Fotos de animais ameaçados de extinção – Parte 2

 Tubarão-baleia (Rhincodon typus)

O tubarão-baleia (Rhincodon typus) é o maior peixe do mundo. Pode chegar a 14 metros de comprimento e 20 toneladas. Aparentemente a população da espécie começou a diminuir devido à pesca de arpão realizada no Sudeste Asiático e, talvez, por capturas acidentais em pesca com redes. Recentemente o interesse por mergulhos com tubarões-baleia selvagens está crescendo e é uma alternativa para a conservação da espécie.Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie vulnerável

A lista vermelha das espécies ameaçadas é elaborada pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês). Através de pesquisas científicas para determinar o risco de extinção de taxons em geral, a lista se tornou referência mundial para a consulta do status de uma espécie.

As categorias criticamente ameaçado, ameaçado e vulnerável levam em conta a diminuição da população nos últimos 10 anos, diminuição da área de ocorrência, diminuição da área de ocupação, população estimada de indivíduos adultos e probabilidade de extinção na natureza.Confira as categorias e os critérios da lista vermelha das espécies ameaçadas da IUCN.

 Rinoceronte-negro (Diceros bicornis)

De desertos a florestas, o rinoceronte-negro (Diceros bicornis) pode sobreviver em habitats totalmente diferentes. O animal prefere as savanas africanas, onde se alimenta de folhas de acácias e plantas herbáceas. Os chifres dos animais – feitos de queratina (mesma substância encontrada em nossas unhas) – são utilizados na medicina chinesa para o tratamento de doenças, incluindo o câncer. A população da espécie sofreu uma redução de 98% entre 1960 e 1995 devido à caça ilegal para abastecer esse mercado mesmo sem estudos que comprovem a eficácia do tratamento.Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie criticamente ameaçada

 Sapo-dourado-do-panamá (Atelopus zeteki)

Encontrado somente em florestas tropicais de montanha do panamá, o sapo-dourado-do-panamá (Atelopus zeteki) possui uma toxina capaz de matar pequenos vertebrados e pode causar irritações dolorosas em humanos. Suas cores vibrantes servem de aviso para predadores se manterem distantes. A população da espécie sofreu uma queda de 80% na última década devido a quitridiomicose, uma doença causada por um fungo (Batrachochytrium dendrobatidis) que adere na pele, causa lesões graves e levam os animais a morte. Outros anfíbios também sofrem com essa epidemia que pode estar relacionada com o aquecimento global.Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie criticamente ameaçada

 Calau-de-pescoço-ruivo (Aceros nipalensis)

Encontrado no Sudeste Asiático, o calau-de-pescoço-ruivo (Aceros nipalensis) pode realizar migrações sazonais entre áreas de florestas em busca de uma maior abundância de frutos. A ave depende de árvores de grande porte para construir o ninho e o desmatamento segue como a principal ameaça. A caça para o consumo da carne e o tráfico de animais também contribuem para que a população siga diminuindo.Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie vulnerável

 Lobo-marinho-de-Galápagos---Fábio-Paschoal

O lobo-marinho-de-galápagos (Arctocephalus galapagoensis) pode ser reconhecido pelos seus grandes olhos, uma adaptação para caçar peixes e lulas à noite. Assim evita predadores e não compete com o leão-marinho por alimento. Encontrado exclusivamente no arquipélago, sofre com a elevação da temperatura, evento associado ao El Niño, que causa o declínio da produtividade nos mares de Galápagos e, consequentemente, diminuição do alimento para os lobos-marinhos. Doenças transmitidas por animais domésticos também são sérias ameaças.Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie ameaçada

 Ocapi (Okapia johnstoni)

Limitado a florestas entre 500 e 1.500 metros de altitude, o ocapi (Okapia johnstoni) pertence à família da girafa. Sua alimentação é composta de mais 100 espécies de plantas, mas, apesar dessa variedade, o desmatamento – realizado por madeireiras e ocupações humanas (algumas ilegais, dentro de áreas protegidas) – colocou a espécie na lista vermelha de animais ameaçados de extinção. Em 24 anos houve uma redução de 50% na população da espécie.Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie ameaçada

 Um contemplativo muriqui na Mata do Sossego, em Simonésia, Minas Gerais.

O maior primata das Américas só é encontrado na Mata Atlântica. O muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) se alimenta de frutos, atua como dispersor de sementes de diferentes espécies de plantas e é essencial para manter a diversidade da floresta. Infelizmente o desmatamento e a caça por esporte ou alimento colocam a espécie em perigo.Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie criticamente ameaçada

 Águia-das-filipinas (Pithecophaga jefferyi)

Ameaçada pelo desmatamento e pela caça ilegal, a águia-das-filipinas (Pithecophaga jefferyi) é uma das aves de rapina mais raras do mundo. Desde 1970 existe um esforço para preservar esses animais. Leis contra a caça, proteção dos ninhos, campanhas de sensibilização e programas de criação em cativeiro tentam salvar a espécie.Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie criticamente ameaçada

 Lóris são primatas adaptados à vida noturna. A luz, dependendo da intensidade, pode cegá-los

Os lóris (Nycticebus sp.) são os únicos primatas venenosos do mundo (uma mordida é capaz de matar um homem adulto). Encontrados somente na Ásia, são extremamente bem adaptados à vida noturna: possuem grandes olhos e andam lentamente pelos galhos das árvores para não atrair a atenção de presas e predadores. O desmatamento, a medicina tradicional (que utiliza os primatas para o tratamento de doenças nos países onde são encontrados) e o tráfico de animais colocam todas as espécies de lóris em perigo.Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): a maioria se encontra na categoria vulnerável, mas a espécie Nycticebus javanicus está criticamente ameaçada

 Albatroz-das-galápagos (Phoebastria irrorata)

Com 2,35 metros de envergadura o albatroz-de-galápagos (Phoebastria irrorata) é a maior ave encontrada no arquipélago. Na Ilha de Española, entre o final de março e começo de dezembro, os casais se reúnem para terem seus filhotes. Pescam em alto mar e podem cair no espinhel (longa linha contendo vários anzóis) de pescadores, o que faz com que a população da espécie venha diminuindo.Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie criticamente ameaçada

 Leopardo-das-neves (Panthera uncia)

Acostumado a baixas temperaturas, grandes altitudes e terrenos áridos, o leopardo-das-neves (Panthera uncia) é encontrado nas montanhas e penhascos no centro da Ásia. Conflitos com pessoas, tráfico de animais e uma queda na quantidade de presas são as principais ameaças enfrentadas pela espécie.Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie ameaçada

 Tatu-canastra (Priodontes maximus)

Podendo chegar a 50 quilos e medir 1,2 metro de comprimento,  o tatu-canastra (Priodontes maximus) é o maior membro de sua família (Dasypodidae). Possui garras enormes que usa para cavar buracos em busca de formigas, cupins.  A espécie é visada por caçadores devido ao seu grande porte. O desmatamento é outra ameaça ao mamífero.Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie vulnerável

 Biguá-de-galápagos (Phalacrocorax harrisi)

As ilhas de Galápagos se encontram a mais de 900 quilômetros do continente, formadas por vulcões há cinco milhões de anos atrás. Durante esse tempo várias aves vindas do continente chegaram  ao arquipélago. Entre elas estavam os biguás-de-galápagos (Phalacrocorax harrisi). Eles mergulhavam para pegar seu alimento e nenhum mamífero que poderia ameaçá-los conseguiu colonizar as ilhas. Seus ancestrais não precisavam das asas para impulsioná-los na água, já que todos os biguás utilizam os pés para isso. Enquanto uma geração sucedia a outra, sem voar sequer uma vez, suas asas foram encolhendo. Hoje, as asas que os biguás-de-galápagos abrem para secar após uma pescaria são tão pequenas que certamente não os sustentariam no ar.Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie vulnerável

 Pato-mergulhão (Mergus octosetaceus)

O pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) é encontrado em ecossistemas ambientalmente equilibrados do Cerrado, em especial aqueles em que há cursos d’água limpos e transparentes, a ave sofre com a poluição dos rios, a expansão da agricultura e a construção de hidrelétricas.Status na  IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie criticamente ameaçada

 Pantera-nebulosa (Neofelis nebulosa)

Rosetas em forma de nuvens irregulares espalhadas pelo corpo batizaram a pantera-nebulosa (Neofelis nebulosa). Com até 1,1 metro de comprimento é o menor dos grandes felinos, mas sua habilidade de escalada rivaliza com a de muitos gatos pequenos. Caça macacos, aves, porcos-espinhos e veados. É encontrado em florestas densas no Sudeste Asiático, habitat com uma das mais altas taxas de desmatamento no mundo. O felino também é alvo do tráfico de animais. A pele é vendida para a confecção de casacos, ossos para a fabricação de remédios, a carne é consumida em pratos exóticos e indivíduos vivos são negociados como animais de estimação.Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie vulnerável

 Leão-marinho-de-galápagos (Zalophus wollebaeki)

O maior animal achado nas areias de Galápagos é o leão-marinho-de-galápagos (Zalophus wollebaeki). Durante a temporada de acasalamento o macho dominante patrulha a praia e espanta qualquer concorrente que tente tomar o seu posto. As mães assistem tudo tranquilamente, enquanto cuidam de seus filhotes. Alimentam-se basicamente de sardinhas e podem sofrer com eventos causados pelo El Niño, que diminui drasticamente o número de suas presas, fazendo com que vários filhotes morram de fome.Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie ameaçada

 Leão (Panthera leo)

Os leões (Panthera leo) são os mais sociais de todos os felinos. Fêmeas da mesma família formam bandos, enquanto os machos se unem em coalizações para tentar conquistar um bando. Caçam de forma cooperativa e podem derrubar presas grandes, como girafas, búfalos, hipopótamos e até elefantes. Mas também se alimentam de animais de pequeno porte e, em situações de desespero, podem comer carniça. São caçados em retaliação pela morte de pessoas e do gado na África. Seus ossos também podem ser vendidos para a fabricação de medicamentos. Eles entram como substitutos dos ossos de tigre que se tornam cada vez mais raros.Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie vulnerável

 Araponga (Procnias nudicollis)

A araponga (Procnias nudicollis) também é conhecida como ferreiro, porque possui um canto que se assemelha ao som de um martelo batendo em uma bigorna. Por causa disso ela é visada por traficantes de aves.Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie vulnerável

 Pinguim-de-galápagos

Em Galápagos está o único pinguim encontrado no Hemisfério Norte, o pinguim-de-galápagos (Spheniscus mendiculus). Apesar de serem extremamente desajeitados em terra, parecem estar voando como foguetes enquanto perseguem cardumes de peixes. A pesca predatória, a introdução de animais domésticos, que podem caçar as aves ou transmitir doenças, e eventos relacionados ao El Niño, que aumenta a temperatura dos oceanos e diminui a quantidade de alimento disponível, são as grandes ameaças.Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie ameaçada

 Macaco-aranha-de-cara-branca

Restrito aos estados de Mato Grosso e do Pará, o macaco-aranha-de-cara-branca (Ateles marginatus) enfrenta o desmatamento, especialmente no norte do Mato Grosso, na região do arco do desmatamento, onde grandes áreas estão sendo estabelecidas para a plantação de soja. Seu habitat é cortado por grandes estradas, como a Transamazônica. As populações acabam ficando isoladas, já que é muito raro um macaco-aranha andar pelo chão. Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie ameaçada

Fotos: Fábio Paschoal

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