Artista faz esculturas de papelão dos moradores da vila onde moram seus avós

O artista sino-americano Warren King começou a esculpir em papelão originalmente para trazer um pouco de fantasia e imaginação para a vida de suas crianças – a fim de enriquecer as memórias que eles terão, no futuro de sua infância. Aos poucos, porém, o tema da memória – de certa forma o tema essencial, direta ou indiretamente, de boa parte das criações artísticas – foi tomando conta de seu processo e intensificando seu trabalho. O que era um passatempo para a criação de máscaras e capacetes tornou-se um elaborado, belo e impactante ofício artístico – e uma visita ao vilarejo onde viveram seus antepassados impôs as relações com a memória como seu tema central.

A viagem à vila de Shaoxing, em sua primeira visita à China de seus antepassados, segundo King, foi o que o inspirou a tornar-se realmente um artista, como uma experiência transformadora. “Eu falei com residentes que lembravam de meus avô há mais de 50 anos”, ele afirmou. E foi assim que ele decidiu esculpir esses moradores que conheceu, e que trouxeram a ele uma memória tão sua, tão quente e constitutiva, mesmo sendo de coisas que ele pessoalmente não viveu.

Suas grandes esculturas de cada morador que conheceu procura justamente reencontrar nele mesmo esse passado que não é seu e ao mesmo tempo é o que lhe forma. “Estou tentando entender as frágeis conexões entre as pessoas e a cultura, e examinar se essas conexões, uma vez rompidas, podem ser reestabelecidas”, afirmou King. A série se chama Aldeões Shaoxing e, apesar de retratar uma história tão pessoas, parece forte e poeticamente dialogar com sentimentos e vivências universais.

 

© fotos: Warren King/fonte:via

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Retratos de sofrimento e da glória: O antes e depois dos maratonistas de Nova York

Correr uma maratona é de tal forma um imenso feito físico que não por acaso muitas vezes utilizamos tais termos para significar todo e qualquer grande esforço que nos consuma por horas. Percorrer 42 quilômetros correndo exige de seus competidores tanto, que para a maioria simplesmente concluir a corrida já é uma grande vitória, independentemente de sua posição.

Entre o sofrimento e a glória, foi por isso que o fotógrafo Eddie Cohen decidiu registrar o semblante dos participantes da maratona de Nova York – antes e depois da corrida.

A série foi apropriadamente intitulada “Pain and Glory”, ou Dor e Glória, e retrata não só a concentração e o ânimo dos participantes antes da maratona, como também, e principalmente, o alívio, a catarse e o sofrimento dos corredores após os 42 quilômetros, em um tempo médio de 4 horas e 20 minutos de duração.

A emoção parece tomar conta de alguns dos fotografados, enquanto outros parecem tomados pela adrenalina ou pelo cansaço.

“Eu estava interessando em capturar o estado simultâneo de exaustão e euforia e mostrar o que correr 42 quilômetros faz com a fisiológico e o psicológico de uma pessoa”, disse o fotógrafo. Além das fotos de antes e depois, Cohen também registrou alguns participantes após a corrida – e exaustão e euforia parecem se misturar em um semblante único dos que – literalmente – correram uma maratona.

 

© fotos: Eddie Cohen/fonte:via

Penas, cauda e muitas cores: Há 161 milhões de anos, Terra teve dinossauro ‘arco-íris’

Muitos dos dinossauros que historicamente imaginávamos com uma pele grossa e escamosa eram, na verdade, coberto por penas. Nenhum, no entanto, com o estilo e a desenvoltura do Caihong juji. Descoberto recentemente fossilizado na China, uma análise realizada através de um microscópio eletrônico permitiu confirmar e reproduzir as incríveis e vibrantes cores das penas que, há 161 milhões de anos, cobriam o animal.

O apelido de “arco-íris” dado ao Caihong juji Não é, portanto, por acaso. Brilhantes e multicoloridas, sua penugem era em tonalidades de azul, verde e laranja, localizadas na região da cabeça, peito e da cauda. A descoberta foi realizada por pesquisadores da Universidade Normal de Shenyang.

Segundo tais pesquisadores, a confirmação das cores das penas só foi possível pois o fóssil ainda preservava células referentes justamente à pigmentação, chamadas melanosomas. O animal, do tamanho de um pato, provavelmente utilizava suas vibrantes cores para efeitos sociais e sexuais, em um efeito similar às penas de um beija-flor – seu nome, em Chinês, significa “arco-íris com grande penacho”.

 

© fotos/arte: divulgação/fonte:via

Criador da academia de box do Glicério morre e deixa cinco cães que precisam de um lar

Para a maioria dos paulistanos, a academia de boxe improvisada debaixo do Viaduto do Glicério pode até passar desapercebida, mas para muitas pessoas em situação de rua, aquele espaço faz muita diferença. O lugar foi criado por João Batista dos Santos, o JB, e ele próprio um dia teve sua vida modificada por causa de um lugar como aquele.

Bisneto de escravos, ele nasceu em um quilombo em Minas Gerais e veio morar em São Paulo ainda criança. Perdeu a mãe muito cedo e teve que aprender a se virar, mas logo se envolveu no mundo do crime – o que lhe rendeu 12 anos de prisão.

Em outubro de 1992, no terrível massacre do Carandiru, quando 111 presos foram mortos pela Polícia Militar, JB estava lá e sobreviveu. Depois da experiência, saiu do encarceramento e passou a morar nas ruas do Glicério. Até se deparar com o projeto do Mestre Garrido que ensina boxe para pessoas que vivem na rua. Uma nova vida estava começando.

Ali, ao lado de outras pessoas determinadas, JB aprendeu a lutar e decidiu passar seus conhecimentos adiante abrindo sua própria academia embaixo do Viaduto do Glicério, lugar que também se tornou seu lar.

Além do boxe, o pugilista possuía outra grande paixão: os cães. Os cinco criados por ele – Ariel, Olímpia, Apache, Kong e Nuvem – eram seus filhos. Ele os mimava, tirava fotos ao lado do quinteto, fazia carinho e arrumava doações para alimentá-los bem.

Infelizmente a vida é cheia de reviravoltas e, em 2016, JB foi surpreendido com um câncer que evoluiu rapidamente. No começo de dezembro de 2017, com apenas 49 anos, ele se foi.

Os cinco cãezinhos ficaram sem rumo sem o seu humano e continuaram aguardando que ele voltasse. Ariel, a mãe da matilha, foi a que ficou mais desolada e ficava deitada no ringue o tempo todo, isolada.

Os amigos de JB olhavam os animais do lado de fora da academia, pois, por conta da ausência do tutor, os cães começaram a ficar irritados e agressivos uns com os outros.

Então, ativista Elis Pedroso, do Projeto Mãos que Acolhem Bichos foi chamada para recolhê-los, pois eles estavam no local há mais de uma semana sem comida. A veterinária Lilian Piéri de Almeida, da Clínica Latmia e Cia aplicou vacinas em todos.

No momento os peludos estão muitíssimos bem tratados no Zoo Lógica, em Piedade, São Paulo, e na ONG Vira lata, mas precisam de pessoas amorosas para adotá-los.

Olhe para essas carinhas aí abaixo e resista se for capaz!

Esta é Ariel de 4 anos. Ela primeiro se faz de tímida… Finge um certo desinteresse…

Em seguida ela continua fazendo um jogo duro. Olhando de ladinho… Fazendo a egípcia, meu béin…

Daí, quando você menos espera: PÃNNNN!! Ela te joga ‘O’ olhar e então já é tarde demais e é amor na certa! Liga e adota essa delícia: 11 98926-7906

Este é Kong, ele tem dois anos e é um charme…

Ele sabe que é bonitão.

E usa sua beleza para conseguir petiscos, carinhos e atenção. Não tem vergonha de admitir… Liga e adota essa delícia: 11 98926-7906

Nuvem, de dois anos, não veio a este mundo a passeio.

Pois bastam poucos segundos olhando para esta princesinha para que qualquer um se apaixone perdidamente…

Duvida? Dá uma olhada para esta foto aí. Liga e adota essa delícia: 11 98926-7906

Olímpia, tem 3 anos e é uma branquinha de lindíssimos olhos verdes

Ela possui nome e, muitas vezes, até porte de realeza, mas, na verdade…

Olímpia é mesmo uma cachorrinha plebeia que gosta de correr livre num gramado e se divertir numa família lindona que a trate com amor. Liga e adota essa delícia: 11 98926-7906

Apache, de dois anos, é maroto, o danadão…

Veja esse sorrisinho sendo formado, meio de cantinho de boca… Olhando assim você já fica gamado no catiorríneo…

Agora olha isso aí! Ninguém guenta isso daí! Ele está SORRINDO! E A GENTE FICA COMO? A GENTE LIGA AGOOOOOOOOOOOOOORA 11 98926-7906

Para adotar os catiorríneios, ligue para Elis Pedroso: 11 98926-7906

 

Imagens: Reprodução/fonte:via