu da internet para que as imagens pudessem ser vistas.

Todas as fotos © Kainoa Little/fonte:via

Pessoas compartilham fotos incríveis de lugares que parecem saídos de um filme de Wes Anderson

A fotografia dos filmes de Wes Anderson possui características bem marcadas. Geralmente estão pinceladas de cores fores e com um toque retrô, ao mesmo tempo em que os cenários de seus filmes parecem exalar algo de mágico. Os fãs do diretor certamente vão se encontrar na rua pensando que aquele bar da esquina poderia muito bem fazer parte do set de filmagens de Grande Hotel Budapeste ou que a casa de algum amigo ficaria perfeita como cenário de Os Excêntricos Tenenbaums.

Já existe um espaço pensado para essas pessoas compartilharem seus achados no Reddit. É o Subreddit Accidental Wes Anderson. É lá que os amantes dos filmes de Wes Anderson publicam fotografias de lugares reais que poderiam muito bem estar em uma das obras do diretor. A foto em destaque foi capturada pelo usuário dekdekwho, em Hong Kong.

Espia só outros exemplos:

Auditório na Coreia do Norte. Foto: Watson92

Sala de conferências na Coreia do Norte. Foto: Nekhera

Grand Hotel Misurina, Itália. Foto: crboakes

Quarto no Ostel Hotel, em Berlim. Foto: MeunderWears

Zoológico de Londres em 1953. Foto: cleon_salmon

Berlim. Foto: lazyusernamelamp

Jane Hotel, Nova York. Foto: Rustedbones

Foto: ferrets54

Good Records, em Dallas. Foto: BlueberryGarcia

Trem em Flam, Noruega. Foto: asdlkfdjldsknlas

Foto: ScroogeMcDuckII

Singapura. Foto via /fonte:via

O incrível trabalho de Filip Hodas, o cara que ‘desenhou’ o apocalipse da cultura pop

A cultura pop, especialmente em seu lado mais comercial, costuma nos vender felicidade, alegria, diversão e excitação perpétua, deixando de lado outros sentimentos mais obscuros e complexos. Mas como seria um cenário apocalíptico dentro do pop?

Entre videogames, marcas de fast food, personagens de animações e outros ícones altamente reconhecíveis, o artista tcheco Filip Hodas, também conhecido como Hoodass, inverteu tais expectativas coloridas e palatáveis para criar um apocalipse pop.

Como que em futuro distópico em que esses ícones acabaram em sucata, tomados pela vegetação, desprovidos de sua função de entretenimento e entregues ao abandono, personagens como a Hello Kitty, o cogumelo do Super Mario Bros., Pac Man, as peças de LEGO e do Tetris e muitos outros se revelam como cadáveres esquecidos, sujos e em tudo opostos à impressão que tanto estamos acostumados de tais imaginários.

Surpreendente e, ao mesmo tempo, divertido (o que pode querer dizer que a força da cultura pop permanece, mesmo quando destruído), o apocalipse pop de Hoodass é instigante e, ao mesmo tempo, assustador.

Todas as fotos © Hoodass/fonte:via